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20/11/2009 - 16:11

Conselho

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JulesBianchi

Felipe Paranhos

Alain Prost tratou como um grande acontecimento a convocação de Jules Bianchi para dois dias dos testes coletivos em Jerez pela Ferrari. E, quer saber?, é mesmo. O menino é bom.

Claro que é cedo demais pra comparar um mero treino com os 79 GPs de Alesi pela equipe de Maranello, mas já é um passo importante para a carreira do garoto de 20 anos, que conquistou o título da F3 Europeia deste ano pela ART. “Até agora, eu era o último piloto francês a pilotar um carro da Ferrari. Estou satisfeito por passar o bastão para a mão de Jules”, disse Alesi.

“É, certamente, uma honra para Jules, mas você tem que assinalar que é uma recompensa merecida por todo o seu desempenho e trabalho de primeiro nível. Conheço ele muito bem e sei que ele vai continuar calmo e condicionado, mas tenho certeza que ele vai ficar arrepiado quando subir no carro vermelho”, brincou o ex-piloto.

Ah, agora divulgo aqui o que falei no Twitter semana passada, tentando prever o futuro por meio das suposições do grid da categoria: o campeão da GP2 em 2010 será Bianchi, da ART, ou van der Garde, da Addax. Se for pra apostar em só um, fico com este último.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , ,

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4 comentários para “Conselho”

  1. Núcio disse:

    Oi? Foi o Prost ou o Alesi?

  2. João disse:

    Espero que o campeão de 2010 da GP2 não seja o Álvaro Parente, ou seja, espero que seja já um piloto de F1… Fala-se da Manor. Espero que sim, era merecido.

  3. Lima disse:

    Algo mto tem me incomodado no automobilismo ultimamente, em especial a possibilidade de se forjar um piloto.
    Não q seja o caso do Jules ou dos anteriores, mas vale uma consideração oq falarei a seguir.
    Reparem nos principais campeonatos de monopostos do mundo, e verás q há 2 ou 3 equipes que dominam o campeonato. E como sabemos para ocupar um cockpit hj é preciso dinheiro sim, e mto dinheiro.
    Por exemplo, hj para ser campeão da F3 Europeia, basta estar na ART, a seguir vc segue na ART para a GP2 e voilá… vc é um dos três primeiros com uma carreira brilhante.

    É obvio q ñ é tão simples assim, afinal na F3 Europeia a ART tem pelo menos uns 3 carros, mas fica uma questão interessante, será q o insucesso de alguns pilotos promissores (campeões) nas categorias de base, não seria efeito de ocuparem os melhores monopostos?

    Nelsinho, Grosjean, Glock, Kovaleinen, Pantano…. Nenhum deles foi campeão pela DPR, Arden ou outro lixo desses…

    Portanto fica a questão… será q as vezes não nos iludimos com campanhas os títulos de base conquistados em equipes “superdominantes”?

    Em outras palavras, será q pilotos apenas medianos estão sendo alçados a F1 como grandes pilotos, enquanto os melhores estão ficando pelas campanhas fracas em equipes medianas p/baixo?

    Não é uma afirmação simples, mas acho q é um ponto a ser pensado.

    Interessante q se fizermos uma regressão nos campeões da F3 Inglesa, veremos q ganhá-la ñ é tão importante assim.

    Obs: Hamilton foi mto bem na ART e na F1, e acho q o Hulckenberg tb será.

    • Felipe Paranhos disse:

      Sim, é uma boa discussão. Como sempre digo aqui, o Lewis foi o primeiro campeão da categoria imediatamente anterior à F1 a ser campeão também na F1. Na HISTÓRIA. Ou seja, não dá pra julgar qualidade de piloto somente pelo desempenho na base. Acho que no automobilismo como um todo é assim, os melhores carros levam vantagem mesmo, ainda que seus pilotos sejam tecnicamente inferiores a outros. O lance é que, dentro da equipe tem outros caras também, né? Quando o Nico foi campeão da GP2, seu companheiro era o Premat. O francês ficou pro ano seguinte e viu outro companheiro ser campeão, no caso o Hamilton. Em 2007, a iSport era Glock e Zuber, e aí melhor nem comentar a diferença entre os dois. Em 2008, o Pantano tinha como companheiro o Villa, outro flop — e, no caso, nem era o melhor carro: o Di Grassi transformou a Campos e só não venceu o campeonato porque não deu tempo. E agora foi o Hulk e o ridículo do Maldonado. Resumindo, mérito há, e dos grandes. Tanto que, exceto no caso do Pantano, olhamos pro “vencedor” com admiração e pro “perdedor” com desdém. Mas, repito, ótima discussão. Abraço!

Os comentários do texto estão encerrados.

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