Publicidade

Publicidade
04/05/2011 - 12:51

Toda sorte

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Volta e meia a gente fala de dinheiro aqui. Piloto X não tem, piloto Y tem demais. Mikhail Aleshin já esteve nas duas situações. O russo foi apoiado pela Red Bull quando era ele a grande promessa do país, não Vitaly Petrov.

E, convenhamos, Mikhail tem mesmo mais talento.

Ele ficou de 2005, na primeira versão do programa de jovens pilotos, até 2009 sob a condução da empresa dos energéticos. Fez duas temporadas completas na World Series, mas não brilhou, ficou ali pelo meio do pelotão, levou uma naba do companheiro Vettel na metade da temporada 2007, aquela coisa. Mas tinha 19 anos só.

Em 2009, último ano sob apoio forte da Red Bull, foi terceiro colocado na F2 — o melhor ano da categoria, aliás. À frente dele ficaram Robert Wickens, hoje líder da World Series, e o campeão Andy Soucek. Voltou à World Series ano passado, sem tomar energético, e ganhou o título.

Depois de flertar com uma vaga na Virgin e andar de Renault no treino para novatos da F1. Finalmente daria o passo seguinte ao chegar à GP2 pela Carlin, equipe com a qual trabalhou na World Series. Correu na GP2 Ásia, curta e mal organizada. Não deu pra fazer nada de bom. Para a fase principal da temporada, faltou dinheiro e o lugar que seria dele ficou vago.

Aleshin chegou a correr na classe Light da F3 Alemã no mês passado, convidado por uma equipe, sem precisar levar nada em dinheiro e patrocínio. Parecia o fim das esperanças. Na última hora, dias antes da viagem a Istambul, Trevor Carlin o convidou para voltar ao time da GP2, mesmo sem o russo ter grana para toda a temporada.

O acordo dura só as duas corridas da Turquia. Aleshin tem só duas chances de impressionar e chamar a atenção de patrocinadores. Toda sorte a ele.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , , ,

Ver todas as notas

6 comentários para “Toda sorte”

  1. Juan Paul Montracy disse:

    Vale lembrar que ele já pilotou na GP2 substituindo o desaparecido Michael Ammermuller, e não fez nada de demais, tanto q colocaram o Buemi no lugar dele.

    • Felipe Paranhos disse:

      Não, não. Ele substituiu o Ammermüller por uma rodada. Na seguinte, Mônaco, veio o Buemi. Depois voltou o Ammermüller, e só na última rodada correu o Aleshin.

  2. Verde disse:

    Sou um pouco cético com relação ao Aleshin. Ele demorou um pouco de tempo para começar a engrenar de verdade no automobilismo. Na verdade, nem sei como é que ele foi chamado para substituir o Ammermüller (e este, que fim levou?) na ART em 2007. O lobby da Red Bull deveria ter apostado no Buemi desde o início.

    Na World Series, ganhou do Ricciardo por muito pouco, e isso com muito mais experiência que o australiano. E sei lá, sua pilotagem nunca me encheu os olhos mesmo.

    Espero estar errado. E que ele aproveite bem sua chance, embora eu preferiria ver o igualmente injustiçado Oliver Turvey no lugar.

    • Vitor disse:

      O Ammermüller correu na FIA GT3 ano passado, em dupla com o Paulo Bonifácio.

  3. Juan Paul Montracy disse:

    Aí o Aleshin quebra o carro e a mão no treino e não disputa a etapa….#Paranhospéfrio

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo