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Arquivo de fevereiro, 2010

28/02/2010 - 13:51

Lotus, Virgin e os seis segundos

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ESPAÑA-AUTOMOVILISMO-FÓRMULA UNO

Felipe Paranhos

Uma parece ter mais confiabilidade do que a outra, mas a verdade é que Lotus e Virgin devem se revezar nos últimos lugares do grid, ao menos neste início de temporada — e a menos que o pacote aerodinâmico que a equipe da Madonna, er, do Branson seja fantástico.

Por outro lado, se vê que, fora das pistas, as duas farão mais barulho do que dentro. Richard Branson e Tony Fernandes não ficaram calados diante do comunicado [extremamente pedante e sem elegância] da Ferrari, que critica equipes pequenas como se ela mesma já não tivesse dividido pitlane com AGS, Zakspeed, Andrea Moda…

Primeiro, me parece que as duas equipes têm, sim, um plano de ficar na F1, não são aventureiros. E sabem que não têm chances de disputar nada neste ano. Foi o que Fairuz Fauzy falou no primeiro dia de treino em Barcelona: “Construir em cinco meses, comparando com as outras, e ficar só seis segundos atrás é uma grande conquista”.

SEIS segundos atrás. Eles sabem. Mas sabem que, se forem pequenas também nos bastidores, a chance de crescer será ainda menor. Por isso Lotus e Virgin rebateram a Ferrari. Por isso seus principais dirigentes apostaram que a equipe que menos pontuar verá um deles como aeromoça por um dia na companhia de aviação do outro.

A Virgin parece um pouco melhor em performance do que a Lotus, mas sofre com a problemas hidráulicos. O carro quadrado da Lotus  quebra menos, mas é muito lento — apesar de hoje, com Kovalainen, ter ficado à frente de Di Grassi.

O que se pode concluir é que, na F1 de hoje, dificilmente um time surgido do zero — com um semestre de preparação — consegue disputar de igual para igual com alguma concorrente veterana.

É um dos problemas desta F1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
24/02/2010 - 17:41

Negócios e esporte (ou Indy: uma polêmica)

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Lloyd

Felipe Paranhos

Tudo começou quando um usuário de um fórum norte-americano disse ter escrito um email para o diret0r-executivo da HER, energético que patrocinava Alex Lloyd até o ano passado — e coloria seus carros e macacões de rosa, já que o produto é voltado para as mulheres. Aparentemente, já que não encontrei o email enviado por ele — acho que não disponibilizou —, o torcedor pedia satisfações sobre o fim do apoio ao piloto britânico.

O cara, Brett Jacobson, supostamente respondeu. Digo supostamente porque há quem questione a autenticidade do email, publicado apenas em texto e com alguns erros de inglês. Brett reclamou do tom utilizado pelo fã, afirmou que não é apenas um patrocinador que mantém um carro na pista e lembrou o fato de que a Versus, detentora dos direitos de transmissão da categoria, tem pouca audiência. Ou seja, disse que a visibilidade de um produto em um carro da Indy é bem menor do que foi no passado. Como disse que o rapaz foi deselegante ao reclamar da empresa, ele retrucou dizendo que é por emails como aquele, reclamando do fim de um patrocínio, que as empresas fogem da IRL: falta, segundo o suposto Brett, lealdade dos torcedores da Indy às empresas que apoiam/apoiaram pilotos de lá.

Vamos, então, à questão mais relevante. Com a delicadeza habitual, Mr. Paul Tracy criticou o fato de, no treino de hoje da Indy em Barber, haver apenas quatro pilotos da América do Norte: Danica Patrick, Marco Andretti, Ryan-Hunter Reay e Sarah Fisher. “E caras como [Graham] Rahal, eu e [Buddy] Rice têm de ficar em casa assistindo. Se é isso que vocês, torcedores, querem, divirtam-se”, falou.

O rotundo canadense pediu aos fãs da Indy para que avisassem ao “novo caubói na cidade” [Randy Bernard, novo diretor-executivo da IRL, ex-chefe da liga americana de rodeio] o que eles querem da categoria. E disparou contra os pilotos pagantes, que, afinal, fazem a categoria — e quase todas as outras do mundo, diga-se. Tracy afirmou que a IRL precisa de pilotos com torcida, não de quem tem grana. E disse, mui singelamente: “Se você quer um sanduíche de merda, não espere que ele não tenha gosto de merda. Se você quer boas corridas, diga a eles que você quer os bons pilotos!”

E aí, finalmente, o gordinho chegou ao ponto que falávamos no início deste texto: “O diretor-executivo da HER desceu a porrada na IRL… Não posso concordar com ele sobre os torcedores não serem leais. Os fãs de fórmula foram tolamente leais pelos últimos 15 anos, já que as duas categorias [IRL e Champ Car] arrastaram o automobilismo de fórmula ao fundo do oceano. Mas já seguramos a respiração demais”, disse, antes de “implorar” para que cada torcedor tome o controle daquilo que “ama e quer da Indy”.

Tracy ganhou o apoio de Oriol Servià. Notório gozador, Nelson Philippe mandou um recado para o canadense. “Só fazendo um flashback… Lembra quando você tentou “matar” Bourdais em Cleveland/06? Bons tempos, bons tempos…”

Senti uma ironia aí.

O futuro da Indy está no meio dessas duas histórias. Para dizer a verdade, o futuro do automobilismo está no meio disso tudo: grana, negócios, visibilidade, interesses, patrocinadores… E, se houver espaço, talento. O que pensam vocês?

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , , ,
24/02/2010 - 13:26

Mandou bem

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Felipe Paranhos

Consegue identificar o que é isso aí embaixo? Clica e vê.

2010 Team Penske Studio Shoot
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Manda bem no gel, o galã das pistas norte-americanas.

E como ficou legal esse novo macacão da Penske.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
21/02/2010 - 13:56

Senna, patrocínio e F1

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senna

Felipe Paranhos

Era a Honda, que morreu e deixou Bruno Senna sem vaga para 2009. Sem espaço na F1, não faria sentido voltar à GP2. O brasileiro tirou um ano sabático. Agora, é a Campos, que morreu, está sendo resgatada, mas já deu sinais de que não deve ficar com o piloto — a menos que o dinheiro entre na história, como disse Colin Kolles, novo diretor-técnico do time.

Só que Bruno Senna — na verdade, sua assessoria, ele quase não fala à imprensa — sustenta que não tem patrocinadores atualmente. E que não levou nenhum apoiador para a Campos, que esperava usar o sobrenome histórico para atrair empresas. Embora tudo isso seja meio curioso, pois em todas as aparições recentes Bruno usava bonés da Embratel, cabe acreditar no que é dito. Até porque, do contrário, Kolles não falaria o que falou.

Por isso, para incentivar a discussão, partiremos da premissa de que não há patrocínios. Exponho, então, minha ignorância: jura que em um país com as proporções do Brasil não há empresas que se interessem em associar sua marca à de um piloto de F1 com o apelo que tem Senna? Não que ele vá alcançar grandes resultados, mas o que tem de gente que vai voltar a assistir corridas de F1 só para vê-lo… O que preocupa? O risco de o cara não se dar bem e, por conta daquela visão do torcedor brasileiro que nós já conhecemos, a empresa ficar vinculada a um suposto insucesso?

Acho até que há pilotos brasileiros mais talentosos, que mereceriam grande apoio para desenvolver suas carreiras, mas me parece que Bruno daria mais retorno aos executivos que vivem de avaliar relatórios e planilhas e projetos — justamente porque tem gente que não vê uma corrida de F1 há mais de dez anos e, quando ouve falar que o sobrinho de Ayrton vai correr na F1, se interessa.

Não entendo de publicidade, propaganda, marketing e afins. Portanto, peço a ajuda de vocês para entender o que há de escondido a quem não é especialista.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
18/02/2010 - 15:40

Massa diz que dificuldades existem para todos

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A quinta-feira (18) foi mais um dia de treinos coletivos em que a chuva atrapalhou o trabalho dos pilotos em Jerez de la Frontera. Felipe Massa falou sobre esse assunto na entrevista concedida após as atividades na pista espanhola – em que o Grande Prêmio, com o repórter Marcelo Ferronato, esteve presente.

O brasileiro da Ferrari se mostrou insatisfeito por não poder novamente desenvolver totalmente a F10, carro da equipe italiana para esta temporada, mas preferiu não reclamar muito disso, lembrando que o problema afeta todos que estão em Jerez.

Aqui no BloGP, o internauta pode acompanhar esse trecho e mais outros temas abordados no papo dos jornalistas brasileiros que estão presentes no circuito anduluz com Massa.

Ouça a entrevista com Felipe Massa, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
18/02/2010 - 15:17

Evolução dos capacetes | Kovalainen

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Felipe Paranhos

Heikki Kovalainen estreou pela Lotus hoje, em Jerez de la Frontera. E estreou também capacete novo, trocando o vermelho da McLaren pelo verde — que não é exatamente o utilizado pela nova equipe. Sem o logo do uísque do Joãozinho Caminhante no casco, pegou o grafismo de seu nome que ficava pequeno acima da viseira e colocou como fundo da pintura. Não é assim uma maravilha, mas achei mais “pessoal” do que o da época de McLaren.

CascosKova

Falando em Kova, ele protagonizou um comercial muito bom da MTV3, a TV que exibe a F1 na Finlândia. Vejam:

P.S.: Meus agradecimentos ao Capelli, que liberou a montagem dos dois capacetes anteriores.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
18/02/2010 - 08:19

Barriquismo, antibarriquismo e afins

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Barrichello e o S do Senna no bico da Williams praticamente monopolizam as perguntas do Ao Vivo

Felipe Paranhos

Como muitos de vocês sabem, eu sou o responsável pela maioria das transmissões ao vivo do Grande Prêmio. E nesta jornada de testes coletivos em Jerez de la Frontera, na companhia de Marcelo Ferronato, que digita direto do circuito andaluz, tenho recebido ótimas perguntas e palpites de leitores. Mas o coletivo tem me espantado mais do que o individual. Vejo bastante interesse sobre a Virgin de Lucas Di Grassi, algumas questões sobre o possível rendimento de Felipe Massa ante Fernando Alonso, mas nada, nada supera a preocupação dos internautas em relação a Rubens Barrichello.

Chegam entre 70 e 80 emails por dia. Pelo menos 30 falam de Barrichello. Rendimento do motor Cosworth e suas consequências nas pretensões de título do brasileiro, a qualidade ou não do FW32, a possibilidade de Nico Hülkenberg dar trabalho… As mais diversas.

Isso me atenta para algo que notei em maio do ano passado, quando escrevi este texto para o finado Zeroforce. O deboche com que muitos tratam o piloto da Williams nada mais é do que rancor nutrido em relação àquele em quem foi depositada toda a expectativa da torcida de um país que só valoriza o campeão. Parece que não, mas muita gente caiu na conversa de “novo Senna”, em meados dos anos 1990. Por outro lado, há os que ainda torcem pelo sucesso de Rubens, piloto acima da média do grid atual, como para esfregar na cara de quem não acreditava no veterano.

Nenhum dos dois caminhos — extremos — é o ideal. Ainda me incomoda ver que no Brasil não apenas se torce doentemente pelos brasileiros — como se fosse errado não torcer para ninguém ou por um estrangeiro ou equipe em particular —, mas também se rotula o torcedor como Sennista, Piquetista, Barriquista, Massista, essas babaquices. Esse tipo de raciocínio serve tão apenas para elevar o tom das discussões e aproximar o automobilismo de uma mesa-redonda de futebol das antigas, uma Grande Resenha Facit enfiada garganta abaixo em blogs do tema.

Visto assim, como um campo de deboches e disputas entre torcedores apaixonados e reclamões, o automobilismo continua sendo assunto apenas para piadas no Casseta & Planeta e no Pânico na TV, além de objeto na mão da TV que transmite a F1 e chama as equipes por nomes aleatórios. Sem espectadores e fãs mais exigentes, que esperem mais do que a ladainha Brasil-sil-sil e os gritos contra os Dick Vigaristas do universo que não deixam os brasileiros ganharem, nada vai mudar.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
17/02/2010 - 07:52

Onde há fumaça…

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O movimento de Max Mosley no ano passado em promover um aumento no número de carros no grid da F1 pode ter sido em vão. É de conhecimento público que pelo menos duas das quatro novatas estão em sérios apuros. Enquanto Virgin e Lotus já foram para a pista em Jerez na pré-temporada, Campos e USF1 ainda nem sequer falaram em apresentar os carros e ambas, curiosamente, só têm apenas um piloto confirmado.

As dificuldades financeiras da equipe espanhola estamparam os noticiários nos últimos dias e até momento nada ficou resolvido, por isso a dúvida é grande quanto à sequência dos trabalhos do time Adrián Campos, que ainda tem na sérvia Stefan uma clara ameaça. Outro imenso ponto de interrogação está na obscura escuderia de Peter Windsor e Ken Anderson.

Nesta terça-feira, a notícia de que o imóvel onde se concentra a base da equipe norte-americana, em Charlotte, nos EUA, está à venda ajudou a colocar mais fogo nas especulações sobre o futuro da estreante. É certo que um porta-voz do time se apressou em esclarecer o anúncio da venda do edifício, garantindo que a escudeira tem contrato de locação com a propriedade até 2014.

Mas só isso não foi suficiente para apagar os rumores sobre as reais condições da equipe, que ainda não apresentou nada de concreto para 2010. E isso dá ainda mais corda para Bernie Ecclestone, que disse dias atrás não acreditar no projeto do time. E fica cada vez mais a clara impressão de que, de fato, dificilmente a equipe estará no grid em 14 de março.

Desde que os demais times começaram a se movimentar para apresentar os carros deste ano, nenhuma informação a este respeito surgiu dos EUA. A única confirmação mesmo foi a da contratação do o argentino José Maria López. Depois disso, mais nada. Mas é pouco perto da onde de boatos que aparecem sobre a equipe, intensificados nesta semana.

Pois bem, nesta quarta-feira surgiu o rumor de que o time perdeu o apoio de Chad Hurley, o co-fundador do YouTube. E de que Hurley estaria agora interessado em unir forças com a Campos. A Stefan também seria a outra opção para Chad. Outro fato que veio à tona hoje foi o desligamento de Brian Bonner da USF1. Tido como uma peça chave no desenvolvimento de negócios do time, Bonner, de 50 anos, agora trabalha como é co-diretor de marketing de outra empresa, a B4.

Como se não bastasse, a time de Windsor e Anderson convive com a insatisfação dos funcionários com relação ao atraso nos pagamentos.

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
12/02/2010 - 11:18

Razia: da GP2 para a F1, da F1 para a GP2

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Felipe Paranhos

Como sempre, nosso repórter em Jerez Marcelo Ferronato se multiplicou nesta sexta (12). Além de cobrir os treinos, dar boas informações sobre o que acontece na pista, ele foi buscar algumas boas entrevistas. Uma delas foi com Luiz Razia.

O piloto de testes da Virgin falou sobre a chance de ser membro de uma equipe da F1 e sobre como pretende trazer a experiência da F1 para a temporada da GP2.

Razia deu, inclusive, indícios de que deve correr por uma equipe de ponta. Ouça qual é.

Ouça a entrevista de Luiz Razia a Marcelo Ferronato em Jerez

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , ,
12/02/2010 - 11:18

Uma breve evolução

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Felipe Paranhos

Luiz Razia mostrou hoje, em seu Twitter, a versão 2010 de seu capacete. Fiz uma tosqueirazinha artística para mostrar a vocês as três últimas pinturas do piloto de testes da Virgin. A principal modificação em relação ao último modelo é a presença da marca da Marussia, fabricante russa de carros esportivos, justamente em cima da rosa-dos-ventos que o baiano sempre levou na cabeça. Os detalhes em azul, que rodeavam a figura, agora são em preto e mais “gordos”, por assim dizer.

RaziaCapacetes

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , ,
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