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Arquivo de outubro, 2009

31/10/2009 - 11:44

Uma década

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Gonzalo Rodriguez e Greg Moore foram homenageados ao fim de 1999

Felipe Paranhos

O Jackson Lopes, do Blog da Indy, ótima página para fãs da categoria, me alerta: neste dia 31 de outubro, completa-se dez anos da morte de Greg Moore. O piloto, que fez quase toda sua carreira pela Forsythe, era a cara do carro azul e branco da equipe, que tinha patrocínio da Player’s. (lembram?)

O canadense foi um dos meus primeiros ídolos. Conhecido pela pilotagem agressiva, Moore ganhou a temporada 1995 da Indy Lights, e quase completou quatro anos seguidos na Indy, não fosse o acidente fatal em Fontana, última etapa do campeonato de 1999.

Greg já tinha contrato assinado com a Penske. Foi talvez o acidente mais terrível que já vi em uma grande categoria de monopostos. Em seu lugar, acabou indo Helio Castroneves.

O piloto havia sofrido um acidente com sua moto na sexta anterior à corrida. Passeava pelo autódromo quando foi atingido por um carro. Levou mais de dez pontos na mão. Não deveria correr, mas acabou indo para a prova. Foi a segunda morte na Cart naquele ano. A outra foi de Gonzalo Rodríguez. Em meu blog, o Zeroforce, escrevi um texto falando sobre ele.

No fim do ano passado, Roberto Pupo Moreno contou a Victor Martins sua experiência daquele fim de semana, quando foi convocado para o lugar do canadense. Veja:

GP: Um fato curioso, se assim a gente pode dizer, é que em 1999 você foi chamado para disputar as 500 Milhas de Fontana no lugar do Greg Moore.
RM: É, mas o Greg, na última hora, quis correr. Falou que ia aplicar uma injeção. Aí ele se acidentou.

GP: Sim, morreu instantaneamente.
RM: Fiquei com pena. Se eu tivesse corrido no lugar dele, não teria acontecido com ele nem comigo.

Hoje, o site oficial do piloto, que sediou uma fundação no passado, exibe apenas um agradecimento de seu pai e a seguinte mensagem: “Para Greg, em amável memória. Vemos você lá na frente”.

Você se lembra de Greg? É só falar aí embaixo.

P.S.: Hoje, o canadense James Hinchcliffe, piloto da Indy Lights, declarou que Greg foi “um herói”. “Penso em Greg sempre que entro no carro. Minhas luvas vermelhas são iguais [às dele]. É uma homenagem sutil e um delicado lembrete. Ninguém passava melhor por fora.”

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
30/10/2009 - 00:03

Uma análise (tardia) da GP2 | Parte 2

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A principal obra de Andreas Zuber nesta temporada

Felipe Paranhos

Desculpem minha demora. Aqui vai a segunda parte da análise da temporada da GP2, formada sobretudo pela avaliação de equipes do fundo do grid. Eis:

Super Nova
Luca Filippi | Deveria tentar outro desafio. Vive de brilhos esparsos e efêmeros, apesar de sua experiência na GP2 — o que, particularmente nesta categoria, é uma vantagem imensa.
Javier Villa | Esse é outro. Vez em quando dá uma sorte e consegue um pódio, uns pontos. Mas já é hora de buscar um novo caminho.

Dams
Jèrôme D´Ambrosio | Ou é muito adaptado ao carro da GP2, ou é bom, mesmo. Teve atuações muito interessantes neste ano, embora tenha tirado Alberto Valerio de uma das provas belgas por erro seu.
Kamui Kobayashi | Taí: estreou brilhantemente na F1, mas não fez nada de mais nesta temporada da GP2. Ganhou, antes, a GP2 Ásia, que tem um carro menos potente.

Trident
Davide Rigon | Se não tivesse feito um 2008 tão confuso, correndo em tantas categorias, poderia ter conseguido um carro melhor para este ano. Foi bem na Superliga, que tem um grid bastante competitivo. Ainda quero vê-lo numa equipe menor.
Ricardo Teixeira | Péssimo, péssimo, péssimo. Começou como o Badoer da GP2, sendo 4s ou 5s mais lento do que o resto do pelotão. Depois, melhorou um pouco. Mas é ruim. No ano passado, a imprensa angolana disse que ele faria um teste na Williams. Só se o time de Grove queria o patrocínio da Sonangol, petrolífera de lá, que investe na carreira do rapaz e é o title sponsor da Superliga.

FMS/Coloni
Andreas Zuber
| Foi até menos pior do que eu esperava. Mas, me digam, esse rapaz faz o que na GP2 ainda? Quase matou o Romain Grosjean em Mônaco.
Luiz Razia | Como previsto, ficou atrás do companheiro, que tem mil anos na categoria. Mas foi competitivo sempre que pôde. E ganhou uma prova, o que é sempre animador. Mesmo com o carro da Coloni, conseguiu manter um ritmo melhor do que o dos rivais em Monza. Com um carro bom em 2010, vai longe, creio.

Durango
Davide Valsecchi | Foi melhor com o carro da Durango do que com o da Addax. Isso é sintomático, a menos que o carro da equipe de Alejandro Agag seja tão mais difícil assim, o que não acredito.
Nelson Panciatici | Tem só 21 anos, é foda dizer que o cara é uma porcaria. Mas anda de tudo e não faz nada relevante. Ao menos por enquanto.
Stefano Coletti | Esteve em quatro provas, abandonou em duas, terminou bem em uma e bateu forte na última delas. O universo para avaliação é pequeno.

Ocean
Karun Chandhok | Já era, convenhamos. Sua chegada à F1 pode acontecer unicamente por ter nascido no lugar certo.
Alvaro Parente | Já é. Talentoso, arrojado, cometeu poucos erros. Mas corre risco de perder o bonde da F1 em breve.

DPR
Michael Herck | É sempre difícil avaliar quem corre na DPR. O carro é péssimo, a equipe é pequena.
Giacomo Ricci | Tem cara de que vai correr de Turismo em breve, onde tem mais mercado.
Franck Perera | É o melhor dos quatro. Mas não tem muito a crescer na carreira. Parece viver de vários “one-off” em várias categorias.
Johnny Cecotto Jr | Foi até rápido em suas primeiras provas. Cabe vê-lo na GP2 Ásia, em que vai correr pela Trident.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: ,
28/10/2009 - 15:52

Ferrari perde seu "Roque"

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Rosato

Gino Rosato vai deixar a Ferrari no fim desta temporada. Depois de ler essa frase, é capaz de a maioria dos leitores se perguntar: “Mas quem é Gino Rosato?”. Esse canadense realmente não deve ser conhecido pelo nome, mas certamente os internautas sabem muito bem quem ele é. Um cara gordinho, de cavanhaque, que sempre aparece com certo destaque no box da Ferrari na transmissão oficial da F1. No GP da Malásia deste ano, quando Kimi Raikkonen foi tomar um sorvete porque não havia mais luz natural para a continuação da corrida, lá estava Gino.

Essa figura folclórica, sempre simpática, que é um grande amigo de Raikkonen (o que mostra a simpatia do rapaz porque não deve ser fácil ter a amizade do finlandês, sempre frio), trabalhava como um faz-tudo da Ferrari. Ele cuidava da segurança da equipe italiana, mas fazia “um bico” ajudando na logística. Eis que Rosato chega nesta quarta-feira (28) e anuncia que sua relação com a Ferrari vai acabar assim que o último carro cruzar a linha de chegada do GP de Abu Dhabi, neste domingo (1º).

Durante sua longa passagem por Maranello, Gino trabalhou com Michael Schumacher, Jean Todt, Ross Brawn e uma pessoa chamada Dany Bahar, que hoje é presidente da Lotus – a empresa criada por Colin Chapman, sem qualquer relação com o novo time que terá o mesmo nome e investimento de um consórcio malaio. E o novo dirigente da lendária corporação ofereceu a Rosato o cargo de vice-presidente de Assuntos Corporativos da companhia. Um belo upgrade na vida profissional do simpático canadense.

Dizendo que essa proposta era única na vida e irrecusável, lá vai o gordinho de cavanhaque, que muitos chamam de “papagaio de pirata” ou “Robert”, para a Lotus, virando mais uma página da história da F1 contemporânea. Aquele cara onipresente não estará mais ao lado do Felipe Massa, do Stefano Domenicali, do Titônio, nem do novo contratado Fernando Alonso.

Como disse o sábio Ivan Capelli (o blogueiro, não o piloto): “É como se o Roque saísse do SBT”. É bem por aí, mesmo.

Marcus Lellis@marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
23/10/2009 - 10:25

Conspiração

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Felipe Paranhos

Enquanto a festa começava na Brawn, com mecânicos e engenheiros curtindo o título de Jenson Button no último domingo (19), em Interlagos, Rubens Barrichello se fechava em seu canto, pensativo com a repentina queda de rendimento de seu carro após a primeira parada nos boxes, que foi decisiva para a perda de posições e, assim, para o título do inglês. Assim o diário “AS” descreve os momentos do brasileiro após a bandeirada do GP do Brasil. O jornal aponta a possibilidade de a queda de desempenho de Barrichello ter sido arquitetada por Ross Brawn, para que Button conquistasse logo o título.

Segundo o jornal espanhol, na primeira parada de Rubens, na volta 21, a equipe poderia optar por colocar menos gasolina e impedir que o brasileiro ficasse preso no tráfego. Do contrário, voltaria à frente de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton — ambos mais rápidos —, o que acabou acontecendo.

Depois de dez voltas, o carro caiu repentinamente de rendimento, cerca de 0s4 por volta em relação a Kubica, que estava logo atrás. A publicação espanhola acusa a Brawn de modificar a pressão dos pneus para atrapalhar Barrichello, o que teria causado a mudança de ritmo. Tal alteração é apontada como a maneira mais fácil e discreta de prejudicar um piloto em lugar de outro.

Na classificação para o GP da China de 2007, em Xangai, a McLaren foi acusada de alterar propositalmente a pressão dos pneus de Fernando Alonso em prol de Lewis Hamilton. Segundo o asturiano afirmou à época, o ajuste foi “totalmente desorbitado”, deixando no ar a possibilidade de tudo ter sido feito de propósito.

No desespero, Barrichello perguntava: “O que está acontecendo? O que acontece?” E ouviu de Jock Clear, seu engenheiro, que estava tudo “tranquilo”, de acordo com o previsto. O “AS” afirma que Brawn queria que Jenson levasse o título, para não correr o risco de Rubens levar o número 1 à Williams.

Opinião? Não acredito. Teoria da conspiração pura.

Atualização em 24 de outubro, às 11:50, depois de ler os comentários: Meninos, se fosse pra sacanear o Barrichello, não seria mais fácil (e eficiente) fazê-lo a partir do pit-stop, não dez voltas depois? Como disse, até a volta 31, o ritmo de Rubens era compatível com o dos rivais. Ele parou na 21.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags:
21/10/2009 - 01:10

Frustração garantida

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Está lá, no livro de São Francisco, capítulo 4, versículo 10:

Se tudo correr como esperado, vai ser o quinto ano consecutivo que o campeão será conhecido após as 73 voltas em Interlagos. E, se a situação correr como o previsto, mais uma vez um piloto brasileiro será derrotado na briga pelo título correndo em casa.

Eu poderia ser CHAUVINISTA PRA CARALHO com a grande maioria dos 43 comentários feitos que me xingaram, deturparam o que eu disse, me acusaram até de TORCER para o Button e coisas similares. Mas não: vou ser apenas magnânimo e dizer que isso, como já havia sido EXPLANADO, era normal e esperado.

Button fez o que precisava – aliás, fez até mais do que isso, pois teve uma corrida realmente impecável. Se o sábado do inglês foi de terror, o domingo deve ter gerado uma EXPLOSÃO de alegria poucas vezes vista. Afinal, o cara conseguir chegar em quinto, após largar em 14º, e conquistar o título com o rival largando na pole, é pra CHORAR no cantinho e agradecer, não?

Performance de campeão, sem dúvidas.

Mas aí vamos ao outro ponto da PROFECIA cometida por mim lá no início do mês, pouco depois do GP do Japão:

O histórico do veterano da Brawn na sua prova local é bastante fraco, com apenas quatro finalizações entre os pontos em 16 provas, e um solitário pódio em 2004

Claro que a maioria das pessoas LEU MAL e não entendeu que eu disse que Barrichello andava mal em Interlagos — como, de fato, não anda: ele manja do circuito, como manja de todos na sua maioria, experiente e bom piloto que é. Mas Rubens, de fato, não costuma contar com a sorte na zona sul de São Paulo.

Não que ele fosse ganhar: o safety-car no início arruinou completamente suas pretensões de vitória, e a chuva que não caiu acabou detonando tudo. Mas aquele pneu furado no fim foi muito triste. Ele merecia, pelo ano que teve e a história de filme infantil que protagonizou neste ano, chegar ao menos no pódio. Não deu, o que é uma pena, mas que apenas comprova o que eu já havia dito.

Enfim… o título de Button foi merecido. Ele não é um piloto brilhante? Nunca foi, assim como nunca o foram Damon Hill, Keke Rosberg, Alan Jones e os outros caras comumente citados em listas do gênero. Mas ninguém que vence seis corridas em sete é ruim ou não merece vencer. Foi o seu ano, a sua grande chance, e ele aproveitou. Os méritos estão todos aí.

Resta agora aguardar por 2010. Se tudo se desenhar como EU espero, vai ser um ano do cacete, rivalizando em emoção com 2008, mas com menos BICHICES extra-pista. Ferrari forte, McLaren também, Red Bull e Brawn seguindo um bom momento e Renault em cima… vai ser massa.

Confiem em mim. Já provei que entendo do futuro.

Com a luz da lua,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
19/10/2009 - 11:04

A esquizofrenia da F1 em 2009

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A temporada 2009 da F1 foi esquizofrênica. Escrevo isso porque ela representou o equilíbrio e o desequilíbrio ao mesmo tempo. Fazia tempo que um campeonato não era dominado por um único piloto – e olha que nem foi tão dominado assim. Em contrapartida, esse ano trouxe o quarto campeão diferente desde 2006.

Jenson Button foi campeão de 2009 de ponta a ponta. O britânico assumiu a liderança ao ganhar o GP da Austrália, abertura do Mundial, e não a largou mais. Foram seis vitórias nas sete primeiras corridas.

Lógico que é preciso ressaltar que, a partir daí, Button não foi o mesmo, com apenas um pódio nas nove provas seguintes. Mas, mesmo assim, o inglês nunca perdeu a ponta na classificação geral.

Um domínio como esse, sendo o líder da tabela de pontos após todas as etapas, tinha sido visto pela última vez com – oh, que surpresa! – Michael Schumacher, no sétimo título mundial do alemão, em 2004.

Depois de campeonatos muito equilibrados, com muitas variantes e alternância dos pilotos na liderança, a temporada de 2009 poderia ser vista como o ano de um homem só. Mas os altos e baixos da Brawn – com a reação de Rubens Barrichello –, a performance sólida da Red Bull e o crescimento da Ferrari e da McLaren deram graça ao Mundial.

Além disso, o título de Button também é uma prova que a F1 atual é democrática e dá chance a todos. Depois do bi de Fernando Alonso em 2006, ninguém mais ganhou dois títulos consecutivos. Em 2007, deu Kimi Raikkonen. Lewis Hamilton faturou o campeonato em 2008. E agora foi a vez de Jenson. Detalhe: o finlandês e os dois ingleses foram campeões inéditos.

Com a volta de Felipe Massa e a impressão de que a Red Bull veio para ficar na lista das principais equipes da categoria, a democracia pode continuar e premiar mais um piloto com seu primeiro título. “Pode”, não “deve” ou “vai”, porque não dá para cravar nada em uma F1 que não sabe muito bem o que é.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
19/10/2009 - 09:47

GP do Brasil: sinônimo de decisão

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Nos últimos cinco anos, a história foi a mesma: quando o Mundial da F1 chegou no Brasil, acabou. A prova em Interlagos virou sinônimo de decisão do campeonato, mesmo quando não era a última corrida do campeonato. A sequência de finais em São Paulo é impressionante. Tão impressionante que já entrou na história.

Ao sediar as últimas cinco decisões de título, o Brasil tem, junto com o Japão, a maior série consecutiva de finais em 60 temporadas da F1. Suzuka coroou o campeão da categoria de 1987 a 1991 – três títulos de Ayrton Senna, um de Nelson Piquet e outro de Alain Prost.

Relembrando, depois de ser remanejada no calendário – costumava abrir o Mundial –, Interlagos viu Fernando Alonso ser bicampeão em 2005 (quando não fechava o campeonato) e 2006 (quando passou a ser o encerramento da temporada). Em 2007, Kimi Raikkonen surpreendeu o espanhol e Lewis Hamilton e levou a taça. Um ano depois, o inglês da McLaren ganhou por muito pouco de Felipe Massa, naquela que foi a decisão mais emocionante de todos os tempos. E em 2009, mesmo sendo a penúltima corrida, o GP do Brasil botou o nome de Jenson Button na galeria dos campeões da F1.

No próximo Mundial, São Paulo voltará a receber a última prova do calendário, no dia 14 de novembro. Se sediar mais uma vez a final, será o único palco com a maior sequência de decisões da história da F1.

Não é possível prever o futuro, mas se for levar o retrospecto em conta, os pilotos já podem se planejar para 2010 sabendo que o campeonato só acaba quando termina. Ou seja, no Brasil.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
18/10/2009 - 13:06

Não consigo acreditar

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Retrato da falência do jornalismo brasileiro

É normal, e até esperado, que qualquer emissora, em qualquer lugar do mundo, demonstre simpatia e torça pelos atletas do seu país em uma disputa internacional. Mesmo que, muitas vezes, estes atletas não representem nada para alguns torcedores, o fato de usar as cores do seu país tornam algo comum este tipo de sentimento. É o que acontece na F1: a imprensa inglesa baba por Hamilton e Button, os espanhois são tresloucados com Fernando Alonso e os italianos gostam de qualquer um que esteja na Ferrari.

Portanto, não seria diferente aqui, ainda mais com Barrichello na briga pelo título. Mas a foto acima representa, ao menos para mim, um total NONSENSE com relação a este assunto. Não consigo acreditar que uma emissora séria como a Globo realmente se propôs a colocar uma repórter/apresentadora como a Glenda Kloslowski a correr atrás do Button com uma toalha para secá-lo. Isso aí foge da questão “brincadeira” e vira puro desrespeito.

Secando o Button, o que a Globo pretende? Mostrar que torce por uma batida dele? Talvez uma que o tire da disputa do GP de Abu Dhabi? A linha que divide bom jornalismo com pachecada descontrol não é nem um pouco tênue — na verdade, é um muro de Berlim — e, ainda assim, eles conseguiram passar de um lado ao outro sem nenhuma vergonha.

Esse tipo de coisa é deprimente. Convidar outras pessoas a secar um boneco do inglês, mais ainda. Fico feliz apenas de ver que algumas pessoas se recusaram a participar desse tipo de patacoada.

Enxugando gelo,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
16/10/2009 - 17:32

E agora?

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O diretor da Allsport Management, empresa administradora do Paddock Club, que cuida dos camarotes da F1, foi assaltado em São Paulo.  Está no GP, em nota feita pelo Francisco: “O motorista do carro de Warren precisou parar no meio do trajeto para trocar um pneu devido a um furo, quando um bando de ladrões atacou o dirigente, levando suas malas.”

E aí? O rapaz está autorizado a deixar de achar o Brasil o país mais lindo do mundo, com mulatas sambando nas ruas, abençoado por Deus e bonito por natureza?

Atualização às 11h07 de 17/12: Ontem, engenheiros e mecânicos da Porsche foram assaltados também.

Felipe Paranhos

Autor: - Categoria(s): F1 Tags:
16/10/2009 - 03:35

A "buena noche" de Hamilton e Kovalainen

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Era para ser o show de uma estrela só. O evento da Johnnie Walker, marca de uísque que patrocina a McLaren, nesta quinta-feira (15) em São Paulo para promover a segurança no trânsito prometia apenas a presença de Lewis Hamilton. Mas já que o evento era no hotel Hilton, onde a equipe inglesa está hospedada, não custava nada chamar Heikki Kovalainen e pedir para que o finlandês também aparecesse por lá. A surpresa virou brincadeira entre alguns jornalistas: “Xiii, vai ser coadjuvante que nem foi o (Adrian) Sutil na coletiva do (Rubens) Barrichello”. Até que o nórdico não foi uma peça decorativa. Participou bastante, foi bastante questionado. Não foi o show de uma estrela só.

Essa estrela seria Hamilton, que já começou o evento cometendo uma gafe. Desejou boa noite a todos em inglês. E aí, quis se aproximar do público brasileiro, ser simpático – como realmente foi durante a “noche” – e lançou: “Buenas noches”. Alguém o assoprou que ele não tinha falado em português – ou em “brazilian”, como Heikki chegou a mencionar durante a coletiva – e, sim, em espanhol. “It’s pretty close (é muito perto)”, falou o mestre de cerimônias.

As tentativas de falar português (ou espanhol) acabaram por aí. Nem um “obrigado” rolou. “Caipirinha”, a bebida oficial dos estrangeiros no Brasil, também não rolaria porque o evento queria lembrar as pessoas de que alcool e direção não combinam. Acredito que pegaria mal, sabe, piloto da F1, caipirinha, deixa quieto.

No início, o discurso tradicional dos pilotos. Hamilton lamentou não chegar dessa vez ao Brasil disputando o título. Nas outras duas vezes que veio ao país, o britânico estava no topo do campeonato. Mesmo assim, o piloto destacou que vir a São Paulo é sempre uma grande experiência e lembrou de sua idolatria a Ayrton Senna. “Quando venho aqui, sinto sua presença”, declarou. Tenho certeza que não foi a primeira vez que ouvi isso.

Kovalainen também não fugiu das declarações-padrão, lamentando o fato de a McLaren não disputar o título, mas comemorando a melhora do carro, que é bastante competitivo, e esperando um fantástico fim de semana. Bem press-release.

A integração de Lewis e Heikki com o público presente no hotel e em um bar da capital paulista – que assistia ao evento por um link ao vivo – até que foi boa. Ambos estavam bem-humorados e frequentemente fizeram brincadeiras – aí, sim, fugindo um pouco daquele protocolo cansativo da F1.

Isso aconteceu quando foi divulgado o nome do vencedor de um sorteio promovido pela ação “Piloto da Vez”. O sortudo Ronald Szafirski verá seu nome escrito na frente dos capacetes dos representantes da McLaren no GP do Brasil. “Saiba que o lugar onde está seu nome custa muito caro, alguns pagam muito dinheiro por ele”, falou Kova.

Depois, Hamilton arrancou risos ao falar que sempre é o “Piloto da Vez” quando sai com sua namorada, Nicole Scherzinger, vocalista do grupo “Pussycat Dolls”, mesmo com os pedidos dela para guiar seu carro. “Ela gosta de dirigir, mas eu nunca deixo. Eu sou o homem das corridas”, falou o inglês, para ser retrucado por Kovalainen: “Na verdade, ela é mais rápida do que ele.”

Mais um momento descontraído aconteceu quando foi questionado aos pilotos se eles dirigem de volta para seus hotéis depois de beberem o champanhe na comemoração do pódio. Heikki disse que não era preciso, já que todos têm um motorista à disposição, e que é bom tomar champanhe para relaxar nas coletivas pós-corridas. E aí ele resolveu tirar sarro com a fama alcóolica de seu país e com um personagem da F1 famoso por gostar bastante de um “mé”, como diria Mussum.

“Na Finlândia, gostamos muito de nos divertir. Vocês podem ter uma ideia disso comigo e com o Kimi (Raikkonen), já que a primeira coisa que fazemos no pódio é tomar tudo”, brincou Kovalainen.

A última parte foi reservada aos  jornalistas presentes, que poderiam sabatinar os pilotos. Pena que o tempo disponível foi muito curto. Só houve três perguntas. E as piadas acabaram, voltou aquele discurso ensaiado da categoria.

Hamilton elogiou bastante a dupla da Ferrari que será formada por Fernando Alonso e Felipe Massa. “Vai ser difícil batê-los”, falou. Alguns diriam que o inglês está com medo; para mim, é puro respeito.

Logo após, perguntado sobre o trabalho da McLaren para 2010, Kovalainen não se aprofundou muito na questão do colega, ao dizer que a equipe sabe quais foram os erros cometidos neste ano e trabalha para consertá-los. Seria interessante vê-lo comentar sobre a próxima temporada do time de Woking. Os rumores são de que ele não vai ficar para ver a recuperação que apregoou.

Por fim, ambos preferiram ficar no muro do que dar uma opinião sobre o escândalo da Renault no GP de Cingapura de 2008. “Não estou envolvido com a equipe deles, não sei o que dizer”, “Eu concentro no meu trabalho”, “Eles já foram punidos”, “Vamos falar sobre o presente”, declarações desse tipo. E, nisso, acabou a entrevista.

Fim de noite, Lewis e Heikki foram liberados porque tinham de descansar, afinal, há dois treinos nesta sexta. Hora de descansar, depois de um dia longo em Interlagos e no evento. Falaram, responderam, brincaram e deram seus recados. Por hoje é só. Então… buenas noches, Hamilton e Kovalainen.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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