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13/02/2011 - 10:52

Um Abu Dhabi diferente

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Felipe Paranhos

Eu acho o circuito de Abu Dhabi uma aberração. Limitado pela área do hotel baseado na Marina de Yas, o traçado não possibilita ultrapassagens e produz deformidades como o Petrov segurar o Alonso uma corrida inteira tendo um carro bem mais lento e o Grosjean, na GP2, não conseguir sequer colocar o carro ao lado do Bianchi mesmo virando várias voltas mais rápidas.

Mas esse vídeo contradiz parte do que se diz sobre a pista. Na noite de ontem, depois da corrida da GP2 Àsia que deu a vitória a Stefano Coletti, James Courtney e Jason Bright, da V8 Supercars, travaram linda disputa nas últimas voltas, com algumas ultrapassagens entre si. Na F1, em 2009, Button e Webber também protagonizaram uma boa briga, mas, talvez por conta das condições da pista para monopostos, o inglês não conseguiu ultrapassar, mesmo tendo carro para isso.

O vídeo tem dez minutos, vale a pena ser visto inteiro. Além disso, é em HD, tá bonitão.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2, V8 Supercars Tags: , , , , , , , ,

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40 comentários para “Um Abu Dhabi diferente”

  1. Faria disse:

    Isso é automobilismo! Isso é corrida de carro, lado a lado, toques, porta com porta …. vai pra p….. show de bola.

  2. junio messias disse:

    e oq eu sempre digo e sempre vou dizer nao existe circuito ruim e sim regulamento tecnico ruim
    o menu do wtcc ja andou nesses carros e achou eles muito dificeis de se frear e olha q o cara e campeao do wtcc e edesse jeito q a f1 tem q ser

  3. Erivelto disse:

    Será que, além da capacidade de frenagem que o Ivo disse, não teria algo a ver com a aerodinamica dos F1s? Digo que, quando um carro está atrás de outro, bem próximo, e tenta uma ultrapassagem o downforce muda muito. Acredito que nessa corrida de V8 o downforce não mude tanto, propocionando mais ultrapassagens. O que vc acha Felipe?

    • Felipe Paranhos disse:

      O grande problema está na aerodinâmica, não na frenagem. Fosse tão simples, era só diminuir a capacidade de frenagem dos carros, não haveria razão para que existisse um grupo de trabalho técnico motivado a criar mais ultrapassagens na F1.

  4. FABIANO disse:

    FANTASTICO

  5. Ivo disse:

    Ae já discordo de vc Felipe, se o grupo técnico da FIA adiantasse algo não pensariam nas regras ridiculas que tem pensado, nem nas alterações aerodinamicas que pensam. Lógico que a aerodinamica influe muito, mas a questão da frenagem nem passa pela cabeça dos caras pela questão da SEGURANÇA, ninguém vai sugerir que se diminua a capacidade do freio de uma jabiraca que vai a mais de 300 km/h. Desde a época do Senna, Piquet, Prost, Mansell, qdo ainda tinhamos ultrapassagens na F-1 a aerodinamica já era sinistra, ainda mais se pensarmos na época do carro asa. Mesmo com carro asa neguinho ultrapassava na maior, porque? Porque tinha culhão pra freiar depois, simples assim, sim.

    • Felipe Paranhos disse:

      Se alterar a frenagem dos carros altera a segurança, fodam-se as ultrapassagens. Simples assim.

  6. João Ferreira disse:

    Corridão…..mas como os carros tecnicamente são parecidos, o que vale é o “braço”….

  7. EduardoRS disse:

    Prova de que o problema não são as pistas, são os carros. Não adianta o Tilke inventar trocentas pistas com “pontos de ultrapassagem”, se os carros freiam 20 metros antes das curvas. Aí é impossível dividir freiada.

    • Felipe Paranhos disse:

      Não, porque o outro carro pode frear 19 metros antes da curva. O limite continua existindo, as consequências por passar dele também. Não acho que seja esse o problema.

  8. Rafael Nunes disse:

    Um dos dois carros andou o tempo todo com os faróis acesos enquanto o outro estava com eles apagados. Isso faz uma boa diferença na performance a favor de quem os mantém apagados. Não há regra que defina isso?

  9. Gabriel Souza disse:

    Uau! Não imaginava que tal disputa pudesse acontecer nessa pista.

    Minha opinião sobre ela continua: é muito chata.
    Mas esta disputa comprova que o maior problema da F1 está nos carros.

    Felipe, não sei se isso é válido, mas a largura dos F1 atuais não é mais um elemento que dificulta as ultrapassagens? Digo, um carro mais estreito não está mais sujeito a turbulência do que um mais largo?

    Abraço!

  10. Ivo disse:

    Felipe, concordo que o limite ainda está lá, a questão é que não cabem dois carros dividindo curva num espaço tão pequeno, 20, 19 metros, enquanto que se isso fosse reduzido, tanto no freio qto na aerodinamica, as ultrapassagens ocorreriam de forma mais natural. Acho que é um conjunto das coisas, mas em termos de aerodinamica pouco há de se fazer, acredito inclusive que os carros antigos, especialmente os asas, eram mais velozes durante (no meio) as curvas que os atuais. Acho que o problema definitivamente não esta só nos carros, mas nas pistas, os f-1 estão precisando de pistas próprias pra eles, não por acaso que os melhores grandes premios SEMPRE são nas mesmas pistas (spa, suzuka, interlagos, turquia, ou qdo chove. Pistas com grandes retas e curvas de 90 graus não são desafio pra um f-1 atual, nem pontos de ultrapassagem, se o cara da frente não errar, não passa, a questão da tubulencia numa reta com curva fechada no final influencia nada ou quase nada.

  11. Lucio disse:

    Qual a diferença disso para as disputas da Stock Car brasileira? Pô, vamos ficar aqui babando para uma categoria que se parece tanto com algo que já temos????

    • Felipe Paranhos disse:

      Parece, é? É, são carros de turismo, têm quatro rodas, um piloto. Parece bastante.

    • Diogo disse:

      Lucio, lá na V8 Supercars são carros de verdade, com monobloco e lataria. Na “nossa” Stock, são gaiolas de metal com uma casca de fibra.

  12. Davi Ribeiro disse:

    Por que será que na F1 ninguém consegue ultrapassar depois de 1200m de reta? Será que o problema é da pista? É muito fácil culpar os Tilkódromos, mas o problema é realmente este? Parece claro que não. O problema está no outro componente, os carros, ou melhor, nas consequências do efeito aerodinâmico destes.
    E o que é preciso? Sentar todo mundo – pilotos, engenheiros, projetistas de pista e chegar a um regulamento técnico que permita ultrapassagens.

Os comentários do texto estão encerrados.

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