06/02 - 10:00

De volta do 'limbo', Sato disputa temporada 2010 da Indy pela KV

O Grande Prêmio apurou que Takuma Sato fechou contrato com a KV e vai ser o companheiro de Mario Moraes na temporada de 2010 da Indy


Warm Up


Mark Thompson/Getty Images

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VICTOR MARTINS
de São Paulo


Há quase dois anos afastado das corridas e pelo menos um ano sem guiar um carro de fórmula, Takuma Sato vai voltar ao cenário do automobilismo nos próximos dias. O Grande Prêmio apurou que o japonês assinou contrato com a KV, equipe onde também corre Mario Moraes.

Sato era uma das tantas opções que a KV tinha para analisar, todas pendendo para o lado financeiro. Inclusive Moraes, que precisou renegociar sua vaga por um tempo considerável com Jimmy Vasser. Oriundo de Tóquio, Sato, 33, deixa o limbo para estrear na Indy, categoria que já namorava no ano passado.

A trajetória internacional de Sato teve início em 2000, na F3. No ano seguinte, Taku levou o campeonato inglês correndo pela Carlin, venceu a corrida de Macau e o Masters na Holanda, com direito à pole e à volta mais rápida. O talento incomum para alguém oriundo do Japão alertou BAR e Jordan, que lhe deram testes. A segunda foi a responsável pela estreia na F1.

Mas Sato não engrenou. Só fez dois pontos em 2002 e ficou sem vaga na Jordan. E sem lugar para correr, topou ser test-driver da BAR em 2003, para então voltar a guiar nas corridas em 2004. Mereceu o pódio num desempenho marcante no GP dos EUA, mas não foi muito além. Ainda assim, garantiu mais um ano na BAR de David Richards. De novo, apagado, só marcou um ponto.

Aí a Honda comprou a BAR e eliminou Sato. E os japoneses chiaram. Cortando a história e seus meandros, a Super Aguri acabou sendo feita para que Takuma não ficasse desempregado, toda com apoio da Honda. Mas a montadora, dando meio passo maior que as curtas pernas, não fez sucesso com nenhuma das equipes. Na metade de 2008, fez Aguri Suzuki fechar sua esquadra. E botou em xeque o futuro de Sato. De lá para cá, só uma sessão de testes com a Toro Rosso, e nada mais.

Sato partiu para a América em busca de uma nova oportunidade. Houve quem até confirmasse sua presença no GP do Japão em Motegi no ano passado. Só se tratou de rumor.

O acordo com Sato praticamente mina as chances de Nelson Merlo, que realizou um teste semana passada na Flórida com o time de Jimmy Vasser. Acabou passado pra trás. O brasileiro, que pretende correr a etapa de abertura em São Paulo, só teria chance por ali se Vasser alinhasse um terceiro carro. Como Merlo, Ernesto Viso se vê com o pires da PDVSA — a petrolifera de Hugo Chávez — na mão.

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