Publicidade

Publicidade
17/01/2011 - 16:26

Pouca quantidade, muita qualidade

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA

PARATY — A redução drástica do número de brasileiros [de 24 para nove] entre as edições de 2010 e 2011 do Dacar foi abordada pela Revista Warm Up de dezembro. Nela, os pilotos e navegadores contaram que o alto custo foi o maior adversário para que mais competidores representassem o verde-e-amarelo no maior rali do mundo. Mas recursos escassos à parte, todos os participantes brasileiros, cada qual segundo suas condições, fizeram bonito durante a prova, obtendo resultados até surpreendentes. A começar pelas motos.

Jean Azevedo voltou a competir sob duas rodas depois quase três anos correndo com carros. Sua última participação em um Dacar com motos havia sido na edição de 2007, ainda no continente africano. O paulista de 36 anos terminou a competição em uma ótima sétima posição — a melhor da história de um brasileiro no Dacar na classificação geral —, terminando atrás somente dos pilotos das equipes de fábrica da KTM, Aprilla e Yamaha. De quebra, Jean faturou também o título da Super Production.

Pentacampeão do Rali dos Sertões, Zé Hélio estava próximo de obter um top-10 nas motos. E o brasileiro vinha bem, andando próximo do ritmo dos companheiros de equipe Frans Verhoeven e Paulo Gonçalves. Mas uma queda sofrida na sexta etapa, entre Iquique e Arica, adiou seus planos para 2012. Vicente de Benedictis também abandonou com problemas em sua Honda em sua segunda participação no Dacar. Levando em conta a limitação de seu equipamento, o brasileiro alcançou a participação esperada.

André Azevedo sabia que tinha equipamento inferior ao ‘exército russo’ da Kamaz, liderado pelo agora heptacampeão Vladimir Chagin. Mas o veterano do Dacar flertou com o top-5 por bastante tempo, até o Tatra quebrar no meio do Deserto do Atacama, pulverizando suas esperanças e também dos parceiros Mira Martinec e Maykel Justo.

Nos carros, Guilherme Spinelli e Youssef Haddad deram sequência à parceria vitoriosa com mais um bom resultado. A dupla da Mitsubishi, campeã do Rali dos Sertões, melhorou a colocação do ano passado, fechando a competição em nono. Cinco posições atrás, fechou a prova a nova dupla brasileira, formada por Marlon Koerich e Emerson Cavassin, que garantiram o título de ‘rookie’ do ano. Marlon jamais havia corrido o Dacar, e mesmo assim, completou a prova sem maiores problemas.

O saldo é altamente positivo. Dentre os pilotos que terminaram, dois alcançaram o top-10 geral e Koerich/Cavassin faturaram o título de estreantes, que já era o objetivo traçado antes mesmo da largada em Buenos Aires. Uma pena somente que o rali não tenha no Brasil o mesmo apelo de mídia que tem na Argentina, por exemplo. A exposição na mídia foi escassa, salvo algumas boas exceções, bem diferente da qualidade demonstrada pelos pilotos brasileiros nas trilhas do Dacar. Que venha 2012!

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:

Ver todas as notas

3 comentários para “Pouca quantidade, muita qualidade”

  1. Ricardo B. disse:

    Para as grandes mídias, o que acontece na Argentina e no resto da América Latina é deixado em segundo plano. Se o Dakar fosse algo como “Rali Miami-New York”, aposto que davam mais atenção.

  2. PHILIPE SPEED disse:

    PARABÉNS GUERREIROS!!!!

  3. Alex disse:

    Realmente, o Globo Esporte por exemplo, sequer citou o Rally… Vi alguns pequenos flashes no Esporte Espetacular. Lembro que uns anos atrás a Globo chegou a enviar até uma equipe para cobrir in-loco a competição na África, mas ali com certeza tinha dedo da Petrobras, já que nas reportagens só citavam os brasileiros da equipe! Ignoraram por exemplo o ótimo desempenho da Troller!

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo