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26/10/2011 - 18:51

O novo Zanardi

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FELIPE GIACOMELLI [@Daewlz]

Quando Alessandro Zanardi sofreu o grave acidente na etapa de Lausitz da Champ Car, em 2001 – perdendo as duas pernas –, a primeira preocupação, claro, era saber ser o piloto tinha sobrevivido à batida. Passado o risco de morte, a inquietação passou a ser quanto à carreira do italiano, que parecia ter acabado.

Zanardi, no entanto, se recuperou e voltou às pistas em 2005 para competir no WTCC em um carro adaptado. O piloto disputou cinco temporadas, obteve quatro vitórias e conquistou a décima colocação final como melhor resultado.

Aos 19 anos, o americano Michael Johnson começa a trilhar uma carreira semelhante à do bicampeão da Indy. Michael disputava campeonatos regionais de motocross e já havia conquistado cerca de 15 títulos, quando, em 2005, ficou paraplégico ao sofrer um grave acidente em uma corrida.

Antes mesmo de se recuperar das fraturas – quebrou as costas, todas as costelas do lado direito e a bacia –, o garoto disse à família que queria continuar correndo, não importando o que acontecesse.

O início da volta às pistas foi dado em 2007, quando o garoto passou por uma cirurgia experimental de células-tronco, em Portugal. Com resultado satisfatório e uma boa recuperação, ele passou a competir nos karts e, depois, na Skip Barber, onde terminou um dos campeonatos da categoria de 2011 na terceira colocação, conquistando vitória na tradicional pista de Watkins Glen.

Como não tem os movimentos das pernas, para competir, Michael também usa um carro adaptado. Ele controla o acelerador e a embreagem com as mãos, enquanto empurra o volante para frear.

Depois do bom resultado competindo de forma profissional neste ano, o garoto já traça planos para 2012. Ele quer disputar a USF2000, espécie de F-Ford dos Estados Unidos, que faz parte do programa Road to Indy. Um dos sonhos de Michael é disputar uma Indy 500 ou outro, voltar a andar.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , ,
20/10/2011 - 16:21

Desnecessário

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

de Sumaré

“A equipe decidiu apoiá-lo. Matematicamente tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer e vou fazer meu melhor. Meu trabalho será ajudar [a equipe] a conquistar os títulos. Não é a posição dos sonhos para piloto algum.”

Este é Sébastien Ogier, que deu as declarações acima durante entrevista coletiva que antecede o início do Rali da Catalunha, prova que será crucial para a definição do título do WRC em 2011. O piloto da Citroën se referiu a Sébastien Loeb, seu companheiro de equipe e líder da temporada ao lado de Mikko Hirvonen, da Ford. Ambos somam 196 pontos. Seria natural que a equipe francesa beneficiasse seu principal piloto e, em teoria, aquele que tem mais chances de ser campeão mundial.

Até aí, beleza. Só que Ogier, terceiro colocado, está a apenas TRÊS pontos de Loeb e Hirvonen. A Ford também fez uso do jogo de equipe nas últimas etapas do Mundial, já que o colega de Mikko, Jari-Matti Latvala, já não tem mais chances de título e abriu passagem para o compatriota, tanto na Austrália — onde Hirvonen venceu —, como na França. A tática ajudou o finlandês a alcançar Loeb no topo da tabela. A estratégia e o jogo de equipe da montadora do óvalo azul se justificam porque há apenas um piloto com chances reais de título.

Agora, quanto à Citroën, não há razão nenhuma para tal postura. Claro, a cúpula da equipe pode avaliar que é melhor para a marca que Loeb seja octacampeão, já que o piloto é um mito do rali e também acabou de renovar contrato pelo menos até 2013, rechaçando uma proposta tentadora da Volkswagen. Talvez a Citroën dê a preferência a Loeb como forma de gratidão por permanecer na equipe até o fim de sua carreira.

É a velha questão da ética no esporte que aflora mais uma vez. Lembre-se que não faz muito tempo, no ano passado, a Ferrari efetuou jogo de equipe para favorecer Fernando Alonso, único na equipe em condições de conquistar o título, em detrimento de Felipe Massa. No entanto, McLaren e Red Bull deixaram a disputa livre entre seus pilotos, e o resultado foi o vimos nas duas últimas temporadas.

O favorecimento da Citroën em relação a Loeb em fase tão crucial do campeonato é totalmente desnecessário para ele, para a própria equipe e para o Mundial de Rali como um todo. Embora Ogier esteja em melhor forma neste fim de temporada, com duas vitórias em três provas, o heptacampeão não precisa disso nem JAMAIS precisará: é o melhor do mundo no rali e franco favorito para a vitória na Catalunha e em Gales, última etapa do Mundial.

Só há uma grande razão que justificaria tal postura da Citroën: a confirmação dos boatos que dão conta da ida de Ogier para a Ford em 2012, em uma eventual troca com Mikko Hirvonen, que segundo o noticiário aponta, pode ser o novo colega de Loeb na próxima temporada. Seja lá como for, tal postura é ruim para a marca, é ruim para Loeb, Ogier e principalmente para o esporte.

Autor: - Categoria(s): Rali, WRC Tags: , , , , , , ,
18/10/2011 - 14:50

O sentido do automobilismo é o risco (de morte)

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

Só hoje eu li o texto de André Forastieri sobre a morte de Dan Wheldon. O título é “O sentido do automobilismo é a morte” e causou discussão no Twitter, notadamente por parte de pilotos e jornalistas que dele discordaram. Como na era de internet infelizmente não se ouve, lê ou vê nada sem um juízo de valor previamente estabelecido, muitos se apressaram a atacar o autor do texto, evocando aspectos de seu passado como jornalista — todos vinculados ao fato de Forastieri ter escrito textos polêmicos ao longo de sua carreira, como se isso fosse necessariamente negativo.

Forastieri é um jornalista experiente, da geração do Flavio. Por isso, eu, jovem, li um texto dele pela primeira vez há poucos anos. É um opinador voraz. E neste ponto abordo o primeiro dos tópicos deste meu texto. Em geral, as pessoas não sabem lidar com opiniões discordantes. Li que a opinião de Forastieri não deve ser levada em conta porque supostamente, o jornalista é alguém que “se aproveita” de temas polêmicos para ganhar cliques — como se as pessoas devessem julgar uma opinião pelo que acham de seu dono. Vi gente que deveria zelar por sua imagem pública chamar o cara de imbecil e animal, por exemplo, por ter um ponto de vista oposto ao seu. (Esse desrespeito e a falta de noção em lidar com a discordância pode ser vista aqui mesmo no BloGP e em qualquer blog de opinião. Já perdi as contas de quantas vezes fui xingado porque achava uma coisa e não outra.)

O segundo tópico deste post refere-se ao conteúdo do texto de Forastieri. Vamos ao trecho principal do que disse o jornalista. “Quem corre, corre risco de morte. É grande parte da sedução deste ‘esporte’. É por isso que atrai grande audiência, e corrida de kart ou bicicleta, não. No risco de acidente está a grana, o patrocínio, o faturamento. É para isso que pagam um dinheirão para os pilotos.  É por isso que Wheldon, ex-campeão, receberia dois milhões de dólares pela participação na corrida em que morreu.”

A discussão sobre automobilismo ser esporte ou não é secundária, deixemos de lado. O valor que Wheldon receberia seria quase esse mesmo, uma vez que dividiria os US$ 5 milhões com um torcedor. Fiquemos no conteúdo. E, sorry, guys, Forastieri falou a verdade. Não confundam objetivo com sentido. O objetivo do automobilismo é ser o melhor na difícil tarefa de tornar homem e máquina uma coisa só. E isso é bem arriscado, vocês sabem — numa pista de kart ou na F1. Quando alguém morre num circuito, todos repetem o chatíssimo clichê “automobilismo é esporte de risco”. O sentido do automobilismo é o risco. E esse risco é do quê, senhores, senão da morte, de uma lesão grave, de ficar fora das pistas para sempre? Ao dizer que o sentido — e não a lógica — do automobilismo é a morte, Forastieri não cometeu uma heresia. O risco não pulula na tela o tempo todo, lembrando-nos que aquele piloto pode morrer a qualquer momento. Mas ele é inerente à corrida. Está implícito.

Seguimos com parte do texto de André. “Seria facílimo tornar o automobilismo mais seguro. Você assistiria? Não. Morre, então, mais um piloto. Triste para a família e amigos e fãs. Mas inegavelmente previsível. E grande atração televisiva, capotamentos e incêndio bombando audiência do domingo à noite, repercutindo na internet, visualizações dos vídeos aos milhões”.

Um adendo, então: o fim do ano está chegando. Num exercício de previsão, que jornalista dirá que, em 2012, morrerão menos de três pilotos nas principais categorias do esporte a motor mundial? Mortes no automobilismo são, sim, previsíveis, por mais que a segurança evolua. E não é preciso muito esforço para perceber que tristes acidentes repercutem tanto quanto vitórias marcantes. Um exemplo? Dan Wheldon. Experimente digitar o nome do inglês no YouTube e selecionar a opção contagem de exibições. Os cinco vídeos mais vistos sobre o piloto somam 12.558.425 views. E ele morreu há dois dias. O sexto colocado entre os vídeos mais exibidos sobre Wheldon é a vitória dele nas 500 Milhas deste ano, há quatro meses: 351.022 views. O instinto macabro do ser humano, por sua vez, é incontável.

Discordo quando Forastieri diz que o automobilismo é um espetáculo monótono, que ninguém mais assistiria automobilismo se este fosse absolutamente seguro. Não sei. Mas, de resto, André não escreveu nenhum absurdo. A adrenalina é gerada pelo risco, e esse risco é de morrer, como em todos os esportes ditos radicais. E acredito que parte do furor gerado pelo texto advém do título forte e do fato de que o jornalista não é do meio. E julgar um texto por este critério é ridículo.

Acho que o grande estalo da polêmica foi semântico. O objetivo do automobilismo não é o risco. A lógica do automobilismo não é o risco. O sentido dele é.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
12/10/2011 - 17:38

O caminho dos iniciantes do motociclismo

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Juliana Tesser [@JulianaTesser]

O circuito de Aragón recebeu nos últimos três dias centenas de jovens que buscavam uma chance no Red Bull Rookies Cup, competição que reúne pilotos entre 13 e 16 anos e que corre nos mesmos dias da maioria das provas europeias do calendário da MotoGP.

Após se inscreverem pela internet, 106 pilotos de 24 nações foram selecionados para os três dias de testes no circuito espanhol. Os exercícios estavam divididos em duas sessões diárias utilizando motos idênticas de 125cc, similares as que são utilizadas na categoria inicial do Mundial de Motovelocidade.

Ao final da atividade, dez pilotos foram selecionados para participar da competição no ano que vem:

Nicolò Castellini (Itália)

Simon Danilo (França)

Karel Hanika (República Tcheca)

María Herrera (Espanha)

Livio Loi (Bélgica)

Stefano Manzi (Itália)

Jorge Martín (Espanha)

Diego Perez (Espanha)

Bradley Ray (Reino Unido)

Filippo Scalbi (Itália)

Jordan Weaving (África do Sul)

Entre os jovens que participaram da seleção, estava Michel Velludo, único brasileiro aceito pela organização para disputar a vaga na competição.

Apesar de não ter conquistado um lugar no campeonato, Michel, que participa do Racing Festival na categoria CB300R, pode se orgulhar de ter sido o único brasileiro a participar da disputa.

Com toda certeza, Velludo não contou com um motociclismo forte, bem estruturado e conhecido por formar campeões. O Brasil, ao contrário de Espanha, Itália e Reino Unido – países de onde vieram a maior parte dos inscritos na disputa -, não possui uma estrutura para iniciantes e está muito longe do que se espera de país que quer formar campeões.

Mas essa é outra história…

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , ,
11/10/2011 - 16:14

Será Ogier de 2011 o Vettel de 2010?

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recordo bem que no fim da temporada 2010 de F1, nada menos que quatro pilotos (Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton) chegaram ao GP de Abu Dhabi com chances de conquistar o título mundial. A derradeira corrida daquele ano foi facilmente vencida pelo alemão, que conquistou seu primeiro campeonato depois de ter sido considerado carta fora do baralho em uma disputa que parecia estar entre Webber e Alonso.

Naquele ano, Sébastien Loeb teve vida muito mais fácil que seu xará e ‘colega’ de Red Bull ao conquistar o heptacampeonato mundial do WRC no Rali da França, faltando ainda duas provas de antecipação. Contando com Dani Sordo como companheiro no time de fábrica da Citroën (que ao longo da temporada foi substituído por Sébastien Ogier, que era da equipe Junior ao lado de Kimi Raikkonen), Loeb chegou ao título com incríveis 105 pontos de vantagem para Jari-Matti Latvala.

Analisando o ano de 2011 das duas categorias que julgo serem as principais do automobilismo mundial na atualidade, os papeis se inverteram completamente.

Vettel teve um ano de Loeb, ou de Vettel, mesmo. Dominou como quis a temporada e conquistou o bi mundial de maneira impecável. Mesmo contando como principal adversário um Jenson Button em fase esplendorosa, Sebastian jamais teve a oposição daquele que deveria ser seu principal rival, Webber, que foi postulante ao título em 2010. E o resultado foi o que todos vimos no domingo: Seb alcançou fácil seu segundo título, com quatro provas de antecipação.

Já no WRC, em contrapartida, três pilotos (Loeb, Ogier e Mikko Hirvonen) lutam pelo título de 2011, que certamente será definido na última prova do ano, no País de Gales. Antes, na próxima semana, haverá o Rali da Catalunha, que evidentemente será decisivo. Loeb e Hirvonen somam 196 pontos, apenas três a mais que Ogier, faltando só duas etapas para o fim da disputa.

Assim como aconteceu na F1 em 2010, impossível apontar um favorito ao título do WRC nesta temporada. Mas Ogier vem em ascensão, assim como Vettel cresceu na reta final no ano passado, ao passo que Loeb vem de duas quebras, lembrando muito Webber do último campeonato. Hirvonen é ótimo piloto, mas convenhamos, a Ford corre por fora nesse fim de Mundial, mesmo com a equipe centrando todas as forças no carro 3 do nórdico.

Leia e entenda que não estou comparando capacidade, técnica e estilos de pilotagem, não tem nada a ver. Mas que Ogier tem tudo para ser em 2011 o que foi Vettel em 2010: campeão mundial aproveitando a queda de rendimento de seus principais rivais na temporada e claro, mostrando competência na hora H. Claro que o retrospecto (na Catalunha e em Gales) é mais favorável a Loeb, que JAMAIS pode ser descartado. Mas que o Tião mais novo está em alta, é inegável. A decisão? Só em 13 de novembro, no Rali de Gales.

Autor: - Categoria(s): F1, WRC Tags: , , , , , , , , ,
09/10/2011 - 10:10

Orgulho

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A hora, claro, é de contar os recordes já batidos por Vettel, novamente campeão depois do GP do Japão. Mas fico pensando no que o garoto já fez na F1 e ainda não é absoluto. 24 anos, 19 vitórias, 27 poles, 33 pódios.

Só existem 12 pilotos com mais vitórias na F1 — e só dois deles, Michael Schumacher e Fernando Alonso, estão ainda em atividade. Se ano que vem a Ferrari não reagir, as 27 corridas vencidas pelo asturiano podem muito bem ficar para trás nesta avassaladora escalada de Vettel.

Sebastian não parece ser do tipo que se desmotiva fácil, no que me lembra Schumacher. O olhar concentrado mesmo quando sorri, por exemplo, uma das marcas registradas de Michael, tem em Vettel um semelhante.

Ao mesmo tempo em que é muito cedo para dizer que Vettel vai bater os recordes de Schumi, quem se atreve a afirmar que ele não vai chegar lá?

Michael realmente tem do que se orgulhar ao ver este menino na pista.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
05/10/2011 - 14:49

O erro que se repete

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

Leia os mais diversos blogs de automobilismo hoje. Veja todos os elogios feitos a Jenson Button, que renovou contrato com a McLaren. Todos estão certos. Jenson Button mostrou nos últimos anos que é um piloto top, alguém em quem qualquer equipe pode confiar se precisar de um piloto que dispute o título da F1.

Mas volte um pouco no tempo e lembre qual era a avaliação feita sobre Button quando ele foi para a Benetton em 2001, com 20 anos. Quando completou seu terceiro ano na BAR, depois de ir bem em 2004, mas cair com a equipe em 2005. Quando fez 28 anos em 2008 e não conseguiu tirar a Honda da situação vexatória em que se encontrava.

Button chegou à Williams em 2000 cercado de expectativa, depois foi tachado de playboy deslumbrado, reergueu-se em 2004, mas voltou a dar motivo para o “eu disse” dos sabichões no ano seguinte e enquanto esteve na Honda. Quando conquistou o título de 2009 com o impressionante carro da Brawn, eu lembro — e vocês hão de lembrar também — que havia muita gente a questionar se estávamos diante do pior campeão da F1 em todos os tempos.

Tudo o que enumerei foi somente para reiterar algo que vez por outra falo aqui: o torcedor — e muitas vezes o jornalista — de automobilismo se apressa a esculhambar um piloto no início da carreira. Falo por experiência própria: passei a bater nesta tecla depois de, três anos atrás, criticar fortemente o Pastor Maldonado pelas cagadas que fazia na GP2. Bastou um ano e meio para que ele mostrasse que a maturidade havia chegado devagar e que era um piloto pronto para chegar à F1. E hoje lá está o venezuelano, dando muito mais trabalho a Barrichello do que em 2009 fez Nico Hülkenberg, muito incensado por aí, e muito talentoso também.

Se tivesse o sinal da RGT em sua casa, Vettel ouviria no ano passado que era rápido, mas não tinha maturidade para ser campeão da F1. E, antes que se iniciem as críticas ao Galvão, olhem pros comentários do BloGP sempre que se fala de algum piloto em específico. A quantidade de comentários definitivamente negativos sobre pilotos com 22, 24, 26 anos é incontável.

É por isso que às vezes a gente põe o pé no freio ao falar de um piloto que começa muito bem a carreira. Olha o Jules Bianchi aí na GP2 sem corresponder aos holofotes. Olha o Grosjean, que recebeu todos os golpes ao pegar o abacaxi que era aquela Renault de 2009 no lugar do Nelsinho Piquet, e agora ganhou a GP2 com um pé nas costas.

Paciência…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
03/10/2011 - 10:30

Destruir uma corrida e destruir uma carreira

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A notícia do início da semana veio do site oficial da F1. Durante o GP de Cingapura, Rob Smedley, engenheiro de Felipe Massa, pediu via rádio ao seu piloto para que destruísse a corrida de Lewis Hamilton. “Segure o Hamilton o máximo que você puder. Destrua a corrida dele o máximo que você puder. Vai, garoto”, foram as frases proferidas por Rob.

Há duas maneiras de interpretar os dizeres de Smedley. A primeira é a de que Felipe estava instruído a prejudicar Hamilton, a de ver a Ferrari como a eterna vilã que torna o esporte indigno. Para quem pensa assim, a semana será um prato cheio. A imprensa inglesa deve atacar sem dó as palavras do engenheiro do time de Maranello, até porque, no fundo, muitos na ilha esperavam um acontecimento para tentar reabilitar forçosamente Lewis do fracasso em 2011.

A outra forma de entender o que aconteceu é a que prefiro. Não sou um ouvinte atento de todas as comunicações de rádio, mas vejo a instrução do engenheiro como um incentivo. Segura o cara, não dá mole, acaba com a corrida dele! Não tem nada de mais, o que gera discussão inútil é o “destrói” — e, se formos analisar do ponto de vista semântico, destruir e “acabar com” têm o mesmo sentido.

Só que, e sempre tem um “só que”, o vazamento dessa comunicação põe por terra o que foi dito sobre Hamilton naquela corrida. E tira totalmente o sentido da revolta de Massa, que foi tirar satisfações com Lewis enquanto o piloto concedia entrevista ao vivo.

(Aliás, aqui na minha terra, bater no braço do outro, reclamar e em seguida dar as costas não é lá muito coisa de macho. Mas tudo bem, cada um se revolta de um jeito. Fecha parêntese)

Voltando ao que disse e correndo o risco de minha argumentação se perder pela digressão, digo: se Massa estava sendo orientado a pilotar defensivamente e segurar o ímpeto de um muito mais rápido Hamilton, o que ele esperava? Numa pista de rua em que as ultrapassagens são difíceis, ele queria que o rival, mais rápido, ficasse esperando um erro dele para passar?

Ora, se o piloto da frente era instruído para pilotar defensivamente — e era isso que Massa fazia —, ele não pode reclamar do fato de Hamilton ter tentado dar um jeito de ultrapassar e, por isso, acabar quebrando a própria asa e furando o pneu do carro de Felipe. Depois, Massa ajudou a linchar Hamilton, que apanha pelo que fez e pelo que não fez. E não trouxe nada de bom para a sua própria carreira.

Tá ficando feio, xará.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
30/09/2011 - 15:28

Campeão fora de combate?

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Ainda não é oficial, mas tudo indica que Nasser Al-Attiyah não defenderá o título do Rali Dacar em 2012. A informação partiu do Twitter do piloto argentino Orlando Terranova, que em 2011 correu ao lado do luso Filipe Palmeiro com um BMW da equipe X-Raid. O príncipe do Catar estava cotado para guiar um Mini Countryman do time alemão no próximo mês de janeiro, mas é provável que algo tenha desandado nesse projeto.

Orly terá como navegador Lucas Cruz, que foi copiloto de Carlos Sainz nas últimas edições da prova, sempre representando a Volkswagen. Já que o time de Wolfsburgo tem centrado todas suas forças no WRC para a estreia oficial em 2013, o Dacar ficou sem sua equipe mais forte e tricampeã para uma nova fase da prova na América do Sul. Em 2012, o rali voltará às origens e será linear, com largada em Mar del Plata e chegada em Lima, capital peruana.

Curioso é que Nasser, praticamente garantido como um dos pilotos do projeto Volkswagen no WRC, abriu mão do Mundial para defender o título do Dacar, graças a um pedido de seu principal patrocinador, a investidora qatari Barwa.

Mas recentemente, Nasser também anunciou que buscava ser terceiro piloto do time de fábrica da Citroën, mais ou menos no mesmo esquema que faz Khalid Al-Qassimi, que corre esporadicamente pelo time oficial da Ford. O príncipe também anunciou um projeto para desenvolver os jovens pilotos de seu país no off-road.

Levando em conta a proximidade do fim do Dacar para o início Rali de Monte Carlo de 2012, apenas dois dias, é provável que, caso Orly Terranova esteja certo, Al-Attiyah tenha de fato priorizado o WRC, já que o Dacar segue cada vez mais caro. Vale lembrar, também, que a próxima edição da maior prova cross-country do mundo não terá outro campeão: Vladimir Chagin, o Czar do Dacar, anunciou sua aposentadoria depois de faturar seis títulos dos caminhões pela montadora Kamaz.

Abaixo, confira de novo o duelo épico entre Nasser e Sainz em janeiro. Sensacional.

Autor: - Categoria(s): Rali, Sem categoria, WRC Tags: , , , , ,
21/09/2011 - 18:04

Villeneuve quer comprar a Red Bull

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Red Bull

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Villeneuve está preparando mais uma volta ao automobilismo. Ao contrário do que você imaginou quando leu o título deste post, o canadense, que já passou por Indy, F1, Nascar, Top Race, Stock Car, Le Mans Series, V8 Supercars e Speedcar Series, parece ter se voltado novamente ao mercado americano. Mais precisamente, a Nascar.

De acordo com o site Scene Daily, o canadense é um dos interessados em comprar a Red Bull, que já anunciou deixar a categoria ao final da atual temporada.

O empresário de Villeneuve já confirmou o interesse do piloto, mas admitiu que ele precisa reunir os recursos necessários para a negociação. Uma solução apontada para o piloto é comprar a equipe e disputar apenas alguma das etapas da categoria em 2012, com outro piloto – que trouxesse dinheiro – fazendo as demais.

Um rumor apontado pelo próprio site é o ex-piloto de F1 se aliar a Brian Vickers, que atualmente compete pela Red Bull. O americano, que começou a carreira correndo pela equipe do próprio pai antes de se transferir para a Hendrick, afirmou que não deve correr em um time familiar, mas não falou nada quanto a se associar a outro piloto.

Villeneuve participou de três etapas da Nascar desde 2007 – e não conseguiu se classificar para outra – conseguindo a 21ª colocação, justamente na estreia em Talladega, como melhor resultado.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , ,
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