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18/09/2010 - 07:47

Os estreitos caminhos que levam à pista do Algarve

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Mexilhoeira Grande, Portugal | Em tempos de autódromos grandiosos, com hotéis luxuosos ao lado dos boxes, o circuito do Algarve, embora novo em folha e moderno (e com uma piscina das mais atraentes do paddock), vive uma contradição, especialmente se pensarmos em Interlagos e tudo que existe ao redor do principal circuito brasileiro.

O circuito lusitano, nunca é demais, recebe neste final de semana a sétima rodada do Mundial de GT1, além dos campeonatos europeus de GT3 e GT4. A F-Superliga também integra a programação.

A pista portuguesa foi construída em uma região litorânea, das mais prósperas de Portugal, cercada de casas de veraneio, propriedades rurais, onde oliveiras e pequenas vinícolas dão um charme especial ao lugar. O turismo dita as regras aqui.

Mas passear por aqui é uma aventura e faz lembrar as estradas apertadas das especiais do Mundial de Rali de algumas etapas européias. Apesar de ser fácil o acesso ao autódromo pela rodovia A22 (muito embora o GPS não tenha apontado essa rota como a melhor, o que na verdade proporcionou uma rica experiência pela região), vários caminhos levam à pista e, em algum momento, você vai se deparar com um túnel estreito ou uma curva acentuada, onde, certeza, passa apenas um carro. E onde, certeza, você jamais imaginaria que existe um autódromo enorme atrás das colinas.

Não tem uma grande cidade próxima ao circuito, o que intensifica o ar bucólico da região e o paradoxo com a agitação do autódromo. Para ser mais precisa, a pista fica no município de Mexilhoeira Grande, que possui pouco mais de três mil habitantes, próximo a Portimão e a Faro. O traçado está a duas horas e meia de carro de Lisboa, em torno de 220 km da capital.

Tudo o que se vê ao redor são colinas e estradas estreitas, o que nos leva a pensar em como os grandes caminhões das equipes fizeram para chegar ao circuito. Se fora a vida segue calma e lenta, sem quase ninguém nas pequenas ruas, dentro do autódromo o agito dos carros e das equipes é grande.

A área de box e o paddock são amplos, assim como a sala de imprensa. A F1, por exemplo, não encontraria qualquer problema para instalar os luxuosos motorhomes de suas equipes aqui. As instalações também são impressionantes, com prédios modernos e acessos fáceis. Neste final de semana, são quatro categorias na pista e não se viu ninguém em tendas improvisadas. Todos têm seu espaço. Tem pelo menos cinco setores de arquibancadas por dentro e por fora da pista.

O traçado é dos mais atraentes: tem uma grande reta, curvas de alta e média velocidades, descidas e subidas. Mas isso só vou descobrir hoje à noite, quando percorrer a pista a bordo de um GT1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,

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4 comentários para “Os estreitos caminhos que levam à pista do Algarve”

  1. Anderson Puff disse:

    Enquanto isso no terceiro mundo……. ficamos refens de interlagos e Curitiba, chega a ser um absurdo SC não ter nenhuma pista asfaltada, ou pior ainda o RJ também não ter mais ou ainda SP o maior estado do Brasil ter apenas interlagos…… Brasil sil sil pais do futebol, mas pera ai……. nem estadios de futebol modernos nos temos….. então o que acontece…. eu sei é a lei do “eu quero me dar bem, eu quero o dinheiro todo pra mim” do só pensar no seu umbigo que impera por aqui… lamentavel

  2. Brasileiro disse:

    Parabens Evelin pela perfeita e oportuna descricao. Infelizmente, em terras tupiniquins continuamos no marasmo total – empresarial e politico, sem progresso NENHUM. Ninguem le a bandeira, nao eh? Que infelicidade….

  3. paulo vitor disse:

    A SUA INTENÇÃO É DEIXAR AGENTE SÓ NA VONTADE NÉ MEU VELHO…..CONSEGUIU RSRSS, VC É UM DOS PRIVILEGIADOS MEU CARO, TRABALHA CONHECENDO ESSES MARAVILHOS LUGARES PARA ACOMPANHAR UMA PAIXÃO QUE É O AUTOMOBILISMO, PARABENS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Pedro do Carmo disse:

    Como frequentador habitual do Autódromo Internacional do Algarve enquanto espectador, deixe-me fazer dois reparos:
    -A Mexilhoeira é uma freguesia do Município de Portimão. O Autódromo foi construído numa zona de interior, já que o turismo de sol e praia que existe no Algarve leva a que o terrenos junto ao litoral estejam inflaccionados. Mas para quem quer ver uma corrida de carros, não faz qualquer diferença estar a 500 metros ou a dez quilómetros do Oceano Atlãntico.
    -O segundo reparo tem a ver com as acessibilidades. é certo que há estradas de acesso ao Autódromo bastante estreitas e sinuosas, que mais parecem de rali. Mas como o Evelyn deve ter constatado durante o resto do fim-de-semana, há uma estrada larga e moderna de acesso ao Autódromo.
    parabéns pela vossa reportagem

Os comentários do texto estão encerrados.

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