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Arquivo de agosto, 2010

31/08/2010 - 16:35

Corinthians e o automobilismo brasileiro, uma relação vitoriosa

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FERNANDO SILVA

Um dos clubes mais populares do Brasil comemorará nesta quarta-feira (1), 100 anos de história, conquistas, sofrimento e glórias. Mas você haverá de perguntar. O que o Corinthians tem a ver com automobilismo, nosso tema principal aqui? Muito, meu caro.

Para ficar apenas no campo da F1, dá para elencar pilotos do passado e do presente identificados com o time. Há relatos que Emerson Fittipaldi disputou várias provas nos anos 70 com a camisa do Corinthians por baixo do macacão, justamente na época do jejum de títulos alvinegro, época que teve fim em 1977. Foi o primeiro piloto brasileiro de grande destaque internacional a assumir a paixão pelo clube e inaugurar uma relação vitoriosa.

Ayrton Senna também se declarou torcedor do Timão, mas não roxo, como o próprio piloto confirmou em entrevista ao “Roda Viva” da TV Cultura, em 1986. Entretanto, o sucesso daquele que anos mais tarde seria tricampeão de F1 fez a torcida alvinegra adotá-lo como um dos símbolos do corintiano que deu certo. Até hoje, Senna é retratado em bandeiras e camisetas que também remetem ao Corinthians.

Quem também assumiu a paixão pelo clube alvinegro de Parque S. Jorge foi Rubens Barrichello. O paulistano é visto frequentemente circulando pelo paddock dos autódromos pelo mundo com a camisa do clube. Recentemente, o piloto da Williams, que também comemorou uma marca centenária nesta semana — 300 GPs —, esteve presente à sede do Timão e foi recepcionado por Ronaldo e Roberto Carlos. Ainda sobre os pilotos da atual temporada, Bruno Senna também herdou a preferência futebolística do tio.

Mas a presença do Corinthians não se resume apenas à torcida dos pilotos. Muito pelo contrário até. Embora seja considerada mais uma ação agressiva de marketing do que uma intenção de se firmar no automobilismo, o fato é que 2010 marcou a ascensão do alvinegro nos autódromos do Brasil. Desde a elitistas Stock Car e GT Brasil, até a popular F-Truck, o time se faz presente, com relativo destaque. A presença do clube paulista nas pistas não se resume somente ao Brasil, já que também compõe o grid da F-Superliga [a exemplo do Flamengo] há dois anos.

Se não dá para dizer que a história do Corinthians se confunde com o automobilismo brasileiro em si, é possível concluir que ambos têm uma história semelhante: superação, lutas, suor, lágrimas, derrotas, vitórias, fracassos e muitos títulos. Que venham muitos outros centenários.

Autor: - Categoria(s): Barrichello, F-Superliga, F-Truck, F1, GT Brasil, Sem categoria, Stock Car Tags: , , , , , ,
30/08/2010 - 16:51

Ladies first

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JOÃO PAULO BORGONOVE

A etapa de Chicago da Indy teve cinco mulheres dentro dos velhos Dallara, todas no grande círculo da cidade de Joliet. Danica Patrick, Milka Duno, Simona de Silvestro, Sarah Fisher e Bia Figueiredo enfim correram todas juntas na categoria. E isso é bom. Bom mesmo.

Essa característica da Indy, de trazer pilotos pelo marketing, proporciona muito esse tipo de coisa. Mas, cá entre nós, das cinco, somente Milka não tem habilidades. A venezuelana, coitada, sofre nos mistos e faz ‘menos feio’ nos ovais. Mas é fraca.

As outras, não. Danica, ao contrário do que muitos dizem, não é uma pilota ruim. Longe disso. A norte-americana tem lá seu marketing, mas evoluiu muito nos circuitos mistos, principalmente nas corridas. E nos ovais é sempre forte. E não dá pra falar mal dela. Eu a vejo com pilotagem mais avançada que Dan Wheldon, por exemplo, que já foi campeão da categoria – quando os ovais predominavam. (A Bruninha, do DanicaMania, também tem essa teoria) E esse não vai bem nos mistos, mesmo.

Sarah é da velha escola e, quando pode, manda bem. É dona da equipe que corre e, convenhamos, é o pior time desse ano. Mas mesmo assim tem conseguido bons resultados.

Simona é a surpresa agradável. Vinda da Atlantic, que só corria em mistos, a suíça surpreendeu o mundo da Indy nesse tipo de pista, principalmente nas classificações. Tem futuro, a moça.

Bia, coitada, penou, mas conseguiu participar de três corridas, todas pela Dreyer & Reinbold. Foi bem e deixou sua marca. Busca disputar a próxima temporada completa. Torço por isso. Mais empresas brasileiras poderiam investir nela.

E assim segue a Indy, sempre com mulheres no grid. Só não me venham com essa balela de criar um campeonato paralelo para as ladies. Elas estão ai pra disputar com os marmanjos de igual para igual.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , , ,
27/08/2010 - 09:21

Pavilhão em bom lugar

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Felipe Paranhos

Vocês que acompanham o GP sabem que aqui ninguém gosta de patriotada. Que ninguém leva nacionalidade em conta na hora de criticar ou elogiar. E que a associação atleta-nação é visto por alguns de nós — talvez todos, não sei — como algo perigoso e complexo.

Apesar de tudo isso, gostei da ideia de Rubens Barrichello para comemorar a marca de 300 participações em GPs. A bandeira do Brasil está em capacete, macacao e na entrada de ar do carro, como se dissesse que a conquista não é só dele, mas de todos os que torceram pelo seu sucesso, por todos os que acompanharam só uma ou todas as suas corridas.

E isso é diferente de alguém de fora jogar para ele a responsabilidade de “ser o representante da nação”. Ainda mais porque, de certa forma, Rubens homenageia um país que talvez nem mereça tal deferência, tal o desdém com que tratou durante boa parte destes anos o quarto maior piloto brasileiro na F1. E esse desprendimento é para poucos.

O pavilhão verde e amarelo está em bom lugar.

Parabéns, Rubens.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
26/08/2010 - 12:01

Só um

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Felipe Paranhos

A saída de Alberto Valério da Coloni, confirmada na última terça-feira (24), deu início a uma situação ao mesmo tempo nova e lamentável. Pela primeira vez na história da GP2, o Brasil terá apenas um piloto no grid. Isso vai acontecer já neste GP da Bélgica, em que só Luiz Razia vai representar a bandeira nacional na prova.

Razia é o último dos dez brasileiros que passaram pela categoria. É o remanescente de uma lista que tem Alberto Valério, Antonio Pizzonia, Bruno Senna, Carlos Iaconelli, Diego Nunes, Lucas Di Grassi, Nelsinho Piquet, Sérgio Jimenez e Xandinho Negrão.

Que isso não seja o início de uma era. A saída de Valério da categoria teve muito a ver com a perda de patrocínios, algo que talvez seja motivado pela pouca divulgação que a GP2 tem no Brasil.

Não à toa, fora Lucas Di Grassi, que se destacou mesmo correndo pela Durango, os principais pilotos brasileiros nestes seis anos foram Piquet e Senna, dois que nunca tiveram grandes preocupações financeiras na categoria.

Há muitos brasileiros talentosos pela Europa. É esperar 2011 para ver se a GP2 será o próximo passo. Uma temporada sem nenhum deles seria um desastre para o automobilismo brasileiro.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , ,
24/08/2010 - 15:51

Continuidade

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Felipe Paranhos

Vamos informar que nosso trabalho é este: Jules Bianchi vai correr o GP da Bélgica da GP2, neste fim de semana, a menos que um imprevisto aconteça. A equipe deve confirmá-lo amanhã, mas os médicos responsáveis por monitorá-lo o liberaram na tarde da última segunda-feira, 23.

De início, a contusão de Bianchi parecia mais grave do que a de Ho-Pin Tung, tanto que a equipe que examinou a fratura na segunda vértebra da lombar do francês, logo após o acidente na Hungria, nem estipularam tempo de recuperação. Mas a lesão de Tung, também na lombar, revelou-se mais grave, e o chinês acabou substituído por Romain Grosjean.

A ART já havia contatado alguns pilotos para o caso de Jules não estar apto a correr em Spa-Francorchamps. Um deles foi Alberto Valerio, que deixou a Coloni. Na Bélgica, Álvaro Parente corre no lugar do brasileiro. A presença do luso ainda é incerta para o resto da temporada.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , ,
22/08/2010 - 17:08

Efeito Montoya

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Quando Juan Pablo Montoya chegou ganhando tudo na Indy e depois foi para a F1 como um dos grandes talentos da categoria, a Colômbia era pouco conhecida no automobilismo. Antes de Montoya, apenas Roberto Guerrero – e salvo engano. Se vocês souberem de mais algum famosão, comenta aí – fez algum sucesso no automobilismo, principalmente nas F3 da vida, ficando com a segunda colocação em Macau, em 1983.

O fato é: depois que Montoya fez sucesso, dezenas de colombianos surgiram pelas categorias de base na Europa e nos EUA. O mais bem sucedido deles é Sebastian Saavedra, que conseguiu se classificar para as 500 Milhas de Indinápolis. Tión disputa a Indy Lights e faz uma temporada bem honesta. Outro colombiano na Lights é Gustavo Yacamán, que não tem a grife de Saavedra, mas faz ótima temporada com a Cape, equipe longe de ser das melhores.

Existem vários outros nas categorias menores, alguns nos EUA, mas a maioria está na Europa. Carlos Huertas, na F3 Inglesa, Omar Leal, na World Series e na Auto GP, Carlos Muñoz na F3 Europeia, Francisco Díaz, na F3 Sul-americana, Tatiana Calderon, da Star Mazda e Martin Sala, na F2000, além do campeão da F-BMW Américas do ano passado, Gabriel Chavez.

O fato é – e deixo a pergunta: o sucesso de um piloto na F1 proporciona que pilotos de seu país de origem tenham uma nova janela aberta no automobilismo?

Teremos mais poloneses correndo por aí no futuro? Esse tanto de alemão na F1 pode ser creditado ao domínio de Michael Schumacher há dez anos? E o mais importante: e o Brasil? Como fica? É com vocês.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags:
18/08/2010 - 12:43

Caubói de Indianápolis

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Quando Tony George foi praticamente chutado da Indy, uma lacuna surgiu na categoria. Um dos principais responsáveis pela ruptura da verdadeira e antiga Indy estava sendo deposto de seu trono. Uma incógnita surgiu.

Mas os comandantes de Indianápolis deram o famoso pulo do gato e trouxeram o responsável por vermos, nas antenas parabólicas, aqueles rodeios espetaculosos estadunidenses, que cresceram em mídia e enriqueceram muita gente. Randy Bernard é o nome dele.

O dirigente, após 15 anos no ramo da montaria, assumiu o cargo de diretor-executivo da Indy. Sua missão? Tirar a categoria do buraco após a união da IRL com a saudosa Champ Car. Dar show, trazer audiência e dinheiro.

Bernard, que chegou em março, já dá seus passos. As 500 Milhas desse ano contaram com uma classificação inédita, dando pontos aos qualificados para a prova. Foi um sucesso, creio. Eu gostei. Teve super-pole e tudo mais.

Outra: o número de carros nas pistas cresceu. Temos 24 disputando a temporada toda. Teremos 29 em Chicago. Isso é bom, independente de alguns pé-de-zebras que correm na categoria. Tirando três ou quatro, o nível dos pilotos da Indy subiu. Os 20 primeiros, em mistos, sempre estão separados por apenas 1s. Nos ovais, não chega a isso no grid completo, contando Milka Duno.

Algumas das corridas estão chatas, é verdade. Culpa das pistas, creio. Mid-Ohio dá público, mas é muito chata. Edmonton é horrível. E assim vai. Bernard está cuidando disso. Trouxe Loudon de volta para 2011. Mas faltam outras clássicas, como Cleveland, Laguna Seca, Elkhart Lake, Fontana…

Em 2012 teremos um novo conceito de carros e de competição. Será interessante. É esperar pra ver. Mas, vá lá, melhorou muito, já.

Autor: - Categoria(s): 500 Milhas, F-Indy Tags: , , ,
18/08/2010 - 11:40

O original e a imitação

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Felipe Paranhos

Aqueles que me seguem no Twitter talvez já saibam que eu acho o CQC um nojo do ponto de vista jornalístico. Trata-se de um programa que se diz jornalístico para conseguir autorização para entrar no Congresso Nacional, mas se vale abundantemente de um artifício que é o antijornalismo por si só: a propaganda.

Perdoem o nariz-de-cera, mas ele tem razão de ser. Porque tudo o que vira moda ganha imitações, grandes ou pequenas. Após a vitória na etapa de Salvador da Stock Car, Cacá Bueno foi vítima de um subCQC baiano do qual nunca ouvi falar.

Cacá gentilmente parou para conversar com o tal repórter. Eu passei do lado, não dei muita importância. Tentando falar com a Luana Marino aqui do GP pelo telefone, ouvi a primeira pergunta: “Você é Cacá e seu irmão é Popó. Seu pai é Gagá?”

O piloto da Red Bull se saiu bem na resposta, dizendo que o pai ainda tem lenha para queimar, algo assim. Eu já estava dentro da sala de imprensa quando veio outra pergunta, com uma associação ainda mais babaca e infantil, algo do tipo “Como foi ficar com o Duda encostado na sua traseira na corrida?” Educadamente, Cacá disse que já era suficiente e deixou o rapaz falando sozinho. Com toda a razão.

Ainda que, neste caso, tenha sido só babaquice e não ofensa grave, de perto se vê quão constrangedor é ser abordado por um destes supostos repórteres. Se o original chama atrizes pornô de putas ao vivo às 22h, imaginem o que podem fazer as imitações.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
10/08/2010 - 11:52

(Não) Vote em mim!

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Já parou pra pensar quais foram os melhores pilotos da Indy de todos os tempos? Certeza que já, né. E, cá entre nós, essa é uma tarefa muito difícil. Eu, por exemplo, colocaria Scott Dixon entre eles. Gostos pessoais, diria Felipe Giacomelli, repórter do Grande Prêmio que acha que até Buddy Rice figura nessa lista.

Então, aí vai uma tarefa mais fácil: eleger os piores pilotos da Indy de todos os tempos. Pois é. É muito divertido. E o site Auto Racing, parceiro do canal Speed, resolveu levar isso a sério e criou o W.O.A.T. – sigla em inglês para ‘piores de todos os tempos’, que visa eleger, oh, os piores pilotos de todos os tempos da Indy.

Cheio de gracejos, o texto – em inglês – lista alguns nomes escolhidos por jornalistas e pilotos, que ainda justificam os votos. Para quem entende um pouco da língua de Mickey Mouse e do grande Biff Byford, vale dar uma lida – risos são garantidos.

Vote lá. Milka Duno, sempre ela, vai liderando a enquete com mais de 60% dos votos. A bela venezuelana – é, não dá – é seguida por Dr. Jack Miller, um cidadão de Indianápolis, dentista que disputou parcas corridas entre 1996 e 2001, tendo como melhor resultado um nono lugar. O suíço Jean-Pierre Frey é o terceiro, para tristeza de nosso parceiro Felipe Paranhos, fã incondicional do senhor dos Alpes.

E vote aqui, também. Diz aí: Quem é o pior piloto da Indy de todos os tempos? E o melhor?

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
07/08/2010 - 13:48

Bernie, Bernie…

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Felipe Paranhos

No fim de semana passado, um evento comemorou o 25º ano do GP da Hungria. Estavam lá Felipe Massa, Fernando Alonso, Heikki Kovalainen, Michael Schumacher Lucas Di Grassi, Timo Glock, taças de champanhe e Bernie Ecclestone.

Os pilotos receberam homenagens do novo presidente húngaro, Pál Schmitt, e, no fim, Bernie teve uma conversa com o governante. Para quebrar o gelo, o presidente da FOM se saiu com uma tirada arriscada, no melhor estilo Luís Inácio Lula da Silva. Em frente a uma joia fechada em redoma, Bernie perguntou: “É feita na China?”

É uma coroa milenar húngara. Mais de mil anos, como se vê. Por sorte, os dirigentes húngaros levaram na brincadeira. Mas, se continuar com saídas ousadas, Bernardinho corre o risco de passar por senil.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
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