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Arquivo de novembro, 2010

30/11/2010 - 09:40

Dacar in Rio

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FERNANDO SILVA [@fernandomagall]

Em tempos de recesso nas categorias principais do automobilismo mundial, o foco do esporte a motor no fim do ano e começo de 2011 será o Rali Dacar, que de 32 edições, terá a terceira consecutiva disputada entre Argentina e Chile, com os competidores cruzando o desafiador deserto do Atacama.

Para 2012, a rota da maior competição off-road do planeta tem grandes chances de ser alterada, e o Brasil pode ver a largada do mítico rali no Rio de Janeiro. Em matéria divulgada pela revista portenha ‘Corsa’, Etienne Lavigne, diretor do Dacar, admitiu que a prova pode cruzar praticamente todo o continente sul-americano, passando também por Paraguai, Peru, além de Argentina e Chile.

Segundo o dirigente francês, uma das possibilidades de trajeto do novo Dacar em 2012 é que a largada aconteça no Rio de Janeiro, e a chegada, em Lima, capital peruana.

A ideia de integrar a América do Sul por meio de uma competição da magnitude do Dacar, por si só, é muito interessante. O Rio de Janeiro sofre com a falta de uma grande arena para o automobilismo, uma vez que Jacarepaguá deixará de existir muito em breve, e Deodoro ainda é apenas mais um projeto. O Dacar serviria como alento para os fãs brasileiros e cariocas que sentem falta de mais competições de alto nível na Cidade Maravilhosa. Antes palco de provas da F1, Indy e Mundial de Motovelocidade, Jacarepaguá hoje é palco apenas da Stock Car, Racing Festival e campeonatos regionais. Muito pouco para o potencial do Rio. Muito pouco.

Estou na torcida para que o Dacar venha para o Brasil e para o Rio. Alavancaria ainda mais o esporte no país, assim como acontece hoje na Argentina, responsável pelo maior número de inscritos na edição 2011 do Dacar, 85.

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28/11/2010 - 10:23

O grande perdedor

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Felipe Paranhos

Outro dia eu escrevi aqui sobre Heikki Kovalainen, que eu classifiquei como um dos vencedores da temporada 2010 da F1, uma vez que passou a ser melhor considerado após a bela campanha com a Lotus. Mas aí me bateu uma dúvida: e o inverso? Quem perdeu mais com o Mundial deste ano?

Vocês é que respondem, levando em conta não o tamanho da equipe, mas o tamanho da queda. Eu voto em Vitantonio Liuzzi, mas meu parceiro de trabalho neste domingo, Juan Pablo Buergonueve, acha que foi Felipe Massa. E é páreo duro, mesmo.

Porque Liuzzi foi ridículo em alguns momentos, sendo eliminado no Q1 junto com as novatas, sendo pouquíssimo combativo, apesar de mostrar alguma competitividade em momentos esparsos — algo, aliás, que retrata toda a sua passagem na F1. Depois de 2010, o único empecilho imaginável para impedir a dispensa do italiano é a existência de um contrato para o ano que vem. Mas, como tem gente chegando com saco de dinheiro, não duvido que paguem a rescisão do contrato e levem a vaga.

Mas Massa tomou um grande baque. A temporada em si foi muito aquém do que se esperava, pelos motivos que já muito foram falados. O golpe de misericórdia veio ainda na Alemanha, com a perda de uma vitória praticamente certa. E, sim, eu acredito que uma vitória em Hockenheim pudesse mudar a maré. O psicológico de qualquer atleta é fundamental na atividade esportiva: a confiança, o embalo, a situação que se mostra favorável — o momentum, como se diz em inglês —, tudo isso poderia mudar o ritmo do ano de Felipe.

E Michael Schumacher, que saiu do olimpo para se tornar, novamente, um mortal? Assim como fez Diego Maradona ao aceitar o comando da seleção argentina de futebol, da qual foi demitido após a Copa do Mundo, Schumacher abdicou ao status de deus do esporte para se expor outra vez como alvo de julgamentos. Por um lado, acho improvável que algo apague seu histórico de conquistas, maior vencedor da história que é. Por outro, os mais novos tendem a vê-lo muito mais como este membro do meio do grid do que como o grande piloto, um dos maiores de todos os tempos, que é.

Cá pra nós, esse papo de perdedor me lembrou isso aqui:

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
24/11/2010 - 11:26

Gold and honey

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JOÃO PAULO BORGONOVE [@Borgo_]

Pois é. Passada a distração do joguinho do post anterior, vamos falar sobre a ida de Ho-Pin Tung à Indy, que já é dada como certa pelos lados de Indianápolis. Piloto pagante e tal, dizem. Não, criançada. O Tung não leva dinheiro pra FAZZT. O Tung é pretendido pela patrocinadora principal da equipe canadense, a Bowers & Wilkins, empresa britânica do ramo de redes wi-fi e home theaters.

A B&W, creio que acertadamente, olha para os lados asiáticos para turbinar seus negócios. E como ela pretende bancar dois carros com sua marca na FAZZT, não vejo problema nenhum  no fato de eles escolherem o companheiro de Alex Tagliani, que já correu – e bem – em 2010 com a marca da grande ilha estampada no carro. Um chinês, coisa inédita em categoria top, chacoalhando toda a mídia cantonesa e tal. Baita jogada.

O fato é: pilotos pagantes fazem parte da nova fase do automobilismo mundial, e não só da Indy. Como bem disse João Paulo de Oliveira, um dos pilotos mais injustiçados na Europa e no Brasil, mas um dos mais respeitados no Japão, essa é a tendência e isso já é realidade também na F1.

“Diante do que vem acontecendo, a F1 pode caminhar para uma nova era. A era de ‘quem pode’. Agora, o $$$ passa a ser essencial a novos pilotos”, comentou o atual campeão da F-Nippon em sua conta no tuíter (@JPdeOliveira).

Usando os exemplos de Pastor Maldonado e a PDVSA, e Sergio Pérez e a Telmex, JP completou afirmando que isso pode tirar muitos jovens talentos da categoria. “Acredito que a F1 continuará tendo os melhores pilotos em atividade no mundo, como há hoje em dia, mas a entrada de talentos ficará escassa”, completou. “Infelizmente, quem mais perde com tudo isso são simplesmente os fatores principais do esporte: o público e a própria categoria”, finalizou.

Pois bem. Concordo com tudo o que foi dito pelo meu xará, mas acredito que Pérez, por exemplo, é um ótimo piloto. Maldonado idem. Afinal, o nível da categoria em 2010 foi bom, e Maldona foi o campeão, com Checo em segundo. Não dá pra dizer que eles estão na F1 exclusivamente pelo lado financeiro. Até dá, dirão alguns, mas acho que seria muito injusto com os pilotos.

Edoardo Mortara, bicampeão da etapa de Macau da F3 e atual campeão da F3 Europeia, explicou bem a sua situação, que é completamente contrária à dos dois latino-americanos acima.

“O Mundial de F1 está se tornando diferente do que era por causa de dinheiro. Você precisa de muito dinheiro, coisa que eu não tenho. Você precisa de pessoas que acreditam em você, te apoiam e investem em você. E esse não é o meu caso”, disse o italiano.

É exatamente o que Oliveira disse. Porém não basta ter APENAS talento. Ele ainda é necessário, claro. Mas agora precisa ter dinheiro. É isso.

E o que a Indy tem a ver com essa nova fase da F1? Tudo. A Indy também é assim, o que nos presenteia com as barbeiragens de Milka Duno, por exemplo. (Mas a F1 tem sua Duno, um tal de Sakon Yamamoto.) Graham Rahal ficou capenga em 2010. Tony Kanaan, vejam bem, tem futuro incerto na categoria em 2011. Precisa de grana. Talento tem de sobra.

Mas defendi Tung por dois motivos. Ele não leva grana, é isso que entendi. E, cá entre nós, esse vídeo – o segundo motivo – mostra que ele não é qualquer pilotozinho. Eduardo Azeredo, companheiro dos tempos da F1 Brasil, foi quem me lembrou dessa manobra.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags:
22/11/2010 - 17:34

O legado de Ho-Pin

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Eu ia fazer um post até que grande sobre essa ida de Ho-Pin Tung para a Indy, que já é quase certa, onde o chinês vai correr pela FAZZT em 2011. Ia defender uma tese de que teremos uma corrida na China, que até construiria um oval para receber a categoria. Mas isso era tudo chute.

Pesquisando sobre o piloto, acho algo que já tinha visto, perdi e reencontrei.

Desisti de escrever.

Só tenho uma palavra: DIVIRTAM-SE.


Eis o legado que Ho-Pin Tung já deixou ao automobilismo mundial.

Crie sua pista e coloque o código nos comentários.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags:
20/11/2010 - 16:22

A nova geração

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FERNANDO SILVA
[@fernandomagall]

Além da despedida da Bridgestone e da chegada da Pirelli como fornecedora de pneus, a F1 viu nessa semana em Abu Dhabi o nascimento da nova geração na Red Bull, nova campeã mundial dos Construtores.

Daniel Ricciardo fez o nome na Marina de Yas, e no comando do RB6, bateu em 1s3 o tempo da pole de Sebastian Vettel na semana passada.

Dadas as limitações do carro que a Toro Rosso desenvolveu nesse ano, Jean-Eric Vergne também fez bom trabalho em Abu Dhabi e só não conseguiu melhorar seu tempo porque embarcou às pressas para Macau para disputar a tradicional prova da F3 nesse fim de semana.

Ricciardo e Vergne. Além do competente Alguersuari, esses pilotos são o futuro da Red Bull na F1. Todos campeões da consagrada F3 Inglesa. Vergne nesse ano, Daniel em 2009 e o catalão na temporada anterior, sempre pela equipe Carlin — que vai estrear na GP2 no ano que vem.

Em 2012, deve sobrar uma vaga na equipe matriz e outra na Toro Rosso. Mark Webber provavelmente fará sua última temporada na F1 no ano que vem, enquanto Sébastien Buemi pode ser enxotado do time de Faenza (como aconteceu com o xará Bourdais) caso o desempenho ruim apresentado nesse ano se repita. Enfim, o futuro vencedor da esquadra rubrotaurina parece mais do que garantido.

Ricciardo e Vergne. Qual deles é o mais talentoso? Qual tem maiores condições de desbancar Vettel no futuro?

Para os novatos, 2012 já começou.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/11/2010 - 12:07

Lotus Cars 1×0 Lotus Racing

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

O shakedown do novo carro da GP2, que aconteceu na última quinta-feira (18), revelou o resultado de uma disputa que tem deixado marcas no automobilismo em 2010. A disputa Lotus Cars x Lotus Racing na principal categoria de acesso à F1 culminou com a vantagem da ART, vinculada à montadora malaia Proton, sobre a Air Asia, de propriedade de Tony Fernandes e idealizada para ser a equipe B da Lotus Racing da F1.

O carro da Lotus ART, pilotado pelo mexicano Esteban Gutiérrez, está pintado em verde, com a listra amarela passando pelo centro do carro. O carro de Johnny Cecotto Jr, por sua vez, teve a pintura quase imaculadamente branca, apenas com a inscrição ‘Team Air Asia’ e o nome de um patrocinador.

Parece claro que a Proton levou esta disputa. A provável associação com a Renault vai tirar da atual Lotus as cores e referências à escuderia de Colin Chapman. A lógica é a de que o time de Tony Fernandes na F1, assim, leve o nome da companhia aérea, assim como na GP2.

Na semana que vem, as equipes da GP2 vão fazer seu último teste do ano, mas com os carros usados em 2010. O treino vai ser usado para experimentar novatos, como fez a F1 dias atrás. Jolyon Palmer, da F2, vai andar de ART e Addax. Pal Varhaug, da GP3, vai de iSport. Armaan Ebrahim deve correr de Arden.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , ,
18/11/2010 - 14:17

Que feio

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Felipe Paranhos

A Hispania foi a pior equipe da temporada 2010. Mais lenta, mais fraca, mais trapalhona. Tudo errado. A equipe mais lenta, fraca e trapalhona foi, sim, a de Colin Kolles, mas a última colocada no Mundial de Construtores foi a Virgin.

A Virgin que se disse revolucionária no início da temporada. Que fez seu carro totalmente com base em Dinâmica de Fluidos Computacional. Que apareceu com um projeto de marketing ousado, com peças descontraídas, no melhor estilo Red Bull. E que depois desapareceu.

Era de se esperar, evidentemente, que com o investimento feito e o pouco tempo para deixar o carro pronto para 2010, o time não fizesse muito, mesmo. Mas atrás da Hispania, convenhamos, fica difícil.

Os três 14º lugares da HRT com Chandhok em Austrália e Mônaco e de Senna na Coreia do Sul foram decisivos para que o time passasse a Virgin. O melhor resultado do time da Marussia também foi o 14º posto, duas vezes, uma com cada piloto.

Apesar de a Hispania ter sido um desastre no início do ano, terminou a temporada com 13 abandonos, contra 16 da Virgin, que superou os também grandes problemas de confiabilidade do princípio de 2010, mas se deparou com defeitos novos em folha.

Os Virgens têm o apoio financeiro da Marussia, mas não fecharam a parceria técnica que pretendiam com a Renault. Os Hispânicos não têm dinheiro, mas já garantiram ao menos o câmbio da Williams. Quem leva a disputa em 2011? Não faço a menor ideia.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
16/11/2010 - 17:45

Nico Erik Rosberg

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Apresento-lhes Nico Erik Rosberg ou, segundo o passaporte do piloto alemão, Britney Spears.

A brincadeira, segundo Nico divulgou em seu tuíter,  foi feita por alguém que ele não faz ideia quem seja. “Aceito em Dubai. A recepcionista ficou chocada quando viu meu passaporte. Alguém colocou a foto da Britney em meu passaporte. Não faço ideia de quem tenha sido”, disse o sétimo colocado do Mundial em sua conta na rede de microblogs.

Dispensa comentários.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags:
14/11/2010 - 16:17

Red Bull: título sem mácula

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Felipe Paranhos

Valery Rozov, do Base Jump, saltou de um helicóptero, voou em uma roupa especial e parou dentro da cratera de um vulcão. Em atividade. Travis Pastrana, multiesportista, bateu recordes de salto em distância com um carro de rali e chegou a saltar em queda livre, sem paraquedas e tomando um energético.

Terry Adams superou a dislexia para virar um campeão do BMX Flatland. Rebecca Rusch fez história ao comandar uma equipe de homens em uma edição do Eco Challenge. Robbie Maddison saltou de 25 metros de altura e pousou numa réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas.

Sandro Dias, o Mineirinho, foi o primeiro skatista a conseguir o 900º — manobra em que o atleta dá duas voltas e meia no ar — em uma competição oficial. Shaun White, snowboarder, foi o primeiro a conseguir medalhas nos X-Games de verão e inverno, em dois esportes diferentes.

Carolina e Maria Clara, filhas da ex-jogadora Izabel, foi a primeira dupla de irmãs a conseguir uma medalha em uma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Felix Baumgartner foi o primeiro a cruzar o Canal da Mancha voando em um wingsuit.

Todos estes são patrocinados pela Red Bull. Todos eles têm algo inovador em seus currículos.

O negócio da Red Bull não é vender carro. Por isso, eu duvidava que a marca maculasse sua imagem vitoriosa com um jogo de equipe na F1 — embora fosse absolutamente compreensível e honesto se isso fosse feito. Mas não foi preciso.

O negócio da Red Bull é vender latinhas para o jovem que, por algumas horas, espera se sentir melhor, mais forte — com asas.

O negócio da Red Bull é patrocinar a inovação. E Sebastian Vettel foi o piloto mais jovem da história da F1 a marcar pontos, obter uma pole, vencer uma corrida e conquistar um título mundial.

Um título de Webber seria comemorado, claro, pela visibilidade da marca, pelo número 1 na carenagem do carro de 2011, por recuperar um piloto que parecia semiaposentado.

Mas é Vettel o retrato do carisma, da inovação, da renovação, da Red Bull.

Apostar cedo em Sebastian foi o investimento perfeito, deve pensar um certo Mateschitz na madrugada austríaca.

* P.S.: A curitibana Marília Compagnoni e o Gabriel de Amorim, aqui nos comentários, notou uma coisa interessante nesta foto aí de cima. Cadê o Webber? Hum… Como diria aquele apresentador de TV muso das nossas avós, significa.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
07/11/2010 - 00:02

Velha história

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Felipe Paranhos

Diretor do Paddock Club é assaltado no centro de São Paulo

É, essa nota é do ano passado. Às vésperas do GP do Brasil.

E isso aqui?

“- Este Rolex é verdadeiro?
– Gostaria de uma oitava caipirinha?
– Devo parar no sinal vermelho?
– Você gostaria de conhecer uma garota muito bonita que eu conheço?
– Esta é realmente uma garota?
– Você gostaria de mais carne?
– Gostaria que eu estacionasse seu carro?
– Já considerou a possibilidade de viver com apenas um rim?
– Devo parar se um carro bater na minha traseira?
– Minha esposa vai acreditar que a calcinha sensual que eu trago na minha mala é um presente para ela?”

Isso aqui é uma brincadeira da Red Bull com o Brasil, lançada ano passado. Às vésperas do GP do Brasil.

Button sofre tentativa de assalto na saída do autódromo de Interlagos

Essa é de deste sábado. Véspera do GP do Brasil.

E ano que vem?

E em 2014, ano de Copa?

E em 2016?

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
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