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18/02/2010 - 08:19

Barriquismo, antibarriquismo e afins

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Barrichello e o S do Senna no bico da Williams praticamente monopolizam as perguntas do Ao Vivo

Felipe Paranhos

Como muitos de vocês sabem, eu sou o responsável pela maioria das transmissões ao vivo do Grande Prêmio. E nesta jornada de testes coletivos em Jerez de la Frontera, na companhia de Marcelo Ferronato, que digita direto do circuito andaluz, tenho recebido ótimas perguntas e palpites de leitores. Mas o coletivo tem me espantado mais do que o individual. Vejo bastante interesse sobre a Virgin de Lucas Di Grassi, algumas questões sobre o possível rendimento de Felipe Massa ante Fernando Alonso, mas nada, nada supera a preocupação dos internautas em relação a Rubens Barrichello.

Chegam entre 70 e 80 emails por dia. Pelo menos 30 falam de Barrichello. Rendimento do motor Cosworth e suas consequências nas pretensões de título do brasileiro, a qualidade ou não do FW32, a possibilidade de Nico Hülkenberg dar trabalho… As mais diversas.

Isso me atenta para algo que notei em maio do ano passado, quando escrevi este texto para o finado Zeroforce. O deboche com que muitos tratam o piloto da Williams nada mais é do que rancor nutrido em relação àquele em quem foi depositada toda a expectativa da torcida de um país que só valoriza o campeão. Parece que não, mas muita gente caiu na conversa de “novo Senna”, em meados dos anos 1990. Por outro lado, há os que ainda torcem pelo sucesso de Rubens, piloto acima da média do grid atual, como para esfregar na cara de quem não acreditava no veterano.

Nenhum dos dois caminhos — extremos — é o ideal. Ainda me incomoda ver que no Brasil não apenas se torce doentemente pelos brasileiros — como se fosse errado não torcer para ninguém ou por um estrangeiro ou equipe em particular —, mas também se rotula o torcedor como Sennista, Piquetista, Barriquista, Massista, essas babaquices. Esse tipo de raciocínio serve tão apenas para elevar o tom das discussões e aproximar o automobilismo de uma mesa-redonda de futebol das antigas, uma Grande Resenha Facit enfiada garganta abaixo em blogs do tema.

Visto assim, como um campo de deboches e disputas entre torcedores apaixonados e reclamões, o automobilismo continua sendo assunto apenas para piadas no Casseta & Planeta e no Pânico na TV, além de objeto na mão da TV que transmite a F1 e chama as equipes por nomes aleatórios. Sem espectadores e fãs mais exigentes, que esperem mais do que a ladainha Brasil-sil-sil e os gritos contra os Dick Vigaristas do universo que não deixam os brasileiros ganharem, nada vai mudar.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,

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139 comentários para “Barriquismo, antibarriquismo e afins”

  1. Erick disse:

    Acho que tudo que é muito extremista, é doentio, eu torço bastante para o Barrichello, acho que ele foi bem sacaneado na Ferrari (Austrias que o digam), mas tb não deixo de reconhecer e admirar outros pilotos, na verdade o que eu quero ver é corrida boa e se um brasileiro vencer melhor ainda, e se esse brasileiro for o Barrica por mim está otimo. Achei uma pena agora que o alemão voltou o kimi ter ido embora, mas acontece…

  2. Lastikas disse:

    Rubens não é um piloto ruim, mas acho que é sem sal. Não me lembro de uma disputa em que ele se envolveu semelhante àquela entre Massa e Kubica. Sobre pachequismo e fanatismo, é uma droga, mas às vezes isso deixa tudo mais legal, sem os fanáticos fica meio sem graça.

  3. Só Rindo disse:

    Essa encheção de saco é pura MIDIAtise aguda, a massa não tem como formar uma opinião propria, ai fica com a da GLOBO mesmo …

  4. Leandro San disse:

    Este texto resume muito bem o que ocorre em relação ao Rubens. Concordo plenamente com o autor, quando este diz que aqui valoriza-se apenas o campeão. Este é o problema de Rubens, talvez tenha nascido no país errado, se fosse japonês, por exemplo, com certeza teria muito mais respeito dos seus conterrâneos.

  5. ultranol disse:

    Moro no Canadá faz algum tempo e nessas Olimpíadas de Inverno a atitude dos canadenses me causou grande estranhamento.

    Numa disputa de speedskating, a atleta canadense estava em primeiro lugar durante toda a prova, mas foi ultrapassada por uma concorrente estrangeira na última curva. Na chegada, os locutores foram à loucura: medalha de prata! Medalha de prata pra nossa atleta! Que ótima corrida ela fez! Incrível! Que grande dia para o nosso país!

    A atleta, por sua vez, exibia um sorrisão no rosto e jogava os braços pro alto, comemorando.

    Fiquei estupefato. Falava, sozinho: gente! A medalha é de PRATA! Não é de ouro! Tão comemorando o quê?

    … até eu perceber que, realmente, devem existir milhares e milhares de praticantes desse esporte ao redor do mundo, e essa atleta deixou pra trás TODOS, menos a vencedora da prova. É um feito absolutamente fantástico. Tem algo realmente errado com a cultura brasileira…

    • Felipe Paranhos disse:

      Pois é, Ultranol. Pois é.

    • Paulo Giovani Vargas disse:

      Caro Ultranol; Não há nada de errado com a cultura brasileira e muito menos com as outras…..o fato é que cada povo tem sua cultura, e a do brasileiro em relação aos esportes(futebol F1,…etc) é mais exigentes que muitas outras nações pois somos ou já fomos os melhores nestes esportes………..Sacou!? Fala sério……..quem viu Piquet e Senna correrem e vencerem tudo que venceram, só tem q ficar frustrado com os vices de Barrichello! Abraços!

      Resposta do Felipe Paranhos

      Paulo, me permita discordar de você. Esta é a cultura do brasileiro com relação a TODOS os esportes — inclusive aqueles nos quais o país nunca teve ou teve pouca representatividade numérica no primeiro nível. Um exemplo? O tênis. Ninguém falava em tênis no país, as transmissões eram raras. Veio o Gustavo Kuerten, e com ele o espaço para a modalidade cresceu enormemente. A partir de quando Guga começou a sofrer com lesões, o espaço foi escasseando… Até surgir o Tiago Fernandes, jovem alagoano, agora. Campeão de um Grand Slam de JUVENIS. E já puseram o rapaz em um pedestal como a grande promessa do tênis brasileiro, querendo que ele já jogasse entre os profissionais. Thomaz Bellucci, só 22 anos, é o número 32 do mundo nos profissionais e não recebeu 1/3 dos comentários elogiosos de Tiago nas últimas semanas. E ganhou o ATP de Santiago no último dia 8. E disso que eu falo e, imagino, o Ultranol também. No Brasil se fala pouco de muitos esportes com grande espaço e audiência no resto do mundo simplesmente porque não há um brasileiro em alto nível.

    • Kristian disse:

      Paulo, até entendo que pensem assim ao comparar 2 pilotos diferentes. Afinal Piquet é Piquet, Senna é Senna e Barrichello é Barrichello. O problema não é a cobrança exagerada da nossa cultura, mas sim a ridicularização e falta de respeito que se tem com o “perdedor”. Maior exemplo disso, até mais que o Barrichello foi feita com o Emerson e sua Copersucar. O cara foi ridicularizado mesmo após ter sido bi-campeão. Isso não é frustração como você disse, é incoerência mesmo.

    • ultranol disse:

      Pergunta se os alemães ficaram frustrados com o vice-campeonato do Vettel ano passado… não? Como assim, se viram o Schumacher vencer metade dos últimos 15 campeonatos?!

      Mais um exemplo: ginástica olímpica. O Brasil já viu algum gênio nessa modalidade? Algumas chegaram muito longe, conseguindo até ganhar medalhas nos campeonatos mundiais, como a Daiane dos Santos e os irmãos Hypólito. Agora volta pra 2008, nas Olimpíadas de Pequim. A Daiane ficou em oitavo lugar. Lembra de como ela foi tratada pela imprensa? Foi motivo de chacota. “Amarelou”, “jogou fora a chance brasileira”…

  6. Carlos Caju disse:

    Cara, li o seu texto e achei você um tremendo babaca, nós somos brasileiros e você quer que torçamos por quem, pelo Hamilton, pelo Alonso, é a mesma coisa que você falar pra um carioca torcer pelo corintians, ou um paulista pelo boca juniors, é l´´ogico que torço pelos Brasileiros estou louco pra ver o di Grassi correndo, o Bruno, Barrichello, Massa, e ainda gostaria da volta do Nelsinho, da promoção do Razia, e que o grid tivesse a metade de brasileiros e que também não tivesse de ler mais um texto de um idiota como você num site tão conceituado, faz o seguinte, vira americano que ai você não vai ter mais piloto do seu pais para torcer na F1.

    • Felipe Paranhos disse:

      Nossa, eu sou um babaca e você deve ser um cara muito inteligente. Embora não saiba ler.

    • ultranol disse:

      Amigo, faz o seguinte, veja a Stock Car e finja que aquilo é um campeonato mundial. Pronto! Vc só vai ver brasileiro.

      Eu, hein… se esse cara quer tanto que os seus compatriotas sejam os supra-sumos em todas as competições esportivas, eu acho melhor é ELE trocar a cidadania dele pela de um país aonde se invista em esportes!

    • Alexey Karpov disse:

      Babaca é quem cai na lábia de Galvão Bueno! Ta na cara que o dia em que não tivermos nenhum brasileiro na Fórmula 1, a Globo para imediatamente de transmitir. Isso é um negócio, e um negócio muito lucrativo onde nada se perde, onde uma equipe chamada Red Bull precisa pagar para não ser chamada de RBR. Onde a Virgin já é e será durante todo o ano chamada de Manor, seu antigo nome. Cai na real Carlos! Babaca é quem entra num blog especializado sem saber o que está falando.
      Só pra constar, torço muito pro Barrichello da mesma forma como ja torci para Piquet, Mansell e Schumacher. Ou seja, para os bons.
      E tenho dito!

  7. Josiel Luthiano disse:

    Creio que no fundo no fundo 90% dos torcedores de F1 (no Brasil) gostariam de ter visto Rubens campeão em 2009. Acho que o grito de “É Campeão p*rra” tá engasgado goela abaixo de muita gente que em 2009 viu a possibilidade de, enfim, soltá-lo com todo o gás. Infelizmente, não deu. Mas, percebo que o público do Barrichello é enorme. E, mesmo que muitos não assumam, torcem por ele nos bastidores. Agora, espero que em 2010 a Wiliiams consiga figurar no pelotão da frente e que Rubens faça uma excelete temporada com (assim muuuita gente espera) FINAL FELIZ. Go Rubens!!!

  8. Sanzio disse:

    Pô… Em 2008 torcí pro Hamilton e fiquei chateado de ver o Barrichello ser mandado embora da Honda. Então fiquei muito contente por ele conseguir a vaga na Brawn depois de ficar em terceiro no “vestibulinho”. Quando ele começou a voar então nos treinos coletivos o ânimo voltou e depois do ótimo mundial do ano passado torço para que ele tenha sucesso esse ano também. Gosto do Rubinho, não só dele, não só do Brasileiros.
    O texto é legal, tudo… Mas quantas dessas perguntas não foram feitas por pessoas como eu? Não se pode generalizar também…

    • Felipe Paranhos disse:

      Ué, gente, não entendi. Não há nada de errado nas perguntas. As perguntas só me fizeram refletir e pensar sobre o assunto do texto. Não necessariamente estes que perguntam se enquadram no rótulo de “Barriquistas” ou algo assim. Mas a vontade de saber e torcer por ele me mostra que, no Brasil, muito do deboche que vejo é rancor. Muita gente gosta do Rubens, mas se decepcionou porque o venderam como alguém que ele jamais seria. Acima e abaixo, estão os que o defendem a qualquer custo, mesmo falando as maiores besteiras às vezes, e os que só debocham. Enfim, se não me expressei bem lá no texto, é isso.

  9. Alberto disse:

    Nem tudo está perdido! Obrigado Felipe.

  10. Cristiano Seixas disse:

    Rubens é um bom piloto sem dúvida, melhor que Coulthard, Trulli e Fisichella por exemplo. Gostaria de perguntar para suas viúvas, se ele se sentiu preterido na Ferrari porque demorou tanto para deixar o time ? Pilota bem, mas é um reclamão.

  11. Kristian disse:

    Parabéns pela ótima coluna. O que acontece com o Barrichello é fruto de toda uma cultura(?) esportiva criada por essas terras tupiniquins. Muito foi dito sobre a culpa da Globo, porém lembro de uma mesa redonda futebolística com jornalistas de renome descendo a lenha no Barrichello por ele ter “estourado” o motor da Stewart no GP Brasil de 99 e com isso perdido a chance de brigar pela vitória. São essas pessoas, as mesmas que diminuíram a vitória de Barrichello em Hockenheim “só porque choveu e um cara entrou na pista”, que ajudaram a destruir a imagem do Barrichello.

    O mais engraçado e ver que ele permanece nas pistas pelas mãos de pessoas como Jackie Stewart, Ross Brawn e Frank Williams. Essas pessoas certamente não entendem nada de F1, certo?

    Gostaria que o povo brasileiro e a imprensa tivesse o mesmo nível de exigência que tem com os esportistas em geral com os seus políticos. Quem bom seria se eles fossem cobrados quando a educação fosse a 2ª do mundo (ficaria feliz se figurássemos no top 30) e não a 1ª, o mesmo valendo para a saúde, segurança, e outras áreas. Afinal, não é por aqui que só vale o 1º lugar?

    Quanto ao Barrichello, resta continuar o seu trabalho e ser feliz. Afinal, quantos pilotos já chegaram a F1 e nunca foram sequer vice, não figuram entre os 5 maiores pontuadores e foram esquecidos antes mesmo de completarem 3 anos de categoria. Ele, mesmo após quase 2 décadas, continua sendo pago para correr e desenvolver carros. Deve ter alguma qualidade.

    Felipe, continue com seu trabalho isento de paixões que tem dado tão certo e desculpe por ser tão longo…

    Abraços.

    • Felipe Paranhos disse:

      Obrigado pelo elogio, Kristian. Ótimo comentário, também.

  12. Fernando disse:

    Sò me resta te parabenizar pelos comentários sobre o estado d´arte da fórmula 1 nos ultimos anos. A manipulação midiática em torno de um piloto inexperiente que foi resposabilizado por carregar um fardo pesado após a morte de Aryton Senna gerou este rancor que muitos brasileiros nutrem por Rubens Barrichello.
    A verdade é que rejeitam o Rubinho e engolem RBR´s, STR´s, Manor´s e tudo mais que vier enlatado e com pouca necessidade de utilização da massa encefálica.
    Parabéns, mais uma vez

  13. Prof. Alexandre Santos disse:

    Concordo com ti, Cristian…. Bem lembrado… Jackie, Ross and Frank não são estúpidos assim…

  14. Guto disse:

    O empregado assume o perfil do chefe… tá igualzinho a alguem que escreve no site, tem que parar com essa merda e deixar as pessoas se expressarem, uma vez teu chefe mandou eu me fuder por causa de uma opnião minha sobre a da perseguição dele ao Senna, e depois escreveu um post falando sobre fanatismo. Ora se eu dou minha opnião e ele manda eu me fuder, quem é o fanático… Gosto de automobilismo e assisto a tudo que passa na TV, e vou aos track days no autódromo, e não torço para este ou outro, porem gosto quando um brasileiro vence… agora vocês já estão chatos para caralho com estas histórias, então vc vai parar eu mandar de ler vossos blogs, porem tem coisas interessantes…

    • Felipe Paranhos disse:

      Eu não me irrito com nada aqui. Sou um cara tranquilo, respondo a todos na maior vontade, porque gosto do diálogo. E é exatamente por isso que acho ridículo você dizer que eu tenho que “deixar as pessoas se expressarem”. Este é um espaço para discussões, desde que respeitosas. As opiniões divergentes estão aqui nos comentários, o lugar tá cheio delas. A propósito, o post falando sobre fanatismo a que você se refere é muito bom. Pura verdade o que ele disse ali.

  15. onassis disse:

    Caríssimos.

    Me parece importante notar que à despeito de tantas críticas alimentadas por programas humorísticos e afins, a popularidade de Rubens é grande, muito grande.
    Há um quê de mal resolvido nesse ódio-amor que o brasileiro nutre em relação a Rubens.
    Projetamos cada qual de nós, nossa porção incômoda e inglória ou heróica em Rubens, pelo simples fato dele se mostrar, até por não ter alcançado os mesmos resultados, mas também por não ter alimentado esse aspecto(coisa que, vamos e venhamos, Sena soube fazer muito bem) heróico.
    O que incomoda mesmo em Rubens, é que ele esteja tão lá no alto e por outro lado, que seja tão humano, com todas as suas qualidades e mazelas.
    Idealizamos em demasia os topos do mundo, lugares que possuem o mesmo cheiro humano daqui debaixo.

  16. Lauro disse:

    Grande Felipe,

    Voltei ao seu blog primeiramente para mais uma vez parabenizar sua coluna.
    E, sobre o assunto em questão, creio que existam alguns conceitos que cabem neste tema que são a idolatria, a simpatia, a indiferença e ódio.
    Como ocorre em todas as competições, eleitorais inclusive, estes conceitos afloram de tal maneira que tomar partido deste ou daquele competidor torna-se quase que obrigação.
    Em minha opinião, o que acontece com Barrichello é o fenômeno de ter praticamente todos os conceitos citados juntos, em níveis diferentes é verdade, mas presentes.
    Barrichello é idolatrado por poucos, simpático para muitos, um Zé ninguém para tantos outros e odiado por aqueles que acham que ele deveria representar melhor seu país (!) nas pistas. Nem Senna, nem Piquet, nem Fittipaldi, nem Massa, e acho até que nenhum piloto atual do circo, tem estes sentimentos tão claros por parte de torcedores e pseudo-experts da Fórmula 1 como Barrichello tem.
    Talvez isso explique tantas perguntas agora, ou seja, gente que torce por ele, gente que quer velo afundar, gente que pergunta só pra ver se ele ainda está aí e alguns que ainda o colocam em suas preces.
    Definitivamente, Barrichello é um case, mas é sem dúvida um grande piloto.
    Para mim, seu maior problema foi ter levado tanto tempo para vencer pela primeira vez e, como dito aqui, em circunstâncias, digamos, “não totalmente convencionais”, mas absolutamente merecida sem dúvida alguma.
    E pra finalizar, quando vi uma torcedora chorando a morte de Senna enrolada na bandeira brasileira naquele primeiro dia de maio de 94, imediatamente imaginei se seria possível a mesma cena no Brasil para um piloto francês, inglês, finlandês, sei lá. Foi ali que deixei de torcer somente para pilotos brasileiros e aprendi a ver o surgimento de outros grandes do esporte em diversas modalidades.
    Um abraço e obrigado pelas informações dos testes !

  17. samir disse:

    Concordo com o autor, precisamos aprender a respeitar todos os pilotos como profissionais de corrida,independente de ser um ou outro. Devemos torcer pelo Brasil sempre, mas penso que corrida é um esporte individual e que vale mais a pena ver uma boa disputa independente da nacionalidade do piloto. Em relação ao Barrichelo apenas acredito que ele correu em uma epoca que existiu alguem melhor que ele. Mas mesmo assim umas dez vitorias computadas para o Schumacher foram tiradas do Rubinho, num sei se seriam suficientes para dar um titulo mundial a ele. Mas mesmo assim penso que temos 04 brasileiros no grid, torço pelos brasileiros, mas torço pelo espetaculo.

  18. Conrado Andrade disse:

    Belo comentário!
    Particularmente não gosto do piloto que é o Rubens Barrichello. Sempre muito comedido, contido… não sei bem. Sempre meio indeciso nos duelos. Não é um piloto que gosto de ver na pista, francamente falando. Mas de fato tem suas qualidades. É um piloto do tipo cerebral e técnico, além de ser bom em relatar informações do carro pro time. Por isso, é uma peça importante em qualquer equipe.
    O verdadeiro prazer de ver F1, pra mim, é justamente a admiração de ver seres humanos como voce e eu, pilotando no limite da sobrevivencia, competindo entre si pelo primeiro lugar, abordo de um bólido altamente tecnológico projetado pelos mesmos seres humanos como nós.
    Não sou nada patriota, mas nem por isso sou anti-patriota. Não vejo e “analiso” Rubens Barrichello pelo brasileiro que ele é. Isso pra mim não significa nada [nesse caso]. A questão é: como esse cara corre de carro? Ele demonstra correr pra ganhar? Tem gana? Tenta ir além do limite?
    Nunca fui muito com a cara do Hamilton… mas vcs viram ele fazendo uma curva fechadinha clássica na China?? Era o único que fazia saindo de traseira, agredindo os pneus de trás! Sozinho, já dava gosto de ver o inglês. Só pra exemplificar! É por isso que não gosto do Rubinho, ele não faz nada além daquela margem segura que parece envolvê-lo no carro.
    Por mim são todos Terráqueos, nascendo aqui ou no oriente desse planeta. Não gosto do piloto Rubens, mas tb não torço contra. Sou fã do Schumacher, do Raikkonen, Vettel… o Massa conquistou minha admiração tambem, ao mostrar uma evolução constante ao longo dos anos de Ferrari, assim como Hamilton… que me passa um certo “falso-bom mocismo”… mas que na pista dá gosto de ver andar até sozinho. Assim como Alonso, que tem corridas absurdas no currículo mas é cheeeeio de marra… ETC. Poupo até o Nelsinho, que pra mim, é um excelente piloto que foi vítima de uma pressão (pra não dizer sacanag..) nunca antes vista (por mim) e tomou uma má decisão.
    Em poucas palavras: sou torcedor de um bom espetáculo. E esse ano ta prometendo muito.
    Acho no mínimo curioso, esse lance de querer ser “ista” por qualquer coisa. Se for, tudo bem mas… por que ter que ser contra os outros? Não dá pra torcer a favor sem ter que torcer contra tambem? Não entendo essa “rixa”! Sou torcedor da Ferrari mas adoro a Williams e a McLaren tambem. Sempre carros lindos e uma história legítima pra contar. Enfim… paremos com essa coisa de querer odiar alguma coisa a toa… isso é doente.
    abraços

  19. Claudio disse:

    Eu me rendo à inteligência de vocês.
    Espertos são vocês, que enquanto os politicos fazem o que querem em benefício próprio, inclusive ROUBAR VOCÊS, vocês estão aqui, se digladiando, se ofendendo, um chamando o outro de bobo e feio por causa do Barrichelo…
    Realmente é um debate da mais alta importância para a vida de todos vocês.
    Me espanta a inteligência e o nível cultural de vocês.
    Alguém já parou pra pensar que se ele ganhar 9 titulos mundiais, ou o que seja, o salário de vocês vai continuar o mesmo ? Que vocês vão pegar transito, alagamento e correr risco de assalto do mesmo jeito ?
    O Renan Calheiros, José Sarney, Collor, todos eles agradecem de coração a vocês.
    E pelo menos o Barrichello não é pago com dinheiro publico.

    • Felipe Paranhos disse:

      Essa tipo de postura escorrega um pouco no piso fino da arrogância, Claudio, por levar em conta que só o que é de interesse coletivo é realmente relevante. Imagine o que seria do mundo se só pudéssemos falar sobre saúde, educação, política econômica…

    • Claudio disse:

      Felipe, por favor me explique melhor o seu conceito de arrogância… “pensar que só o que é de interesse coletivo esbarra na arrogância”. Desculpe, realmente não entendi.
      Assim como acho que você também não entendeu o que eu quis dizer, mas beleza, democracia é o direito de cada um dizer o que acha e a vida continua.

      Resposta do Felipe Paranhos : É que, quando a gente insinua que discutir aspectos mais leves, como os relacionados ao esporte, é algo menor, fica parecendo um pouco arrogante. Mas eu concordo com você, há outras coisas a discutir. Mas cada uma em seu lugar. Abraço!

  20. Diogo disse:

    Barrichello pode ser comparado, em termos técnicos e de resultados, ao Berger. Possuem uma longa história na categoria, bastante reconhecimento dentre os “entendidos” no meio, e resultados convincentes, embora falte aquele algo a mais para ser campeão. A GIGANTESCA diferença é que Berger é reconhecido como ídolo na Áustria, enquanto o Barrica é muito contestado no Brasil.

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