Publicidade

Publicidade

Arquivo de abril, 2011

17/04/2011 - 06:30

Velozes – GP da China 2011

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

>>> Lewis Hamilton venceu pela 15ª vez na F1, a primeira desde agosto de 2010, na Bélgica. Apesar do tempo, não se trata da maior diferença entre vitórias do inglês. Entre o GP da China de 2008 e o GP da Hungria de 2009, foram 10 provas. Desta vez, oito.

>>> Com a excelente atuação na China, Webber fez a melhor corrida das suas 160 da carreira — ao menos, em relação a posições conquistadas: ao largar em 18º e completar a prova em terceiro, ganhou 15 colocações, superando sua marca de dez postos, do GP da Áustria de 2003, ainda pela Jaguar.

>>> Pela primeira vez em 2011, já que não largou na Austrália e recolheu voluntariamente seus carros na Malásia, a Hispania completou a corrida com seus dois carros. Duas voltas atrás do líder, na mesma volta da Virgin. A equipe está no nível do ano passado. Como o campeonato ainda vai para a quarta etapa, bem possível que a HRT supere a Virgin ao longo do ano.

>>> Outra: lembram que eu falei que o carro da Williams é péssimo? Maldonado terminou em 18º. Foi ultrapassado por Kovalainen, de Lotus, na DÉCIMA volta. Pérez tomou drive-through e terminou na frente do venezuelano. Barrichello foi 13º — como sempre, fazendo milagre com um carro ruim. Pra mim, fica claro que a experiência de Rubens leva o carro até o meio do pelotão, mas que, se não melhorar muito, a equipe de Grove não faz nem 20 pontos na temporada.

>>> A melhor volta de Jarno Trulli, 1min42s052, foi mais rápida do que a melhor de Fernando Alonso, 1min42s070.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
15/04/2011 - 19:08

Continuem de olho

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Cesar Ramos foi o mais rápido do dia na sexta-feira de treinos livres em Aragón. O brasileiro formou a dobradinha da Fortec com Alexander Rossi, segundo colocado à tarde, mesmo período em que o gaúcho de Novo Hamburgo conquistou sua ótima volta em 1min43s333, exatamente 0s001 mais rápido do que o norte-americano, que fora segundo também pela manhã. No treino matutino, com a pista mais lenta, Ramos foi o 13º.

O terceiro foi Albert Costa, da Epic. Daniil Move, que deixou a Mofaz — Junior Lotus do Tony Fernandes — para correr na P1, iniciou bem o fim de semana, ficando no top-5 nas duas sessões.

Semanas atrás, disse aqui que achava grandes as chances de Cesar disputar o título. Continuo acreditando nisso. O favorito disparado é Daniel Ricciardo, da ISR, vice-campeão no ano passado e piloto de testes da Toro Rosso. Só que, assim como acontece neste fim de semana,  o australiano terá de pilotar o carro de F1 na sexta-feira de treinos em mais duas ocasiões nesta temporada.

Se Ramos for sólido durante o campeonato, portanto, fica mais fácil a missão de superar Ricciardo, mais experiente e numa equipe mais forte do que a Fortec do brasileiro.

Falando na ISR, o time de Ricciardo começou mal o fim de semana. Conforme dito na apresentação do campeonato que fiz com o Felipe Giacomelli, do ótimo World of Motorsport, a equipe anunciou uma dupla e estreou em 2011 sem ela: Daniel está na China com a F1 e Dean Stoneman, atual campeão da F2, abandonou o campeonato antes mesmo da pré-temporada por conta de um câncer nos testículos. Lewis Williamson e Nathanaël Berthon, substitutos, não têm a mesma qualidade.

O outro brasileiro da categoria, André Negrão, também iniciou forte a abertura do campeonato. O primo de Xandinho, ex-piloto da GP2, atualmente na Stock Car, superou o companheiro de Draco Stéphane Richelmi no acumulado dos tempos. E é essa a verdadeira disputa do piloto de 18 anos. Richelmi, três anos mais velho, vem do vice-campeonato da F3 Italiana — perdeu para Cesar Ramos —, então superá-lo na temporada será como um título para o paulista.

E atenção: amanhã, às 9h, o Bandsports transmite a primeira corrida da categoria. No domingo, o mesmo.

Atualização: Ramos teve problemas na primeira corrida, terminando em 23º.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
15/04/2011 - 08:43

Bom [outro] retorno

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Neste fim de semana, Chris van der Drift tem um novo começo nas pistas. O neozelandês sofreu o acidente mais assustador da temporada 2010, durante uma etapa da Superliga em Brands Hatch, em 1º de agosto do ano passado, e quebrou um tornozelo, duas costelas, um ombro e dois dedos. Olha aí em cima como ficou o carro.

Desafiando as expectativas dos médicos, que no início suspeitavam até que Chris pudesse não voltar a correr por conta das lesões na mão, o piloto disputou a etapa de Navarra da categoria, menos de três meses depois do acontecido. Para pagar os custos de sua recuperação, seus amigos chegaram a organizar uma prova de kart beneficente, já que o neozelandês não estava coberto por um seguro especial para acidentados no esporte a motor.

Agora, em Aragón, pela World Series, Van der Drift começa uma nova temporada, um novo caminho no automobilismo. Neste período em que se discute a segurança nas pistas brasileiras e internacionais, é bom ver de volta às competições alguém que esteve tão perto de sofrer um acidente fatal.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga, World Series Tags: , , , ,
14/04/2011 - 14:26

Aí, sim

Compartilhe: Twitter


FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Confesso que fiquei bastante satisfeito ao ver hoje no Facebook uma foto do carro do Daniel Oliveira em Amã, na Jordânia, com adesivos de patrocinadores brasileiros. Levando em conta que hoje em dia os pilotos tupiniquins encontram dificuldades até mesmo para completar orçamento visando a disputa do Mundial de F1 — como Lucas Di Grassi —, o feito de Oliveira, único nacional a disputar o Mundial de Rali em 2011, é algo notável.

Pelo menos no Rali da Jordânia, o piloto baiano será patrocinado pela Embraer, pela Keta, empresa do setor financeiro e também de seguros, além do próprio Governo da Bahia. É preciso destacar que o WRC, apesar de ser considerado uma categoria top, jamais teve no Brasil o mesmo status que tem na Argentina, por exemplo.

E se a maior divisão do rali de velocidade do planeta não é atraente aos olhos do torcedor, esta é ainda menos visível para empresários que desejam ver suas marcas divulgadas em nível mundial. Mas é bom ver que, bem aos poucos, alguns investidores dão atenção ao rali. Aí, sim.

Infelizmente, o rali não tem a visibilidade que merece por aqui. Já venho batendo nessa tecla há tempos. O Dacar foi um exemplo claro disso. Apenas uma emissora de TV, a SporTV — é preciso reconhecer —, deu certo destaque à prova em janeiro, ainda assim, exibindo boletins no fim da noite. As outras, nem isso. E claro, baixa exposição, menor quantidade de patrocínios. O que explica a queda brusca de brasileiros inscritos na competição.

Mas aos trancos e barrancos, o esporte vai sobrevivendo aqui por essas bandas, graças a alguns mecenas, empresários apaixonados pelo rali que investem dinheiro para organizar e promover competições por todo o Brasil como o Rali dos Sertões e a Mitsubishi Cup, por exemplo. E mesmo com pouco apoio, tanto o rali de velocidade, quanto o cross-country nacional revela gente do porte de Oliveira, Guilherme Spinelli (isso para ficar só entre os pilotos de carros).

A situação de Daniel é um pouco diferente. O piloto conta com maciço apoio da Prodrive, empresa preparadora de carros de propriedade de David Richards, que criou a Brazil (assim mesmo, com Z) World Rally Team justamente para desenvolver o novo Mini, visando não apenas a atual temporada, como 2012, ano em que a montadora vai disputar todas as provas do campeonato. O time conta com estrutura de primeira e já fala em vitórias no ano que vem. Mesmo assim, um patrocínio sempre cai bem.

A equipe que conta com Daniel e o navegador luso Carlos Magalhães no comando do Mini John Cooper Works, por enquanto, da categoria S2000, cuja estreia aconteceu em Portugal no fim de março. A ‘promoção’ de Oliveira à divisão principal do WRC deverá acontecer no Rali da Itália, daqui a duas semanas.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , , ,
12/04/2011 - 15:23

Velozes

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

*** Christian Vietoris não vai correr só na GP2 em 2011. O piloto da Racing Engineering fechou com a Mercedes para disputar a temporada do DTM. Junto com ele, vai estrear também Renger van der Zande, de 25 anos, que correu a GP3 em 2010. O grid da categoria está bem legal este ano: além deles, com a Mercedes com de 2008, haverá Susie Stoddart, David Coulthard e Maro Engel. Na de 2009, Ralf Schumacher, Jamie Green, Gary Paffett e Bruno Spengler. A Audi vem com Oliver Jarvis, Timo Scheider, Mattias Ekström, Mike Rockenfeller, Miguel Molina, Martin Tomczyk e os novatos Rahel Frey, Edoardo Mortara e Filipe Albuquerque.

*** As obras no circuito de Xangai, visando o GP da China: asfalto foi recuperado na entrada das curvas 1, 8, 11 e 14. As reformas também atingiram a borda da curva 5.  A drenagem antes e depois da curva 16 também é um desafio aparentemente cumprido pela organização.

*** Nesta terça rolou o primeiro dos três dias de treino coletivo desta semana da GP3, em Barcelona. Com um tempo marcado pela manhã, Antonio Félix da Costa, jovem revelação portuguesa, com vínculos com a Ocean, equipe da GP2, foi o mais rápido. Pedro Nunes, único brasileiro da categoria, foi o 12º colocado pela manhã e quinto à tarde. Seus companheiros de Lotus ART, Valtteri Bottas e James Calado, foram, respectivamente, quinto e sétimo na sessão matutina, segundo e 11º à tarde. O outro brasileiro, Leonardo Cordeiro, da Carlin, foi 20º pela manhã e 18º à tarde.

Autor: - Categoria(s): DTM, F1, GP3 Tags: , , , , , , ,
11/04/2011 - 11:53

Sinal fechando

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Duas corridas da F1 em 2011 e algumas impressões começam a surgir. A Red Bull domina como esperado, a Hispania chafurda como esperado, Kobayashi mita como esperado… Mas, aqui, eu atento ao desempenho da Williams.

A equipe, que teve para este ano a grana de Pastor Maldonado para ajudar no orçamento, parece ter feito um carro bem fraquinho — o que, aliás, foi minha primeira sensação sobre o FW33, numa conversa com Victor Martins durante a pré-temporada.

Fraquinho em todos os sentidos. Na Austrália, Maldonado largou em 15º, Rubens Barrichello em 17º, este depois de cometer um erro e ficar na brita. Hoje, não dá para descartar que o brasileiro tenha errado, algo incomum, porque estava levando ao limite um carro ruim.

Na Malásia, Rubens conseguiu a 15ª posição no grid, enquanto Maldonado caiu no Q1 e partiu do 18º lugar. A Williams terminou 2010 como a sexta melhor equipe e, neste iniciozinho de 2011, só está à frente das três ex-novatas, tendo perdido terreno para Force India, Sauber e Toro Rosso.

O pior, entretanto, não está na classificação e, sim, na corrida. Nenhum dos dois pilotos completou uma das duas corridas da temporada. E sempre por problemas no carro: Rubens abandonou com defeitos na transmissão em Melbourne e no sistema hidráulico em Sepang, enquanto Pastor repetiu  Barrichello na Austrália e foi traído pelo sistema elétrico em Sepang.

Até agora, das 114 voltas dos dois GPs do Mundial de 2011, Barrichello fez 70. Maldonado, ainda menos: 17. Pastor é novato na F1. Se a equipe de Grove não lhe dá condições de evoluir e amadurecer, fica difícil cobrar resultados no fim.

Como diria o mestre Paulinho da Viola se sua inspiração fosse o automobilismo — ô heresia —, o sucesso da Williams parece ter sumido na poeira das pistas.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
10/04/2011 - 07:27

Parem de reclamar

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Às vezes penso que tem gente que sente prazer em reclamar. Da vida, do casamento, da solteirice, do time do coração, da profissão, do chefe, da humanidade. A gente vê isso nas coisas que mais gosta, que melhor acompanha. Um exemplo é a F1.

Foi pelo que li no Twitter durante a corrida que decidi falar sobre isso aqui, a fim de gerar o debate. Quando não tem ultrapassagem, o pessoal reclama; quando tem, reclamam também. Não ficam satisfeitos nunca? Evidentemente que as disputas por posição na Malásia tiveram como fator maior o propositalmente alto desgaste dos pneus Pirelli. Esta não é uma forma natural de se obter boas disputas na pista, é fato. Mas nas temporadas anteriores não tinha nada, exceto em circunstâncias absolutamente incomuns. Não é melhor que seja assim, pelo menos por enquanto?

Kobayashi brigou com Schumacher a corrida inteira, Webber conseguiu sair de décimo para quarto, Heidfeld conseguiu mais um pódio para a surpreendente Renault, Alonso pôde brigar por uma improvável posição por Hamilton, fez barbeiragem e terminou atrás de Massa, que perdeu tempo nos boxes na primeira parada… Além disso, mostrou que pilotar não é só acelerar, ser agressivo, mas também saber como tirar o melhor do carro em condições adversas, o que fez Jenson Button, segundo colocado. E o mais importante: tudo isso não tirou a vitória do melhor piloto da corrida, Sebastian Vettel.

Todos esses acontecimentos tiveram uma mesma origem: os pneus Pirelli. Ano passado, só havia boas corridas com chuva ou variação de tempo. Este ano, em duas provas, tivemos uma mediana e uma muito boa. Parem de reclamar.

Se os pneus estivessem influindo negativamente no resultado da corrida, tudo bem; mas não. Quem merecia vencer venceu, quem cuidou bem dos pneus subiu no pódio, e piloto que fez barbeiragem — bom dia, Fernando — ficou para trás. Que a F1 continue assim em 2011.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , , ,
07/04/2011 - 14:39

Kart rocks

Compartilhe: Twitter


FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Como sempre acontece quando o Iron Maiden aporta aqui no Brasil, Bruce Dickinson aproveita o intervalo entre um show e outro para fazer seu rolezinho de kart. Um dos maiores nomes do metal é apaixonado por aviões e esportes. O vocalista já representou a Grã-Bretanha no campeonato europeu de esgrima. Mas o assunto aqui hoje não é sobre espada, sabre ou florete.

Antes do último show do Iron em Curitiba, Bruce acelerou um kart em São José dos Pinhais, em companhia de profissionais como Júlio Campos e Ricardo Zonta. Apesar de não ser um profissional da área, o britânico demonstrou muita habilidade e teve seu desempenho bastante elogiado pelos pilotos da Stock Car.

Mas além do rolê do Bruce no kart em si, claro que isso é apenas uma deixa para ter um motivo para postar um vídeo aqui, como já fizeram muito o Chico Luz e o Borgo enquanto estiveram aqui no Grande Prêmio, por exemplo. Não é por nada não, mas esse som do Dickinson é espetacular. Curta até o fim!

Autor: - Categoria(s): Kart, Música, Stock Car Tags: , , , , , , , ,
05/04/2011 - 20:55

O som do silêncio

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Como vocês devem imaginar, meu sumiço do BloGP nos últimos dias se deve à correria absurda para cobrir tudo o que a morte de Gustavo Sondermann merece. Estamos indo atrás de vários lados da história, ouvindo versões diferentes, posicionamentos de pilotos e dirigentes sobre o assunto, a fim de revelar as questões que contribuíram para a tragédia em Interlagos.

Apurando o caso, entrevistei Dinho Ferreira, telemetrista da J Star, equipe de Sondermann. Queria saber informações de um técnico da equipe, coisas sobre desaceleração, velocidade naquele local e afins. Acabei ouvindo um relato emocionante sobre a experiência massacrante que é acompanhar a perda de um colega de trabalho próximo. Sempre preocupado em não parecer que estava querendo aparecer com a morte de um companheiro, Dinho falou com parcimônia e serenidade.

“Infelizmente, ‘escutei o silêncio’ dele no rádio após o acidente… Não posso dizer precisamente a velocidade no local do acidente, mas, levando em conta que na freada do S do Senna eles chegam a 230 km/h, deviam estar nos 200 km/h”, disse.

“Dentro das pistas éramos bem entrosados, falávamos um pouco de tudo e de todos, para nos situar e planejar desempenhos, mas fora delas nem tanto”.

Uma coisa que me intrigou foi sobre como a questão do estado de saúde de Gustavo era passada à equipe. Aqui fora, a informação oficial era a de que ele estava sem “risco iminente de morte”, conforme disse o Dr. Dino Altmann quando o piloto foi levado ao Hospital São Luiz. Imaginei que, dentro da J Star, todos soubessem uma hipotética verdade: que Gustavo dificilmente sobreviveria.

Dinho contou justamente o contrário. Sua reação ao saber do falecimento de Sondermann foi, em suas palavras, a de “surpresa”.

“Só fui embora do autódromo pelas 15h, quando o Sergio [pai de Gustavo] nos disse que ele estava sob controle,tinha batimento e respiração”, falou. “O próximo passo seria a transferência para o Morumbi, para uma bateria de exames e para conhecer a dimensão toda do acidente. Aí soubemos da parte neurológica.”

Nesta terça, no Twitter,  Dinho foi duro em relação às condições pelas quais passam as equipes da Montana. “A segurança no automobilismo brasileiro tem que ser vista , tratada e fortemente modificada em todos os aspectos”, escreveu, antes de postar uma irônica declaração com a qual tendo a concordar. “Estes chassis ofereceram algum perigo para a V8, para a Light servem, é só tirar alguns cavalos e tudo bem.”

“Não é de ontem que a Light, hoje Montana, sofre em função da principal. Em alguns autódromos, nós ficamos em barracas precárias e temos que torcer para que um vendaval não as arranque do chão e voe ou caia em cima de alguém, fato já acontecido em Santa Cruz”, finalizou.

Infelizmente, foi necessária a morte de Sondermann para que uma discussão profunda se iniciasse. E ela não pode parar. Ninguém quer outro fim de semana como este último em Interlagos.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , , , , ,
02/04/2011 - 17:55

Vai bem

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Kevin Abbring (HOL), Paul-Loup Chatin (FRA), Albert Costa (ESP), Alon Day (ISR), Phillip Eng (AUS), Robin Frijns (HOL), Timmy Hansen (SUE), Egon Kaur (EST), Andreas Mikkelsen (NOR), Alexander Rossi (EUA), Richie Stanaway (NZL) e Stoffel Vandoorne (BEL). Prazer.

Savannah Megan Courtenay (ESP), Melissa Calvi (LUX), June Mali Jahnsdatter Blad (NOR),
Lucile Cypriano (FRA), Lubov Andreyeva (CAZ), Hannah Pym (GBR), Kim Oomen (HOL), Bianca Cristina Anton (ROM), Caitlin Wood (AUS), Idil Gökmen (TUR). Prazer.

Vocês estão devidamente apresentados.

Os primeiros, alguns devem imaginar, são os pilotos da Academia de Jovens da FIA, lançada no início de fevereiro. As garotas, por sua vez, foram as escolhidas no último dia 31 para a Academia de Kartistas da entidade.

Perceberam alguma coisa nesses 22 nomes? Nenhum é da América do Sul. São três holandeses, dois rapazes e uma menina, dois franceses, espanhóis e australianos — nestes casos um garoto e uma garota —, pilotos de Israel, Suécia, Estônia, Estados Unidos, Nova Zelândia e Bélgica, e pilotas de Luxemburgo, Cazaquistão, Inglaterra, Romênia e Turquia.

Nenhum brasileiro, argentino, até mesmo da Colômbia ou da Venezuela, países em alta no automobilismo mundial. Nas duas hipóteses possíveis, as nacionalidades incluídas na relação exemplificam uma condição sintomática.

Situação 1 | A América do Sul não produz tantos jovens pilotos quanto antigamente, seja para o rali, para monopostos ou ainda no kartismo. Sendo assim, países que estão em crescimento, caso da Noruega, são agraciados com oportunidades que poderiam ser dos latinos. Não acredito nisso, continuam saindo grandes talentos do Brasil, por exemplo.

Situação 2 | A Codasur — Confederação Esportiva Automobilística Sul-Americana — e suas afiliadas, incluindo a lamentável CBA, têm peso nulo na hora de influenciar este tipo de escolha. Representação zero lá fora. Não à toa, dos 24 conselheiros da FIA, três são da América do Sul — o dominicano Henry Krausz, o paraguaio Hugo Mersan e o italiano Vincenzo Spano, que, apesar de sua nacionalidade, cresceu e é dirigente pela Venezuela. Os três países são minúsculos em termos de força no esporte. É nessa situação que eu acredito.

Autor: - Categoria(s): F1, Kart, Rali Tags: , , , ,
Voltar ao topo