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04/07/2011 - 15:07

Surdez para o bom senso

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Felipe Paranhos

Sou só eu que acho essa discussão sobre o barulho dos motores da F1 a partir de 2014 uma besteira? Ok, é uma parte integrante do espetáculo da F1, ninguém gosta de ver corrida no mudo, mas tem um pouco de factóide nisso tudo, me parece.

A F1 vai abrir mão de uma fórmula de sucesso e colocar um motor de Ka 1.0?

Motor V8 é sinônimo de carro moderno, tecnologia avançada?

Alguém vai mesmo deixar de ir a um autódromo ver os carros, a velocidade, as ultrapassagens, porque o som é X decibéis mais baixo?

A resposta é não para as três perguntas. Quanto à última, arrisco dizer que, se a mudança para os motores V6 fosse feita às escondidas, de um dia pro outro, quase todo o público dentro do autódromo não repararia. Se reparasse, talvez até agradeceria pela “impressão” de que o barulho que machuca os ouvidos diminuiu, talvez atribuísse o menor incômodo a um possível acostumar do sistema auditivo com a zoada.

Convenhamos, ninguém vai assistir a uma corrida no autódromo por causa do barulho do motor. Tá ali, ótimo, é um negócio secundário, muita gente até acha exagerado — eu incluído. No mais, acho que muita gente ficaria contente em ver a corrida com os ouvidos nus, a salvo daquele zunido agudo invadindo mortalmente sua orelha.

(Se é que o volume vai cair tanto assim. É justamente por tudo se tratar de suposição que eu acho a discussão, as ameaças de processo e tal uma enorme besteira.)

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77 comentários para “Surdez para o bom senso”

  1. Fabricio disse:

    O ronco dos motores é importante, mas estão fazendo tempestade em copo d’água. O Brabham BT56 era equipado com um motor BMW 1.5L Turbo que berrava mais q o capeta com dor de dente. Se pegarmos qualquer carro e lhe arrancarmos os abafadores do sistema de escape o barulho se torna infernal, então, na F-1, estão simplesmente procurando baboseiras para discutir.

  2. Júlio Lima disse:

    Camarada Paranhos, você não está sozinho: também acho isso uma besteira das maiores.

    De qualquer forma, se o “pobrema” é barulho, instala uns amplificadores “dusbão”, enfia um toca-fita no painel e aí o pessoal desfila fazendo barulho pra galera.

    Simples, não?

  3. jbchaves disse:

    O vovô Bernie, depois que perdeu a Slavica, tá com medo de perder as rédeas da F1! “Indoidô” o cavalheiro!!!

  4. Rafael Chinini disse:

    não acho besteira não.
    imagina uma corrida de carros elétricos? que lixo seria.

    o barulho é o que mais impressiona logo de cara quando vc vai pela primeira vez ver um F1.

    pode até ser exagerado mas…podemos começar perguntando pra quem viu os motores V10 rasgando em interlagos..eu não vi..mas muitos diziam que eram bem diferentes

  5. Marcelo disse:

    Desculpe discordar, mas acho o ronco importante sim. Mais que a configuração L4, V6 ou V8 o importante são os RPM do motor. É só deixar o V6 trabalhar a 18000 a 19000 giros que não tem problema. Mas pra ser sincero tenho saudades dos V10 sem limites de giro.

  6. Clenio Azevedo Vilela disse:

    É, lembro sempre da BT56 com Nelson Piquet, quando o assunto do ruido dos F1 voltam. Como disse um companheiro anteriormente: gritava mais que o capeta com dor de dente! Vamos esperar e conferir.

  7. Eduardo Azeredo disse:

    Triste que o esporte esteja tão relegado a um segundo plano que a questão do barulho dos motores vire pretexto pra uma queda de braço entre FIA e FOM. Politicagem ao extremo.

  8. Alexandre Lourenço disse:

    Na verdade o que gera mais barulho mesmo na F-1 são os bastidores isso sim, afinal, se fala mais de F-1 com relação a bastidores , fofocas e etc e isso é péssimo para uma categoria, a stock car que se cuide!!!!

  9. André disse:

    Eu não acho besteira. Deixaria de ver a Fórmula 1 se não houvesse um belo e alto barulho dos motores. Na verdade, já me desanimam muito os V8 atuais. Barulho mesmo eram os V10, aquele som mais agudo rasgando a reta. Só quem ouviu ao vivo vai entender.

  10. Anderson disse:

    Porra mas ai nos barulhos que esta toda a graça e emoçao que o carro passa pra gente no momento em que vemos ele ao vivo. Quem ve a F1 pela primeira vez se impressiona justamente por isso, matar o som alto dos motores é matar metade da graça do esporte. Eu apoio o ronco (ou berro) alto e por mim deveria voltar V10 V12 para berrar mais ainda. Queria ver se seria emocionante ver uma corrida de carros elétricos.

  11. Jacaré e Capivara do Tietê disse:

    Pelo ronco pelo berro esse motor já levou ferro!

    • Felipe Paranhos disse:

      hahahahaha, essa frase é um clássico! Mas não pros motores, claro. :P

  12. Roberto Martinez disse:

    O ronco de um motor de carro de corrida é importante sim, mas “pera lá”…estão exagerando.
    O mais engraçado é que os dois últimos títulos de Piquet e o primeiro do Senna foram conquistados com motores 1.5L Turbo, com som mais grave e meio abafado.
    Sempre escuto ou leio comentários (não só de brasileiros)que essa foi a época de ouro da F1 …

  13. Dirk Lindeke disse:

    Ainda bem que essa é só a opinião de um repórter.

  14. Pedro Jungbluth disse:

    Felipe, concordo totalmente com isso. Se o motor fosse 4 cilindros, ainda teria muito ruído por causa do turbo, que somente ele gera alguns decibéis.
    Na verdade acho que mudar para V6 foi um erro, existia muito mais potencial para a Ferrari em aproveitar um novo projeto de motor L4 em termos de marketing do que se manter em tradicionalismos como eles insistiram.

    Acho que um grande fator é que a Ferrari nunca vai lançar um 4 cil turbo para rua, por que ai as ferraris vão mostrar que sua eficiência e nível tecnológico são inferiores a grandes fábricas como Mercedes ou Volvo. Mas acredito que sim, seria um boa oportunidade de marketing.

    Já a Mercedes questionou o custo, esquecendo que uma plataforma de 4 cilindros apesar de mais cara num primeiro momento, seria mais proveitosa no futuro, gerando sim economia.

    Mas barulho, é piada sim, quanto menos cilindros, mais agressivo é o barulho.

  15. Anderson Cavalcante disse:

    Vcs podem até querer menos barulho, mas não gostaria de ver uma corrida de F1, sem o belo, maravilhoso, sensacional, delirante… grito dos motores. a opinião é minha.

  16. Lucas Schuskel disse:

    Enorme besteira é perder tempo lendo essa matéria… O som dos motores não são um espetáculo secundário, são eles qu os diferenciam de qualquer outra categoria do automobilismo mundial. Pra ver simples corridas, vejo de casa. Pra ver a F-1 ao vivo, tem que ter o som extremo dos motores!

  17. Brasileiro disse:

    A F1 deve continuar a ser sempre a categoria que tem os MENORES tempos em qqer autodromo onde corre. Isso se deve a toda a tecnologia. Esse espirito nao deve mudar. O futuro devera ser, SIM, carros eletricos tambem ali. E qual sera o barulho, alem do grito da galera nesse futuro? Barulho nunca foi sinonimo de desempenho.

  18. Conrado Andrade disse:

    Discordo completamente!

    Considerar a discussão dos motores (e seus sons por consequencia) “tempestade em copo d´água” é uma baita ignorância, com todo respeito. O som é algo que o público escuta antes de sequer ver os carros correndo na pista. É completamente relevante do ponto de vista do marketing, que o Ecclestone tanto afirma, e ele tem muita razão. Todos que assistiam F1 de 70 pra cá sentem falta do que a F1 era, em grande parte, por conta da diversidade dos carros. Se os motores fossem iguais, NUNCA sentiriam essa falta. Não eram só os pilotos “heróis” que faziam o espetáculo. Os carros sempre foram protagonistas.

    Uma coisa é o assunto ter destaque na mídia. Outra coisa, é vc ter que discutir isso se está havendo planos pra mudança de regras/desenvolvimento por consequência. É simplesmente uma discussão fundamental para o futuro do esporte.

    Vcs confundem as coisas: politicagem é o que acontece, por exemplo, quando “alguem” resolve mudar as regras no meio da temporada; ou qndo mudam as regras na prétemporada; ou qndo mudam o lugar de largada pro lado sujo da pista; etc…

    Sinto MUITA saudade dos V10 do começo dos anos 2000. Sinto saudade dos motores diferentes e com sons diferentes como na época de Senna x Prost. Em 1993 fui no fim de semana do GP do Brasil… fui pra ver o “Ayrton Senna do Brasil” e saí apaixonado pela Ferrari justamente pelo som do motor V12 que aquele monstro tinha. Aquilo era um absurdo!!! Foi um impacto muito maior pra mim, que era leigo, do que ver o capacete amarelo do Senna na Mclaren. Penso que aquilo deve ser melhor que ver um show do Jimi Hendrix Experience. Marcou. Se marcou desse jeito, é pq o som faz, no mínimo, alguma diferença.

    Minha primeira decepção com os V8 veio com Nick Heidfeld que, em uma entrevista durante o fim de semana do GP da Bélgica comentou que preferia os V10 de outrora, pq com os V8, ele podia fazer a Eau Rouge de pé embaixo. Mesmo com TCS tinha que aliviar. Isso foi muito frustrante particularmente falando.

    É evidente que com o V6, L4, W12, seja lá o que for, os carros continuarão rápidos. A corrida continuará acontecendo e será tão legal quanto é hj. Mas com certeza uma parte do encanto se perde, assim como tem perdido a cada mudança na motorização… os saudosistas que o digam.

    Imaginem uma corrida de carros elétricos. Por mais rápido que sejam… sinceramente, prefiro ver os velhos carros de F1…

    Abrçs

  19. marcio luis disse:

    Para mim depois da velocidade o som do motor é primordial.
    Tenho saudade do som dos motores V10 @19.000rpm.

    Sem mais comentários.

  20. roxxon valdez disse:

    imagine num jogo de futebol, como o entendemos no brasil, ir a campo e proibir as torcidas de xingar o juiz, bater os seus tambores, falar palavrão e gritar gol, e cantar suas musiquetas ridiculas. quem ia ter a catarse desistressante???? não é a mesma coisa que estão querendo fazer com a formula 1????

Os comentários do texto estão encerrados.

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