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Arquivo de abril, 2010

16/04/2010 - 11:05

Rituais

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Felipe Paranhos

Estava dando aula de inglês para o meu sobrinho na última quarta-feira. De repente, ouvido ligado (perde fácil a atenção…), ele percebe a chamada da RGT para o GP da China. E se volta para a TV.

— Vai ter corrida esse fim de semana?
— Vai, ué. Olha lá.
— É de madrugada?
— É.
— Me acorda, então? Aí eu troco de quarto e a gente assiste junto. Ah… Mas você vai trabalhar, né?
— Não, tô de folga.

E ele abre um sorriso. E diz que vamos fazer pipoca e tomar refrigerante, enquanto eu penso que talvez a F1 de Bernie Ecclestone não mereça tanto. Mas, pra ele, merece.

Lembrei do meu ritual em algumas corridas na madrugada, quando era criança. Algumas mesmo, eu nem acordava na maioria. Mas lembro de levantar pra ver o GP do Pacífico de 1994 no quarto da empregada, com TV e longe do quarto de meus pais — que, assim, nem sonhariam que eu tinha acordado.

Vocês têm algum ritual para as corridas da madrugada? Contem, contem.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
13/04/2010 - 08:48

Indy e Lights | Sweet home Alabama

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Felipe Paranhos

Quem não assistiu à vitória de Helio Castroneves no GP do Alabama da Indy, no último domingo (11), pode acompanhar os melhores momentos da corrida via internet. A Indy Racing League já divulgou o vídeo que mostra a conquista do brasileiro e da Penske, com a ótima estratégia de pit-stops e de economia de combustível do piloto. Você pode ver também a segunda vitória seguida de JK Vernay na temporada da Indy Lights, mais abaixo.

▼ A vitória de Helio Castroneves no GP do Alabama da Indy:

▼ A vitória de JK Vernay no GP do Alabama da Lights:

Autor: - Categoria(s): F-Indy, Indy Lights Tags: , , , , , , ,
12/04/2010 - 14:59

Fale, Cacá. Falem, outros.

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Felipe Paranhos

Não me interessa o motivo, se há costas-largas ou se é só personalidade. Mas gosto muito da recente postura de Cacá Bueno na Stock. Nós, jornalistas, questionamos muito as declarações-padrão, engessadas, sem tempero, reformadas e ajustadas contra polêmicas ou questionamentos.

Em São Paulo, ele se manifestou contra o regulamento. Agora, em Curitiba, levantou discussão sobre o rendimento e os problemas nos pneus, além de criticar a forma com que ele, Daniel Serra e Popó Bueno receberam punições. Fez, então, um belo desabafo à repórter Evelyn Guimarães. “Amo a Stock Car e estou aqui há mais dez anos. Até por isso me desgasto bastante. Eu me canso um pouco com tudo isso. Porque mudam as regras a dez dias do início do campeonato, porque de repente a gente vai disputar a vaga no playoff em corrida de saco. Por isso, o esforço. Mas o problema são as pessoas e não a categoria”, disse.

Meu texto não é sobre a Stock, é sobre a postura de um piloto profissional. A frase de Cacá poderia ser endereçada a qualquer categoria do automobilismo, simplesmente porque há discordâncias, motivos de irritação e situações desconfortáveis em qualquer lugar. Mas a grande maioria dos pilotos não o faz, seja por não aguentar o peso da reverberação de suas palavras na imprensa  e no público, seja por receio de desagradar alguém de que possa precisar no futuro.

Cacá é um grande piloto, tricampeão da Stock Car e sabe que pode criticá-la porque é o principal nome da categoria na atualidade. Mas outros, em outros campeonatos, também podem fazer isso.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , ,
10/04/2010 - 19:01

Feio/bonito

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Felipe Paranhos

Mas que coisa horrenda esse capacete do Ernesto Viso. Clica na foto pra ver maior. Peraê, agora não achei tão feio, achei até legal. Ah, não sei. Opinem.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
10/04/2010 - 17:42

Pardal

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Felipe Paranhos

Que regulamento mais tosco esse da Indy em mistos… Milka Duno faz  1:15.142, Bertrand Baguette 1:11.980. E ela larga em penúltimo, na frente do belga. É tão feio quanto aquelas minicorridas que havia na Stock. Aliás, só assim pra Milka não ser a última.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
05/04/2010 - 14:15

Gol. E é da Superliga

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Felipe Paranhos

A Superliga ainda não conseguiu angariar a popularidade prevista quando de sua criação, no ano retrasado. Mas, após experimentar Superleague: The Game, até quem nunca assistiu uma corrida da categoria vai se interessar pelas disputas entre carros-clubes. Há algum tempo estava com esse texto pronto, mas aproveitei o início do campeonato de 2010, neste fim de semana, e pus aqui a minha avaliação.

Para os mais severos, que desejam realismo, uma boa notícia: o jogo usa aspectos — como as informações da tela — em rFactor, como se fosse um Mod do ótimo simulador da ISI. E é baseado na engine gMotor 2, o que garante às disputas uma boa dose de verdade.

Não há muita criatividade nos modos de jogo — o que é um elogio, pois não há minigames e presepadas do gênero. No básico Single Race e Tournament, você pode jogar provas avulsas ou disputar a temporada 2009 da categoria.

Os carros são bastante fiéis à realidade. Por outro lado, a ausência dos nomes dos pilotos é um ponto negativo. É verdade que os representantes dos clubes variam muito corrida a corrida, mas devia ser possível escolhê-los entre nomes que já vestiram os macacões dos times, ou pelo menos editar nomes, colocando quem a gente quisesse como adversários. Melhor assim do que correr contra Milan, Galatasaray e Sevilla — e não contra Giorgio Pantano, Ho-Pin Tung e Sébastien Bourdais.

Mesmo assim, o jogo vale muito a pena, até porque cobre uma fraqueza do rFactor: o modo contra o computador. Os adversários erram mais ou menos, são mais ou menos agressivos, o que traz o imponderável, tão comum às corridas, para a tela do seu PC. Outro detalhe importante é o amplo espectro de configurações no carro e na atividade de pista.

Uma, duas ou três corridas por circuito no campeonato, tempo de cada sessão, número de voltas e oponentes… As variáveis são muito grandes, o que aumenta o “tempo de vida útil” do jogo. Para os menos habituados ao mundo da simulação de corridas, uma boa notícia: o carro não é difícil de pilotar, mas ainda assim a condução não é “dura” como em jogos arcade — você sente a cada curva e reta o impacto de uma modificação em nível de combustível, pneus, pressão de freio…

Você pode adquirir Superleague: The Game no próprio site da categoria. Eis o trailer do jogo:

Autor: - Categoria(s): F-Superliga, Virtual Tags: , , ,
03/04/2010 - 01:31

Surtees, uma homenagem

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Felipe Paranhos

Hoje, a Carlin presta homenagem a Henry Surtees, morto em consequência de um acidente no circuito de Brands Hatch, no dia 19 de julho. Pela F2 — ou seja, ele não corria pela Carlin à época. E isso é o mais legal.

Henry esteve na equipe na F-BMW Inglesa em 2007 [foto] e na F3 Inglesa no ano seguinte. Nesta temporada 2008, seu mecânico foi Daniel Hale. Em memória do jovem piloto, que morreu com apenas 18 anos, Daniel decidiu convocar os fãs de automobilismo, equipes e pilotos britânicos para uma corrida beneficente em favor da Headway, entidade beneficente que ajuda pessoas que sofreram lesão cerebral.

Com o dinheiro arrecadado, a entidade vai apoiar o financiamento de um Centro de Artes e Ofícios com o nome de Henry. Qualquer quantia pode ser doada pelo endereço www.justgiving.com/carlinraceforhenry. Até o início deste sábado, foram arrecadados 46% dos € 5.000 esperados.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , ,
01/04/2010 - 14:16

Obama, GM e USF1? Bipostos na F1? 1º de abril!

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Barack Obama salvando a USF1, com a entrada da GM. Novas regras na F1, com carros para dois pilotos. Essas seriam as principais notícias do dia no Grande Prêmio… Se não fosse 1º de abril.

Como sempre, a imprensa europeia, em especial a britânica, tentou pregar peças em todos com notícias falsas no 1º de abril. Mas as matérias eram tão inverossímeis que não era nada difícil perceber que se tratava de uma brincadeira.

Obama e GM salvam USF1

O site “Paddock Talk” tentou vender a história de que Barack Obama, presidente dos EUA, tinha decidido salvar a USF1. O governo norte-americano investiria US$ 100 milhões na equipe, salvando 60 empregos, incluindo os dos fundadores do time, Ken Anderson e Peter Windsor.

De cara já é uma história bem improvável, mas aí apareceram as dicas para chegar definitivamente nessa conclusão.

A primeira: o nome do projeto seria “Technology We Can Believe In” (“Tecnologia, nós podemos acreditar nela”), em alusão ao slogan da campanha presidencial de Obama, “Yes, We Can” (“Sim, nós podemos”).

A segunda, e matadora: a entrada da General Motors nesse projeto. Em um tempo em que as montadoras querem mais é distância da F1, é impossível imaginar que uma fábrica cheia de dívidas, que pediu proteção contra falência, vá investir em uma categoria extremamente cara como a F1.

Nem mesmo uma suposta entrevista de Windsor revelando que espera a concretização do acordo consegue dar qualquer credibilidade à notícia.

Carros bipostos na F1

Já a história do site “Forumula 1” consegue ser pior. Eles contaram que, preocupados com a falta de emoção nas corridas da F1, os diretores da categoria resolveram tomar uma decisão inesperada com uma nova regra: a partir de 2011, cada carro teria dois pilotos.

Ambos ficariam no modelo biposto, com lugares para duas pessoas, a exemplo dos que são usados para demonstrações, durante toda a corrida. Um pilotaria e o outro ficaria de co-piloto, mas haveria uma exigência: cada um precisaria comandar o carro por, pelo menos, 40% da prova.

As novas equipes já estariam insatisfeitas com os custos que certamente aumentariam para a próxima temporada, com a construção de carros com dois lugares.

Uma grande fábula, que fica mais fácil de ser desvendada com as “declarações” dadas por Eddie Jordan. “Tenho de ver o que David Coulthard acha disso e, então, discordar completamente dele”, teria dito. Tinha mais: “Essa ideia é pior do que o Kers ou ter Kimi Raikkonen na Ferrari”.

É, os europeus já foram melhores na arte de enganar as pessoas no 1º de abril.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
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