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18/02/2010 - 08:19

Barriquismo, antibarriquismo e afins

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Barrichello e o S do Senna no bico da Williams praticamente monopolizam as perguntas do Ao Vivo

Felipe Paranhos

Como muitos de vocês sabem, eu sou o responsável pela maioria das transmissões ao vivo do Grande Prêmio. E nesta jornada de testes coletivos em Jerez de la Frontera, na companhia de Marcelo Ferronato, que digita direto do circuito andaluz, tenho recebido ótimas perguntas e palpites de leitores. Mas o coletivo tem me espantado mais do que o individual. Vejo bastante interesse sobre a Virgin de Lucas Di Grassi, algumas questões sobre o possível rendimento de Felipe Massa ante Fernando Alonso, mas nada, nada supera a preocupação dos internautas em relação a Rubens Barrichello.

Chegam entre 70 e 80 emails por dia. Pelo menos 30 falam de Barrichello. Rendimento do motor Cosworth e suas consequências nas pretensões de título do brasileiro, a qualidade ou não do FW32, a possibilidade de Nico Hülkenberg dar trabalho… As mais diversas.

Isso me atenta para algo que notei em maio do ano passado, quando escrevi este texto para o finado Zeroforce. O deboche com que muitos tratam o piloto da Williams nada mais é do que rancor nutrido em relação àquele em quem foi depositada toda a expectativa da torcida de um país que só valoriza o campeão. Parece que não, mas muita gente caiu na conversa de “novo Senna”, em meados dos anos 1990. Por outro lado, há os que ainda torcem pelo sucesso de Rubens, piloto acima da média do grid atual, como para esfregar na cara de quem não acreditava no veterano.

Nenhum dos dois caminhos — extremos — é o ideal. Ainda me incomoda ver que no Brasil não apenas se torce doentemente pelos brasileiros — como se fosse errado não torcer para ninguém ou por um estrangeiro ou equipe em particular —, mas também se rotula o torcedor como Sennista, Piquetista, Barriquista, Massista, essas babaquices. Esse tipo de raciocínio serve tão apenas para elevar o tom das discussões e aproximar o automobilismo de uma mesa-redonda de futebol das antigas, uma Grande Resenha Facit enfiada garganta abaixo em blogs do tema.

Visto assim, como um campo de deboches e disputas entre torcedores apaixonados e reclamões, o automobilismo continua sendo assunto apenas para piadas no Casseta & Planeta e no Pânico na TV, além de objeto na mão da TV que transmite a F1 e chama as equipes por nomes aleatórios. Sem espectadores e fãs mais exigentes, que esperem mais do que a ladainha Brasil-sil-sil e os gritos contra os Dick Vigaristas do universo que não deixam os brasileiros ganharem, nada vai mudar.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,

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139 comentários para “Barriquismo, antibarriquismo e afins”

  1. JR disse:

    Uma coisa que precisa ser analisada sobre o Rubinho e que ele de certa forma tem razão sobre a mágoa com Schumacherr e a Ferrari é que o Alemão foi campeão quando o Rubinho entrou até quando o Rubinho saiu da ferrari, depois disso bateu na trave dois anos e teve que se aposentar e nunca recebeu um obrigado como Senna fazia com o Berger e também nem por isso se ouve uma critica de qualquer pessoa que seja sobre a condição do Berger ser vice ou eterno segundo piloto sem nenhum mérito, alias é capaz de pseudo nacionalistas idolatrarem o Berger (porque o contrario para o brasileiro pode) do que o Rubinho que é mais reconhecido lá fora tanto pelos que gostam do esporte até mesmo pelos que acompanham de perto a formula 1.

    • Conrado Andrade disse:

      Rubens já recebeu diversos “obrigados ” de Schumacher SIM, ao longo da carreira. Publicamente e mais de uma vez inclusive. Até no caso Austria, Schumacher foi o primeiro a sair do palanque de primeiro posto e pôs o Rubinho lá, como vencedor moral (politicagem ou não, é o que aconteceu).
      Me parece que vc ou quer falar mal do Schumacher, gratuitamente, ou quer botar o Rubinho num pedestal. Ele é reconhecido sim, pois é um piloto competente.
      Só que o Rubens, faz questão de dar umas declarações espetaculares (sarcasmo), como estamos cansados de ver. O próprio Frank Williams deu-lhe uma patada ano passado. Não vou entrar em detalhes. Já disse.. não gosto do piloto que é o Rubens. E confesso que suas declarações e entrevistas, tb são pra lá de sem sal, pra dizer pouco. Uma coisa eu garanto: ele NÃO é, nem NUNCA foi um “brasileirinho como qualquer outro, tentando galgar um espaço”.
      O fato é: se Rubens fosse tão bom quanto Schumacher, ele não teria ganho apenas 9 corridas (ou seja lá qntas foram) com aquele carro. E o Schumacher, se não fosse bom como ele é, não teria ganho + de 90.
      Rubens é tão bom quanto Coulthard. Mesmo patamar.
      abraço

    • j.s disse:

      Valeu, voce esta coberto de razão,mande noticiasum grande abraço//////////////////////////

  2. ADOLPHO DIAS disse:

    Quer queiramos ou não, o que sustenta a audiência em competições internacionais é justamente o “bairrismo”, seja no Brasil, nos EUA ou na Espanha, por, exemplo, onde a F1 sequer era transmitida antes do Alonso e hoje virou febres com a “babaquice” dos alonsistas e anti-alonsistas…
    Na verdade, babacas somos todos nós que nos colocamos, por falta de imaginação para coisa melhor, diante das TVs para assistirmos a futebol, F1 , etc, idolatrando ídolos de barro, semi analfabetos mliionários graças à nossa estúpida audiência, bairrismo, nacionalismo ou preferência simplesmente..
    Desculpem-me o desabafo, mas a ingenuidade do post me provocou…

    • Umind disse:

      “semi-analfabeto milionários” (risos). Você deve ser um desses artistinhas underground que acha possuir a força-revolucionária-contra-o-sistema”. Sinto pena de idiotas como você. Semi-analfabetos que falam ao menos duas línguas.

      Resposta do Felipe Paranhos

      Maneirem na discussão, pessoal. Cuidado pra não virar bagaceira.

    • Tyago Bonifácio disse:

      Perfeito…

    • Rodrigo Falcão disse:

      Quanta besteira! Sinceramente, não tem nada a ver com idolatria e sim com gostar ou não gostar de determinado esporte.
      O esporte, assim como outras coisas na vida, desperta facínio nas pessoas. Only this!!!

    • Raphael disse:

      Acho que os detratores do comentário não entenderam o Adolpho. O fato é que o espectador se deixa levar pela propaganda e na grande maioria das vezes confundem tudo. De todas as pessoas que eu já vi alegarem que gostam de corridas uma fração minúscula assiste qualquer outra coisa além de F-1. É um impulso nosso a identificação com o sucesso reconhecido. Não basta sua mãe e sua mulher estarem satisfeitas com seu emprego estável. Então, mesmo que seja só porque o cara nasceu no mesmo país, o povo torce como se fosse ele mesmo lá.

      O Umind (exemplo de troll) não entendeu que os semi-analfabetos são jogadores de futebol. Vítimas, os coitados, que têm uma carreira curtíssima e têm a mãe xingada e são ameaçados de morte de por motivos banais.

      É ridículo que o desempenho dos brasileiros tenha que significar alguma coisa a mais do que a qualidade da corrida em si. Aposto que a maioria das pessoas, inclusive aqui, acharam a corrida em Valência ótima. Foi horrível, chatíssima, sem ultrapassagens, carros isolados. O mais emocionante foi o Badoer. AH, mas o Barrichello ganhou né….

      Entendam ainda que gosto do Barrichello, assim como do hakkinen, Tony kanaan, Berger, Villeneuve, Montoya, e outros pilotos medianos. Faem parte do espetáculo e cada um tem suas qualidades. Sejam mais críticos com vocês mesmos antes de serem com os outros.

  3. MIguel disse:

    Gostaria que o povo brasileiro e a imprensa tivesse o mesmo nível de exigência que tem com os esportistas em geral com os seus políticos. Quem bom seria se eles fossem cobrados quando a educação fosse a 2ª do mundo (ficaria feliz se figurássemos no top 30) e não a 1ª, o mesmo valendo para a saúde, segurança, e outras áreas. Afinal, não é por aqui que só vale o 1º lugar?(Kristian) Porra Kristian falou tudo!!!! Que sonho seria isso , não?!?!? Ai talvez teríamos menos fanatismo no esporte e um povo com uma cultura e opiniões criticas sobre tudo; e não só o que é narrado e empurrado goela abaixo de todos nós pela “emissora” “oficial” rs…. ótimas palavra tb Felipe!! Parabéns!!

  4. José Douglas disse:

    Achei excelente o seu artigo. O povo brasileiro tem muito essa demagogia de dar valor apenas ao primeiro lugar. Nossos adversários esportistas também estão lá para ganhar. Não pode ser tratado como lixo e nós como o número 1, até porque o Brasil tem investimentos ridículos em muitos esportes comparados com outros países. Na F1, sempre torci para os brasileiros e principalmente para o Rubens. Assisto desde criança e vi toda a era Senna e Piquet. Também não acho o Rubinho um azarado ou um piloto ruim. Afinal, também existe ótimos adversários. Na Ferrari, ele teve apenas a infelicidade de correr numa época em que a equipe tinha dois carros no grid, mas apenas um piloto. Se Schumacher ainda tivesse continuado, o Massa estaria sofrendo do mesmo jeito (inclusive isso ainda pode acontecer caso o Alonso comece a se destacar, e não foi a toa que ele saiu da Mclaren).

  5. Igor disse:

    Olha.. Eu torcia para o Barrichello, mesmo sabendo que ele nunca seria campeão. Para ser campeão você precisa ser, numa escala de 0 a 10, nível 7. Barrichello nunca foi. Poucos foram os 10. Senna, Schumacher, Fangio e mais 2 no máximo. Supondo que o 0 nunca chegaria a F-1, poderíamos ter como Nível 1 o Badoer e outras vergonhas que já passaram na F-1. Para um nível 7 ser campeão ele precisa ter o melhor carro da temporada disparado e ter um companheiro pior que ele. Ou seja, é uma situação muito excepcional. É a única forma de ser campeão. Foi o exemplo de Button ano passado. Button NUNCA mais será campeão (exceto se encontrar condições iguais as do ano passado). O problema é que Rubens nunca foi nível 7. Sendo muito bem classificado, nível 6. Pois bem, tirando os primeiros anos de ferrari, ainda como brasileiro exaltado cheguei a sonhar com este título. Tudo bem. Ainda assim continuava torcendo por ele até chegar o ano passado. Digo isso porque ele perdeu a grande oportunidade de se aposentar por cima. Os brasileiros acreditavam que havia sabotagem contra Rubens e o próprio chegou a declarar que era um brasileirinho lutando contra tudo que conspirava contra. Não se aposentou e resolveu correr mais um ano. Pra sorte (posteriormente azar), pegou o melhor carro da temporada DISPARADO e danou-se a perder corrida. Já começava-se a se especular uma eventual genialidade à respeito de Jenson, um piloto que nunca fez nada demais na sua longa trajetória dentro da F-1. Com todo o ambiente que conspirava a favor de Rubens, ele resolveu colocar azar onde não existia. Deixou o carro morrer 4 vezes durante a temporada na largada e as desculpas eram as mesmas: “Só acontece comigo”. Em Mônaco chegou mesmo a botar culpa no CINTO DEE SEGURANÇA que estava folgado e não o permitiu ser mais agressivo. É comum acontecer, também, que toda vez que volta do pit com novos jogos de pneu o rendimento de Rubens cai. Eu pergunto: Só ele? Mas as reclamações são as mesma. O carro que dasalinhou, o pneu que não aqueceu, o asfalto que empreteceu. O resultado de tantas desculpas foi a terceira colocação do campeonato, com o melhor carro DISPARADO do ano. Por último, Rubens anunciou a sua mais nova pérola este ano: “Nunca estive tão perto de ser campeão”. Infelizmente torço contra. Pra mim, tudo isso é enganação.

    • Lastikas disse:

      “Para um nível 7 ser campeão ele precisa ter o melhor carro da temporada disparado e ter um companheiro pior que ele. Ou seja, é uma situação muito excepcional. É a única forma de ser campeão” PQP! estive em coma nos últimos anos, pois não vi nada disso acontecer ahhhahhahahahh to chorando de rir

    • Conrado Andrade disse:

      Essas declarações que acabam com ele… Rubinho é um ser complicado de digerir mesmo…

    • Zina disse:

      Já que ta falando em nota, nota 0 para seu comentário!
      Barrichello! Brilha muito na Williams!!!

    • j.s disse:

      Ola, voce nunca de ter chegado perto de um carro de f1,por isso tem essa magoa, um abraço…………………………

  6. Decio disse:

    Veja só, somos uma nação jovem 500 e poucos anos,não somos um primor na educação de nosso povo, vivemos diversos problemas de terceiro mundo, mas temos gana de ser primeiro. Faltam heróis nacionais,não cultuamos os que deveríamos, os formadores de opinião estão preocupados em gerar audiência, criar fatos, é como se fosse uma grande revista de fofocas.
    Quem é o culpado por isso????
    Todos nós, pois fazemos nossa lição de casa errado, votamos mal,fazemos nossas escolhas por um sentimentalismo lastimável,faltam profissionais e formadores de opinião que realmente fazem a diferença.
    Que informem, e não torçam como se fosse uma partida de futebol. Mãe é mãe, vaca e vaca.

  7. Marcos disse:

    LINDO! O que a massa pede é o que a massa quer.

    Você só esqueceu de uma coisa que a massa adora: fundo musical em corrida sem graça!

  8. Luiz Eduardo disse:

    Pode ser babaquice, mas é inerente ao esporte, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo. Torcida pelos nacionais é muito natural e sempre irá gerar opiniões contaminadas pela paixão, seja no automobilismo, no futebol ou qualquer modalidade que provoque o interesse do público. Nesse aspecto, o papel da imprensa é muito mais importante, pois é ela própria que estimula, com desinformação, o surgimento de discussões idiotas e apaixonadas. No Brasil temos dois exemplos disso no automobilismo, gerados pela imprensa como um todo, salvo raras excessões: Rubinho e a Copersucar/Fittipaldi. No caso do Rubinho agravado pela sua enorme capacidade de dizer bobagens.

  9. Cleber disse:

    Eu creio que o jornalismo esportivo do Brasil é uma feira para venda de babaquices!!!! Não é levado a sério infelizmente.
    Só se fala de futebol, e ainda com uma falsa idéia de profissionalismo! por favor minha gente, vamos crescer!!!
    Vamos diversificar o número de esportes e tratá-los com imparcialidade e profissionalismo, e por favor vamos deixar de lado esse falso “patrotismo” e ufanismo, pois o brasileiro não sabe e nunca saberá o que é isso!!!
    De novo, VAMOS CRESCER!!!!

  10. Márcio - Fortaleza CE disse:

    O Rubens pecou pela estratégia no início da carreira. Aqueles comerciais da Pepsi perdendo de um garoto no video-game, da FIAT com o MS, a tal da sambadinha, bem como essa coisa de RUBINHO tão falada por Galvão Bueno que dá náusea(SENINHA SÓ EM REVISTA EM QUADRINHO) dentre outras atitudes, dilapidaram com sua imagem…
    Quanto a ser bom piloto…só não vê quem não tem dois olhos na “cara”.
    O cara é um dos melhores reguladores de carro da F1, na minha opinião só perde para MS.
    Por onde ele passou, os carros venceram…Jordan(1ª pole), Stewart(1ª vitória com Johny Herbert), Ferrari (5 títulos do MS ele estava lá), Brawn…Falta a ele mais frieza apenas, porquê acelerar ele acelera, e muito…quanto aos aventureiros sejamos pacientes porquê quem conhece e gosta de F1 não esculacha, opina apenas…

  11. Roberto Santos disse:

    Caro Felipe,

    Concordo plenamente com o seu artigo, entretanto, fica um tanto quando complicado aceitar a posição dos pilotos brasileiros, mesmo porque a imprensa rotula cada um deles, veja alguns exemplos.

    – Somente um povo sem o minimo de vergonha na cara para aceitar as brincadeiras que sempre foram feitas em relação ao Rubens, principalmente pelo Casseta e Planeta e Pãnico na TV;

    – Ontem o Rubens fez o melhor tempo, apesar das dificuldades da chuva, o Felipe ficou atrás e a imprensa temo em destacar que ele só conseguiu porque teve sorte, mas choveu para todos;

    – O pessoal do próprio Grande Premio de também de outros sites sempre minimiza os feitos do Rubens numa proporção maior do que dos demais pilotos brasileiros.

    Acho que em qualquer País do mundo (menos o Basil), este rapaz teria muito valor pois consegue manter-se na F1 por tanto tempo e quem conhece o mínimo de automobilismo sabe o quanto é dificíl conviver neste meio por duas ou três temporasdas. Portanto, acredito que precisamos rever nossos conceitos não somente em relação ao Rubens mas quanto as outros esportistas brasileiros.

    • Felipe Paranhos disse:

      Desculpe, Roberto, mas você está completamente errado quando se refere ao Grande Prêmio. O site não minimiza feito de ninguém. De ninguém. Se algo é escrito com teor declaradamente qualificatório, é nos blogs: Flavio, Victor, Capelli e aqui no BloGP. Aí é opinião, não influi no que é feito pelo coletivo de funcionários no site.

  12. Márcio - Fortaleza CE disse:

    MS é excelente como piloto…mas tem muita sorte. Me lembro que quanto era da Mercedes Junior e pilotava com Karl Wendingler e HH Frentzen era mais lento que Frentzen…
    Tudo começou com o coma do Wendingler que o tornou lentaço…depois veio a morte do Senna…anos e anos sem advesários…não tiro seu mérito mas…
    Agora é diferente, a idade não pesa pois ele está em forma (o que pude observar nos seu tempos e pela forma física), só que agora existe Lewis Hamiton (um fenômeno) que está louco para atravessar o carro no meio do MS. E Fenando Alonso que já derrotu MS…vamos ver o que essa química pode gerar…

  13. Maveco disse:

    Caro Felipe,

    Muito bom o texto, parabéns!
    Concordo com quase tudo o que disseste, principlamente no que toca resultado que este tipo de conduta apresenta ao esporte a motor como um todo.
    Parabéns, mais uma vez, pela educação dispensada aos leitores, certamente seu trabalho terá cada vez mais reconhecimento e seguidores.
    Escreva mais.

    • Felipe Paranhos disse:

      Vou continuar escrevendo! (Já passei dos 100 posts aqui :) )

  14. Maveco disse:

    Voltado, sei que não trata do tema específico do texto, mas gostaria de saber sua real opinião (palpite) acerca do desempenho do Massa frente ao Alonso. Você acha que ele tem condições técnicas de brigar em condições de igualdade?
    Um abraço.

  15. Maveco disse:

    Na pergunta que fiz acima, talves usando o termo errado, o objetivo era saber se você acha que o Massa tem condições de, com o mesmo equipamento que terão, brigar no braço com o Alonso. Entendi a sua resposta como se estivesse se referindo à igualdade de equipamento, caso contrário peço desculpas antecipadamente.

    • Felipe Paranhos disse:

      Nada, relaxa. Acho sim. Acho que o Massa pode bater o Alonso. Neste ano, tem toda a capacidade para isso.

  16. Guto disse:

    Aqui tá ficando igual a Vênus Prateada, os blogs estão ficando tudo igual…

  17. Renato Diniz disse:

    [antes do comentário: é engraçado como essas discussões vão longe. as vezes se chega a assuntos que não tem nada a ver com o post do autor e já entra no Descobrimento do Brasil ou nas ofensas gratuitas. De qualquer jeito, nossa cultura carece e muito de discussão]

    Sou fã do Barrichello, mas o Flávio Gomes levantou uma questão interessante: ele nao é propriamente vítima dessa torcida contra. Ingenuamente ou propositalmente ele tenta aparece muito na mídia com promessas dificeis de serem compridas e tudo mais… ai as piadas são consequências.

    Por falar nisso, detesto piada de F1 de quem não entende nada do esporte e só pergunta na segunda-feira “Quem ganhou em primeiro” [ótimo pleonasmo…] e “E o Burrinho? Em que volta quebrou?”

    E Felipe, tudo bem, tudo bem, bairrismo tem seus problemas também… mas será que haveria atenção a um esporte sem nenhum brasileiro? Transmitir Nascar e Jogos Olímpicos de Inverno é mto interessante, mas arriscado tambem. Não tem como evitar, a gente sempre quer saber se tem um conterrâneo no meio. A torcida por um estrangeiro é consequência

    Abraço e parabéns pelo blog questionador!

  18. Igor Borges disse:

    Prezado Felipe & Leitores,

    Esta é a primeira vez que leio e comento neste blog. Tenho a mais pura certeza que graças a internet nós podemos nos expressar, falar nossa opinião e escutar / ler comentários.

    Li o texto e alguns comentários e fiquei espantando.

    Quando eu li : “Ainda me incomoda ver que no Brasil não apenas se torce doentemente pelos brasileiros — como se fosse errado não torcer para ninguém ou por um estrangeiro ou equipe em particular —, mas também se rotula o torcedor como Sennista, Piquetista, Barriquista, Massista, essas babaquices.”

    Ao ler comecei a me sentir mal e parei para pensar: Quer dizer que torcer por um piloto brasileiro, por ele ser brasileiro e bom atleta é ruim? Querer que ele ganhe um campeonato é ruim? defender uma opinião sobre o mesmo é ruim?

    Eu fui atleta e sempre treinei para ser primeiro, nunca para ser o segundo, sem dismerecer o segundo posto, mas vamos ser sincero, o primeiro é que importa. Não venham me dizer que um atleta almeja ser segundo porque isso não existe.

    E assim são os torcedores. nenhum torcedor, seja de qualquer esporte, não quer ver o atleta que ele torcer perder.

    Me diga, isso é errado?

    É errado um povo sofrido tentar ter heróis brasileiros que nos inspiram? É errado ver, como eu li em um comentário gente como agente, ou seja, que fala a mesma lingua, que nasceu do mesmo solo da mãe gentil, vencer? torcer mais para o o atleta da minha pátria?

    Depositar esperança em vitórias em alguém é errado também?

    Não acho. O que eu posso concordar que nada ao extremo é bom. Ser Torcedor ao extremo não é bom, religião ou política ao extremo não é bom. Mas ser Sennista, pequista, massista, barricheliscista, vascaino, corintiano, flamenguista, gremista, avaiano, Petista, democrata, católico, protestante e defender sua opinião com certeza não é errado.

    Como também não é errado um brasileiro torcer por algum extrangeiro.

    Não é questão de cultura criada pela globo, ou pelos políticos que aqui tentam nos impor. A questão é como nossa opinião é defendida. Como tudo na vida.

    Por isso discordo do seu ponto de vista. Não é errado torcer por alguém e defende-lo. Errado pode ser a forma como é defendida ou ser extremsita demais nesta torcida.

    No meu ponto de vista, a rivalidade, vestir uma camisa e defende-la, seja um time de futebol ou uma equipe de formula 1, um jogador de futebol ou piloto de F1 é ótima.

    A rivialidade, a vontade de vencer, a esperança, a busca por um heroi é a motivação de qualquer esporte.

    Assim, sou totalmente favorável aqueles que torcem por brasileiros por serem brasileiros, pelos sennistas, massistas, pequistas barrichelista etc.. sou a favor da rivalidade, da discusão e da brincadeira saudável, do sonho da esperança da vontande de vencer e da luta pela vitória.

    Sou a favor das opiniões, mesmo as que eu julge erradas.

    Gostaria de acrescentar também, que vivemos em um mundo capitalista, e tudo gira em torno da grana. Não adianta sermos utópicos e sonhar que vamos fazer um mundo diferente. Algo só aparece na TV pois já tem um retorno financeiro certo. Se o Tênis só apareceu com o Guga e depois sumiu, foi por causa do $$. E assim vai.

    O importante é nos divertimso com nossa rivalidade, com este entretenimento, as vezes este ensinamento de vida que é o esporte, esta superação, tiramos sarro do amigo, torcer por um compatriota, tirar sarro do amigo que não torcer por um compatriota , levar um sarro do amigo que não torce por um compatriota.

    Rir, chorar, rezar, fazer promessa, ter esperança, ter uma amor ou paixão, defende-lo, xingar, curtir…. ou seja VIVER!!!!

    • Felipe Paranhos disse:

      Não, Igor. Não é errado torcer pelo brasileiro. Não disse isso. Disse que, quando se rotula alguém como torcedor de um ou de outro, os argumentos escasseiam e vira tudo mesa de bar. Mas entendo perfeitamente o que quer dizer. Abraço!

    • Guto disse:

      Paranhos. depois dessa eu pegava meu troninho…

      Resposta do Felipe Paranhos: Por quê? Ele argumentou bem, sabe do que está falando, mas continuo discordando dele. Sinto muito, Augusto. Só idiotas acham que isso aqui é um espaço de vitórias e derrotas de um ou de outro.

    • Conrado Andrade disse:

      Na minha opinião, sim, é errado desde que essa torcida a favor venha acompanhado de uma torcida contra alguem. Gera brigas, discórdias tôlas e discussões sem fim nem fundamento. E é esse o grande problema do “ISMO” ou “ISTA”. Torcer para alguem, não significa ter que torcer contra alguma coisa. Vira fanatismo. E fanáticos não discutem, opinam ou conversam: eles se preocupam apenas em defender o ídolo, o ideal. E na maioria das vezes, essa defesa vem com ataque ou comparação.
      Para os istas, o que importa é convencer os outros de que sua visão é A certa.
      Para os Barriquistas, por exemplo, Schumacher nunca vai ser um piloto de ponta, não importa o que ele conquiste ou conquistou.
      Fica dificil…

  19. Arthur Cerri disse:

    Parabéns. Concordo com o que disseste. Estás coberto de razão, Felipe.
    Abraço!

  20. Marco Antonio Duarte disse:

    Sou torcedor de automobilismo, em especial, a F-1. Não me considero Sennista, Piquetista ou qualquer outra coisa. Sempre admirei os pilotos que tem talento e o utilizam para superar a si e a seus adversários. Pilotos competentes e com personalidade. Rubens Barrichello passou seis anos na Ferrari e um na Brawn GP. São sete anos dos quais em seis teve nas mãos o mesmo carro que foi campeão. Ainda assim, somente foi vice campeão nos anos em que a Ferari foi infinitamente superior aos concorrentes (2002 e 2004). Nos demais anos, seus companheiros disputaram o título contra pilotos de equipes diversas. Por tal retrospecto, acredito que Barrichello seja um bom piloto, um bom pai, etc, mas fala muito e mostra pouco diante do que tem nas mãos. São mais de dezessete anos de desculpas…

Os comentários do texto estão encerrados.

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