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Arquivo de abril, 2011

29/04/2011 - 15:38

Muita força

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Felipe Paranhos

Yuki Takahashi marcou o melhor tempo desta sexta-feira de treinos livres em Portugal pela Moto2. Mas não há espaço para a alegria pura no homem mais rápido da categoria mais disputada do motociclismo. Ele perdeu seu irmão mais novo, Koki, no último domingo (24).

Koki, também piloto, já com passagens pelas categorias de acesso à MotoGP, voltava de um evento beneficente que reuniu recursos para as vítimas dos terremotos no Japão, em sua terra natal, Saitama, quando se envolveu em um acidente de trânsito e faleceu.

Cinco dias depois, lá está Yuki, que em uma semana deve ter envelhecido muito mais do que os três anos de diferença que tinha em relação a Koki, fazendo o que há de melhor em seu trabalho e superando outros 38 pilotos — todos, suponho, totalmente concentrados nos pontos a disputar no Estoril.

Eu não teria a menor condição de trabalhar se passasse pelo que ele passou.

Muito menos conseguiria fazer minha função com excelência.

De onde se tira tanta raça?

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , ,
28/04/2011 - 19:29

Bem lento ainda

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EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]
do Anhembi

 Como as atividades de pista começam só no sábado pela manhã, o trabalho das equipes ainda caminha de devagar nas garagens improvisadas no pavilhão do Anhembi. Ainda há muitas caixas espalhadas pelos boxes e poucos mecânicos circulam pelas instalações. As equipes mais adiantadas, aliás, são aos três maiores: Ganassi, Penske e Andretti. A KV, de Tony Kanaan, também está bem organizada. Mas nada que assombre os olhos. O trabalho ainda é lento.

Porém, alguns times se limitaram apenas a montar os carros e outros sequer começaram a organizar os equipamentos, como é o caso da AFS, onde corre Raphael Matos. O staff nem chegou a São Paulo ainda. Nesta sexta, véspera dos primeiros treinos, os trabalhos devem se intensificar nas áreas de boxes. Enquanto, ficam algumas imagens das garagens.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: ,
27/04/2011 - 13:57

Almanaque Warm Up 2

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SÃO PAULO | Tá no filó, e o Almanaque Warm Up 2 saiu. O senhor que quer presentear sua senhoura, seu filho, seu neto, o parente próximo, alguém que curta automobilismo, bom jornalismo e trabalho de ótima qualidade, compre a mais nova edição da versão impressa da Revista Warm Up.

São 160 páginas de arte by Bruno Mantovani e textos deliciosos, dentre os quais se destaca o longo material da unificação dos títulos da F1 antes de 1950, o carro-chefe desta edição. O preço é baratinho, R$ 24,90, mais de metade do que custou o anterior.

Para comprar o Almanaque Warm Up 2, que tem matérias e seções exclusivas, é so ir ao site do ‘Automobilismo EC’, que em breve também vai oferecer muitos outros produtos ao público distinto e nobre.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
27/04/2011 - 13:05

Uma vitória para a história

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O clima de expectativa que cerca a segunda edição da SP Indy 300 me faz lembrar muito da primeira corrida da categoria disputada no Brasil, há 15 anos, em Jacarepaguá. Mesmo acompanhando a Rio 400 de casa, pela televisão, pude perceber que aquela prova seria diferente.

O circuito oval, batizado de Emerson Fittipaldi em homenagem mais do que justa ao piloto que trouxe a Indy para o Brasil, era bem diferente dos triovais e dos superspeedways norte-americanos. Era um circuito de muita frenagem e troca de marcha, diferenciado.

A presença de grandes pilotos, tanto daqui, quanto do exterior, engrandeceram o evento. Só para listar. Entre os brasileiros, Emerson, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno e Marco Greco disputaram a prova. Alessandro Zanardi, Greg Moore, Jimmy Vasser, Bobby Rahal, Michael Andretti, Paul Tracy, Scott Pruett, Mark Blundell, Al Unser Jr., Adrian Fernandez, entre outros, também correram no Rio e compuseram um grid bastante forte.

A categoria vivia um período de ascensão no Brasil. Com mais pilotos nacionais com chances de vencer, a Indy chegou a emparelhar com a F1 no quesito audiência naquela época, muito por conta da transmissão que passou a ser realizada pelo SBT — sempre com a narração brilhante do Téo José —, que buscou popularizar a Indy por aqui. Pelo menos entre 1995 e 2000, deu muito certo.

Eu lembro que, pelo menos pela televisão, o autódromo estava com as arquibancadas bastante cheias. Era o cenário perfeito para uma grande corrida. A Ganassi, sobretudo com Zanardi, era a grande força da temporada, já que o conjunto Reynard-Honda era muito forte, dominante, praticamente. Moore também apresentou bom desempenho em Jacarepaguá com sua Forsythe Reynard-Ford. Mas quem surpreendeu mesmo foi Ribeiro, que competia com um Lola-Honda da Tasman.

(Naquele ano, eram quatro os fornecedores de chassi da Indy, então Champ Car, ou CART: Reynard, Lola, Penske e Eagle, que construía o equipamento da All American Racers. Os motores eram Honda, Ford Cosworth, Mercedes e Toyota. É um cenário que me agrada bastante e é bem parecido com o que será visto já a partir do ano que vem, quando os pacotes aerodinâmicos, além das chegadas dos motores Chevrolet, poderão mudar bastante a dinâmica da categoria, que finalmente vai deixar de ser monomarca.)

Voltando à corrida e a André, o fato é que o piloto andou  sempre no grupo dos primeiros colocados desde o início da corrida, consolidando o bom rendimento nos treinos e na classificação, quando foi terceiro no grid. Desde a largada, o brasileiro ficou longe dos problemas e permaneceu próximo aos líderes. Como sempre é na Indy, a corrida carioca foi movimentada, cheia de alternativas, e teve a panca bem feia do Mark Blundell na saída da curva 4. Mas lá na frente, o piloto da Tasman permanecia entre os ponteiros. Até que na volta 115, quando estava em segundo, Ribeiro viu Moore abandonar com problemas na suspensão. Daí por diante, nem Zanardi, Unser Jr., ou Pruett pressionaram o piloto da Tasman, que venceu após 133 voltas e levou boa parte da torcida às lágrimas, eu, inclusive.

Vamos ver o que o futuro reserva para o próximo domingo no Anhembi. Mas fica a lembrança de um momento épico na história do automobilismo brasileiro. Já se vão 15 anos… mas parece até que foi ontem. Para quem quer rever, tá aí uma palhinha dos momentos finais da Rio 400, com a narração de Téo José.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
26/04/2011 - 22:39

Ataque e defesa

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Deixei passar isso uns dias, mas parei agora para falar do assunto. A Indy, por meio de seu consultor de competições Al Unser Jr., declarou que vai “acompanhar” Helio Castroneves, por conta do alto número de acidentes envolvendo o brasileiro neste ano. Ameaçou puni-lo se for considerado culpado de mais um incidente que prejudique um adversário.

Helinho perdeu a freada na largada do GP de São Petersburgo, na abertura da temporada, e ajudou a causar aquela bagaceira que tirou cinco carros da corrida. Na semana passada, em Long Beach, se envolveu em dois toques: um normal, com Justin Wilson, e outro por vacilo próprio, que tirou do companheiro Will Power a chance de vencer a prova.

Até aí, tudo bem. É um número de incidentes incomum para a carreira de Castroneves. Mas é justamente por ser incomum que chama a atenção esta ameaça para o piloto da Penske. Ótimo que todos, até um piloto de qualidade notável como Helio, estejam sujeitos a sanções.

A questão é que a Indy não parece trabalhar assim. Alguns pilotos fazem besteira atrás de besteira e têm, digamos, o benefício da dúvida. Vou dar um exemplo: em 2009, Marco Andretti atrapalhou, por duas corridas de circuito misto seguidas — Glen e Edmonton —, líderes que tentavam dar uma volta de atraso nele. Por uma volta inteira.

(Como se sabe, em ovais, os pilotos não são obrigados a reduzir a velocidade para que vire retardatário — apenas se facilita a ultrapassagem, uma vez que o piloto de trás vem mais rápido. Como em mistos o espaço é outro, acaba tendo de abrir.)

Naquelas ocasiões, o filho de Michael Andretti interferiu no resultado da corrida ao impossibilitar a disputa de primeiro e segundo colocados. Passou-se a mão na cabeça. Separando essa história da próxima: o mesmo Marco fez uma, com o perdão da palavra, cagada na etapa de Long Beach, acabando com a corrida de Sébastien Bourdais nos boxes. Foi um erro primário, muito mais feio do que o toque de Castroneves em Power. Por mais que tenha sido um só, foi crasso. E ninguém nem toca no nome de Marco — que tem menos talento do que um Sato, por exemplo.

Parece que, com esse caso de Castroneves, e até com as ameaças a Milka Duno no ano passado, a Indy tomou um caminho de mais severidade em relação a falhas ou desnível de pilotos. Eu só espero que não existam protegidos pela categoria. Se, mais uma vez o escolhendo como exemplo, Marco Andretti fizer uma besteira na etapa de São Paulo, vai receber as mesmas ameaças? Veremos.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
24/04/2011 - 14:06

A importância do resultado de Oulton para as pretensões de título de Felipe Nasr

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FELIPE GIACOMELLI [@daewlz],
de Brasília

Felipe Nasr já deixou de ser uma promessa e se tornou uma realidade para o automobilismo brasileiro ao menos em se tratando de F3. Depois de quatro provas da F3 Inglesa, o brasiliense é o líder do campeonato, com 66 pontos, 21 a mais que Jazeman Jaafar, o segundo colocado.

Com o bom desempenho nas primeiras quatro corridas, quando Nasr venceu duas vezes e terminou em segundo nas outras duas, já é possível pensar em título para o piloto da Carlin. Os resultados pré-feriado de Páscoa, na rodada de Oulton, serviram para comprovar que o piloto de apenas 18 anos está no caminho certo para a conquista.

Não que o resultado em Monza não tenha sido impressionante. Mas as duas vitórias, além do segundo lugar, apenas reforçaram que Nasr é um piloto muito acima da média em pistas de alta velocidade, principalmente quando tem a disposição um equipamento de ponta como é o da Carlin.

Prova dessa superioridade vem da temporada 2010, quando o brasileiro estreou na categoria. Na ocasião, os dois melhores resultados de Felipe foram a vitória em Rockingham e o segundo lugar em Spa-Francorchamps. Pistas, essas, onde é possível acelerar.

Só que em autódromos mais travados, o desempenho de Nasr era irregular. No mesmo Oulton Park, em 2010, o brasileiro abandonou duas das três provas e terminou a outra apenas na 14ª colocação. A situação não melhorou muito durante a pré-temporada do atual campeonato. No único dia de treinos no local, o piloto da Carlin foi apenas o sétimo mais rápido, ficando 0s8 atrás do líder Scott Pye.

No entanto, Felipe parece ter conseguido dar a volta por cima e não só conseguiu a segunda colocação na corrida do sábado como também irá largar na pole-position no domingo. Mesmo que sair na frente não signifique vitória, para quem quer ser campeão, regularidade é algo extremamente importante.

Aliás, até o momento, o desempenho de Nasr é bastante parecido com o que lhe rendeu o título da F-BMW europeia em 2009. Na ocasião, o piloto terminou em primeiro ou segundo em todas as corridas, menos na rodada da Inglaterra (curioso não?) quando foi o oitavo depois de ter problemas no câmbio.

Se na F-BMW o brasileiro não teve um adversário direto na briga pelo título, já que viveu a expectativa de uma eventual desclassificação ou não de Michael Christensen, o então vice-líder, na F3 Inglesa parece que Felipe terá uma batalha doméstica. Isso porque, depois das quatro corridas, é Lucas Foresti quem se apresenta como principal rival.

O piloto da Fortec venceu em Oulton, foi segundo em Monza e só não teve outros bons resultados na Itália pois se envolveu em acidentes que comprometeram-lhe as corridas. Tomando como base a pré-temporada, é possível dizer que o desempenho de Lucas é surpreendente.

Aliás, surpreendente para quem acompanha a categoria a distância. Para Felipe, o rendimento do compatriota não deve ser novidade. Curiosamente, os dois se conhecem há muito tempo. Além de ambos terem nascido em Brasília, os dois foram contemporâneos no kart e estrearam juntos nos monopostos, na etapa de Interlagos da F-BMW Americas de 2008, correndo pela equipe de Amir Nasr.

Na ocasião, mesmo fazendo a primeira prova da carreira, Felipe conquistou um quinto e um terceiro lugares, impressionou e garantiu a temporada 2009 no certame europeu, quando viria a ser campeão. Lucas, por sua vez, terminou duas vezes na décima posição e seguiu na F3 Sul-americana antes de reencontrar o rival no campeonato britânico.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: ,
20/04/2011 - 18:29

Esporte que maltrata

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Felipe Paranhos

Alberto Valério, Tiago Geronimi, Caio Lara, Raphael Abbate. Todos eles, ano passado, disputavam campeonatos de monopostos lá fora. Neste ano, estão em posições de coadjuvante nos torneios de turismo brasileiros. Apesar de, evidentemente, tratar-se de um período de adaptação, tenho certeza que os quatro pilotos, de 25, 22, 20 e 19 anos gostariam de continuar por lá.

Ao menos, houve a passagem pelo automobilismo internacional. E quando nem isso acontece, fica só a frustração? É um pouco do que passa Lu Boesel. Competitivo na F3 Sul-Americana, onde ficou conhecido, o sobrinho de Raul e irmão de Pedro, da Copa Montana, o piloto buscou os EUA como destino.

Chegou na O2, equipe da Lights, para testes. Foi o mais rápido num treino que teve, inclusive, Josef Newgarden, que veio da GP3, com um carro mais complexo do que o da F3 Sul-Americana. Lu impressionou a equipe, ganhou a verba do patrocinador do time.

Voltou ao Brasil empolgado para completar a verba e conseguir se garantir na temporada 2011 da Lights. Não deu tempo de obter os recursos para iniciar o campeonato. Sua almejada estreia ficaria para Long Beach, se tudo desse certo.

Pelo visto, não deu. E Lu cogita, como os pilotos citados lá em cima, abandonar o sonho de correr em categorias de monopostos fora do país e tentar vaga nos campeonatos de turismo daqui. Ontem, no Twitter, o piloto desabafou.

“Minha carreira inteira até aqui segui nos monopostos, mas cada vez mais sinto que esse é um caminho incerto e para poucos com bolsos grandes. Mesmo amando o monoposto, o turismo tá cada vez mais presente e mais perto da realidade! Usar um pouco mais do curso adm e tocar a vida”, falou.

Ê, automobilismo… Esporte que maltrata.

Autor: - Categoria(s): Indy Lights Tags: , , , ,
20/04/2011 - 13:07

Parabéns, Gugelmin

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Maurício Gugelmin comemora hoje 48 anos de vida. Sumidão nos dias de hoje, o catarinense foi um dos bons pilotos brasileiros da geração de 80, conquistando títulos na F-Ford Britânica e Europeia, além de faturar também a F3 Britânica, até hoje, uma das mais importantes categorias de base. Sua passagem pela F1 até que foi breve. Gugelmin deu certo azar e pegou equipes nada competitivas na categoria, March Leyton House e Jordan. Nas poucas chances que teve para mostrar serviço, mandou muito bem, como no GP do Brasil em 1989, quando Jacarepaguá ainda era uma pista decente.

Desiludido com a falta de um carro legal na F1, Maurício cruzou o Atlântico para correr na Indy em 1993, a exemplo do que já havia feito Nigel Mansell. O brasileiro fazia companhia a Emerson Fittipaldi e Raul Boesel na categoria que começava a chamar a atenção de muita gente aqui. Gugelmin fez algumas corridas na Dick Simon antes de seguir para a Ganassi em 1994.

Um ano depois, estava na Pac West, uma das boas equipes da Indy na época. (Confesso que fui muito mais fã da Indy na década de 90, que tinha muito mais competitividade, do que hoje. Mas isso é assunto para outro post). E foi lá, na Pac West, que Big Mo faturou sua única vitória, em Vancouver 1997, mas é fato que ele mandou muito bem em outras corridas também, antes e depois de 1997. Nesse mesmo ano, o piloto terminou a temporada na quarta colocação.

2001 marcou sua saída das pistas após temporada bastante difícil. Desde então, Maurício ficou totalmente fora do automobilismo e pouca gente teve notícia dele. Talvez tenha faltado um pouco de sorte na carreira, principalmente na F1, mas competência, sempre sobrou, é fato. Vale sempre a lembrança. Se alguém tiver notícias atuais do Gugelmin, postem aqui. Fica aqui a homenagem do BloGP para um cara que acho que deveria ser mais lembrado por aqui. Parabéns, Big Mo!

E abaixo, os melhores momentos dele em Jacarepaguá 1989, brigando na pista com Patrese e Prost com a Leyton House projetada por Adrian Newey, que começava sua carreira de destaque na F1.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , , , , , , ,
18/04/2011 - 15:17

Rapidinhas do rali

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Nem só de WRC viveu o rali neste fim de semana. Ao contrário. Rolou muita coisa boa aqui no Brasil e na América Latina. A começar pelo RN 1500. A prova que, como o nome diz, é disputada no Rio Grande do Norte, é uma das mais importantes do cross-country brasileiro. O trecho de 916, 69 km — 476,25 destes, cronometrados — foi um misto de dunas e sertão em paisagens belíssimas com percursos bem difíceis, desafiando ainda mais os competidores nas motos, carros e quadris, grande parte deles, com participação no Rali dos Sertões.

Após quatro dias de competições, Marlon Koerich, que disputou a prova em parceria com a irmã, Joseane, faturou o título com um protótipo da Sherpa. Marlon fez belo papel no Dacar em janeiro, quando na condição de estreante, chegou numa boa 14ª colocação ao lado do experiente navegador Bina Cavassin. Marcos Moraes e Edu Sachs completaram o RN em segundo lugar, consolidando a dobradinha da MEM, time de Marcos, que também é diretor da Dunas Race, organizadora do Sertões.

Nas motos, Denísio do Nascimento conquistou o título após 6h50min15s de prova. O piloto superou em quase 6s o tempo de Tiago Fantozzi, vice-campeão. Dario Júlio completou o top-3 nas duas rodas. Já entre os quadris, a vitória coube a Francinei de Souza, que foi destaque no Sertões com o vice-campeonato, perdendo a disputa em 2010 para Rafal Sonik. O cearense conquistou o RN 1500 superando Marcio Oliveira.

Abaixo vai um vídeo bem legal de um pouco do que rolou neste fim de semana no RN.

Outra prova de destaque no fim de semana aconteceu em Encarnación, no Paraguai, na primeira etapa do Sul Americano de rali de velocidade, o Rali Trans Itapúa. Lá estava Paulo Nobre, o Palmeirinha, que disputou sua primeira prova após perder a eleição para presidente do Palmeiras. Ao lado do eterno parceiro Edu Paula, o piloto alviverde vinha em bom ritmo e fechou o sábado em terceiro na classe 3, quinto na classificação geral, onde os trechos de lama predominaram, por conta da chuva que desabou no local. Mas no último dia, ontem (17), já com as trilhas mais secas, todo mundo imprimiu um ritmo mais forte, e na tentativa de alcançar os rivais, Palmeirinha perdeu o controle de seu Mitsubishi Lancer Evo e quase capotou. Mas o bom resultado já tinha caído por terra.

Nobre não perdeu o bom humor e a chance de alfinetar a torcida do time rival. “Esse tipo de coisa faz parte do esporte, mas é triste ver um super resultado escapar desse jeito pelas mãos! Naquele décimo de segundo que vi a curva cheia de barro, senti que daria uma ‘corinthianada’”.

Além de Palmeirinha e Paula, mais sete duplas representaram o Brasil no Paraguai. São elas: Maicon Soares e Cleiton Casarotto; Luís Tedesco e Roger Valandro; Fernando Mello e Fernando Toschi; Cristiano Borges e Marcelo Fillipon; Alexandre Figueiredo e Andrey Karpinski; Milton e André Pagliosa, além de José Barros Neto e Emília Abadia. Sidney Broering também participou da prova, sendo navegador do paraguaio Dick Ferreira. Desses, Tedesco conquistou o melhor resultado, vencendo com um Palio a Classe 9. Na classificação geral, a vitória foi do paraguaio Thiago Weiler, com um Mitsubishi Lancer Evo.

A título de curiosidade, é interessante ver carros como Honda Civic e Toyota Corolla disputando um rali. Vários deles estavam inscritos para a prova no Paraguai.

A próxima etapa do Sul Americano de Rali de Velocidade acontece entre os dias 5 e 8 de maio em Erechim, considerada a capital brasileira do rali.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , , , ,
18/04/2011 - 14:26

Massa e o número 6

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Felipe Paranhos

Neste fim de semana, notei uma curiosidade em relação à temporada 2011 de Felipe Massa, a sua 6ª na Ferrari. Não tem valor informativo nenhum (aquietem-se, eventuais malas), mas resolvi postar aqui por conta das coincidências. Vamos lá:

>>> A Ferrari foi terceira colocada em 2010, e Fernando Alonso superou Massa. Por isso, o brasileiro entrou no Mundial de 2011 com o carro número 6.

>>> Massa foi 6º colocado em 2010.

>>> Foi 6º em cinco de nove treinos livres desta temporada.

>>> Na China, foi 6º em todas as sessões: três treinos livres, treino classificatório e corrida.

>>> A primeira vitória de Massa na F1 foi em 2006, na 66ª corrida dele na F1. E com o número 6 no carro.

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