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Arquivo de outubro, 2009

15/10/2009 - 15:52

Dois anos

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Rubens, zerado, fala em acabar ano por cima
Warm Up
15/10/2007 – 11:15

Rubens Barrichello não vai sentir saudades de 2007. Após um ano difícil correndo pela Honda, o piloto busca na corrida de encerramento da temporada os seus primeiros pontos no campeonato, algo inédito para ele 15 temporadas na F-1.

Esse foi o lead da minha primeira notícia publicada no Grande Prêmio – e, para quem é observador, a data diz algo de importante: faz dois anos que eu comecei a trabalhar no site (para quem tem curiosidade ANTROPOLÓGICA, é só clicar aqui).

Foi um trabalho DO CÃO para conseguir essa BOCA, da qual tenho muito orgulho. Gastei um dinheiro desgraçado que tinha poupado na época para ir a São Paulo – onde, da maneira mais CAIPIRA possível, fiquei deslumbrado por andar de METRÔ -, fiz um teste, uma redação e fiquei no aguardo.

Uma semana depois, o Gomes em pessoa me ligou – ele não estava na redação no dia em que eu fui devido a um encontro de DKWs, se não me engano – para explicar que eu teria uma chance e tudo mais. Quase não acreditei.

E, a partir daí, foi. Nunca havia trabalhado com jornalismo antes, e até então finais de semana eram dias de folga na minha agenda. Tudo mudou: agora, mesmo sendo um FARSANTE, as pessoas me conhecem, conhecem o lugar que eu trabalho e algumas chegam até a me RESPEITAR. Incrível demais.

Mais incrível ainda é saber que eu só fui conhecer realmente algumas das pessoas que trabalham comigo muito tempo depois: o Victor e o Vicaria, que se bandeou para a CONCORRÊNCIA IMUNDA, eu só fui ver em outubro do ano passado. O Terena, nosso RETRATISTA, um pouco antes, na Stock Car em Santa Cruz do Sul. A Evelyn, o Marcus, o Felipe e a Luana eu até hoje não vi, assim como o Gomes – pois é, não conheço pessoalmente o meu chefe. Modernidade é isso aí.

Mas agradeço a todos por trabalhar em um lugar (desculpem a expressão) tão FODA. Já tinha feito diversos serviços diferentes antes, como estágio em indústria química, assessoria de comércio exterior, despacho aduaneiro, pesão de curtume, revisor de couro, account de sapato e vendedor de livraria, entre outras coisas. E nunca tive tanto orgulho de ver meu trabalho como aqui.

Vida que segue. Tomara que, por bastante tempo ainda, no Grande Prêmio.

P.S.: O tal do mundo dá mesmo voltas. Na época, para conseguir passar na primeira fase d’O Grande Estagiário II, vencido pelo Marcus, tive de mandar um texto com o tema “O automobilismo não é tudo”. Desanquei afu o Estadão por conta de uma campanha deles contra blogs, ou algo do gênero. Agora, o Gomes trabalha em uma rádio ligada ao grupo Estado. Sem RESSENTIMENTOS, heh.

731 dias depois,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Geral Tags: , ,
13/10/2009 - 19:59

Barrichello, Gentili, Zina e o sub-20 da Xurupita

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Zina

A presença de Rubens Barrichello na entrevista coletiva da Bridgestone atraiu a atenção de dois dos programas de humor mais populares da TV brasileira: o Pânico e o CQC. Já era esperada a presença das equipes destes programas, já que o piloto da Brawn foi, por muito tempo, prato cheio para os comediantes do País, com um grande número de piadas sobre o veterano.

O CQC foi o primeiro a chegar, com Danilo Gentili. Assim que cheguei ao hotel Grand Hyatt, percebi que a produção do Pânico também já estava por lá, mas ainda não sabia quem seriam as “estrelas” que iriam aparecer. Eis que surge aquele que é chamado de o “poeta de uma palavra só”, Zina, junto com Sabrina Sato e Alfinete.

Para quem não sabe, Zina é o personagem do Pânico que ficou famoso apenas por falar “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. E ele realmente é um show à parte. Assim que chegou, teve para si a atenção das pessoas presentes, já que ninguém esperava que ele fosse aparecer por lá.

A intenção era promover um encontro entre Barrichello, corintiano fanático, e Zina. O problema é que demorou bastante para isso acontecer, cerca de duas horas, até Rubens cumprir todos seus compromissos. Enquanto isso, Zina dormia em uma das fileiras da sala em que ocorreu a apresentação do capacete que o brasileiro vai usar no GP do Brasil, com patrocínio da Batavo, mesma marca que estampa sua marca na camisa do Corinthians.

Como essa apresentação não foi aberta às perguntas aos jornalistas, as participações dos comediantes ficaram reduzidas à coletiva da Bridgestone, em outro local do hotel. Danilo Gentili se antecipou a todos e fez a primeira pergunta da entrevista. E não empolgou ninguém.

Primeiro, disse que Barrichello tinha uma grande desvantagem para tirar em busca do título da F1. Mas não era tão grande assim, que eram menos pontos do que aqueles que Massa levou no rosto devido ao acidente no GP da Hungria. A cara de constrangimento de Rubens era evidente.

Gentili ainda fez uma pergunta, querendo saber se “era devagar que se chegava longe”. Barrichello manteve o sorriso amarelo e respondeu: “Com certeza, bem devagarinho, sonhando, a gente chega lá”. Ninguém riu da participação de Danilo, que, realmente, não mandou muito bem dessa vez.

O Pânico ficou para o fim da entrevista, até porque na hora em que eles participassem, o tumulto seria inevitável. Alfinete, um dos personagens do programa, foi mais feliz, e sua intervenção rendeu mais risadas dos presentes. Ele queria entregar uma camisa do time sub-20 da Xurupita, lugar onde vive Zina, para Barrichello.

“Você divulgou o Corinthians para todo o mundo, agora queremos que você divulgue a Xurupita para o mundo”, disse Alfinete para Barrichello. Dessa brincadeira, Rubens gostou mais e ficou mais solto. Tanto que saiu do palco da coletiva para falar com o trio do Pânico e aceitou o presente, mas sem chegar a vestir a camisa, que tinha seu nome escrito nas costas.

Barrichello cumprimentou Zina, que elogiou o piloto à sua maneira característica. Parecia que o show tinha acabado. Mas não. Quebrando todos os protocolos, Sabrina Sato quis fazer mais duas perguntas, fazendo Flavio Gomes, o mestre de cerimônias da coletiva, arrancar os poucos cabelos que ainda lhe restavam na cabeça.

“Sabrina, o tempo é curto, temos de acabar”, falava Flavio. “Mas só mais uma pergunta”, rebatia Sabrina.

Após muito custo, a coletiva acabou. Zina continuou por lá, parecendo não saber onde estava, circulando com seu jeito avoado, saboreando os quitutes oferecidos pela organização da entrevista e terminando as gravações da matéria do Pânico.

Xurupita

Agora só resta saber se Barrichello vai, mesmo, vestir a camisa que ganhou de presente e divulgar o nome da Xurupita para o mundo da F1.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): Barrichello, F1 Tags: , , , , ,
10/10/2009 - 17:46

Patriotada strikes again

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Felipe Paranhos

Quando li o texto pré-GP do Brasil da Red Bull, falei ao pessoal: vai dar merda. E deu. Vuvuzelas de todo canto e até jornalistas conhecidos — caso da blogueira Rosana Hermann — estão criticando o release, que brinca com características deste país que são conhecidas no mundo todo: violência, bebidas, travestis, mulheres sensuais. E muitas delas são verdades, criticadas pelos brasileiros todos os dias, só que tratadas de maneira bem-humorada.

O comunicado à imprensa fala em perguntas para as quais se deve dizer não:

– Este Rolex é verdadeiro?
– Gostaria de uma oitava caipirinha?
– Devo parar no sinal vermelho?
– Você gostaria de conhecer uma garota muito bonita que eu conheço?
– Esta é realmente uma garota?
– Você gostaria de mais carne?
– Gostaria que eu estacionasse seu carro?
– Já considerou a possibilidade de viver com apenas um rim?
– Devo parar se um carro bater na minha traseira?
– Minha esposa vai acreditar que a calcinha sensual que eu trago na minha mala é um presente para ela?

Pois bem: quem acompanha o automobilismo sabe que a equipe dos energéticos ironiza a todos e brinca até com as atuações de seus pilotos — outro dia, recebemos um release da Toro Rosso enumerando as “10 vantagens de ser eliminado no Q1”.

Ao insinuar preconceito contra o Brasil no “Guia de Sobrevivência”, a imprensa relaciona maliciosamente o texto aos guias “sérios” encontrados nas bancas de revista do Rio de Janeiro, como aqueles que ensinam os gringos a levarem as brasileiras pra cama.

E incentiva a hipocrisia brasileira, esta que aparece sempre que alguém critica o país dizendo o mesmo que falamos todos os dias — ou fazendo as mesmas piadas.

Portugueses ouvem brincadeiras sobre burrice; franceses sobre não tomar banho; argentinos sobre arrogância; japoneses sobre tamanho de pênis. E o brasileiro declara guerra às piadas sobre a violência — esta, sim, uma realidade…

Acréscimo em 12/10: Bem lembrado pelo leitor Max. A Red Bull tirou o texto original do site. Mediocridade 1 x 0 Senso de humor.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
08/10/2009 - 13:31

Uma análise (tardia) da GP2 | Parte 1

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Felipe Paranhos

Logo nos primeiros posts do BloGP, alguém perguntou se falaríamos da GP2. Falei pouco até agora daquela que acho, junto com a Indy, a categoria mais legal do automobilismo.

Acho, sim, que o fim da temporada vale uma análise. Eis minhas opiniões,  quero saber também a de vocês. Sejam todos educados, somos todos inteligentes e xingar o coitado do jornalista não vai dar em nada.

Avaliar a base é pedir para se enganar. Como vocês sabem, o primeiro campeão de uma categoria imediatamente inferior à F1 a ganhar também uma temporada da elite do automobilismo foi Lewis Hamilton. E, para isso, passaram-se décadas e décadas de história…

Addax
Vitaly Petrov | Fez boa temporada. O carro da Addax era muito bom, aparentemente muito melhor do que os outros, por exemplo, no desgaste de pneus. Cheio de dinheiro, deve saltar para a F1 em breve.
Romain Grosjean | Foi bem enquanto lá esteve, apesar de uma bobagem aqui e ali. O lado ruim é que tomou a ultrapassagem mais bonita da temporada e foi estúpido com seu “Quem é você?” a Franck Perera na Hungria.
Davide Valsecchi | O rapaz é meio irregular. Se continuar na equipe pra 2010, podemos avaliar melhor. Durango não dá.

iSport
Giedo van der Garde | Foi o melhor estreante do campeonato. Três vitórias com a decadente iSport.
Diego Nunes | Não conseguiu repetir o destaque que teve na fraca DPR. Fez oito pontos, contra três no ano passado.

Piquet GP
Roldán Rodríguez | Aquilo de sempre. Não o vejo subindo à F1.
Alberto Valerio | Mostrou que a Durango faz qualquer um avaliar mal um piloto. Venceu uma prova, embora tenha ficado atrás do experiente companheiro. Um novo ano na categoria deve lhe dar cancha para não vacilar como em Monza, quando saiu com viseira de sol numa chuva desgraçada.

Racing Engineering
Lucas Di Grassi | Não concorreu ao título, como esperado. Mas é quase unânime que o carro também não era bom como esperado. Continuo achando Lucas o mais qualificado piloto brasileiro de sua geração. Tomara que o vejamos na F1 — ou na Indy, quem sabe? — em 2010.
Dani Clos | Só fez os últimos 4 dos 67 pontos da equipe, fez muita besteira… Mas tem só 20 anos. Vamos ver ano que vem.

ART
Nico Hülkenberg | Ao vencer cinco corridas, repetiu os feitos de Lewis Hamilton [, Nico Rosberg]* e Timo Glock, que são, afinal, os pilotos de maior sucesso depois de conquistar um título da GP2.
Pastor Maldonado | Fez menos besteiras do que o normal, mas deixou sua marca — que o diga Diego Nunes em Nürburgring. Continua estabanado.

Arden

Sergio Pérez | Taí alguém que não me arrependi de apostar no início da temporada. Foi muito bem pra quem tem só 19 anos, com 22 pontos em uma equipe hoje mediana. Patrocinado pela Telmex, é outro que não deve ficar muitos anos na categoria.
Edoardo Mortara
| Outro que foi bem e parece ter futuro. Passou por um dos momentos mais curiosos da temporada.

Na parte 2, Super Nova, Dams, Trident, FMS/Coloni, Durango, Ocean e DPR.

* Bem lembrado pelo leitor Diogo Coelho.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , ,
04/10/2009 - 10:00

Frustração anunciada

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O GP do Brasil deve, mais uma vez, definir o Mundial de Pilotos. Se tudo correr como esperado, vai ser o quinto ano consecutivo que o campeão será conhecido após as 73 voltas em Interlagos. E, se a situação correr como o previsto, mais uma vez um piloto brasileiro será derrotado na briga pelo título correndo em casa.

O panorama era mais ou menos o mesmo na disputa Hamilton-Massa do ano passado, apesar de o piloto da Ferrari ter uma desvantagem menor do que a existente hoje entre os dois companheiros da Brawn. E Massa, por conta das circunstâncias, conseguiu aquela coisa incrível de ser o virtual campeão por 30 segundos. Mas existia um fator que contribuía para que os seus torcedores acreditassem em um milagre: Felipe é, hoje, o grande especialista de Interlagos no grid.

Não é o caso de Barrichello. O histórico do veterano da Brawn na sua prova local é bastante fraco, com apenas quatro finalizações entre os pontos em 16 provas, e um solitário pódio em 2004. Além disso, mesmo que Rubens consiga manter a briga em aberto após vencer em Interlagos, ainda vai precisar descontar a desvantagem que existir após a corrida em Abu Dhabi, onde ninguém sabe o que pode acontecer.

Por isso, sejamos francos: o título já é de Button. Claro que a F1 é um esporte, e no esporte qualquer coisa pode acontecer – eu comemorei a maior conquista da minha vida com um gol do Adriano Gabiru! Então, que Barrichello mantenha a esperança. Mas que também – como tem feito, aliás – mantenha a serenidade e saiba que, muito provavelmente, o resultado em São Paulo vai significar o fim das suas chances de ser campeão.

A trilha de hoje é apenas uma das maiores músicas da história, e como estou com sono, não quero justificar. Aproveitem:

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
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