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12/07/2011 - 15:24

Mal que vem pro bem

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A GP2 anunciou sua fusão com a GP2 Ásia, virando agora só um campeonato internacional que deve passar também pelo oriente. Até aí, já era esperado, a ‘Autosport’ já tinha noticiado essa possibilidade. Mas não dá pra levar a sério esse papinho de fusão. O que aconteceu foi o fim da GP2 Ásia.

A categoria foi criada pra movimentar o mercado do automobilismo por lá, trazendo uma quase-F1 para os pouco utilizados circuitos locais — e, de quebra, porque não existe almoço grátis, reunir mais patrocinadores para a GP2. Para os fãs do esporte, melhor: o campeonato acontecia no inverno europeu, quando as principais categorias do mundo estão de férias.

O negócio é que a GP2 Ásia nunca engrenou de fato. Começou com dez corridas, passou para doze, depois caiu para oito e, finalmente, teve apenas quatro em 2011 — duas delas em Imola, num evidente desvirtuamento do caráter asiático inicial. Para a última temporada, já havia sido instituído que somente as equipes que disputassem a fase europeia da GP2 poderiam participar do certame oriental. Isso matou as chances da Meritus, única equipe local que se atrevia a participar como independente.

Por um lado, é bem ruim, porque acaba com uma categoria que era mais barata do que a GP2 e tinha carros ligeiramente menos potentes, facilitando a adaptação dos pilotos ao estilo dos Dallara e à estrutura do fim de semana de corrida, que é extremamente peculiar, com aqueles treinos malucos de meia hora.

Mas, por outro, é importante para o esporte. Por alguns motivos em especial: a F1 corre em Xangai, no Bahrein, em Sepang, em Cingapura, na Coreia do Sul e em Abu Dhabi. Neste ano, a GP2 Ásia ia correr só no Bahrein e em Abu Dhabi, repetindo o que havia acontecido na temporada 2009/2010. Xangai só recebeu o campeonato uma vez, em 2008/2009. Até em Dubai a categoria correu — e a pista é tão obscuro que, ao digitar “Dubai circuit GP2” no Google Images, apareceu uma foto da Stéfhany do Crossfox. Foi lá, inclusive, que aconteceu um dos episódios  mais toscos da história: choveu, aí alagou o autódromo, os boxes, tudo, e não teve corrida.

Fala a verdade: o automobilismo não perde nada sem a GP2 Ásia.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , ,

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7 comentários para “Mal que vem pro bem”

  1. giu disse:

    Olha, achei legal isso ai. Sou um dos raros fãs da GP2, e gostei no anuncio. Eu achava mais legal qdo a GP2 corrida em outras pistas, além dessas onde correm a F1. Melhor então quando ainda era F-3000. Só pistão FODA no calendario.
    Espero que isso aumente um pouco o prestigio, a moral e a empolgação de uma decadente Gp2, que ja começa a perder espaço para a World Series da Renault… tsc

  2. Ricardo disse:

    Olha, indo mais além, queria corrigir a última frase – “o automobilismo não perde nada sem a GP2 Ásia”.

    Para mim, pessoalmente, com excessão de Suzuka e Macau; O AUTOMOBILISMO NÃO PERDE NADA SEM A ÁSIA.

  3. Gabriel Souza disse:

    Não fará falta, concordo.

    E será que o giu não tem razão sobre a GP2 estar em decadência?

    Abraço!

    • Felipe Paranhos disse:

      Não sei se a palavra certa é decadência, mas que a World Series se aproximou muito, isso é.

  4. Chico Luz disse:

    O circuito de Dubai deve ser este aqui, Paranhos:

    http://www.etracksonline.co.uk/MidEast/UAE/dubai.html

    Mas nunca vi fotos do lugar, não sei do que vive e do que se alimenta.

  5. Wellington Costa disse:

    Espero que façam a GP2 algo mais internacional. Como corridas em Interlagos ou em Montréal.

  6. claudio Ricci disse:

    Nesta etapa de Dubai eu estava la correndo uma etapa do Europeu de GT3 pela equipe Kessel Ferrari, sabado teve corrida, domingo alagou tudo e nao teve nada, nem acreditei vendo toda aquela estrutura do autodromo e uma falha tao boba no projeto em caso de chuva

Os comentários do texto estão encerrados.

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