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15/02/2011 - 21:32

O preço…

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Felipe Paranhos

…que se paga às vezes é alto demais. A GP2 Ásia, que sabe lá por que razão, simplesmente não corre em China e Japão, chegou ao Bahrein neste início de semana. Só que, na verdade, não chegou. Isso porque, inspirado pelas manifestações no Egito, o povo barenita está nas ruas protestando contra o governo do país.

(A maioria do povo é xiita. Cerca de 70%. Só que o governo, em regime de monarquia, é sunita. Os grupos que estão nas ruas pedem liberdade para a oposição política e a abertura de espaços  por parte dos sunitas no governo. Entre os gritos da população, estava o ‘Nem xiitas, nem sunitas, somos todos barenitas’.)

Muito tem se falado sobre a possibilidade de os manifestantes usarem a F1 para expor suas questões, mas o fato é que neste fim de semana tem corrida. E posso dizer aqui que as coisas estão muito atrasadas por lá. Soube que, apesar de a quinta-feira ser o dia de deixar tudo pronto para o GP, os boxes ainda estão vazios, nada chegou, nem equipamentos.

Com tudo atrasado, as equipes esperam deixar tudo pronto em tempo recorde para a prova. No Twitter, Luiz Razia mostrou otimismo e declarou que espera que tudo esteja pronto a tempo. “Tem protesto aqui perto do hotel no Bahrein, e os carros da GP2 ainda nao chegaram por esses motivos. Vamos ver o que vai acontecer. Nos resta pegar os camelos e fazer um CamelGP , pelo menos vai dar para ultrapassar heheheh!!!! Vamos resolver a situação, no problemss!!!”

Esperamos que o GP aconteça normalmente.

[Atualização: os treinos livre e classificatório, marcados para esta quinta-feira, foram adiados para a sexta-feira. Na noite de ontem, duas pessoas morreram e dez ficaram gravemente feridas após a dura repressão aos protestos. Já são quatro mortes nas manifestações. Pelo que dá para perceber aqui de longe, não acho que vai ter corrida neste fim de semana. Aguardemos.]

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , ,

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1 comentário para “O preço…”

  1. Verde disse:

    “A GP2 Ásia, que sabe lá por que razão, simplesmente não corre em China e Japão, chegou ao Bahrein neste início de semana.”

    O Japão é um trambolho estagnado desde os anos 80. Não é mais a menina dos olhos econômica de ninguém.

    Quanto à China, não faço idéia.

    Os países árabes devem ser os únicos que se dispõem a pagar cifras bilhardárias para sediar as corridas. Por quê? Sei lá. Na melhor das hipóteses, extravagância. Na pior, eu sugeriria uma investigação sobre de onde a grana REALMENTE vem (petróleo à parte) e, principalmente, para onde ela REALMENTE vai.

Os comentários do texto estão encerrados.

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