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31/01/2010 - 19:11

GP2-F1 deve ser uma passagem inevitável?

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GP2

Felipe Paranhos

A temporada da F1 já começou, amigos. Agora são quatro os carros apresentados e algumas as novidades. Pagante ou não — ele nega —, acho legal ter o Vitaly Petrov na F1. Até porque sua contratação é parte de algo bastante interessante: é a primeira vez que os três primeiros colocados da GP2 ganham uma vaga no grid do ano seguinte na F1.

Nico Hülkenberg, Petrov e Lucas Di Grassi chegam à categoria, inclusive, cada um numa equipe de qualidade proporcional à posição que terminaram a temporada 2009: Hülk, campeão, foi promovido na Williams; Petrov, vice, arranjou lugar na Renault; e Lucas, terceiro, conseguiu um posto na estreante e misteriosa Virgin.

A vantagem disso é o fato de que — provavelmente — não teremos ruínas como Pastor Maldonado na F1. Muito menos Maria de Villota, que é terrível. A desvantagem é o risco de que a GP2 se consolide como a única passagem para a F1.

A categoria de Bruno Michel tem sérios problemas de organização, não é vista em todo lugar e tem defeitos sérios na estrutura de seus finais de semana. Os treinos de 30 minutos com 26 carros na pista fazem com que a sorte seja algo absurdamente decisivo. Bandeiras vermelhas são muito comuns, até pelo número de pilotos e pelo pouco tempo disponível, o que resulta em coincidências estranhas e pilotos queimados no momento mais importante de suas carreiras.

Ainda assim, passaram os melhores, pelo menos desta vez. E aí? Vale a pena fazer da GP2 a única categoria-escola para a F1?

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , ,

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27 comentários para “GP2-F1 deve ser uma passagem inevitável?”

  1. Edgard disse:

    http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com
    Se só a GP2 arrebanhar pilotos para o próximo estágio, então as outras categorias de monopostos perdem o sentido…e o que dizer de algum desgarrado perdido nos EUA, como foi o caso do Montoya, do Villeneuve e do Bourdais?
    Também tem o risco de se baixar violentamente a média de idade dos pilotos, deixando-os cada vez mais precoces e aposentando talentosos que vão perder a vez por não serem pagantes…enfim, não vejo como bom negócio se prender a apenas uma ‘fonte’…

    • Felipe Paranhos disse:

      Acho esse o grande problema. Hoje, se convoca pilotos cada vez mais novos para a F1, e estes pilotos são exigidos como se experientes fossem.

  2. R.CASAGRANDE disse:

    Petrov também é o primeiro piloto russo a ser titular na F1. E me parece ser bem melhor do que aquele tal de Serguei Zlobin.

  3. MAX disse:

    Eu Acho legal quando aparece um piloto que vem direto da F3..Dos que estao no grid , Sutil subiu direto da F3 japonesa,Trully da F3 alema..lembra de mais algum entre estes que estao na F1 hj?

  4. Leonardo Barros disse:

    Acredito, como já falei no Blog do Gomes, que a A1GP deveria ser encarada como reveladora de talentos para a F1 melhor do que a GP2. Antes do terremoto que assolou a categoria, tratava-se de uma categoria muito mais organizada, visível e competitiva que a GP2. Prova está que dos 3 promovidos à F1 citados, Nico e Petrov também tiveram boas temporadas na A1GP. Nico foi campeão da categoria e Petrov fez uma boa participação no único ano que a equipe russa participou, ainda que a equipe fosse extremamente fraca. Além deles, a A1 revelou Nelsinho Piquet, que fez a melhor temporada do Brasil na categoria; Sebastian Buemi e Neal Jani que também passaram pela F1, na equipe suíça; e mais recentemente Adam Carroll que ainda não passou pela F1, mas também fez sucesso na GP2.
    Sei que o site não gosta muito da A1, mas deixo aqui minha opinião.

    • Felipe Paranhos disse:

      Ué, eu adorava a A1. E não tem essa de “o site não gosta”: um ou outro integrante pode não gostar de uma ou outra categoria, mas o site acompanha tudo o que é possível para o nosso tamanho. :)

    • Leonardo Barros disse:

      Ta bom, Paranhos, retiro o que disse… o Gomes não gosta…rs… mas mantenho a opinião citada.

  5. Junior disse:

    A GP2 não é perfeita, mas hoje é única opção real como último passo antes da F1.

  6. Mário Campos disse:

    Acho que o Soucek, campeão da F2, teria plens condições de disputar a Fórmula 1, muito mais do que o 4o colocado do campeonato da GP2. Que, pelo que me lembro, foi o Grosjean, não?

    • Felipe Paranhos disse:

      É, mas o Grosjean saiu no meio da temporada para assumir a vaga do Nelsinho na Renault.

  7. Bruno disse:

    Não digo isso, eu coloco a Indy também como uma boa categoria antes da F1, exemplos não faltam: Michael Andretti, Villeneuve, Montoya, Bourdais. O problema é que ultimamente os melhores pilotos da Indy são veteranos, como Franchitti, Castroneves e Kanaan por exemplo. Dos TOP, só o Scott Dixon poderia ter alguma chance no futuro. Se o Marco Andretti fosse um verdadeiro prodígio, apesar que ele ainda tem bastante tempo para ser campeão, ele já estaria sendo especulado na F1. E falando de mais categorias, acho que poderiam no futuro dar uma chance pra alguém da F2, o Andy Soucek é um exemplo.

    • Leonardo Barros disse:

      Bruno, eu acho que a trajetoria de Montoya e Bordais nas suas passagens pela F1 refutam a idéia… os carros são muito diferentes e as pressões tb…

  8. Cristiano disse:

    Bom, creio que alguém da F2 mereceria, bem como a World Series. Ou até salto direto de alguma F3. Se bem que o Bruno Senna estava correndo de “turismo”, bem como o Lopez. Mas esses ninguém sabe se estreiam ou não.

  9. Verde disse:

    Acho que deveria ser a preferencial.

    Quanto às outras, vamos lá:

    INDY: F1 é F1, Indy é Indy. Não confundamos alhos com bugalhos.

    A1: A filosofia da A1 era muito mais próxima de uma “F1 lado B feita para xeique ver” do que de uma categoria-base. As corridas eram bem interessantes e os pilotos eram de alto nível, mas só isso. A categoria era, na verdade, bem desorganizada e não conseguia captar patrocinadores com facilidade. Praticamente todo ano havia algum problema de ordem financeira ou gerencial. Não dá pra apostar em uma categoria dessas a longo prazo.

    SUPERLIGA: Taí uma categoria que poderia ser melhor utilizada. Mas é mal divulgada e só tem pilotos rejeitados pelas outras categorias. E as corridas não são tão boas.

    WORLD SERIES: É a categoria mais próxima da F1 em termos de dificuldades de ultrapassagens. Dito isso, a diferença entre os melhores e os piores é gritante e, sei lá, não gosto muito da categoria mesmo, apesar de reconhecer que é o que há de melhor e mais estabelecido logo abaixo da GP2.

    F2: Ainda tem muito a amadurecer, apesar de ter feito um bom 2009. Os custos baixíssimos e o calendário são as vantagens, mas o carro ainda me parece meio fraco e o nível dos pilotos (especialmente o dos que estréiam dessa temporada de 2010) é risível.

    A GP2 não precisa ser compulsória, mas tem de ser hegemônica.

  10. Daniel Ramos de Oliveira disse:

    Na minha opinião a Campos Meta deveria contratar o Soucek,assim nós teriamos pelo menos um represetante da F2,que até agora não entendi porque criaram essa nova categoria.A GP2 é sim uma das principais portas pra a F1,isso é fato.Pelo menos agora nós temos os três melhores pilotos da GP2,e não as “migualhas”,como o Romain Grosjean e o Nelsinho Piquet,que apesar que o problema maior foi o Flavio Briatore,que acabou com a carreira de ambos(apesar que o Francês não era um bom piloto).Já a GP2 por causa da sua forma de classificação e outros,as vezes não mostra a capacidade que um piloto tem,é só ver o Kamui Kobayshi,que nunca consegiu quase nada na GP2,mas quando chegou na F1 deu um show,e pelo o que parece é um ótimo piloto,o que poderá ser provado esse ano.

  11. Olegário disse:

    Concordo com o Verde aí em cima:

    A GP2 pra mim é a categoria mais “próxima” da F1 em monopostos, e ela deve ser sim, uma espécie de “F1-Júnior”, pois é sempre bom ter um lugar pra “Canalizar” essa galera (bom pra categoria e pra quem assiste). Mas isso não precisa ser uma lei, nada impede que uma equipe desenterre alguém nos EUA, Europa e Ásia nos campeonatos regionais (Caso de López-USF1) se quiserem, por que isso dá um toque mais “heterogêneo” na F1, inclusive para deixar a F1 mais equilibrada.

    E pensemos que: Além de Hulkenberg, Petrov e Di Grassi, também temos Kobayashi de titular (que tava na GP2 também) e como reservas conseguiram Parente e Razia também (caramba, a GP2 desceu o morro até a formula 1…)

  12. EDU.RJeduardocs40@hotmail.com disse:

    FELIPE, GOSTARIA DE SABER SE EXISTE ALGUMA EMPRESA BANCANDO O SEBASTIAN BUEMI. POIS, ESSE, NUNCA TEVE MUITO DESTAQUE NA GP2. E, SE EU NAO ME ENGANO, FOI BATIDO POR BRUNO SENNA QUANDO CORRERAM JUNTOS (ME GORRIGA SE ESTIIVER ERRADO).
    UM GRANDE ABÇ.

    • Felipe Paranhos disse:

      Ele era piloto do programa de jovens da Red Bull, Eduardo. Assim, se fosse bem, teria lugar garantido na F1. O Buemi foi sexto em 2008 na GP2, mas era o piloto do programa com melhor resultado no ano, e o Vettel abriu uma vaga na Toro. E o Buemi tá indo bem na F1.

  13. MAX disse:

    Ouve uma epoca que a referencia era o Japao..Ralf Schumacher,De la Rosa, Ralf Firman, Eddy Irvine,e varios outros.

    • Felipe Paranhos disse:

      Não era bem uma referência, mas alguns pilotos vieram de lá, mesmo. Além desses, houve o Roland Ratzenberger, também.

  14. Diogo Maia disse:

    Fazer da GP2 a única porta de acesso a F-1 é um pouco de exagero. Acredito que seja coisa de momento e que já já vai surgir um piloto de outra categoria que vai brilhar nos olhos da equipes. Alias esse piloto já poderia ter aparecido se a f-1 desse mais atenção a categorias como o Turismo e F-Indy. Essa ultima anda um tanto esquecida pelo mundo.

  15. Shiva the God of Death disse:

    Observacao:

    Em 2005 quando foi lancada a GP2: Campeao – Nico Rosberg,Vice – Heikki Kovallainen, 3o Scott Speed.

    Todos estrearam na F1 ano seguinte.

  16. Francisco disse:

    A GP2 é a principal fonte de renovação da F1, mas não a única. Robert Kubica e Sebastian Vettel, por exemplo, vieram da WRS; e vindos diretamente da F3 tem o Alguersari e o Jenson Button (neste caso, já lá se vão alguns anos). No tocante a pilotos que vieram da Indy para a F1, não nos esqueçamos do que teve o melhor desempenho, Cristiano da Matta. Mas o fato é que os pilotos da GP2 são maioria na F1 porque a categoria precisa ter atrativos, já que seus pilotos treinam e correm muito pouco; além disso, existem fortíssimas suspeitas de manipulação no que se refere à potência dos motores (vide Kobayashi, que estraçalhou os adversários na série asiàtica de 2088/09 e foi triturado na européia 2009. Assim, se a GP2 não levar suas principais estrelas à F1, por que pagar tão caro por tão pouco? Além disso, a GP2 é importante também para entreter o público, que paga caríssimo pelos ingressos e se não fossem as categorias de apoio nada teriam para acompanhar quando a F1 não está na pista…

    • Felipe Paranhos disse:

      Opaaaaa! Nada de manipulação de motores. Os carros da GP2 Ásia e da GP2 têm potências diferentes. O da série asiática é mais fraco.

  17. Pablo Habibe disse:

    Bom, agora que fizeram até a GP3, a pergunta que realmente não quer calar é se vai existir uma “GP1”. A GP2 sempre vai carregar esta ameaça implícita, mas é largamente superior à F2 da maneira que foi montada por Mosley.

    De uma maneira ou de outra a GP2 é bem legal e, monomarca por monomarca (tenho horror a essas coisas…), é mais interessante que a IRL, por exemplo.

  18. Ismael viotto disse:

    Eu sou muito desinformado… Eu gostaria de saber como que faz para virar um piloto da GP2?

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