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21/02/2010 - 13:56

Senna, patrocínio e F1

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Felipe Paranhos

Era a Honda, que morreu e deixou Bruno Senna sem vaga para 2009. Sem espaço na F1, não faria sentido voltar à GP2. O brasileiro tirou um ano sabático. Agora, é a Campos, que morreu, está sendo resgatada, mas já deu sinais de que não deve ficar com o piloto — a menos que o dinheiro entre na história, como disse Colin Kolles, novo diretor-técnico do time.

Só que Bruno Senna — na verdade, sua assessoria, ele quase não fala à imprensa — sustenta que não tem patrocinadores atualmente. E que não levou nenhum apoiador para a Campos, que esperava usar o sobrenome histórico para atrair empresas. Embora tudo isso seja meio curioso, pois em todas as aparições recentes Bruno usava bonés da Embratel, cabe acreditar no que é dito. Até porque, do contrário, Kolles não falaria o que falou.

Por isso, para incentivar a discussão, partiremos da premissa de que não há patrocínios. Exponho, então, minha ignorância: jura que em um país com as proporções do Brasil não há empresas que se interessem em associar sua marca à de um piloto de F1 com o apelo que tem Senna? Não que ele vá alcançar grandes resultados, mas o que tem de gente que vai voltar a assistir corridas de F1 só para vê-lo… O que preocupa? O risco de o cara não se dar bem e, por conta daquela visão do torcedor brasileiro que nós já conhecemos, a empresa ficar vinculada a um suposto insucesso?

Acho até que há pilotos brasileiros mais talentosos, que mereceriam grande apoio para desenvolver suas carreiras, mas me parece que Bruno daria mais retorno aos executivos que vivem de avaliar relatórios e planilhas e projetos — justamente porque tem gente que não vê uma corrida de F1 há mais de dez anos e, quando ouve falar que o sobrinho de Ayrton vai correr na F1, se interessa.

Não entendo de publicidade, propaganda, marketing e afins. Portanto, peço a ajuda de vocês para entender o que há de escondido a quem não é especialista.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,

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95 comentários para “Senna, patrocínio e F1”

  1. JS disse:

    “Com relação a F3, gostaria de lembrar que o Ayrton, por pura coincidência, foi campeão batendo no M. Brundle”… Bobagem dita por Nelson Piquet e replicada porque quem não sabe da carreira do Senna… Essa corrrida no Youtube não era sequer a última da temporada e nem impactou os resultados do Brundle a ponto do Senna chegar muito na frente dele ao final da temporada e inviabilizar o título do inglês. Se quiser falar das besteiras que o Senna fez, fala da porrada que ele deu no Mansell em Portugal, ele ganhando a corrida e o Mansell desclassificado. O homem jurou que não sabia que o Mansell tava desclassificado, mas não precisava ter forçado tanto e perdido o resultado porque não pensou de forma mais estratégica. Ou no risco do acidente do Japão em 90, na largada, quando ele devolveu a porrada de 89 do Prost sem pensar nos mais de 20 companheiros atrás deles. Quer falar em bobagem que o Ayrton fez, lembra da prova de Mônaco 88. Mas critique o que aconteceu, não invente história. Ou repasse história inventada por terceiro. Ninguém precisa gostar do Ayrton. Mas bancar viúva do Piquet e do Emerson (dois pilotos que eu admiro demais) é tão patético quanto ser viúva sennista. O grande problema nesses fóruns é que as pessoas acham que para enaltercer um Emerson ou um Piquet ou um Clark ou um Fangio ou um Schumacher, precisam detonar o Ayrton. Como se os demais não fossem grandes pilotos o suficiente para terem seus méritos reconhecidos sem ter fãs que supostamente se dizem entendedores de F-1 detonando o Senna. Aliás, o Senna é tão unanimidade que todo mundo sempre o coloca na comparação. Ninguém compara Alonso e Clark, ou Emerson e Schumacher. Não. É sempre Senna e fulano, Senna e beltrano… O Ayrton tá sempre ali. E é criticado por ser mito, mas quem o transformou em mito foram seus fãs, não ele mesmo. E falar de eleição de melhor corrida é uma coisa. Que não invalida uma pesquisa com mais de 200 pilotos profissionais de F-1 que elegeram o Ayrton como o melhor de todos os tempos. Você tem o direito de achar o Emerson melhor, o Piquet, o Clark. Mas não justifique seu gosto com base em argumentos como “o título que o Ayrton ganhou na F-3 só foi ganho porque ele bateu no Brundle”, porque isso é algo que não ocorreu. Aliás, se tivesse ocorrido, os ingleses da F-3 teriam tirado o título dele, afinal era uma categoria inglesa e um piloto inglês que estavam sendo prejudicados. Não precisa mentir sobre o Ayrton para dizer que admira um Emerson ou um Piquet ou um Fangio ou qualquer outro, os pilotos que você cita fizeram tanto no esporte que merecem a admiração de todos sem precisar distorcer ou inventar coisa sobre o Ayrton para que o Ayrton seja menor e eles sejam mais admirados. E se as pessoas gostam de tratar o Ayrton como mito, problema delas. Você tem liberdade para gostar de quem quiser, e nós temos liberdade para idolatrar o Ayrton, é tudo questão de gosto. O que eu defendo é que as “viúvas sennistas” não façam o mesmo que as “demais viúvas”: fiquem detonando outros pilotos para dizer o quanto o Ayrton é bom. Ele fez demais em sua carreira para a gente precisar recorrer a argumentos assim para justificar o fato de acharmos o Senna melhor que os demais.

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