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29/03/2011 - 13:19

Um gesto de honra

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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um aniversário de 30 anos não pode passar em branco. Ainda mais se for relacionado a um fato histórico, desses que jamais seriam vistos atualmente. Refiro-me ao GP do Brasil de 1981. À época, tinha apenas um ano de idade, um ano e 17 dias, para ser mais exato. Mas depois, acompanhando a F1 e suas histórias fantásticas, soube que essa corrida marcou época. Foi o dia que um piloto virou as costas para a execução de um jogo de equipe, injustificável em um começo de temporada.

Num gesto de macheza, orgulho ou simplesmente amor pelo esporte, Carlos Reutemann não se curvou aos apelos que vinham dos boxes da Williams, que pedia incessantemente para que o piloto abrisse passagem para o companheiro de equipe Alan Jones, tido como primeiro piloto, e venceu a prova debaixo de muita chuva em Jacarepaguá, que viveu bons tempos na década de 80, ao contrário de hoje.

Jones havia sido campeão em 80 superando Nelson Piquet. Era natural que o australiano fosse eleito como primeiro piloto da Williams, que à época contava com patrocínio maciço de empresas da Arábia Saudita. Mas a dupla do time britânico era muito forte, e Reutemann sempre contou com um retrospecto vencedor: foram 12 vezes no lugar mais alto do pódio desde sua estreia em 1972. Apesar de Alan ser o preferido de Frank Williams, o argentino não se intimidou com o colega de time.

O oceânico começou 1980 vencendo o GP dos Estados Unidos, que era tradicionalmente disputado em Long Beach, que hoje sedia a etapa mais importante da Indy depois de Indianápolis e Las Vegas. Jones viu o companheiro cruzar a linha de chegada em segundo, enquanto o rival Piquet foi o terceiro. A vantagem de cinco pontos para o piloto da Brabham com apenas uma prova realizada foi o suficiente para a Williams optar pelo campeão em detrimento de Reutemann, que jamais aceitou tal condição.

A resposta do argentino aconteceu duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Lole, como é conhecido até hoje, já havia vencido a prova em Jacarepaguá três anos antes e se dava melhor na pista do que Jones, que jamais ganhou no Brasil. Melhor que Reutemann, só Piquet, que garantiu a pole-position daquela etapa.

Mas o brasileiro optou por pneus para pista seca, mesmo com o asfalto molhado. Carlos pulou para a ponta, seguido sempre por Jones. O argentino liderou de ponta à ponta e desobedeceu, ignorou mesmo as placas de sua equipe que pediam para trocar de posição com o então número 1 do mundo, vencendo a corrida com autoridade. A coragem de Reutemann causou desconforto na Williams, que praticamente não esteve presente à festa de premiação. Jones foi ainda pior e se ausentou do pódio em Jacarepaguá.

Infelizmente, o gesto de Reutemann — hoje Senador da República pela província de Santa Fé — atualmente é considerado areia no deserto. Coincidência ou não, dois brasileiros — Rubens Barrichello e Felipe Massa — abriram mão de suas vitórias recentemente para oferecê-las a seus respectivos companheiros de equipe, Michael Schumacher e Fernando Alonso, sempre pela Ferrari. À época, ambos alegaram profissionalismo para adotar tal postura, que é injustificável aos olhos do torcedor. O gesto de Lole foi, é e será sempre incomparável, imortal.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,

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22 comentários para “Um gesto de honra”

  1. greyhound disse:

    Parabéns pela lembrança. Eu estava lá, na Curva Sul de Jacarepaguá. Essa corrida também foi marcante pelo fato de Nélson Piquet ter voado no qualifying e largado na pole. Só que num gesto intuitivo inexplicável resolveu largar de slicks. Inesquecível a quantidade de peôes dados pelo brasileiro.El Lole foi fantástico e guiou muito.

  2. Marcelo disse:

    Lembrando que no GP da FRA em 82 aconteceu a mesma coisa com Prost e Arnoux, mas René venceu a corrida e deu um belo pé na bunda da Renault, para correr na Ferrari em 83 fazendo sua melhor temporada na F1. Também teve o caso IMO 82 entre Gilles e Pironi onde o mundo massacra o Pironi até hoje. Ué, mas então naquele tempo tinha ORDENS DE EQUIPE diria o Galvão? Claro ANTA, sempre teve, vc mesmo VIBRAVA dizendo que Berger era o FIEL ESCUDEIRO do Senna, não se lembra? E eu pergunto: Reutemann, Arnoux e Pironi não podiam vencer corridas? Isso não é coisa só da Ferrari e Schumacher? CLARO QUE NÃO! Ordem de equipe sempre teve na F1, Fangio na década de 50 sempre foi o primeiro piloto, para se ter uma idéia, ele NUNCA cedeu seu carro ao companheiro de equipe em corridas de “duplas”, Fangio SEMPRE era o favorecido, pegando carro dos outros, isso ninguém comenta! Ridículo querer massacrar o Pironi, ele assim como Reutemann e Arnoux eram pilotos de ponta e sempre foram agressivos, estavam na F1 para vencer corridas e títulos. Gilles já tinha recebido ordem para não atacar Jody no GP de Monza em 79, Enzo Ferrari pediu que o título fosse comemorado em Monza, Gilles a corrida toda ficou na cola de Jody, até a bandeirada. E o que dizer de Peterson em 78 que foi impedido pelo contrato de disputar o título com Andretti? Era comum ver Peterson na cola de Andretti sem ao menos tentar uma ultrapassagem, Cevert também não atacava Stewart em 73. Só que AQUI, ninguém se preocupava com isso, afinal, todos eles não eram pilotos brasileiros, então que se dane! Berger mesmo, é idolatrado até hoje pelo Galvão, mas porque será? Era comum ver Berger mais rápido que Senna e não tentar a ultrapassagem, isso pra mim chama-se FAVORECIMENTO, agora é aquela história, tem piloto que aceita ser CAPACHO, outros não. O alto salário também mexe com a cabeça do piloto, Irvine na Ferrari(assim como Berger na Mclaren) pelo menos sabia seu lugar na equipe, mas não há duvidas, Senna e Schumacher sempre foram primeiro piloto na equipe, e fizeram por merecer. Patrese tinha o mesmo tratamento que Piquet na Brabham em 81? Berger o mesmo tratamento que Senna em 90/91/92? Patrese com Mansell em 92? Hill com Prost em 93? Hill com Senna em 94? Na Lotus em 85/86/87 quem sempre foi o primeiro piloto? Piquet sempre foi bem claro, no contrato sempre tinha que ser o número 1. Pra mim é aquela coisa, se o piloto mostra serviço, então tem que merecer mais atenção. Melhor era definir antes, quem é primeiro piloto, como na Lotus em 78. Ou mesma Lotus em 85/86/87 contrata um fora de série e pega um pangaré para ser companheiro de equipe. Ridículo ficar só lembarndo do Schumacher e Ferrari, e ficar com peninha do Rubinho e Massinha. Jogo de equipe, favorecimento, ou primeiro piloto sempre existiu na F1, sempre vai ser assim…

    • Marcelo disse:

      Xara, refresca minha memoria, quando que o Berger foi mais rapido que o Senna? Que eu me lembre, NUNCA, mas posso estar errado.

  3. marcos disse:

    no contrato de Lole estava escrito que ele teria ceder a posição se Jones estivesse mto perto, mas ele ignorou. Depois dali, Frank Williams decidiu não mais intevir na disputa entre pilotos. Patricke Head o fez em 1986, mas isso é outra história…

    Ainda sobre Reut-Jones, tem uma lenda dos dois que diz que Reutemmann procurou Jones e disse: “vamos enterrar o passado?” e Jones simpaticamnte respondeu: Só se for na sua B…” não se isso é verdade, mas que é engraçado, é. rsrsrsrs

    • Helio disse:

      Marcos, o Frank Williams não interviu, mas, o Patrick Head consegiu fazer com que o Reutemann perdesse o título na última prova em Las Vegas. Piquet ganhou o título (boas mãos) mas a equipe sabotou o argentino como vingança pela desobediencia na prova do Rio.

  4. Luiz G disse:

    E não vamos esquecer que, em 1981, Reutman foi vice-campeão, perdendo para Piquet por apenas 1 ponto.
    Frank Williams deve ter se arrependido amargamente por não ter dado mais crédito ao argentino.

  5. Conrado disse:

    O problema da imprensa (especialmente a nacional) em se tratando de Formula 1, é que ainda vivem de um passado completamente distante ao que temos hoje. Pombas… não dá pra ver que o mundo muda? Esse saudosismo é de uma ignorância absurda! Viver de utopia não dá…

    Tentar tornar a F1 como era no passado é simplesmente um enorme retrocesso. Pra não dizer burrice. Parecem que esqueceram de que existiam corridas super chatas, pilotos muito ruins, pistas inacabadas… piloto morrendo… e no que diz respeito a competição, 90% das equipes não conseguiam nada. A diferença era muito mais gritante do que era hoje (em termos de tempo de volta e diferença entre um carro e outro) e os pilotos, embora “heróis” (já que lidavam com a morte a todo instante), eram muito menos preparados do que é hoje em dia.

    Fazem não sei quantos anos que vejo sempre a mesma reclamação em comparação aos “tempos áureos” (entenda, Piquet e Senna, pq é só isso que importa pro brasileiro comum, ah, claro… e seus respectivos desafetos, anti-heróis e até inimigos).

    Se o Massa tivesse disputando o título, como em 2008, estavam todos felizes e vibrando como antigamente. Mas não… é melhor botar a culpa no arqui-inimigo número 1 (Alonso) ou na equipe que nunca tinha feito isso antes (cof cof…). Já repararam como a imprensa forja inimigos? Senna x Prost; Massa x Alonso; Rubens x Schumacher; Piquet x Mansell… êta estratégiazinha barata pra ganhar audiência…

    O GP da Austrália foi muito bom mesmo com KERS e DRS. Quem disse que não ajudou em nada, simplesmente não faz a menor idéia do que está dizendo. O pega do Massa com Button foi o melhor exemplo, lindo de se ver, mesmo com Button se enrolando pra passar. Fez tudo certo… li muita gente falando que ele “não teve braço”. Baita asneira… ele não teve culpa se o Alonso “ajudou” ele a ser punido… Button não teve tempo pra devolver a posição pois Alonso, em menos de 20 segundos, pôs seu carro entre Massa e Button.

    Jogo de equipe é absolutamente natural. Cada equipe tem dois carros e cada uma delas administra sua equipe da forma como bem entender. Uma grande BANANA pros espectadores ignorantes (a culpa é da transmissão e da imprensa “especializada” que prefere reclamar e achar culpados; preferem ver um esporte que não está na frente deles). Se eles não entendem que SEMPRE existiu o jogo de equipe, é culpa particularmente da imprensa, que dita a forma como o esporte “deveria ser”. Patético! Alienantes profissionais e formados!

    No GP da Australia (pista estreita não-tilke) tivemos várias ultrapassagens, boas brigas, tivemos carros pegando vácuo, disputa de frenagem, ótimos pegas, carros andando junto… e isso foi só a primeira do ano. De 2005 pra cá, tivemos ótimos campeonatos, acirrados, extremamente competitivos como o de 07, 08 e até 2010.

    Enquanto a imprensa avaliar um GP com o foco voltado para um piloto brasileiro, vai ser sempre essa m…pouca vergonha. A culpa não é do Massa, do Rubens, etc, de não serem páreos pro mundo. A culpa é da NOSSA CBA que sequer permite que formemos bons pilotos há mais de uma década. Só os brasileiros reclamam! Assistir uma corrida transmitida pela BBC, por exemplo, é extremamente mais gratificante do que assistir pela Globo ou Sportv. Existe respeito aos outros pilotos, existem comentários relevantes para todos eles, eles não confundem as equipes, sabem do que estão falando… é uma diferença ligeiramente sensível (ta vai… extremamente).

    Chega, se não, vira covardia…

    Nada pessoal, BloGP, apenas usei o espaço pra desabafar. O pessoal da imprensa deveria ser mais Terráqueo e menos nacionalista com a F1… aliás, todos nós deveríamos respeitar mais o Alonso, o Schumacher, o Mansell….

    • Fernando Silva disse:

      Quanto ao jogo de equipe, isso sempre existiu, seja de forma velada ou escancarada. O lance é quando isso é feito. Executar uma tática de equipe no fim do campeonato é justificável, compreensível até. Mas pedir para um piloto abrir passagem ao companheiro na segunda, quinta ou nona corrida de uma temporada. com muitas corridas ainda pela frente, é um acinte, uma ofensa ao esporte. A Red Bull mostrou que dá pra vencer, mesmo com uma dupla altamente competitiva, sem precisar usar desse artifício. É isso.

  6. didi disse:

    ah… como ter coragem e vital nesse esporte; ne massa e barrichello…….

  7. didi disse:

    ah… como ter coragem e vital nesse esporte; ter bolas…… tivemos ate o senna depois esqueça……

  8. André disse:

    Desde que o piloto faça com gosto em ajudar sua equipe, não vejo problemas no jogo de equipe. Ou mesmo se assinar um contrato que já preveja isso, ele se predispôs a concordar e deve acatar.

  9. Pagodeiro Bello disse:

    Com a guerra das Malvinas, o relacionamento Reutemann – Williams desandou de vez. Pobre Reutemann. Alguém por acaso ainda duvida que ele seria campeão de 1982 com pelo menos umas duas vitórias a mais que o Rosberg? Eu nunca duvidei disso.

    • Fernando Silva disse:

      Tá aí uma verdade. Reutemann foi piloto dos bons. Merecia ter vencido pelo menos um título.

    • Ricardo Soares disse:

      Caro “pagodeiro” (!?!), não sei se seria tão fácil para o Reutemann em 82, pois a Ferrari era o melhor carro…e Villeneuve morreu e Pironi se acidentou feio (quando era líder do campeonato) …os dois infelizmente não terminaram o campeonato, lembra?

    • Pagodeiro Bello disse:

      Eu achava o Reutemann mais piloto que o Rosberg. Como o Rosberg ganhou o título c/ apenas uma vitória, acredito que o Reutemann pela experiência poderia ter sido campeão com pelo menos umas três. Aqueles campeonatos do início da década de 80 eram muito equilibrados, os carros andavam muito próximos e existiam uns cinco ou seis pilotos com possibilidade de título. Os títulos ” suados ” do Piquet de 81 e 83 provam isso.

  10. Bruno disse:

    O jogo de equipe termina onde começa a dignidade do segundo piloto…Tudo bem, tem aqueles segundos pilotos que, como o Felipe falou, sabiam do seu lugar e estavam mais interessados cpm a grana bolso no final do mês (não tem problema nenhum).

    Irvine em momento nenhum foi aos microfones reclamar do tratamento da Ferrari. Saiu de lá em 99 com um Contrato com a Jaguar (Ford) onde só ganhava menos do que o Presidente da Ford. Viveu sua vida de Playboy numa boa e está feliz…

    Agora eu entendo que profissionalismo é fazer seu ofício com amor e dedicação, não acatar qualquer ordem que venha de cima…É profissional um enfermeiro aplicar um dose letal de um medicamento ao paciente apenas por ordens superiores?

    Piloto de corridas pra mim tem por oficio competir, chegar na frente onde puder, disputar, ser competitivo ao máximo…Duvido que alguém que esteja começando a carreira pense na possibilidade de quando chegar na F-1 ceder a posição para outro piloto…

    Então não é problema de regras, de regulamento, de ética nem nada…Vai dos limites que o segundo piloto aceita e impõe… E o Carlos Reutemann, experiente e competente que era não precisaria se submeter a isso…

  11. Emmanuel disse:

    Muita gente fala demais, explica demais. Pra mim isso é bem fácil de resumir: quem quer ser campeão, que acredita no seu taco, não aceita ordem de equipe, tem postura de vencedor e se garaante.

  12. Conrado disse:

    @Fernando Silva

    Eu concordo com vc!

    Porém, se põe no lugar da Ferrari: quando foi, no ano passado, que o Massa teve uma performance melhor que a de Alonso? Sinceramente, acho que não houve nem UMA corrida em 2010. Mesmo na Australia qndo chegou a frente, tivera um desempenho pior. Aquilo que houve em Hockenheim permitiu Alonso chegar em primeiro no campeonato, com o 3° melhor carro, na última corrida do ano em um dos campeonatos mais disputados de todos os tempos. A Ferrari teve um BAITA espírito de equipe naquele momento, ao tomar aquela decisão. Até o Massa sabia que não tinha a menor chance naquele ano. Ele foi, desde o início do ano, o pior piloto das 3 equipes que disputaram o campeonato. É isso que o fez segundo piloto (no ano passado).

    Não tem NADA de parecido com o caso de Rubens na Austria. Aquele episódio foi absolutamente reprovável e até os mais Ferraristas lamentam esse episódio.

    E só pra terminar, a própria Redbull sacaneou Webber o ano passado inteiro! Não foi a Redbull que provou que dá pra levar dois pilotos até o fim do ano: foi Webber que os peitou e seguiu seu rumo mesmo assim. “So much for a ‘second driver’…” – lembra disso?

    E a Mclaren mandando Button “diminuir o giro” depois de tentar passar Hamilton?

    Todas fazem jogo de equipe. Cada uma tem seus motivos e circunstâncias.

    Abraços!

  13. Carlos Roberto da Silva Junior disse:

    Esse foi um fato que ajudou Nelson Piquet á ser campeão mundial á força política da equipe Willians contra Carlos Reutemann.

  14. Jacaré e Capivara do Tietê disse:

    O Carlos Reutman é argentino, eu sou ignorante! Ele nunca ganhou, eu fico feliz!!! Já o Mazzacane ganhou! Ganhou o títutlo de motivo de chacota! E eu fiquei feliz de novo! hahahahaha

  15. Rodrigo Porto disse:

    Já não se tem mais pilotos como antigamente.

  16. Até quando os brasileiros (fãs de Barrichello e Massa) vão chorar a pseudo vitória do Massa no ano passado qdo a ferrari após ver por várias voltas Massa segurando Alonso, prova disto foi qdo Alonso deixou Massa abrir 5 segundos e em menos de duas voltas já estava novamente colado no brasileiro, mandou que o mesmo abrisse para Alonso que era muito mais rápido e estava sendo pressionado pela RBR pudesse tentar a vitória. Vale lembrar que Massa com muita insistência da equipe deixou Alonso passar antes mesmo do meio da corrida, o que torna impossível alguém que entende o mínimo de corridas afirmar que a vitória de Massa foi tirada pela ferrari. Pilotos de verdade o Brasil teve Emerson, José Carlos Pace, Nelson Piquet e Airton Senna. Os outros brasileiros até hoje simplesmente participaram da F1, nada mais do que isto. O pior é ver fracassados como Burti (dentro da pista nunca ganhou nada na F1 e hoje nem na Stock consegue aparecer) nas transmissões como se tivesse alguma autoridade para falar do assunto. Imagino Reginaldo Leme, no íntimo deve pensar: qualquer nó cego acha que entende de F1. Meu comentário é de um fã de F1 desde o início da década de 70. Aquele que fica na frente da TV até nos GPS nas madrugadas. Há na minha opinião Nelson Piquet foi o melhor, acertava carros como ninguém, reabastecimento e suspensão ativa foram algumas das contribuições deste grande piloto para a F1. E nunca foi puxa saco da imprensa, talvez por isto não tenha tido tanta mídia como alguns outros.

Os comentários do texto estão encerrados.

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