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31/03/2010 - 16:01

Evolução, involução

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Felipe Paranhos

Com a confirmação de Duncan Tappy no carro do Flamengo, foi fechado o grid da Superliga para a etapa de Silverstone, neste fim de semana, que abre a temporada 2010. Para uma categoria do segundo nível, bela escalação: gente como Sébastien Bourdais, Álvaro Parente, Robert Doornbos, Franck Montagny e Narain Karthikeyan, todos com passagens por alguma(s) das principais categorias do automobilismo.

Sem falar em Davide Rigon, Yelmer Buurman e Borja García, todos com passagens relevantes pela GP2. E, falando em Borja García, me lembrei de um post muito interessante do Leandro Verde, leitor deste blog e admirador do míope espanhol. Ele enumera GP2, World Series, AutoGP, GP3, F2, F3 Europeia, F-Master, sem contar as nacionais, como a forte F3 Inglesa, como as principais categorias de base da Europa, que visam mandar seus pilotos para F1 e Indy, as maiores do mundo.

Somando somente as vagas para pilotos nas categorias continentais, são quase 150 pilotos. A F1 tem 24, a Indy tem regularmente um número entre 24 e 26. Como a renovação é pouca, digamos que, desde 150, no máximo 15 terão chances de chegar aos seus objetivos no ano seguinte. O que o Verde diz é que são muitos campeonatos de acesso para poucas oportunidades reais no esporte-motor top.

Aí é que está: muitos destes pilotos vão acabar aparecendo em “campeonatos B”, como ele bem nomeou, como a Superliga. Por um lado, é ruim, já que são talentos, digamos,  desperdiçados. Mas, por outro — e creio que este pese bastante —, o nome desses pilotos dá força a categorias que nasceram desacreditadas, caso da Superliga. Isso foi algo que a A1GP, por exemplo, não conseguiu fazer — e muito da pouca popularidade da “Copa do Mundo do Automobilismo” tem a ver com o perfil alinhado com pilotos jovens, e não com profissionais consagrados.

Com isso, pelo menos por ora, ganha a Superliga — que pode até se consolidar como principal “campeonato B” se conseguir se organizar melhor e se manter viável. Infelizmente, nenhuma emissora brasileira se interessou pela categoria (muito menos neste ano, em que não há pilotos brasileiros). Mas o Esporte Interativo continua sendo uma boa opção. O canal, também disponível pela internet em seu site, transmite a corrida no domingo. Horário? Pelos meus cálculos, e levando em conta a transmissão ao vivo, 8h, mas eles ainda não puseram a programação no ar.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga Tags: , ,

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20 comentários para “Evolução, involução”

  1. Xavier disse:

    Não seria o caso de exisistir mais uma categoria top ou uma “B” forte para escoar essa avalanche de pilotos que temos no mundo? Pilotos talentosos em monopostos sempre atraem público.Não entendo como carros como o Lola da extinta Champcar, novinhos em folha, sejam deixados de lado. Porque FIA ou USAC não se interessam em criar algo do genero?

  2. Diogo disse:

    Por ser um “campeonato B”, dá para fazer uma comparação com o futebol. Essa F-Superliga é como aqueles times de segunda divisão que contratam um veterano habilidoso, mas que apresentou resultados expressivos em times (ou categorias) de maior expressão.

  3. weider carvalho disse:

    onde por favor eu vejo superliga na net ???
    ou todas as corridas que existir no mundo onde eu posso ver na net ???

    • Felipe Paranhos disse:

      Pô, Weider, tá no texto. Passa no site do Esporte Interativo.

  4. Lima disse:

    Sempre sonhei com uma espécie de Campeonato Europeu de Fórmula que só contasse com pilotos supostamente, ao menos, promissores q não tiveram chance na F1 como Bourdais, Adam Carrol, Montagny, Pantano, Junqueira fora aquela penca de brasileiros q foram p/américa ou japão tentar a vida.

    Chamo de Europeu pq se falar mundial, o Bernie mata no dia seguinte. Porém, mesmo assim, sei que Ecclestone acharia que uma competição dessas concorreria com a F1, principalmente se tivessem corridas e pilotos de qualidade.

    Mercado a europa tem, portanto não deveriam faltar patrocinadores.

    Concordo com vc, Paranhos, qndo dizes q a A1GP preferiu fazer um mundial Sub-17 à uma Copa do Mundo.

    É uma pena que muita gente continue ficando pelo caminho. Espero q a Superliga melhore, pois confesso q não consigo assistir aquelas corridas, acho mto desorganizada.

    abraços

    • Felipe Paranhos disse:

      Boa, Lima, ótimo comentário. É isso mesmo.

      E a corrida da Superliga é presepeira demais, tem razão. Tem que melhorar.

  5. No Esporte Interativo, primeira bateria domingo às 7h, segunda, grid invertido, às 10h. VT da Superfinal às 16h.

  6. felipe antunis disse:

    Só acho que dessas citadas (a Fórmula Master nem existe mais), apenas a GP2 e a World Series são verdadeiras “fornecedoras” de pilotos. A F3 (todas) perdeu esse status há muito tempo, a F2 ainda pretende ser, mas atualmente, essas categorias são todos certames de acesso da GP2 e da World Series… vamos dizer que elas formam pilotos para as categorias que os “apresenta para o mundo”

    • Felipe Paranhos disse:

      Não existe? Se não existe, eu me passei. Que eu saiba, a temporada 2010 começa em maio.

      E sobre o fornecimento de pilotos, poxa, olha o Jules Bianchi, campeão da F3 Euroseries, na melhor equipe da GP2. E o Daniel Ricciardo, campeão da F3 Inglesa, como piloto de testes da Red Bull/Toro Rosso. O campeão da F3 Euroseries em 2008 foi o Hülkenberg, o da F3 Inglesa o Alguersuari. Mesmo que na maioria dos casos o acesso não seja direto, é inegável a importância das categorias.

    • felipe antunis disse:

      para ser sincero, não lembro onde li que a F-Master não ia correr neste ano, mas o calendário no site oficial ainda é o do ano passado e no forix, por exemplo, não consta a temporada de 2010. Sobre as categorias menores, o que quis dizer é justamente isso, a importância delas agora é revelar pilotos para a GP2 e a World Series, não mais diretamente para a F1, como era antigamente… Por isso, não concordo quando você “rivaliza” F3 com GP2 e WS, elas estão em patamares diferentes, mas entendi o sentido do post…

    • Felipe Paranhos disse:

      Saquei, entendemos o que cada um quis dizer. De fato, a F3 tá muito mais para WS do que para GP2. Abraço!

  7. Pedro Fetter disse:

    Eu particularmente espero que essa categoria vá para o quinto dos infernos, que eu não aguento mais essa overdose de futebol no universo. Se é para criar uma categoria B, que fosse de carros, pilotos e equipes, e não uma em que primeiro se fala o time-lavanderia que venceu e depois o nome do infeliz do piloto.
    Quantos engenheiros a Superliga forma? Quantos centros de treinamento de pilotos o Flamengo tem? Quantos programas de formação para jovens kartistas o Corinthians organiza? Eles não conseguem nem juntar um par de pilotos que torçam pro clube fora das pistas. Nenhum dos times faz realmente algo em prol do automobilismo.
    Minha opinião, desculpa se eu ofendi alguém…

    • Felipe Paranhos disse:

      Negócios, Pedro, negócios. Até pela pletora de novas categorias, alguém precisa se diferenciar. É evidente que não se trata de uma categoria de formação. Os clubes não se envolvem, só disponibilizam sua imagem, então não têm — e não devem ter — envolvimento com o automobilismo. Abraço!

  8. Arthur disse:

    Apenas para informação: O Esporte Interativo é canal brasileiro.

  9. Eu assisti algumas corridas desta categoria da Super Liga, mas é muito chata com carros velhos e pilotos não tão bom assim. A F-Indy mesmo só e legal as 500 milhas e as corridas fora dos ovais. Categoria “B” ainda prefiro a GP2…Pilotos novos e loucos para chegar a F1.

  10. Boa tarde Felipe.

    Antes de mais nada, gostaria de expressar a minha admiração pelo seu blog.

    Com relação ao seu texto, acredito que a GP2 é, hoje, a categoria de acesso para a F1 ou Indy. Porem, alguns pilotos pulam etapas e acabam indo diretamente para a as categorias top. Isso deve ter atrapalhado seu racioncínio. Temos também a Indy Lights, que não foi mencionada, mas essa só revela talentos para a Indy.

    Com relação à quantidade de pilotos em formação, acredito que eles podem ser (e são) aproveitados em outras categorias alto nível, mas que não são de monopostos.

    Abraços
    Leandro Castro

  11. Renato Rodrigues disse:

    Não sei se é relevante, mas o carro do Flamengo nessa foto está sem a parte da tampa do motor. A impressão é que essa foto foi mexida por computador pra apagar essa parte. Não parece que o carro está simplesmente sem a tampa. Parece sim que essa parte foi apagada. Achei estranho. Abraços.

  12. Pablo Habibe disse:

    Concordo que a A1GP falhou ao não incentivar a presença de pilotos “consagrados”. A idéia poderia ter dado certo nas mãos de alguém mais competente ou com melhores contatos.

    A SL tem um desafio tecnicamente maior nas mãos, o de criar uma associação entre clubes de futebol e automobilismo. Trata-se de algo mais dificil que apelar para o nacionalismo, mas não impossível.

    De uma maneira ou de outra, acho que a categoria não tem muito futuro, não num contexto em que a Copa do Mundo ainda é mais importante que o mundial de clubes…

    O site deles ainda mostra o Flamengo sem contar o hexa de 2009, com Cuca como treinador… Muito desleixo…

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