Publicidade

Publicidade
20/10/2010 - 05:23

O horror

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Ashley Sara Phalen, 24, morreu na última sexta-feira (15), em Fontana, quando participava do Mario Andretti Racing Experience, programa que, a preços entre R$ 217 e R$ 721, permite a pessoas comuns a chance de dar voltas em um carro de corrida baseado no da Indy.

Pessoas comuns, que participam de um briefing, ouvem sobre segurança, e depois saem acelerando. Estes são trechos do texto de apresentação do negócio, no site: “Não há nenhum carro  à frente para seguir nem nenhum professor correndo com você”; “É permitido ultrapassar”, o que, ao lado de uma foto com vários carros do programa, me permite imaginar que, sim, pessoas comuns correm AO MESMO TEMPO contra outras pessoas comuns. Ah, e quando você termina a experiência e sai do carro, recebe um “certificado colorido com a sua velocidade máxima impressa”, o que obviamente é um estímulo para que gente como eu e você saiam acelerando doentiamente.

Embora as autoridades não tenham divulgado a velocidade do carro pilotado por Ashley na hora da batida, estima-se que os carros do que chamam de “escola” passem de 250 km/h. Uma amadora no comando de um carro a mais de 200 km/h bate no muro interno do circuito, é levada para um hospital e morre. A escola perde uma aluna. Mas o show tem de continuar e no dia seguinte, lá estão as “aulas” novamente.

Segundo a agência de notícias AP publicou no sábado, as ligações pedindo um pronunciamento por parte da empresa de Mario Andretti não foram respondidas.

Ah, mas está lá no site oficial, redundantemente: “segurança é a prioridade número 1”.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , ,

Ver todas as notas

129 comentários para “O horror”

  1. Sansquer disse:

    Concordo que é meio irresponsável por parte da Empresa (OK, isso não é escola) colocar várias pessoas juntas disputando a uma velocidade tão alta. Kart indoor é perigoso, sim mas não chegam a velocidades absurdas e as pistas não são ovais onde a aceleração e tangencia são constantes.
    Paraquedas dirão outros, mas nunca vi 2 pessoas pularem juntas para competir quem puxa a cordinha por último…

  2. Ronaldo disse:

    É Felipe, me parece que ninguém, ou pelo menos a maioria, não entendeu seu ponto de vista.
    Como disse o Alexandre FS, tem gente que acha que pilotar é o mesmo que dirigir…

  3. Rodrigo disse:

    Acho que os carros têm que estar no padrão de segurança da Indy…e só. Daí para frente não vejo tragédia, só assumir riscos. Isso pode acontecer, todos sabem…Ela sabia…e tenho certeza que ela não reclamou nada pra São Pedro quando chegou lá em cima.

  4. Lívio Pinto disse:

    Sou piloto de Kart e advogado, quando chego a pista para treinar e percebo que tem pessoas andando na pista que não estão preparadas para tanto (habilitadas) não treino, é muito perigoso!
    Quem entrega um carro de corrida que pode atingir uma velocidade de 250 km/h a uma pessoa que não está devidamente HABILITADA para pilotar, e esta pessoa vier a falecer, o proprietário do carro pode ser processado por homicídio CULPOSO!

  5. Arthur Cavalcante disse:

    Pq os redatores desse site são tão chorões? Me lembram as discussões quando eu era mlk pra ver quem é mais macho ou melhor em algo… sei lá… kkkkkkk. Deixa o povo comentar o que quiser cara… é a tal da democracia… da liberdade de pensamento que o vosso líder petista tanto preza… eu hein. Comentários imbecis? Fazem parte, ora… Ninguém aqui é dono da verdade… ninguém… nem eu, nem os redatores, nem o povo que comenta… cada um fale o que quiser! No dia que o GP falar mais de corrida e deixar as “ironias humoristicas” de lado, talvez seja levado mais a sério…

    • Felipe Paranhos disse:

      Se eu não deixasse que comentassem o que quisessem, simplesmente deletaria os comentários, não aprovaria. É exatamente porque acho que o blog é um espaço para discussão que respondo os comentários.

      Depois me explica o que são “ironias humorísticas”.

  6. Lucas disse:

    250 km/h, acidente em velocidade muito inferior a esta causam traumas em profissionais que possuem condições físicas muito melhor que um ser normal, estes profissionais passam por testes de resistência física entre outras preparações para terem autorização da FIA para correr. Agora me aparece uma “escola” e coloca uma pessoa que sabe se lá já andou ao menos de kart? o certo é… nenhum ser não atleta tem preparo fisico para suportar tamanha desaceleração…o carro pode ser seguro…mas seus orgãos não são….

  7. Bruno disse:

    Mesmo que a possibilidade oferecida pelo Racing Experience seja aberta pra todo mundo que esteja disposto a pagar por isso e partindo do pressuposto que a pessoa esteja ciente dos riscos, pilotar um monoposto a 250 Km/h sem as vezes o mínimo de preparo de pilotagem é algo temerável…

    Não é por que é opção, responsabilidade e ciencia dos riscos de cada um que um cidadão vai anunciar no jornal que aluga a arma para prática de Roleta Russa…

    Podia fazer como faz uma empresa na França (eu acho até que a AGS – antiga equipe da F1 – que oferece a possibilidade de pilotar carros de F-1 mas como um mini-curso de pilotagem e com desempenho controlado e monitorado)…Pode ser sem graça, pode até ser…Mas pelomenos a graça não acaba desse jeito como o da Ashley…Não é pra qualquer um isso aí…

  8. Sérgio Reis disse:

    Não sabia que tal coisa existia, mas admito que ja me imaginei em algo parecido, mas com carros de F1.. só pra saber como é…

    Entendo a opinião do Felipe, mas não concordo com a comparação de que somente profissionais podem correr a 250 km, e que neste caso seriam dispensados pilotos como “Castoneves”, pois eles não são contratados porque conseguem andar com segurança a 250 km/h, mas pq fazem isso com mais perfeição e mais rápido na relação curva e retas do que 99,999% das pessoas.

    mas acho temerário fazer corridas entre amadores nessas condições, pra mim os pilotos de final de semana deveriam andar sozinhos, COMPETIR com apenas
    algumas orientações é realmente uma irresponsabilidade.

  9. João Guerra disse:

    essa historia de botar amador pra correr em oval a “em tese” 250 km/h achei meio de jerico

  10. Ricardo Naxo disse:

    Felipe, concordo com o seu ponto de vista. Numa escola de pilotagem, você vai aprendendo com carros pequenos até chegar a velocidades maiores, por um motivo simples, educar o seu cérebro e o seu corpo a lidar progressivamente com velocidade. Para isso server o Kart, F-3, F-Renault ou F-BMW e F1, são etapas, raros são os casos de quem saiu do Kart e foi para um F-1. Até o Raikkonen, saiu do Kart, F-Renault e F-1.
    Dar para um pessoa um carro que ela nunca pilotou, que ela não sabe as reações do carro, os comportamentos, por mais que a pessoa assine, é assassinato.
    Pergunte aos sábidos aí em cima, se uma TAM, joga um A320 na mão de um piloto acostumado com um mono-motor. O principio para voar é o mesmo. Voa?

  11. Eduardo Aranha disse:

    Fiquei impressionado com a maioria dos comentários. Passa de qualquer limite do bom senso. Defender o vale tudo em nome do “que sabia do que poderia acontecer” é um comportamento absolutamente alienado. Não se pode confundir o desejo de pilotar com porralouquice. O caminho é óbvio, frequente uma boa escola de automobilismo.

  12. adelson travassos disse:

    estou com felipe paranhos, me parece irresponsabilidade de quem aluga, talvez ela morresse num acidente de transito, e acabou ”morrendo” junto aos andretti, as aspas sao porque somos eternos, tudo se transforma…

  13. Tancredo disse:

    experience o que??? só se fosse andando sozinho, dividir um oval com esses brações que dirigem por ai que freiam na curva!! de jeito manera!! isso sim seria suicidio!! sô.

  14. André Lima de Almeida disse:

    O que eu acredito é o seguinte:

    – Todo jornalismo BOM deve se pautar pelos fatos.

    FATOS
    – A pessoa morreu nas ocasiões de estar numa pista.

    DÚVIDAS
    – Velocidade do carro no momento do acidente?
    – Condições do acidente?
    – Dividia curva com alguém?
    – Foi em reta?
    – Bateu de frente? Houve alguma quebra no carro?

    Caso não tenha estas dúvidas respondidas, não é informação. É apenas uma opinião.

    E com relação a uma opinião, concordamos ou não. Aí quem posta a opinião concorda ou não também.

    Com relação à OPINIÃO acima, eu concordo no aspecto de segurança.

    Um serviço particular é oferecido à pessoa que ali quer apenas diversão. Não há pilotos profissionais ali, então, a premissa é realmente diversão. Como numa montanha russa, onde as pessoas sabem de certos riscos, mas mesmo assim topam. A diferença é que você não dirige um carrinho numa montanha russa.

    Nesse aspecto “segurança”, quem deve revisar se o serviço está bem prestado? Acredito que sejam as autoridades do Estado. Afinal, é um serviço de entretenimento, como qualquer outro, que deve ser submetido à aprovação prévia das autoridades para funcionar.

    Mas, veja bem: em relação às condições de segurança de pista, creio eu, são as mesmas condições apresentadas aos pilotos profissionais, então, eu penso que a melhor atitude para manter a segurança é não permitir ninguém de correr.

    Então, se está aprovado pelas autoridades e todas as medidas recomendadas de segurança foram tomadas, não há razão para condenar a empresa.

    A menos que se mudem as regras de segurança para “civis” conduzindo um carro com esse tipo de potência.

    Concorde ou não, essa é a minha opinião.

    Só existe um crime se existe lei prevendo.

    Só existe coisa errada quando foi deixado de cumprir aquilo que já existe como certo.

    O que pode acontecer é alguém “iluminado” alterar as regras de segurança para civis, com base nas reflexões do acidente… Mas sem causa raiz, e sem uma análise profunda, fica difícil saber o que realmente aconteceu.

    • Felipe Paranhos disse:

      Bem, já falei sobre a questão de ser informação ou opinião. Acho que está claro. Abraço!

  15. TC disse:

    Caro Paranhos, péssimo titulo e texto infeliz. Carros de corrida sempre mataram e vão continuar a matar, faz parte da brincadeira…para amadores ou profissionais

    abrçs

  16. Marcio Cordeiro disse:

    Apoio inteiramente a opiniao de Felipe Paranhos.

    Tive um exemplo classico em casa do que é a diferença de um profissional e um amador fazer qualquer coisa.Meu cunhado estava com problemas de aquecimento no motor de seu carro.Ciente que fora mecanico de autorizada mas nao atuando mais no ramo de automoveis e sim de helicopteros,ele me questionou se era facil abrir um motor.Singelamente respondi.Abrir é facil,o dificil e fechar funcionando.Resultado:um carro parado a mais de um ano,e aquela cara de cachorro quando cai da mudança pra eu dar um jeito na situaçao.O mal do ser humano é querer diminuir o que os outros fazem pra mostrarem que sao os bons.Errar a 250 km/h é bem mais arriscado que errar ao torquear um motor erradamente,porem no motor,o candidato a sabe tudo tem a opçao da resignaçao,ao contrario do erro a 250 Km/h que so tera a opçao da resignaçao no céu(ou no inferno,dependendo da divida divina do sujeito)

  17. Vocês perderam a cabeça? Na Rússia, por alguns milhares de doletas você pode voar num SU-27 ou MIG-29. Pilotando? Óbvio que não.

    Quando li a chamada para o Blog pensei que era num daqueles carros de dois lugares, mas que nada. Esse pessoal é louco?

    Se fosse um curso de pilotagem, com algumas aulas, ambientação e tals, beleza, mas assim??? Em Fontana??? Isso é um caminho para mortes…

    Um dos melhores pilotos que vi na Indy, era especialista em oval e fera mesmo, extremamente profissional morreu lá (Greg Moore), o que dirá de amadores que só dirigiram seus carros de passeio.

    É óbvio que sou doido para andar nesse brinquedinho, mas não tenho competência técnica para isso. Para andar, teria que fazer aulas e me adaptar coisa que não fazemos em um dia só. Mas se a Bia Figueiredo der as aulas, acho que aprendo mais rápido hahahahaha

    • Ricardo Birner disse:

      Oooooo se aprende!!!!!
      Dona Biaaaaa fez 3 corridas em circuitos ovais na Indy este ano…….advinha quantas ele bateu????

      Resp: 3!

  18. M JUNIOR disse:

    Paranhos, toh contigo! É um absurdo um negócio desses estar na ativa, vamos tomar como base um piloto profissional iniciante que paga cerca de R$3.000,00 (isso só pra começa) no curso de pilotagem e passe alguns meses treinando de forma progresiva e mesmo assim só aprende o básico, ai sim concordo que um cara desses possa guiar um dos carros do Mário Andretti.
    Corro de kart umas três vezes por mes em Cotia e já presenciei varios acidentes e relamente não há como comparar com essa trajédia.
    A RESPONSABILIDADE É DE CADA UM SIM!!! MAS CADÊ A RESPONSA DE QUEM VIVE DISSO??? E QUE SABE MUITO BEM DOS RISCOS ENVOLVIDOS…hein??

  19. Matheus disse:

    Escola de inglês ensina inglês.
    Escola de português ensina português.
    Escola de pilotagem tem no mínimo que ensinar a pilotar.

    Se tentaram ensinar e a moça não aprendeu, morreu e a culpa é dela de ultrapassar os seus limites ou os limites do carro.
    Se não ensinaram e simplesmente deram um carro, que não deve custar pouco e chega a 250km/h pra ela e ela passou dos limites dela ou do carro, morreu e a culpa é dos dois.

    Agora, só uma pessoa sem cérebro entra em um carro sem noção nenhuma de pilotagem e crava 250km no ponteiro e acha que vai viver pra contar. Caberia ao aluno cobrar mais instruções!!
    PS: Em Sp tem lugar que aluga kart 2t por pouco mais de R$100 que chega a 140km/h. Será que é menos perigoso do que o monoposto da foto??

  20. Brasileiro disse:

    Pena que ainda exista tanta discriminacao…
    Por que nao podem haver tais escolas? Por acaso todos os pilotos comecaram sabendo? Algum dia eles foram novatos, correram sem nunca ter chegado a 250 km/h. Eu tive oprtunidade de chegar a 270 km/h numa estrada na Alemanha. Nunca tinha feito. Nada aconteceu. Num lugar publico, basta ter o carro, eh legal naquele pais. Pulei de Bang-Jump (nao sei se escreve assim) mas a corda podia ter arrebentado. Assinei que sabia disso. Eu QUERO ter o direito de experimentar, de pagar pra ir ao espaco, por exemplo. Eh a minha vida, e faco dela o que quero, livre arbitrio, esta ate na Bilblia! Proibir SEJA O QUE FOR nao eh o correto. Pode-se limitar a lugares especificos, como eh o caso, mas nao se deve PROIBIR. A lei seca americana provou historicamente o que acontece quando vc proibe uma coisa que alguns (ou muitos) querem fazer. Deixe de ser retrogrado e aprenda que a evolucao eh o caminho natural, Felipe, por favor!

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo