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Arquivo de março, 2011

30/03/2011 - 17:52

F1 2011

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Felipe Paranhos

A Codemasters confirmou no último fim de semana a data de lançamento de F1 2011, terceiro jogo da série sob seu comando. A versão 2009, só pra Wii e PSP, era fraquinha, feita às pressas. A 2010 já melhorou bastante e inovou com um modo carreira interessante. Não à toa, foi um game de sucesso, ganhou prêmios e tudo.

O jogo sai em 23 de setembro, só um dia após a data do ano passado. Para este lançamento, os consoles são os mesmos: PlayStation 3, XBox 360, além do PC. Numa data posterior, versões para 3DS e NGP, os novos portáteis de Nintendo e Sony, também estarão nas lojas.

Grosso modo, é a mesma coisa de sempre: os circuitos, equipes e pilotos de 2010. Mas a nota da Codemasters traz um teaser interessante sobre o jogo, particularmente no que tange aos jogadores que buscam uma inserção maior na história. “Em F1 2011, os jogadores serão desafiados ao ‘Seja o piloto, viva a vida, vá competir’, com amplos avanços técnicos e de jogabilidade dentro e fora da pista, além de componentes muito ampliados de competição e cooperação multiplayer.”

Só tenho um pedido: façam um replay decente e com várias câmeras, ok? O do F1 2010 é uma bosta.

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Autor: - Categoria(s): F1, Virtual Tags: , , , , , , ,
29/03/2011 - 16:29

Amor de irmão

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Felipe Paranhos

Lewis Hamilton tem um irmão mais novo, Nicholas Hamilton, de 19 anos. E Nick vai estrear no automobilismo neste próximo fim de semana, no circuito de Brands Hatch, em uma corrida da Copa Renault Clio Britânica.

Hamilton não poderia comparecer à prova. Afinal, está na Austrália, onde a F1 correu no último domingo, e o próximo GP é na Malásia, a algumas poucas horas de voo. Mas ele resolveu pedir à McLaren para viajar à Inglaterra e assistir à primeira experiência profissional de seu irmão no esporte a motor.

“Não posso perder a primeira corrida de meu irmão. Está tudo ok, posso dormir no voo. Posso continuar neste fuso horário. Vou para ver sua classificação e a corrida e, então, volto. Eu e meu irmão somos próximos. Todos têm problemas na vida, mas tem sido difícil para ele. Posso entender o que ele passou porque eu sou a pessoa mais próxima dele, mas nem eu posso compreender como deve ter sido passar pelas dificuldades que ele passou. E, agora, ele tem a oportunidade de viver o sonho por ele mesmo. Eu e meu pai estaremos lá”, disse Lewis.

Nicholas tem paralisia cerebral. E isso é o menos importante.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
29/03/2011 - 13:19

Um gesto de honra

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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um aniversário de 30 anos não pode passar em branco. Ainda mais se for relacionado a um fato histórico, desses que jamais seriam vistos atualmente. Refiro-me ao GP do Brasil de 1981. À época, tinha apenas um ano de idade, um ano e 17 dias, para ser mais exato. Mas depois, acompanhando a F1 e suas histórias fantásticas, soube que essa corrida marcou época. Foi o dia que um piloto virou as costas para a execução de um jogo de equipe, injustificável em um começo de temporada.

Num gesto de macheza, orgulho ou simplesmente amor pelo esporte, Carlos Reutemann não se curvou aos apelos que vinham dos boxes da Williams, que pedia incessantemente para que o piloto abrisse passagem para o companheiro de equipe Alan Jones, tido como primeiro piloto, e venceu a prova debaixo de muita chuva em Jacarepaguá, que viveu bons tempos na década de 80, ao contrário de hoje.

Jones havia sido campeão em 80 superando Nelson Piquet. Era natural que o australiano fosse eleito como primeiro piloto da Williams, que à época contava com patrocínio maciço de empresas da Arábia Saudita. Mas a dupla do time britânico era muito forte, e Reutemann sempre contou com um retrospecto vencedor: foram 12 vezes no lugar mais alto do pódio desde sua estreia em 1972. Apesar de Alan ser o preferido de Frank Williams, o argentino não se intimidou com o colega de time.

O oceânico começou 1980 vencendo o GP dos Estados Unidos, que era tradicionalmente disputado em Long Beach, que hoje sedia a etapa mais importante da Indy depois de Indianápolis e Las Vegas. Jones viu o companheiro cruzar a linha de chegada em segundo, enquanto o rival Piquet foi o terceiro. A vantagem de cinco pontos para o piloto da Brabham com apenas uma prova realizada foi o suficiente para a Williams optar pelo campeão em detrimento de Reutemann, que jamais aceitou tal condição.

A resposta do argentino aconteceu duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Lole, como é conhecido até hoje, já havia vencido a prova em Jacarepaguá três anos antes e se dava melhor na pista do que Jones, que jamais ganhou no Brasil. Melhor que Reutemann, só Piquet, que garantiu a pole-position daquela etapa.

Mas o brasileiro optou por pneus para pista seca, mesmo com o asfalto molhado. Carlos pulou para a ponta, seguido sempre por Jones. O argentino liderou de ponta à ponta e desobedeceu, ignorou mesmo as placas de sua equipe que pediam para trocar de posição com o então número 1 do mundo, vencendo a corrida com autoridade. A coragem de Reutemann causou desconforto na Williams, que praticamente não esteve presente à festa de premiação. Jones foi ainda pior e se ausentou do pódio em Jacarepaguá.

Infelizmente, o gesto de Reutemann — hoje Senador da República pela província de Santa Fé — atualmente é considerado areia no deserto. Coincidência ou não, dois brasileiros — Rubens Barrichello e Felipe Massa — abriram mão de suas vitórias recentemente para oferecê-las a seus respectivos companheiros de equipe, Michael Schumacher e Fernando Alonso, sempre pela Ferrari. À época, ambos alegaram profissionalismo para adotar tal postura, que é injustificável aos olhos do torcedor. O gesto de Lole foi, é e será sempre incomparável, imortal.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
29/03/2011 - 02:18

Em primeiro lugar

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Felipe Paranhos

A história é de sexta, mas esperei a agonia da F1 acabar para escrever sobre isso aqui. Vanina Ickx, filha de Jacky, estrearia no FIA GT1 neste último fim de semana, em Abu Dhabi, ao lado de Antoine Leclerc. Só que, por questões de segurança, teve que ficar fora da etapa de abertura da temporada.

Não, nada de ‘mulher no volante, perigo constante’. Não me venham com essa. É que Vanina tem só 1,55 m, enquanto Leclerc mede 1,88 m. A equipe Belgian Racing não conseguiu deixar o banco do carro em uma posição que fosse confortável para os dois pilotos.

“Simplesmente, não foi possível, com o equipamento que temos aqui em Abu Dhabi, encontrar uma posição que fosse segurar para Vanina. Antoine é muito alto e, quando tentamos adaptar a posição no carro para ela, nós a deixamos muito baixa no banco ou com o capacete perto demais da barra estrutural. Segurança é primordial, então tomamos a decisão certa”, disse o diretor da equipe, Laurence Hanssen.

No lugar de Vanina, pilotou Fabien Giroix, experiente piloto com vitórias nas 24 Horas de Le Mans e de Nürburgring. A dupla abandonou cedo na corrida de domingo. A moça, por sua vez, vai estrear em casa, no circuito de Zolder, Bélgica, em 9 e 10 de abril.

Não foi tão ruim, afinal. E é legal ver que a segurança segue sendo levada em conta.

Autor: - Categoria(s): FIA GT1 Tags: , , , ,
27/03/2011 - 04:57

As coisas mudam

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Felipe Paranhos

Eu costumo dizer que o fã e o jornalista de automobilismo em geral  são muito cruéis na avaliação dos pilotos. O cara tem 19, 20, 21 anos, e tem de ler e ouvir que não tem talento, que é vaca brava, que só faz besteira, que não tem futuro.

Meu exemplo número 1: Pastor Maldonado. Acompanho a GP2, minha categoria preferida, de perto desde sua criação, muito antes de eu entrar no Grande Prêmio. Vi o venezuelano correr durante quatro anos. Falei mal do rapaz, disse que era o pior piloto das principais categorias — não por não ter talento ou ser rápido, mas pela quantidade de besteiras que era capaz de fazer, arruinando corridas de adversários. Fui até mal-interpretado na ocasião, para variar. Mas acho quis fazer polêmica ao usar o termo ‘pior’, não era bem isso que eu queria dizer.

Pouco depois de escrever esse post, em 2009, percebi que estava sendo injusto com ele que nem todos os que eu criticava. E não deu outra: em 2010, na Rapax, Maldonado foi supremo, dominou a temporada da GP2 e garantiu, com a força do seu patrocinador, sim, mas com ótimos resultados também, sua vaga na F1.

Ainda assim, o agora piloto da Williams entrou na temporada 2011 sob desconfiança, com o rótulo de ‘perigo constante’. Os menos informados trataram Pastor como um pagante qualquer, assim hereticamente, como fazem com Sergio Pérez, este uma grande promessa.

Chego, então, onde queria: falou-se tanto do Maldonado por aí, que quem teve um fim de semana inconstante, repleto de erros e besteiras cometidas na pista, foi Barrichello. Depois de bons treinos livres, errou sozinho na classificação e foi parar na brita, jogando fora o Q2. Largando em 17º, se envolveu em um lance, embora de corrida, que o jogou para último logo depois da partida. E, quando fazia ótima corrida de recuperação, cometeu uma falha infantil, como piloto da GP2, ao tentar ultrapassar Nico Rosberg. Acabou com a corrida do alemão — justamente como Maldonado fazia no passado. Pastor tem 26 anos recém-completados.

Maldonado pode até lembrar na F1 os tempos em que custou o maior orçamento pós-acidente da história da equipe Piquet Sports na GP2. Pode bater nos 18 GPs por vir. Mas não merece mais o rótulo de inconstante dos primeiros anos da categoria de acesso. Tem mostrado o contrário, e o fez em Melbourne, sendo discreto até ser traído pelo carro da Williams na décima volta do GP da Austrália.

Exemplo 2: Vitaly Petrov. Nunca foi brilhante. Mas é esforçado demais, segundo conversei com um ex-colega de trabalho dele na GP2. Com a ajuda do dinheiro russo, andou quatro anos na categoria de acesso, três deles em equipes competitivas — primeiro a Campos e depois sua sucessora, a Addax.

No seu último ano na categoria, foi vice-campeão, atrás de um dominante Hülkenberg. Chegou à F1 pela Renault, equipe em queda, que aceitou o dinheiro — que nem era tanto assim em relação a níveis Maldonadísticos — e o risco de empregar um novato sem conquistas na carreira. Petrov não foi bem na estreia na F1. A Renault enrolou tanto quanto foi possível para renovar seu contrato, mas acabou estendendo o acordo. E Vitaly ouviu — não taaanto assim, porque o inglês já é meio macarrônico, imagina o resto dos idiomas — que era incapaz, fraco, batedor. Afinal, como pode surgir piloto bom da Rússia?

Aí Kubica sofreu o tal acidente no rali. Ficou fora da temporada. E a Renault foi buscar Heidfeld. Petrov ficou quieto, fazendo quilometragem na pré-temporada, conduzindo o desenvolvimento do R31.

Na corrida de abertura do Mundial, Heidfeld foi pífio, eliminado no Q1 da classificação, terminando em 14º a corrida. E Petrov, largando em sexto, subiu no pódio. O automobilismo é muito ingrato com pilotos jovens. Quem sabe Vitaly não dá um banho no ótimo Heidfeld? Claro, os que jogaram o russo aos crocodilos vão esquecer o que já disseram.

A verdade é que muita gente só vê e acompanha a F1. Não vê categoria de base, não acompanha turismo, não assiste o automobilismo de fato, não se informa. E não vê que as coisas mudam.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags:
26/03/2011 - 12:53

VIPs

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Felipe Paranhos

Por pouco a Red Bull não tem um prejuízo bastante grande por causa de uma situação absolutamente curiosa neste sábado (26), em Melbourne.

Meia hora antes do início do treino classificatório, a equipe organizava uma visitação à garagem para os seus convidados VIPs. Os seres humanos dotados de boa condição financeira e contatos andavam pelas instalações energéticas, sempre coordenados por um funcionário do time, como é praxe.

Mas um serelepe rapaz deu um perdido no tio que comandava a excursão. E foi olhar de perto o carro de Mark Webber. E resolveu se apoiar no carro para tirar uma foto. E crec, quebrou a carenagem na região da entrada de ar no topo do RB7, aquela em cima da cabeça do piloto.

Esta entrada de ar não é lá uma coisa que se quebre muito na F1. Por isso, houve um breve sufoco para que fosse colocada uma nova peça no lugar da que o panaca quebrou. Só tinha uma na reserva. E foi ela que entrou na pista para que Webber marcasse a terceira melhor marca do treino que definiu o grid de largada.

Meia hora de semicaos na equipe, pra montar as coisas a tempo de ir à pista no Q1…

Mas deu tudo certo.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
23/03/2011 - 23:11

Pastor Vettel

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Felipe Paranhos

Sério, sério: quem teve a ideia de levar o Vettel pra TOSQUIAR uma ovelha há dois dias de um GP?

Essas ações promocionais se superam a cada dia.

Quando eu vejo essas fotos, só me lembro dessa aqui, do Nicola Larini, à época na Osella, em 1989, provavelmente pra uma matéria daquelas falando sobre como o piloto relaxa em casa e tal. Antológica. Faz tempo que tô querendo encaixar aqui no blog. Por que diabos alguém tem uma máquina de caça-níqueis em casa? A lógica não é ganhar dinheiro? Vai levar grana de você mesmo? Vai entender.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
21/03/2011 - 13:53

Senna, 51

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Felipe Paranhos

Hoje, 21 de março, Ayrton Senna faria 51 anos. A despeito da mitificação em cima do tricampeão, que acho exagerada, é inegável a importância dele para as gerações seguintes do automobilismo. Uma prova disso? Coletei algumas declarações recentes, aleatórias, de atletas da atualidade sobre aquele que para muitos é o maior da história.

“Ele é a fonte de motivação não só para mim, mas para muitos outros pilotos”
(Natalia Kowalska, da F2, à Revista Warm Up 12)

“François Cevert, do Gilles Villeneuve e do Ayrton Senna. Senna é talvez o início do profissionalismo real e do esforço intenso em cada aspecto
(Jérôme D’Ambrosio, da Marussia Virgin na F1, quando perguntado sobre quem seriam seus “heróis” no automobilismo)

“Um ídolo nacional, de todo mundo. Mudou a geração, mas acho que o nome Senna ainda continua sendo muito forte, presente”
(César Cielo, em reportagem do Grande Prêmio)

“Ele era um ídolo de todos. Ele me inspirou muito, na forma como defendia o país, como levava a bandeira. O que fazia e o que ele deixou de legado para que o país crescesse. Então, posso dizer que ele foi uma inspiração como esportista e como pessoa”
(Giba, do vôlei, na mesma reportagem)

“É inspirador como ele levava a sua carreira de muito exemplo para todos os jovens brasileiros, inclusive eu”
(Luiz Razia, da Air Asia na GP2, ao Grande Prêmio)

“Uma especie de Pelé do automobilismo”
(Lucas Di Grassi, ex-piloto de F1, na mesma reportagem)

“Acho que o Senna sempre será considerado um mito pelas suas conquistas, talento e estilo de conduzir. Mesmo depois de tanto tempo, todo mundo no meio do automobilismo ainda lembra dele como o melhor ou um dos melhores de todos os tempos”
(Enrique Bernoldi, piloto do FIA GT1, ao Grande Prêmio)

“Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender… Foi ótimo, não tem nem o que falar”
(Cristiano da Matta, na mesma reportagem)

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , , , , , ,
17/03/2011 - 17:25

Alívio imediato

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Felipe Paranhos

A gente tem falado aqui da crise grave do automobilismo brasileiro na formação de pilotos e desenvolvimento destes para a F1, mas existe a chance de a previsão minha e do Felipe Massa receber um prazo maior para acontecer. Isso porque há brasileiros que iniciam a temporada com boas chances de título em 2011.

Vamos ao primeiro deles: Felipe Nasr. O brasiliense vai correr pela Carlin, principal equipe do automobilismo britânico, e vem fazendo ótima pré-temporada. A F3 Inglesa fez quatro dias de teste até agora. Nos dois primeiros, em Rockingham, o brasiliense dominou. Nos dois mais recentes, em Silverstone, foi segundo colocado, batido por pilotos diferentes: primeiro o colombiano Carlos Huertas, depois o malaio Jazeman Jaafar, ambos da mesma equipe.

Sempre peço aqui pra que as pessoas segurem um pouco a expectativa sobre Nasr, que, afinal, é um menino de 18 anos. Mas é fato que é muito talentoso. Sorte pra ele, que escolha os caminhos certos. E que tenha grana suficiente para ir além.

O outro nome forte este ano é Cesar Ramos. O atual campeão da F3 Italiana testou pela F2 e foi muito competitivo logo de cara, a despeito de o carro feito pela Williams ter mais do que o dobro de potência. Decidiu correr na World Series e, apesar de ser estreante, vem conseguindo um desempenho excelente.

No seu primeiro dia de testes pela categoria apadrinhada pela Renault, que tem motor em média ainda mais forte que o da F2, emplacou um sexto lugar, 0s1 mais lento do que Alexander Rossi, companheiro e promessa norte-americana. No segundo dia em Aragon, foi o quarto, 0s16 atrás do parceiro de Fortec.

Em Barcelona, os treinos foram marcados pelo tempo chuvoso e por condições variáveis do circuito. Ramos foi nono no primeiro dia e 14º no segundo, em que não conseguiu andar com pneus de pista seca e, portanto, não teria como andar no ritmo dos líderes.

Ramos deve brigar ali entre os cinco primeiros no extremamente competitivo grid da World Series. E, se não acontecer, não tem problema (exceto financeiro, se houver): é primeiro ano, dá pra tentar mais uma vez. O favoritíssimo para 2011 é Daniel Ricciardo, reserva da Red Bull/Toro Rosso, na maior barbada entre as séries de acesso à F1. Só que a chance de ele substituir Sébastien Buemi ou Jaime Alguersuari durante a temporada é muito grande. Não acredito no australiano correndo até o fim da disputa.

Há três datas em comum entre World Series e F1, somente uma no fim da temporada, quando essa substituição seria mais provável. Entretanto, não sei se a Toro Rosso repetiria a permissão para terminar o campeonato da categoria de base como fez com Jaime Alguersuari em 2009, para depois ouvir o espanhol reclamar de falta de adaptação durante 2010 inteiro. Se Ricciardo não chegar ao final da disputa, mais uma chance para que Ramos, Wickens, Rossi e companhia lutem pelo troféu no fim do ano.

Autor: - Categoria(s): F3, World Series Tags: , , , , , , ,
16/03/2011 - 17:48

Marussia Virgin e a World Series

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Felipe Paranhos

Trabalhar com nerds é difícil. É duro trabalhar com gente que sabe a data de nascimento do Jazeman Jaafar. O dia da primeira vitória de Riki Christodoulou. Que sabe quantos pilotos Daniil Move ultrapassou na sua estreia no kart.

Pois sim. Digo isso porque eu pensei que tinha tido uma sacada razoavelmente boa, ao perceber que o canadense Robert Wickens fechou pela Carlin na World Series com o patrocínio da Marussia e um layout bastante parecido com o da Virgin.

Aí fiquei pensando, somente como conjectura, no fato de que a Marussia Virgin, a famosa MVR ou MRV ou até RMV da RGT, ainda não anunciou seus reservas para 2011. E vai que ele aparece… Sem falar que, como a Virgin não tem representação nas categorias de base (atualização: aliás tem, mas só na GP3), Wickens pode ser um nome para o futuro da equipe, caso renda bem em 2011.

Foi quando eu vi que o colega Felipe Giacomelli, dono do blog World of Motorsport, já havia falado sobre isso. Em detalhes, neste post. Ontem, ainda por cima. Mas, apesar de tão atento, ele não viu algo que eu vi. Por algum motivo, ele treinou em Aragon, semana passada, com o capacete da época que era apoiado pela Red Bull. 1×1, Giaco.

Amanhã falo mais sobre a World Series.

Autor: - Categoria(s): F1, World Series Tags: , , , ,
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