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Arquivo de setembro, 2009

30/09/2009 - 11:58

O triunfo alonsista

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Getty Images

Como bem definiram os ingleses (acho que foram eles, ao menos foi onde li), a ida de Fernando Alonso para a Ferrari era o segredo mais mal guardado da história da F1. O anúncio oficial, feito no estranho horário das 11h de hoje (quando todo mundo do esporte está no Japão) não pegou verdadeiramente ninguém de surpresa.

E é, na verdade, um caminho que parecia óbvio desde antes mesmo da transferência do espanhol para a McLaren. Ao menos eu achei estranho naquela época que ele não houvesse aguardado para correr diretamente pelos italianos em 2007, mas vai saber. Desde então, toda semana via novas matérias, novas especulações, casas alugadas em Maranello, cursos de italiano e um encontro com a ILARIA D’AMICO para saber como preparar uma pasta de comemoração.

Ilaria D'Amico
Ilaria gostou da notícia

Marcus Lellis bem lembrou, enquanto ficamos na loucura inicial de colocar a notícia no ar, dividir quem faria o que: Alonso na Ferrari é uma situação quase igual à que viveu Senna em 1993, quando foi para a Williams. Ele queria, o time queria, todo mundo achava legal, mas não se podia falar no assunto.

Agora, podemos. Finalmente. E que bom. Uma F1 em que Alonso e Massa dividem a Ferrari e Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, provavelmente, vão atuar na McLaren, é uma ótima F1. 2009 está sendo um ano ótimo em termos de competitividade, mas 2010 promete muito. Torcemos.

A música não tem muito a ver, mas vale a pena curtir a backing vocal Vivi.

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
25/09/2009 - 08:12

No le dijo nada

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“Não é nosso papel falar sobre isso. Nosso foco está nas corridas.”

“Não foi com o nosso time…”

Foram desse JAEZ as respostas dos pilotos indagados em Cingapura sobre tudo que aconteceu no ano passado na mesma praça, no mesmo banco, com Nelsinho Piquet, Flavio Briatore e Pat Symonds. Os repórteres, a torcida e sei lá mais quem interessados em saber o que passa na cabeça de quem convive com gente que pode, daqui a pouco, pedir para um piloto sofrer um acidente de propósito, e as respostas não vão muito além disso — claro, com as orquestradas “isso não é bom para o esporte, mas no mundo todo esse tipo de coisa acontece etc.”

É duro.

Muita gente fala que esportistas em geral são alienados do mundo, e vemos muitos exemplos disso com o futebol. Raros são os jogadores que conhecem a história do clube que atuam ou da seleção nacional, fatos que são conhecidos por muitos torcedores. Todo mundo desce o pau nos pobres matungos por causa disso.

Aí chegam pilotos, geralmente com bom nível de educação, vindos de famílias sólidas e com boas condições — afinal, automobilismo é um negócio caro no mundo inteiro —, e ficam nessa mumunha ao falar sobre um assunto que só tem uma resposta possível. É complicado aceitar esse tipo de coisa.

A praga do politicamente correto pode ser lamentada por muita gente que tem opinião. Mas, pelo jeito, a F1 comemora isso: ninguém se compromete a falar nada muito pesado de outra pessoa, mesmo que a ética, a MORAL e os BONS COSTUMES tenham passado longe.

Não sei por que, mas só consegui pensar em uma coisa ao ler a transcrição da entrevista coletiva:

ACARICIANDO DESPACITO o teclado,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
21/09/2009 - 01:35

Não tão longe assim

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Felipe Paranhos

Os caríssimos leitores muito certamente se lembram do meu texto elogiando a administração de Vijay Mallya no comando da Force India. Boas decisões, parcerias interessantes e distância dos pilotos pagantes. Opa!

Não tem distância. Hoje, o principal piloto da equipe indiana é pagante. Posso confirmar — e retificar minha opinião anterior — que Adrian Sutil paga, por meio de seu patrocinador, para correr.

Via Medion, fabricante e distribuidora alemã de eletroeletrônicos, Sutil está pagando € 25 milhões — o equivalente a R$ 66,2 milhões — por três anos de contrato.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
19/09/2009 - 18:41

Alain Prost brasileiro

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Terena treinando para as 500 Milhas

Terena treinando para as 500 Milhas

Assim como repórteres de futebol se metem a bater uma bola de quando em quando, o pessoal que mexe com corridas também acha que sabe acelerar mais do que a média. Em alguns casos, no entando, é verdade; em outros, nem tanto — Marcus Lellis, por exemplo, conseguiu ser o último colocado em uma prova de kart promocional há pocuso dias, enquanto Felipe Paranhos faz fiasco até nos computadores.

Do lado positivo da face corredora do GP, não posso deixar de citar Bruno Terena. O nosso fotógrafo oficial, considerado pela ala mais animada do automobilismo nacional o homem mais bonito a frequentar os paddocks do Brasil – ao menos, foi o que me disseram – , vem pisando fundo na preparação para as 500 Milhas da Granja Viana.

Mas o grande destaque nem é esse. Fuçando os arquivos do grande Blog do Pandini, descobri que a fama do Terena é tão grande que os caras ESCULPIRAM UM MORRO em sua homenagem. Vejam só:

Homenagem feita enquanto Terena dormia

Homenagem feita enquanto Terena dormia

Parabéns, Terena! E vê se honra o nome do GP nas pistas; alguém tem que fazer isso de uma maneira decente.

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Kart, Música Tags: ,
16/09/2009 - 11:46

Então ficamos assim

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Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
15/09/2009 - 02:04

O segredo de Mallya

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Felipe Paranhos

Não tenho registro de alguém que tenha previsto o sucesso atual da Force India quando esta chegou à F1. A equipe que herdou o espólio de Spyker, Midland e Jordan parecia ser mais um brinquedo de milionário ou um time de vida curta, como foram duas das citadas anteriormente. Vijay Mallya provou o contrário — mostrando que é possível unir atitude empresarial e pensamento competitivo.

No início, não havia muito o que fazer: o carro certamente não seria brilhante, dado o pouco tempo para se planejar — a compra da Spyker, por £ 56 mi, foi completada no início de outubro. Diante do primeiro obstáculo, Mallya tomou a melhor decisão: trouxe um piloto experiente, ainda motivado com a F1, e manteve um jovem acostumado às dificuldades dos times pequenos. Assim, a FI teve, em seu primeiro ano, Fisichella e Sutil.

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O carro era uma bomba. Mal projetado, bem mais fraco do que o dos rivais e sem confiabilidade. Além disso, Adrian e Giancarlo erravam a passar da conta. Como sempre, a pressão foi para as luvas dos pilotos. Ao fim da temporada, entretanto, Mallya tomou o que revelaria ser a melhor postura: demitiu seu diretor-técnico, Mike Gascoyne, que não mostrou ser nada mais do que uma grife, e seu chefe de equipe, Colin Kolles, envolvido em problemas internos no final da temporada.

Vieram, aí, as propostas/ameaças dos pilotos pagantes. A equipe era/é quase totalmente bancada pelo patrocínio da Kingfisher, empresa do próprio Vijay. Mesmo com alguns problemas financeiros (lembram do não-pagamento de fornecedores?), a equipe manteve a proposta de gestão séria.

A mudança de parceria — de Ferrari para McLaren — e a melhora no desempenho no time de Martin Whitmarsh foram fundamentais para o crescimento da escuderia nesta temporada, conforme Victor Martins, editor-chefe do GP, já analisou em seu blog. Mas ainda que não obtivesse os pódios que alcançou na esteira da evolução da equipe de Woking, a FI já evoluiria: com motor Mercedes, câmbio e a transferência de dados vindos da escuderia-mãe, os indianos ganharam ritmo e credibilidade. Desta maneira veio o segundo lugar em Spa, com Fisico, e o quarto lugar em Monza, com Sutil.

Formula One World Championship

Agora, já falam em Karun Chandhok e Neel Jani para a equipe. O primeiro é indiano, o segundo tem pai indiano. O primeiro tem o lobby de Bernie Ecclestone a favor, o segundo um título e um vice-campeonato da A1 GP. Esperto, Mallya não vai dar uma vaga de titular a nenhum dos dois, para não correr riscos. Pelo mesmo motivo, acredito que não deve oferecer lugar a Bruno Senna, mas é só opinião, não tenho informação sobre isso.

Ok, Liuzzi e Sutil não chegam a ser um Vettel, mas, comparando com os demais, o carro da Force India em 2009 é melhor do que o da Toro Rosso em 2008. Não me espantaria se surgisse uma vitória nas últimas provas. Pra que mudar a dupla de pilotos para a temporada 2010? Não vejo razão.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
14/09/2009 - 15:26

Eu não, Max

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Na última volta do GP da Itália, Hamilton escorregou e bateu nos pneus. De frente. As duas rodas ficaram no carro. Na pancada, a traseira chicoteou e também atingiu a barreira. E a roda traseira esquerda se soltou… Depois do acidente que matou Henry Surtees, alguém acredita nos tais cabos de kevlar Zylon que impediriam que isso acontecesse?

Felipe Paranhos

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
10/09/2009 - 21:36

De que lado, F1?

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Felipe Paranhos

Flavio e Victor falaram muito do que se poderia dizer sobre Nelsinho/Cingapura. Responsabilidades, (falta de) motivos, tudo isso deixo com eles. E muita gente anda justificando o injustificável, comparando o caso com o Áustria/2002 do Rubens Barrichello — igualmente lamentável, mas diferente.

O esporte está cheio de fraudes como a de Nelsinho — que compactuou com a armação na hora e por mais oito meses antes de ser demitido e se vingar. Menores ou maiores, há muitas outras semelhantes na desonestidade. Norberto Fontana deixar Michael Schumacher passar e bloquear Jacques Villeneuve a pedido de Jean Todt (futuro presidente da FIA [!!!]) é uma delas; Prost/Senna e Senna/Prost também; Schumacher/Hill em Adelaide e Schumacher/Villeneuve em Jerez; os inúmeros casos de doping que frustram todos os crentes no surgimento de super-homens; os apostadores criminosos que compram jogadores e os jogadores criminosos que se deixam comprar… O exagero no número de exemplos é proposital. Se parasse pra pensar mais cinco minutos, enumeraria outros 50 casos de pequenas e grandes falcatruas no esporte. E isso de maneira nenhuma justifica a atitude de Nelsinho, diga-se.

Agora chego ao que quero dizer: independente da maneira com que este escândalo emergiu, ao menos ele parece não ser ignorado pela FIA. Digo parece porque posso morder a língua no dia 21, em que a Renault será ouvida no Conselho Mundial, mas a punição dos envolvidos — Piquet inclusive, e severamente — resolve o problema. Como já disse, fraudes são inevitáveis: em qualquer lugar há gente com personalidade frágil, poucos princípios ou falha de caráter.

Se quem tem o dever de analisar, julgar e punir o fizer com justiça, continuemos com nossas paixões. Do contrário, é hora de rever tudo.

Para firmar opinião, prefiro o esporte que investiga fraudes ao que tenta iludir o público. A F1 tem mais uma oportunidade de mostrar em que lado está.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
09/09/2009 - 13:45

A bola da vez

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Nico Rosberg está, finalmente, recebendo a atenção que merece para 2010. Ou, ao menos, é o que se entende ao ler o noticiário de hoje. Brawn e McLaren, nada mal.

E, afinal, Nico vem confirmando – ao menos na opinião deste pobre escriba – tudo aquilo que prometeu mostrar nos últimos anos. Mesmo com os dois pódios da temporada passada, seu campeonato de 2008 foi mais fraco do que o de 2007, principalmente devido ao péssimo carro que a Williams preparou então. Mas, agora, a coisa mudou, e o fato de estar marcando pontos seguidamente comprova isso.

Mas também evidencia, escancara e chuta o balde para algo que todos estamos carecas de saber, e que eu ainda lamento muito: o fim de feira da Williams. Rosberg, no seu auge, e com a chance de ser um dos bons pilotos do Mundial de 2010, não vai ter a chance de ganhar uma prova para o velho time de Grove. E, no auge, ele deve ser trocado por um piloto que mostrou claramente não ter condições de guiar em alto nível – Heikki Kovalainen.

O que é uma pena. Eu me criei vendo a Williams grande, disputando títulos com Hill e Villeneuve e, depois, com o Montoya, sem falar da história que precedeu o “meu” período, quando Piquet, Mansell e Prost levaram suas taças ao lado do velho Frank.

E o pior é que existe esperança, mas provavelmente por pouco tempo. Se Nico Hülkenberg for mesmo confirmado como titular, como aparenta, vai ser outro a dar o fora em busca um time vencedor assim que for possível. Triste, isso.

E, no clima de chuva que assola Novo Hamburgo há quatro dias, vou chutar o balde com a escolha musical de hoje. Não fujam daqui:


bon-jovi-always
Enviado por bonitao224. –

Solando um requiém em air guitar,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
02/09/2009 - 16:36

Deve ser hoje

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Felipe Paranhos

Ao que tudo indica, o mistério sobre a cidade brasileira que sediará a prova da Indy em 2010 será solucionado em questão de horas. No início da noite desta quarta-feira (2), o governador da Bahia, Jaques Wagner, vai se reunir com Terry Angstadt, diretor comercial da IRL, e Tony Cotman, vice-presidente de competições, e deve confirmar a realização da etapa em Salvador, no dia 14 de março.

Estima-se que o Estado empenhe R$ 45 milhões para sediar a prova, quase tudo em forma de carta-fiança, uma garantia para a IRL. A Bahia aposta na conquista de parceiros da iniciativa privada, mas já tem o apoio extraoficial dos ministérios do Turismo e do Esporte.

Atualização: Acabou não sendo. Mas parece que estão todos interessados em fechar o acordo, que pode sair em 15 dias. Veja o que o GP trouxe de reportagens sobre o assunto aqui.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, Stock Car Tags: , , ,
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