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25/11/2009 - 00:00

Sou um ingênuo

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Felipe Paranhos

Trabalhar com esporte causa essas coisas às vezes. Você se acostuma com determinados ambientes, atletas, e daqui a pouco leva um choque de realidade — ô expressão sem graça, aliás. Foi o que aconteceu quando vi esse vídeo do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos.

É um carro com a traseira pegando fogo. Nada de mais, pode ser por mil motivos, acontece em todas as categorias. O que me espantou foi o autódromo — se é que se pode chamar de autódromo algo que tem barrancos e cerca de roça como barreiras de proteção.

Sério. Adotou-se um formato econômico — e até interessante — para reconstruir o Campeonato, realizado inteiramente no fim de semana de 13 a 15 de novembro, em Cascavel. Só que o Zilmar Beux não tem a menor condição de abrigar um evento que receba o nome de Brasileiro — ou, sendo sarcástico, se ajusta perfeitamente ao que é o automobilismo deste país. O evento tem chancela CBA, e o presidente da digníssima entidade lá esteve.

Por intermédio do ótimo BLuc, do jornalista e locutor Luciano Monteiro, descobri que o circuito de Cascavel é particular. Soube também que muitos pilotos reclamaram da altura da grama das áreas de escape — e que um participante do Metropolitano de Marcas e Pilotos, Gilliard Chmiel Jr, que lá estava como espectador, se ofereceu, cortador na mão, para ajudar e aparar.

Um dos pilotos que correram com Gol, Ka, Corsa, Corsa Sedan, Clio e Palio ajustados à competição disse a mim, inclusive, que a última bateria foi autorizada sob uma tempestade que inviabilizava uma competição de automóveis. Havia poças em toda a extensão do circuito, um convite à aquaplanagem e aos acidentes. Somando-se isso à pouca segurança do autódromo… Segundo a fonte, a situação era tensa para quem estava dentro dos carros, mas deu tudo certo.

Ainda acho que o automobilismo brasileiro flerta com a morte. E pilotos e equipes, que se esforçam para correr neste país, não merecem isso.

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77 comentários para “Sou um ingênuo”

  1. Juliano Bastos disse:

    Você nunca deve ter pisado em um autodromo de verdade, você nunca deve ter pilotado um carro de cmpetição, você é mais doques falam e não sabem fazer….
    mete o pau e não sabe como resolver a situação…
    nunca vi um cara que tem blog de automobilismo falar tanta merda, tem pessoas que sabem reclamar de coisas certas e não de bobagens como você…
    Quem corre sabe como foi perigoso a bateria na chuva, mas foi culpa do diretor de prova dar continuidade, e sobre a pista ser um trilho… vai olhar as outras pistas.. senta em um carro de corrida e acelere antes de falar qualquer coisa…

    • Felipe Paranhos disse:

      E só quem pode comentar futebol é ex-jogador: Neto, Müller e Rivelino estão aí para demonstrar sua tese. Parei com esse assunto.

  2. Juliano Bastos disse:

    Realmente você tem que parar, só no titulo você já demonstrou o seu grande conhecimento em automobilismo, você é muito ingênuo, o dia que você sentar, ligar e acelerar um carro de corrida você vai lembrar de todos estes comentários…
    um bom final de semana Lula!!!

    • Felipe Paranhos disse:

      Ironia não se aprende na escola. Nem dentro de carros de corrida.

  3. Igor disse:

    O autódromo de Cascavel possui um traçado desafiador, muito veloz…lembra muito Tarumã, mas INFELIZMENTE o circuito está abandonado e não oferece segurança nem p/ corridas com carrinho de rolimã.

  4. J. Ademir disse:

    Senhor Paranhos!
    Seus comentários são sem lógica, seu pensamento remete ao passado…e muito antigo, algo próximo a idade de sei lá quando…
    Se o automobilismo brasileiro tem problemas só pode ser por pessoas como o senhor, de pensamento pequeno!
    Não visito mais esse site e lhe digo que será motivo de piada no automobilismo paranaense por muito tempo.
    Lembre-se disso, piada no automobilismo paranaense!!!

    • Felipe Paranhos disse:

      Ah, claro, tenho certeza de que os problemas do automobilismo brasileiro são culpa de “pessoas como eu”. Claro. E não sei o que vou fazer da vida, agora que sou piada no automobilismo paranaense. Tem veneno aí?

Os comentários do texto estão encerrados.

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