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20/04/2011 - 13:07

Parabéns, Gugelmin

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Maurício Gugelmin comemora hoje 48 anos de vida. Sumidão nos dias de hoje, o catarinense foi um dos bons pilotos brasileiros da geração de 80, conquistando títulos na F-Ford Britânica e Europeia, além de faturar também a F3 Britânica, até hoje, uma das mais importantes categorias de base. Sua passagem pela F1 até que foi breve. Gugelmin deu certo azar e pegou equipes nada competitivas na categoria, March Leyton House e Jordan. Nas poucas chances que teve para mostrar serviço, mandou muito bem, como no GP do Brasil em 1989, quando Jacarepaguá ainda era uma pista decente.

Desiludido com a falta de um carro legal na F1, Maurício cruzou o Atlântico para correr na Indy em 1993, a exemplo do que já havia feito Nigel Mansell. O brasileiro fazia companhia a Emerson Fittipaldi e Raul Boesel na categoria que começava a chamar a atenção de muita gente aqui. Gugelmin fez algumas corridas na Dick Simon antes de seguir para a Ganassi em 1994.

Um ano depois, estava na Pac West, uma das boas equipes da Indy na época. (Confesso que fui muito mais fã da Indy na década de 90, que tinha muito mais competitividade, do que hoje. Mas isso é assunto para outro post). E foi lá, na Pac West, que Big Mo faturou sua única vitória, em Vancouver 1997, mas é fato que ele mandou muito bem em outras corridas também, antes e depois de 1997. Nesse mesmo ano, o piloto terminou a temporada na quarta colocação.

2001 marcou sua saída das pistas após temporada bastante difícil. Desde então, Maurício ficou totalmente fora do automobilismo e pouca gente teve notícia dele. Talvez tenha faltado um pouco de sorte na carreira, principalmente na F1, mas competência, sempre sobrou, é fato. Vale sempre a lembrança. Se alguém tiver notícias atuais do Gugelmin, postem aqui. Fica aqui a homenagem do BloGP para um cara que acho que deveria ser mais lembrado por aqui. Parabéns, Big Mo!

E abaixo, os melhores momentos dele em Jacarepaguá 1989, brigando na pista com Patrese e Prost com a Leyton House projetada por Adrian Newey, que começava sua carreira de destaque na F1.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , , , , , , ,

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32 comentários para “Parabéns, Gugelmin”

  1. Marcio disse:

    Lembra da história que ele quase bateu no Senna em Suzuka, 1989? Salvo engano, o Gugelmin era retardatário e viu o Senna no espelho. Para deixar o amigo passar, preparou o melhor traçado e calculou tudo, porém a garrafa d’água (!!) dele soltou na hora da frenagem e acabou prendendo no pedal do freio, embaralhando toda a situação e por pouco não resultou em um acidente… Acho que o próprio Gugelmin narra esse episódio no livro do Senna. Bem interessante!

  2. Victor Serrão disse:

    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Formula_1/0,,MUL1340583-15011,00.html

    Gugelmin era muito bom mesmo, ainda que lhe faltasse alguma coisa. Ele era um piloto, e não um corredor. Sempre achei que lhe faltava a “faca nos dentes”, coisa que eu via no Barrica pré-Imola 94, e no Fisico de início de carreira, na Jordan.

    Mas era mais piloto do que o Boesel, do que o Christian Fittipaldi, entre outros. Quanto à comparação com o Capelli, não é de todo injusta, ainda que possa ser dito que o Capelli, dos dois, era o mais experiente (começou na Tyrrell em 1985) e de quem se esperava melhores resultados.

    Mas a contratação do Capelli pela Ferrari foi mais para quebrar um jejum de pilotos italianos na Ferrari que já durava desde o Alboreto, do que propriamente premiar um fora-de-série. Ele teve mandato-tampão na demissão do Prost, e acabou sendo mantido por ser italiano.

    Mas a March não era um carro ruim – muito longe disso, aliás. Das equipes médias ela talvez tenha sido a que melhor andou em 1988 e 1989. O problema era que a aerodinâmica refinada do Adrian Newey, na época, não funcionava em pisos irregulares. Daí a quase dobradinha em Magny Cours, que é um tapete.

    O conceito básico no entanto rendeu frutos e, com a suspensão ativa da Williams, se tornou um sucesso absoluto.

    Fato é que o Gugelmin pegou uma fase de poucas equipes realmente “grandes”, numa época de total domínio da McLaren, com Ferrari sendo uma distante segunda força e a Williams tentando se encontrar depois de perder o motor Honda para 1988, primeiro forçada a andar de Judd e depois dedicada a desenvolver o motor aspirado da Renault. Na época sequer havia uma quarta força claramente definida, com a Benetton ainda longe de ser a equipe que foi a partir de 1992, com a Lotus em queda livre, etc. Assim, realmente faltou espaço para que ele pudesse alçar vôos mais altos na F1.

    Legal lembrarmos do Gugelmin… Torcia muito por ele. Acho que, dentre os brasileiros que passaram pela F1 sem terem sido campeões, ele foi dos melhores.

  3. Jacaré e Capivara do Tietê disse:

    Piloto Italiano e Vampiro brasileiro …pfrrss
    Depois do Alberto Ascari “Lumbricóides” (1953) nadica de nada de italiano campeão. Não é a Ferrari que tem azar, os caras é que são Braço de Fantomas!!

    Parabéns Gugelmim, se tivesse ido pra Ferrari teria acertado mais o carro, pego experiência em scuderia grande, e maior fortuna na F1. Você merecia mais porque andava muito!

Os comentários do texto estão encerrados.

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