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17/02/2010 - 07:52

Onde há fumaça…

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O movimento de Max Mosley no ano passado em promover um aumento no número de carros no grid da F1 pode ter sido em vão. É de conhecimento público que pelo menos duas das quatro novatas estão em sérios apuros. Enquanto Virgin e Lotus já foram para a pista em Jerez na pré-temporada, Campos e USF1 ainda nem sequer falaram em apresentar os carros e ambas, curiosamente, só têm apenas um piloto confirmado.

As dificuldades financeiras da equipe espanhola estamparam os noticiários nos últimos dias e até momento nada ficou resolvido, por isso a dúvida é grande quanto à sequência dos trabalhos do time Adrián Campos, que ainda tem na sérvia Stefan uma clara ameaça. Outro imenso ponto de interrogação está na obscura escuderia de Peter Windsor e Ken Anderson.

Nesta terça-feira, a notícia de que o imóvel onde se concentra a base da equipe norte-americana, em Charlotte, nos EUA, está à venda ajudou a colocar mais fogo nas especulações sobre o futuro da estreante. É certo que um porta-voz do time se apressou em esclarecer o anúncio da venda do edifício, garantindo que a escudeira tem contrato de locação com a propriedade até 2014.

Mas só isso não foi suficiente para apagar os rumores sobre as reais condições da equipe, que ainda não apresentou nada de concreto para 2010. E isso dá ainda mais corda para Bernie Ecclestone, que disse dias atrás não acreditar no projeto do time. E fica cada vez mais a clara impressão de que, de fato, dificilmente a equipe estará no grid em 14 de março.

Desde que os demais times começaram a se movimentar para apresentar os carros deste ano, nenhuma informação a este respeito surgiu dos EUA. A única confirmação mesmo foi a da contratação do o argentino José Maria López. Depois disso, mais nada. Mas é pouco perto da onde de boatos que aparecem sobre a equipe, intensificados nesta semana.

Pois bem, nesta quarta-feira surgiu o rumor de que o time perdeu o apoio de Chad Hurley, o co-fundador do YouTube. E de que Hurley estaria agora interessado em unir forças com a Campos. A Stefan também seria a outra opção para Chad. Outro fato que veio à tona hoje foi o desligamento de Brian Bonner da USF1. Tido como uma peça chave no desenvolvimento de negócios do time, Bonner, de 50 anos, agora trabalha como é co-diretor de marketing de outra empresa, a B4.

Como se não bastasse, a time de Windsor e Anderson convive com a insatisfação dos funcionários com relação ao atraso nos pagamentos.

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,

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16 comentários para “Onde há fumaça…”

  1. Não entendo porque alguem quer entrar na F1 sem dinheiro! Para ter bons patrocinadores tem que ter bons pilotos, se a USF1 quer dinheiro americano….então contrate alguem que da IBOPE e seja bom para dar resultado para quem quer investir na equipe…Por que não convidou o MARCO ANDRETTI

  2. Edgard disse:

    http://www.oconsumidoremdebate.blogspot.com

    Uma coisa é certa, a 30 dias do inicio do campeonato, sem carro, sem patrocinio, sem a dupla de pilotos completa, nenhuma dessas duas equipes vai fazer nada além de um retundante fiasco…como pode uma equipe estrear no grid de largada? E a segurança dos demais, como fica? A FIA deveria dar um prazo máximo para mostrarem o que tem (se é que tem) sob pena de proibição de competir, por absoluta falta de segurança, além de aplicar uma senhora multa, por terem feito a inscrição (na loteria tendenciosa do sr. Mosley) e não terem cumprido com as metas necessárias…

  3. Clenio A. Vilela disse:

    A situação da USF1 é terrível, mas, o texto tem muitos erros, Evelyn.

    • Felipe Paranhos disse:

      É a correria, Clenio. Só termos esquecidos. Já, já, corrigimos.

  4. Atenágoras Souza Silva disse:

    Bem, não é só culpa da possível incompetência das novatas.
    Quando elas entraram na F1, o regulamento com o qual esperavam trabalhar previa limitação de gastos.
    Com a saída de Max Mosley da presidência da FIA, a movimentação da FOTA e do Bernie, que claramente, não queriam as novatas para dividir “o bolo” do esporte, retiraram a limitação de gastos. Embora todas as equipes estejam reduzinhdo gastos, estes ainda são muito superiores ao que as equipes estreantes estavam dispostas a gastar.
    Eu diria que a crise em que elas se meteram teve uma enorme contribuição do Bernie Ecclestone.
    Penso que anunciar a crise da Campos, no evento da Ferrari, quando todos tinham dúvidas apenas da USF1 foi apenas uma maneira de afugentar eventuais patrocinadores, ou “sugá-los” para outro projeto. Se o Youtube for mesmo para a Stefan, eu ficarei muito desconfiado disso.

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

  5. Bruno Nunes disse:

    Não tô nem ai pra USF1! Quero o Senna pisando fundo na Campos!!!

  6. R.CASAGRANDE disse:

    É, não vai dar certo mesmo… Espero que pelo menos a Stefan seja razoável ao longo de 2010. E que a US F1 esteja no grid um dia, quem sabe em 2011…

  7. Coelho Voador disse:

    é uma pena… seria muito engraçado ver essa equipe na pista, de preferência com dois pilotos americanos… hehehe seria uma diversão a parte…

  8. Marcos Sabino disse:

    E a StefanGP, que comprou o que era a Toyota F1, e que portanto seria a sua “substituta”, e que estava inscrita para a temporada 2010, teve sua inscrição recusada… é brincadeira!!! Sou a favor, com certeza, de uma Fórmula 1 com muitas equipes, mas não equipes de “aventureiros”, acho que falta uma melhor análise das reais possibilidades de quem pleiteia uma vaga no grid. Chega a ser vergonhoso a categoria ter duas equipes inscritas só esperando que fechem as tampas de seus caixões enquanto que outra, com condições comprovadas, ter a sua inscrição recusada.

    • Felipe Paranhos disse:

      Opa, calmaê, Marcos. Quando a Stefan tentou, não tinha nada com a Toyota. Era, para todos, uma aventureira qualquer vinda da Sérvia, sem qualquer tradição. Agora é que a equipe pegou o projeto da Toyota. Mas, sem dúvida, você tem razão quando fala sobre o processo seletivo da FIA. Foi ridículo.

  9. Emmanuel disse:

    Não acredito que foi em vão, uma vez que se não abrissem as portas para novas equipes, teríamos um grid com menos carros ainda. Talvez o que podemos questionar é como essas portas foram abertas, para times obscuros como a USF1, que não tem tradição nenhuma com corridas. Talvez se fosse proposto algo a algumas equipes da GP2 por exemplo, seria algo mais seguro. Ter equipes clientes, equipes que pudessem comprar chassis de outras equipes tb era uma forma de ajudar as equipes novas.

    • Felipe Paranhos disse:

      Também acho. Não vejo a F1 com grid cheio e sem equipes-clientes, a menos que os custos sejam muito reduzidos.

  10. Luis André disse:

    A F1 não é para qualquer um… é um esporte muito caro. Essas equipes novatas, mesmo que consigam correr, ficarão longe de ter alguma condição de, verdadeiramente, competir com as outras por míseros pontinhos, logo, não farão falta alguma.

  11. Gabriel de Amorim disse:

    Andrea Moda tá de volta??

  12. luiz pereira disse:

    Como admirador que sou das corridas de automoveis, especialmente as da F1, venho expressar meu profundo descontentamento com a situacao do piloto SENNA da CAMPOS, ou sei la qual seja o novo nome. Esperava ver novamente nas pistas um SENNA, que muitas alegrias ja deu a nosso pais.

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