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31/10/2009 - 11:44

Uma década

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Gonzalo Rodriguez e Greg Moore foram homenageados ao fim de 1999

Felipe Paranhos

O Jackson Lopes, do Blog da Indy, ótima página para fãs da categoria, me alerta: neste dia 31 de outubro, completa-se dez anos da morte de Greg Moore. O piloto, que fez quase toda sua carreira pela Forsythe, era a cara do carro azul e branco da equipe, que tinha patrocínio da Player’s. (lembram?)

O canadense foi um dos meus primeiros ídolos. Conhecido pela pilotagem agressiva, Moore ganhou a temporada 1995 da Indy Lights, e quase completou quatro anos seguidos na Indy, não fosse o acidente fatal em Fontana, última etapa do campeonato de 1999.

Greg já tinha contrato assinado com a Penske. Foi talvez o acidente mais terrível que já vi em uma grande categoria de monopostos. Em seu lugar, acabou indo Helio Castroneves.

O piloto havia sofrido um acidente com sua moto na sexta anterior à corrida. Passeava pelo autódromo quando foi atingido por um carro. Levou mais de dez pontos na mão. Não deveria correr, mas acabou indo para a prova. Foi a segunda morte na Cart naquele ano. A outra foi de Gonzalo Rodríguez. Em meu blog, o Zeroforce, escrevi um texto falando sobre ele.

No fim do ano passado, Roberto Pupo Moreno contou a Victor Martins sua experiência daquele fim de semana, quando foi convocado para o lugar do canadense. Veja:

GP: Um fato curioso, se assim a gente pode dizer, é que em 1999 você foi chamado para disputar as 500 Milhas de Fontana no lugar do Greg Moore.
RM: É, mas o Greg, na última hora, quis correr. Falou que ia aplicar uma injeção. Aí ele se acidentou.

GP: Sim, morreu instantaneamente.
RM: Fiquei com pena. Se eu tivesse corrido no lugar dele, não teria acontecido com ele nem comigo.

Hoje, o site oficial do piloto, que sediou uma fundação no passado, exibe apenas um agradecimento de seu pai e a seguinte mensagem: “Para Greg, em amável memória. Vemos você lá na frente”.

Você se lembra de Greg? É só falar aí embaixo.

P.S.: Hoje, o canadense James Hinchcliffe, piloto da Indy Lights, declarou que Greg foi “um herói”. “Penso em Greg sempre que entro no carro. Minhas luvas vermelhas são iguais [às dele]. É uma homenagem sutil e um delicado lembrete. Ninguém passava melhor por fora.”

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,

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41 comentários para “Uma década”

  1. Tinha uma enorme simpatia pelo Greg. Cara agressivo nas pistas e aparentemente muito simpático fora delas. Uma perda notável pro automobilismo.

  2. Bruno disse:

    Greg Moore pela idade, se estivesse vivo, ainda poderia estar até hoje na Indy, afinal teria 34 anos. Se fosse pelo seu talento, já teria sido campeão, já teria vencido 500 milhas, talvez conseguisse até chegar na Fórmula 1. Mas Deus não quis este destino para Greg e acabou abreviando a sua trajetória. Uma pena, é um cara que eu tenho vontade de visitar o túmulo.

  3. Fábio Sório disse:

    Lembro-me que quando ele bateu, veio uma lembrança de alguns acidentes que ele se envolveu com Emerson Fittipaldi e Christian Fittipaldi. E ele era um pouco criticado nesta época, talvez por uma agressividade um tanto quanto exagerada…mas é disso que gostamos nas corridas!

  4. Vermeulen disse:

    Tenho na memória o GP no oval de Jacarepaguá em 98, quando Greg e Zanardi duelaram nas voltas finais lado a lado, disputando a vitória. Até que o canadense fez uma ultrapassagem definitiva, espetacular, por fora. Zanardi não esperava e quase perdeu o controle do carro, indo na sujeira e sendo obrigado a reduzir a velocidade. Tinha muito respeito por ele. Foi uma pena ter morrido tão cedo.

  5. Willian78 disse:

    Para quem se interessar, fiz esse texto no começo do ano no meu blog fazendo um resumo da carreira do Greg, terminado na a trágica corrida de Fontana. A matéria se chama O Legado de Greg Moore.

    http://champcarbrasil.blogspot.com/2009/02/o-legado-de-greg-moore.html

    http://champcarbrasil.blogspot.com/2009/02/site-meter.html

    http://champcarbrasil.blogspot.com/2009/02/o-legado-de-greg-moore-parte-3.html

    http://champcarbrasil.blogspot.com/2009/02/o-legado-de-greg-moore-parte-final.html

  6. Vinicius disse:

    Faz muita falta mesmo. Cheguei a xingá-lo muito por alguns acidentes, principalmente o que acabou com a carreira do Emerson na Indy. Mas ele amadureceu muito e rápido e tive o prazer de vê-lo vencer em Jacarepaguá na última volta, nos bons tempos da CART no Rio. Passei a admirá-lo ainda mais e infelizmente não pôde ir pra Penske onde, com certeza, formaria a dupla mais “mortífera” da Indy com o Gil de Ferran. Naquela época, a internet não era tão acessível e o SBT transmitia a corrida tarde da noite, depois do Silvio Santos. Acabou o programa e o canal ficou fora do ar por quase 1h, atrasando ainda mais a corrida. Acabei só sabendo do acidente e da morte durante a madrugada, na “ótima” transmissão do SBT.

  7. saulo oliveira disse:

    Quem não se lembra de : “Não perde mais Greg Moore!” nas emocionantes tardes de indy no SBT!? Que Deus o tenha na sua glória!

  8. Pedro Araújo disse:

    Pois é, me lembro do Greg Moore também. Estava vendo a corrida quando do acidente.

    Legal lembrar das pessoas que se foram mais cedo do que deveriam…

  9. Mauro Andres disse:

    Olá,

    Eu lembro do Greg sim. Lembro que ele e o Gil assinaram com a Penske e que, se o carro correspondesse (naquele ano a Penske estava com uma porcaria de carro com chassis proprio) eles iriam ser a sensação da temporada. E a Penske foi com Gil e com Helio.

    O Greg ficou na memória da categoria e naquele fatídico dia.

    Certamente o acidente de Senna foi, emocionalmente falando, o pior que já vi acontecer. Visualmente, ainda vejo os braços do Greg de um lado a outro delatando o que havia ocorrido enquanto o carro capotava.

    Terrível.

  10. Daniel disse:

    Realmente quem acompanhou a Indy nos anos 90 certamente tem que lembrar do belíssimo carro azul nº 99.

    Greg Moore teria sucesso na Penske, que em 2000 desistiu do chassis próprio e correu com o melhor conjunto (Reynard-Honda-Firestone).

  11. Georges Aubert disse:

    Sem sombra de dúvida um dos grandes nomes do automobilismo mudial, Greg Moore era talento puro, corria com o coração, sua velocidade impressionava, assim como sua ultrapassagens, tinha um controle do carro acima da média. Não teve tempo de ser campeão mundial, mas tambem não precisava.

  12. Edson disse:

    Quase matou o Emerson Fittipaldi e fiquei muito bronqueado com ele, mas era um piloto rápido e tecnicamente muito bom. Ao contrário do que acontece em acidentes fatais, onde se trabalha para evitar, não aconteceu com esse. Ainda temos bumps nas áreas de escape de ovais. Outro dia um acidente da Nascar (categoria de acesso) nos fez lembrar bem do acidente do Greg, pois após o bump provocar a sequencia de capotagens, o carro bateu no muro num angulo incomum e matou o piloto, que era mexicano, acho….

    • Felipe Paranhos disse:

      Sim. Esse bump foi decisivo. E ainda há vários nos ovais. Na verdade, até no GP do Brasil da F1 houve algo semelhante em um acidente nos treinos livres. Por pouco o carro não capota.

      Mas na morte do Carlos Pardo (o mexicano que você se refere) não teve bump não. Ele foi tocado por um companheiro, perdeu o controle e bateu com a lateral do carro numa absurda quina de muro. Não houve capotagem.

Os comentários do texto estão encerrados.

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