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Arquivo de março, 2011

16/03/2011 - 12:54

Fugidinha

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Felipe Paranhos

A Coloni parece ter perdido um de seus pilotos a poucos dias do primeiro treino da GP2 Ásia em Ímola, circuito que vai sediar a última etapa da categoria, em substituição ao Bahrein. Segundo o site Italiaracing e o Omnicorse, ambos italianos, James Jakes não vai cumprir o contrato que o garante no time até o fim da temporada da GP2.

Jakes apareceu de repente nos treinos da Indy em Barber, no Alabama, na mesma semana em que os outros pilotos viajavam a Imola. O fato causou estranheza nos dois polos: nos Estados Unidos, porque ninguém conhecia o britânico que terminou a GP3 em quinto no ano passado, e na Europa, por motivos óbvios.

Eu mesmo questionei isso no Twitter quando vi o nome dele no cronometragem da Indy. Ainda brinquei que qualquer dia desses ele ia parar na Stock, já que não se decidia na vida.

O valor da multa para a equipe que não alinhar dois carros em um GP da GP2 é de € 20 mil — R$ 46 mil. Não acho que vai ser preciso isso. Uma chance é o Jakes voltar, fazer a corrida e depois eles se virarem — afinal, convenhamos, ninguém está nem aí pra essa etapa fake que vai decidir um campeonato esvaziado.

A outra possibilidade passa por uma questão: é óbvio que ele só largou a Coloni se já estiver fechado com a Dale Coyne na Indy. Ele não ia deixar a equipe na semana da corrida pra simplesmente testar em outra categoria. Aí vem um detalhe: haja dinheiro pra pagar em duas equipes de duas categorias top, hein?

Se ele realmente não está mais na Coloni, o que deveremos descobrir nesta quinta, não sei se foi por livre e espontânea vontade. Quem conhece os métodos de trabalho de Paolo Coloni e André Herck sabe que as coisas não são assim tão convencionais.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, GP2 Tags: , , , , ,
14/03/2011 - 16:54

Ajuda "de família"

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Felipe Paranhos

Dani Clos conta com uma ajuda, digamos. familiar, para chegar à F1 em breve. Eu li no jornal 24 Chasa, da Bulgária, que o ex-jogador e hoje técnico Hristo Stoichkov prometeu contribuir com € 1 milhão para o orçamento do piloto da Racing Engineering na GP2 para que ele busque a F1 no ano que vem.

Como meu búlgaro não existe, é evidente que eu não li o jornal, vi por meio de agências de notícias. Mas enfim. Nascido em Barcelona, cidade que Hristo morou e adotou quando jogou no clube homônimo — tenho a camisa 8 dele até hoje, não me desfaço por nada —, Dani teve o dinheiro oferecido não por ser loiro e representar o vermelho e amarelo da Catalunha nas pistas.

É que Dani namora a filha do craque búlgaro, Mihaela. Ou seja, é uma espécie de “dote” às avessas. De acordo com a Novinite, agência de notícias local, Hristo está conversando com amigos influentes, tentando conseguir apoio para a jornada de Clos na F1.

Detalhe é que a fama de Hristo é de ser durão e, por vezes, destemperado. Pra conquistar o sogro, Dani deve ser dos melhores genros do mundo.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , , ,
09/03/2011 - 09:11

Criiiiiise na McLaren

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Felipe Paranhos

Esta foto aí em cima criou uma pequena confusão na McLaren. Ou não. Explico mais abaixo.

A bela moça da imagem é Jessica Michibata. A modelo japonesa de pai argentino é o corpo que representa uma marca de lingerie e já fez participações em alguns comerciais de TV.

Ao mudar a foto de seu perfil no Twitter, nesta quarta-feira (9), Jessica recebeu um elogio de Gary Paffett, piloto de testes da McLaren, feito diretamente a ela: “Uau, Jessy está gostosa em sua nova foto do perfil”

O detalhe é que, como alguns já devem saber, Jessica é a namorada de Jenson Button — que, segundo Fernando Silva, é o piloto mais bonito da F1. Alguns minutos depois, o campeão de 2009 retrucou, falando a Gary: “Incrivelmente gostosa! Agora, volta para o simulador!”

Paffett, então, teve a tréplica. “Bom dia, companheiro. Bom ver você prestando atenção. Você obviamente concorda comigo”, falou, talvez meio envergonhado, antes de convidar Button para um chá e perguntar se o companheiro estava muito ocupado hoje.

Das duas uma: ou rolou uma chateação de leve entre os dois, ou é tudo uma grande gozação entre colegas. Mas que foi engraçado acompanhar, foi.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
08/03/2011 - 15:35

Mais do mesmo

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Sem as presenças de Ferrari e Mercedes, as primeiras colocações do primeiro dia da quarta bateria de testes em Barcelona não foram nem um pouco surpreendentes. Mark Webber levou a Red Bull à ponta, como quase sempre, seguida pela McLaren de Jenson Button, que após se apresentar de maneira claudicante nas atividades de pista em fevereiro, deu ligeiras mostras de reação conduzindo o MP4-26 com um bizarro bico ‘bolha’.

A Lotus Renault de Vitaly Petrov e Nick Heidfeld — que doente, quase não treinou — fechou a sessão no top-3, a 0s393 de Webber, dando a entender que os bólidos preto e dourado podem lutar contra a Mercedes pela quarta colocação entre os construtores, no mínimo.

A Toro Rosso, que vinha andando bem nos últimos testes, decepcionou hoje na Catalunha. Sébastien Buemi enfrentou problemas no seu STR6 em Montmeló, causando uma bandeira vermelha no início do treino, e quando voltou, não conseguiu mais do que a oitava posição. Ainda é cedo para dizer que a escuderia de Faenza andou para trás. Resta esperar pelo desempenho da filial da Red Bull na quarta-feira.

No pelotão de trás, destaque para Davide Valsecchi. Considerado por Felipe Paranhos como um dos melhores pilotos de todos os tempos, o italiano não fez feio com a Lotus T128 e fechou a manhã em terceiro, de maneira surpreendente, após completar 50 voltas sem enfrentar qualquer problema grave. Luiz Razia fou o responsável por conduzir o carro malaio no período da tarde, foi 1s317 mais lento que o companheiro de equipe na Air Asia da GP2, mas ainda assim, foi mais rápido que Jérôme D’Ambrosio, que mesmo tendo completado 57 voltas, se arrastou na pista com o MVR-02 e ficou a 9s516 de Webber. Um verdadeiro abismo.

A volta da equipe de Maranello às pistas amanhã pode estabelecer o real parâmetro de superioridade da Red Bull perante as rivais. Ou pode ser que, com a presença da maior oponente em Barcelona, o time taurino novamente esconda o jogo. Além de Ferrari e Mercedes, a Williams também vai para a pista com o novo-velho visual da Rothmans. E a Hispania já anunciou que não treina amanhã. Nada de destaque, nada de novo nessa pré-temporada mais morna de todos os tempos da F1. Como diria Renato Russo, é tudo mais do mesmo.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , ,
06/03/2011 - 16:11

Round 1… Fight!

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Felipe Paranhos

Vou entrar na seara (rapaz, sempre sonhei em usar seara num texto sem falar daquela fabricante de rangos) do meu bróder Felipe Giacomelli e comentar o episódio que envolveu Robby Gordon e Kevin Conway neste fim de semana. Apesar de a Nascar ter divulgado que houve um desentendimento entre os dois na área das garagens, o fato de ter punido o velho Robby com uma advertência — uma ‘liberdade condicional’, em suma — indica que, sim, rolou uma porrada básica.

E aí eu me lembrei de outras pancadarias no automobilismo. Tem o clássico Piquet x Salazar, tem Paul Tracy entrando pra história ao brigar tanto com Sébastien Bourdais quanto com Alex Tagliani, como pode ser visto cá.

Na F1 também tem quase-vias-de-fato. Em 1998, durante o GP da Bélgica, David Coulthard jogou no lixo a corrida de Michael Schumacher, que ficou irritado e foi aos boxes da McLaren catar o escocês. Quaaase deu M.

Aaah, lembrei de mais uma. GP do Brasil de 2009, Trulli e Sutil saem na primeira volta. Depois, rolou dedo na cara. Em Abu Dhabi, essa discussão deveras interessante. Essas são as minhas confusões. Tem alguma porrada ou quase porrada marcante para vocês?

Autor: - Categoria(s): F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
04/03/2011 - 16:09

Uma década de história

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Felipe Paranhos

Em 4 de março de 2001, há exatos dez anos, Fernando Alonso estreava na F1. Era GP da Austrália, em Melbourne, e o espanhol ainda ganhava experiência com uma Minardi.

Naquela corrida, ninguém prestou muita atenção no piloto de 19 anos que largou em 19º, deixando Mazzacane, Burti e Tarso atrás no grid, e terminou em 12º, numa prova que apenas 13 pilotos completaram.

Só que aquele GP era a primeira etapa de uma carreira extremamente vitoriosa no topo do esporte a motor mundial. De lá pra cá, foram 158 GPs, 26 vitórias, 20 poles, 18 melhores voltas, 4 equipes, 11 companheiros, 63 pódios, 31 abandonos, 829 pontos, 1362 voltas na liderança, dois títulos e um vice-campeonato.

Alonso está, inegavelmente, no rol dos melhores de todos os tempos na F1. Um rol grande, é verdade, mas que dá lugar ao asturiano, craque por onde passa. Tô errado?

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
03/03/2011 - 11:08

O grande desafio

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

Vencer a subida de Pikes Peak, no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, tem o mesmo significado para os pilotos de rali do que conquistar o GP de Mônaco na F1, ou as 500 Milhas de Indianápolis na Indy, ou mesmo o Monte Everest para os alpinistas. Desafiador por natureza, o percurso homologado pela FIA tem cerca de 19,99 km e conta com intermináveis 156 curvas em trechos de areia, pedra e asfalto.

Muitos pilotos já morreram ao tentar chegar ao cume da mítica montanha norte-americana, localizada de 4.301 m de altitude, já que não há qualquer tipo de proteção separando a pista do precipício, o que torna o trecho ainda mais desafiador. Pikes Peak não perdoa erros e costuma cobrar com a vida por qualquer deslize.

Dentre as lendas que venceram o desafio, estão Ari Vatanen, Juha Kankkunen e Marcus Gronholm, todos vencedores no WRC. Petter Solberg, campeão mundial de rali de 2003, garantiu que vai encarar a subida de Pikes Peak em 2011. O norueguês deve pilotar um protótipo baseado no Citroën C4 que utilizou no ano passado.

Os objetivos de Solberg não são nada modestos. O experiente piloto visa quebrar o recorde estabelecido pelo nipônico Nobuhiro “Monster” Tajima, que em 2007 cravou 10min01s408 com um protótipo da Suzuki.

O vídeo abaixo, bastante famoso, mostra bem a dimensão do que Solberg terá pela frente. Com um protótipo da Peugeot em 1989, Vatanen esbanjou arrojo nas curvas de Pikes Peak, ficando a centímetros do abismo. A filmagem deu origem a um curta-metragem premiado em toda a Europa no início da década de 90. Só digo uma coisa: o vídeo é espetacular, vale MUITO a pena.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
01/03/2011 - 18:51

O folclórico Bernie

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Luana Marino

Não é de hoje (aliás, levando em conta as oito décadas de vida, não é de hoje mesmo) que Bernie Ecclestone coleciona pérolas quando o assunto são as regras da F1. Na temporada de 2002, se bem lembro, quando Schumacher ganhava tudo mesmo se largasse em último, o dirigente sugeriu revezamento de pilotos com a intenção de que, através de um sorteio, cada equipe soubesse na hora com qual dupla ia trabalhar no fim de semana. Ano passado, Ecclestone pensou em criar atalhos nas pistas para melhorar “a emoção das corridas” – justificativa clássica, que já virou clichê. Agora, Bernie resolveu resgatar a polêmica do sistema de medalhas e ainda lançou sua mais nova sugestão para deixar as corridas “mais divertidas”: o botão de chuva, que seria acionado pelos controladores da prova para deixar o asfalto molhado.

As ideias são tão absurdas que beiram o cômico. Quando se lê algo desse tipo, a primeira coisa que se pensa é “esse homem já passou da hora de se aposentar”. Felizmente, ao menos por enquanto, as ideias de Bernie servem apenas para termos manchetes e comentarmos a, digamos, excentricidade do mandachuva da F1. Agora, sem querer defender a mente fértil do inglês, me pergunto como será a F1 sem essas ideias malucas de Ecclestone.

Bernie é um personagem de todo esse “show”, como o próprio mundo da F1 adora frisar. Ele sabe que qualquer declaração sua repercute no mundo. É algo folclórico, que faz parte de tudo aquilo que vemos quinzenalmente. Numa comparação bem superficial, é como falar de Galvão Bueno. Todo mundo critica o narrador mais famoso do Brasil, questionando seu posicionamento quando o assunto são os atletas brasileiros, dizendo que já passou da hora de ele se aposentar. Agora, dá para imaginar transmissões esportivas da Globo sem as pérolas de Galvão? Pode ser insuportável para muitos, mas já virou uma figura folclórica.

Ecclestone é mestre em falar sandices (a das medalhas, para mim, foi o auge da criatividade do dirigente) e especialista em criar manchetes com declarações polêmicas. A biografia recém-lançada fala por si só, causando furor na mídia europeia antes mesmo do lançamento. O dirigente soltou o verbo para cima dos desafetos.

Há quem diga que o velho Bernie já está ficando gagá. Mas, sinceramente, se julgarmos as manchetes, ele é esperto até demais.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags:
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