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14/09/2009 - 15:26

Eu não, Max

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Na última volta do GP da Itália, Hamilton escorregou e bateu nos pneus. De frente. As duas rodas ficaram no carro. Na pancada, a traseira chicoteou e também atingiu a barreira. E a roda traseira esquerda se soltou… Depois do acidente que matou Henry Surtees, alguém acredita nos tais cabos de kevlar Zylon que impediriam que isso acontecesse?

Felipe Paranhos

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,

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12 comentários para “Eu não, Max”

  1. Roberto Fratelli disse:

    Na corrida de GP2 do sábado teve um acidente que aconteceu a mesma coisa.. a roda se soltou.. só não lembro de qual carro..

    Realmente é algo que precisa ser revisto.

    Resposta do Felipe Paranhos

    Roberto, falo sobre isso no Zeroforce, meu blog. Vai lá: http://zeroforce.wordpress.com

    • Roberto Fratelli disse:

      Exato ! Abraços e parabéns pelas reportagens !

      Resposta do Felipe Paranhos

      Obrigado!

  2. Al disse:

    A adoção dos cabos de kevlar melhorou bastante a segurança, pois na maioria dos casos, as rodas ficam presas ao carro acidentado. Não só os cabos, mas as proteções laterais, o HANS e outros dispositivos reduziram bastante a severidade dos acidentes. Isso, é claro, não impede que se continue melhorando, afinal, não é muito fácil garantir que tudo acabe bem em colisões que podem superar 200Km/h.

    Resposta do Felipe Paranhos

    Eu não tenho visto as rodas ficarem presas. Quase nunca.

  3. No final das contas, o cabo acaba rompendo, mas a roda sai com menos velocidade do que já aconteceu outras vezes. Ou seja, não resolve muito mesmo. Se não me engano foi o que aconteceu na largada em Imola/1994, atingindo um espectador.

    E quando segura a roda, ela quica e se projeta para o centro do carro, inclusive pode bater na cabeça do piloto.

  4. Luiz Batista disse:

    Mas a idéia não é o cabo segurar a roda “para todo o sempre, até o Juizo Final”, mas sim mante-la fixa num primeiro momento enquanto o carro desacelera. Em algum momento este cabo arrebentará, mas com o carro a uma velocidade bem menor que a da batida.

    Resposta do Felipe Paranhos

    Mas será que importa, neste caso, em que velocidade o carro vai estar quando a roda soltar? Já soltou, mesmo… No caso do acidente do Surtees, mesmo, a batida do Jack Clarke nem foi tão forte e aconteceu o que aconteceu. Só de a roda ir para o meio da pista (ou para o público), o risco já é imenso. Abraço!

    • Luiz Batista disse:

      Não querendo ser o chato especialista em Física (até por que atrasei 2 anos o meu curso de Matemática por causa desta maldita matéria) mas quanto menor for a velocidade do carro na hora em que a roda se soltar, menor será a velocidade que a roda “sairá voando”. Talvez haja algum problema no sistema de fixação ou talvez estão utilizando kevlar “batizado”… PS: Parabéns pelo blog. Acho muito legal blogueiro que responde, sempre que possível, os comentários dos leitores.

      Resposta do Felipe Paranhos

      hehehe, valeu! Então, é isso. Você tem razão, talvez tenha me expressado mal. O que quis dizer é que, no caso do Surtees, por ex, foi muito mais o carro que atingiu a roda do que o contrário. Então, a velocidade do deslocamento da roda não foi crucial na gravidade do acidente. Que bom que você curte o blog, continua por aqui. Abraço!

  5. Hugo Leonardo disse:

    Os carros da GP2 tinham o cabo de kevlar sustentando os pneus antes do acidente? Por favor, mostre. Agradeço.

    Resposta do Felipe Paranhos

    Mostrar não dá, né? Mas os cabos são feitos de PBO/Zylon, pelo menos do que eu sei, a fibra mais moderna para segurança.

  6. Mauricio Pinheiro disse:

    É um paliativo interessante e é óbvio que aumenta a segurança, porém devo lembrar do acidente que matou Senna?
    Já haviam os tais cabos (mas em aço). A btida destruiu a frente do carro, portanto o suporte fisico que prendia o cabo ao chassi se desintegrou e a roda, com um pedaço da barra de direção atingiu a cabeça do piloto.
    Dispositivos de segurança são bons dentro de certos limites. No comum das batidas, vai ajudar. Nos mais fortes, resta ter sorte.

  7. leohora disse:

    Alguem sabe o que esta escrito no regulamento tecnico sobre este cabo?

    Resposta do Felipe Paranhos

    A FIA não determina o material de que o cabo deve ser feito. Apenas escolheu duas empresas (bastante representativas no meio) para produzi-los. F1, GP2, F2 e Indy usam o PBO, comercialmente conhecido como Zylon.

  8. Se os acidentes com o Surtees e o Massa não abriram os olhos da FIA, talvez uma morte em pista em uma corrida da F1 o faça, pois aí a comoção bem maior – afinal, o acidente do brasileiro foi meio que “azar” e o do inglês na inexpressiva F2.

  9. Bruno van Enck disse:

    Vale lembrar que nosso grande ídolo faleceu em decorrência de um acidente onde talvez um destes cabos pudesse ter-lo poupado a vida…

  10. Clenio A. Vilela disse:

    Os cabos em questão, devem estar sendo construidos no Paraguai…na formula 1, todos os materiais utilizados, parece-me que cumprem as suas funções, menos os cabos que segurariam as rodas!

Os comentários do texto estão encerrados.

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