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Arquivo de agosto, 2011

31/08/2011 - 19:07

Nem a Nascar sabe quem está no Chase

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Felipe Giacomelli [@daewlz]

Faltam apenas duas etapas para que a Nascar defina os 12 pilotos classificados para o Chase. Mas você sabe como essa dúzia é escolhida?

Primeiro, os dez primeiros na tabela de pontos após as primeiras 26 provas – a chamada temporada regular – se classificam automaticamente para a fase final. Esses dez pilotos passam a somar 2000 pontos – o que não pode mais ser alcançado por outros adversários –, além de cada vitória que conseguiram até então se torna três pontos de bônus.

Assim, por exemplo, o líder do campeonato Kyle Busch pularia para 2012 pontos. Os 2000 por estar no Chase e três a mais para cada uma das quatro vitórias até agora.

As últimas duas vagas na fase final são definidas entre os pilotos entre o 11º e o 20º lugar que mais triunfos conseguiram durante as 26 primeiras corridas, independente da posição. Atualmente, Brad Keselowski e Denny Hamlin seriam os dois que avançariam por esse critério. O piloto da Penske é o 11º na tabela e acumula três conquistas no ano, enquanto o adversário é o 13º, mas venceu uma vez.

O 12º colocado, Clint Bowyer, é o que está a ver navios no momento. O americano está somente um ponto atrás de Keselowski, mas 25 distante de Tony Stewart. Para entrar no Chase, o piloto da equipe de Richard Childress tem duas opções. Caso não vença mais, tem que ultrapassar Keselowski e Tony Stewart. Do contrário, precisa chegar em primeiro em uma das duas últimas etapas e não ser superado por Denny Hamlin na pontuação. Ou então, com uma vitória, perder a posição para o rival, mas ver Keselowski superando Stewart.

Só que não é apenas Bowyer quem precisa de uma combinação de resultados. Caso Juan Pablo Montoya – o 23º e que ainda não triunfou em 2011 – vença uma das duas últimas etapas, ele precisa apenas ganhar posições de Paul Menard, David Ragan e Marcos Ambrose, além de que Keselowski ultrapasse Stewart. Caso mais ninguém na chamada ‘Bubble’ triunfe, o colombiano está na fase final.

Complicado de entender, não? Pois é, até a Nascar está com dificuldades para analisar quem ainda tem chance de se classificar para o Chase.

Após a corrida de Bristol, realizada no último final de semana, a Nascar entrevistou Kyle Busch, Jimmie Johnson, Carl Edwards e Matt Kenseth que se garantiram matematicamente nos playoffs. A transmissão fez certa festa para eles, que comemoraram bastante a classificação.

Na segunda-feira, os fãs de Kevin Harvick alertaram a categoria que o piloto tinha sido ignorado no sábado, mas ele já estava classificado para o Chase. Embora matematicamente o patrão de Nelsinho Piquet possa cair fora do top-10, ele não tem como perder uma das vagas extras, pois já venceu três vezes no ano.

A Nascar analisou a reclamação e confirmou que o piloto está classificado. Nessa quarta-feira (31), foi a vez dos fãs de Jeff Gordon apontarem um erro da categoria. O tetracampeão está empatado com Harvick na pontuação (ambos com 782 pontos), mas perde no número de vitórias (3 a 2).

Apesar disso, mesmo que Gordon não corra mais até o final da temporada regular, o piloto não pode ser superado por dois adversários no número de pontos e de conquistas, assim, com quase cinco dias de atraso a categoria resolveu a situação de uma vez por todas e afirmou que o piloto da Hendrick também está garantido.

Assim, seis vagas para o Chase 2011 estão definidas e cerca de 20 pilotos disputam as outras seis. É uma situação bem complexa que nem a Nascar sabe quem está dentro quem está fora.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , , , ,
30/08/2011 - 12:15

Destino traçado

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?

É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.

Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.

Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.

Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
25/08/2011 - 17:30

De onde vem?

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EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]

Como já se sabe, Bruno Senna será titular na Lotus Renault nas etapas da Bélgica e da Itália. O que não se sabe é se o brasileiro continua ou não até o fim da temporada. Romain Grosjean, também reserva da equipe francesa e atualmente com uma mão na taça na GP2, pode figurar como um duro adversário para as pretensões de Bruno no restante da temporada, especialmente porque conta também com a simpatia do chefe Eric Boullier. Mas o que parece certo mesmo é que Nick Heidfeld não volta mais. Sacado sem dó do time, o alemão já tratou de buscar seus direitos na justiça.

E diante de uma eventual disputa pela vaga de titular, Senna poderia contar com o forte apoio do empresário Eike Batista. Nesta quinta-feira (25), surgiu a notícia de que Batista será um dos patrocinadores do piloto na Renault na F1. A informação foi dada pelo colunista de ‘O Globo’ Ancelmo Gois, sem dizer, entretanto, que empresas poderiam apoiar o brasileiro, visto a gama de opções pertencentes ao bilionário mineiro.

O BloGP, porém, apurou que não há nada ainda neste sentido e que não há também um comprometimento por parte de Senna em termos de patrocínio com a Renault neste momento. Mas o sobrinho de Ayrton Senna estaria disposto, desde que diante de um contrato duradouro, ajudar a equipe francesa no contato com as empresas brasileiras, na tentativa de assegurar um lugar em 2012.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
20/08/2011 - 17:17

Pietro strongly supported Fittipaldi

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Tava lendo a Revista ESPN deste mês e tinha uma materinha do Ubiratan Leal sobre o Pietro Fittipaldi, neto do Emerson que tá correndo na Limited Late Model da pista de Hickory, preliminar da Nascar All American Series, conforme o Felipe Giacomelli já explicou em seu blog nerd. Até aí, tudo bem, todos estão fazendo matérias sobre o garoto, muitos sem explicar exatamente que categoria ele corre ao dizer que simplesmente que é Nascar.

Mas o que me surpreendeu foi o número de patrocinadores que o garoto ostenta em seu macacão. São 13. Vamos a eles: Garoto, Players Car Rental, Runner, Sofisa, Marconi Home Art Photography, Polishop, IBEPLog, Travel Ace Assistance, Wynn Las Vegas, Jeronimo da Veiga Empreendimentos e Participações, Baterias Moura, Bringer Corporation e Presença Trading.

É ótimo, quanto mais patrocínios um piloto tiver, melhor. Mas me pergunto quantos pilotos no Brasil têm 13 patrocinadores? Ainda que patrocinar um menino que corre numa microcategoria dos EUA deva ter um baixo custo para as empresas, o fato de um garoto ter 15 anos e tantos apoios surpreende.

É evidente, óbvio ululante, que isso só ocorre por conta de ele ser neto do Emerson. E não há nada de ruim nisso: cada um joga com as cartas que têm, como disse a Maria de Villota em relação a uma possível chegada à F1 por ser mulher (não vai acontecer). Mas, em um momento em que tantos bons pilotos param de correr e interrompem carreiras promissoras por falta de grana, essa discrepância de interesse por parte das empresas chama a atenção. Sim, porque muitos delas têm atuação no Brasil.

Aí abre-se a questão: tanto na ESPN quanto em três matérias de grandes portais que vi sobre Pietro, só consegui ler com clareza o logo da Garoto nas fotos. Ou seja, mesmo para o Brasil, a exposição destas marcas não é assim absurda. Deve ser uma aposta de longo prazo. Então, que o garoto evolua e vá bem na Nascar, seu objetivo: ter tanta empresa dando suporte é coisa para muito poucos e não deve ser desperdiçado.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , , ,
17/08/2011 - 12:05

História diferente

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Época de férias da F1 é aquele deserto de notícias. Nem especulação tem, como acontece no período intertemporadas. Procurando algo que pudesse fazer, achei uma entrevista da Oksana Kossatchenko, empresária do Vitaly Petrov, ao GPUpdate. Muito interessante. E mais legal ainda é a história de como Petrov e ela se conheceram e decidiram trabalhar juntos.

Ela conta que está envolvida no automobilismo desde 1998, quando trabalhava como apresentadora de TV. Ela, que ainda trabalha como correspondente russa da emissora Eurosport, estava coordenando um evento automotivo quando notou que Petrov estava vencendo todos os ralis que disputava no norte da Rússia. “Ele decidiu que provavelmente seria piloto, mas não tinha ideia sobre a F1.”

Ao se conhecerem, Oksana recebeu Petrov, que queria conversar, e decidiu dar conselhos ao piloto. Assim, levou-o à Itália, para que conhecesse Vincenzo Sospiri, ex-piloto de F1, e Giancarlo Minardi, o fundador da tradicional equipe. Também sem muito conhecimento sobre os caminhos que um piloto poderia traçar na Europa, ouviu recomendações de Minardi, além de um alerta em relação à altura de Vitaly, talvez demasiada — ele tem 1,85 m.

Oksana disse que somente quando Vitaly foi morar na Itália é que ela percebeu que, sem falar nenhuma outra língua que não o russo — isso acontece com pilotos brasileiros também —, não haveria como se adaptar. “Ele não entendia a realidade”, falou. Aí, então, ela decidiu acompanhá-lo nas corridas e ajudá-lo com traduções. Esta atuação garantiu que eles firmassem uma parceria de trabalho.

Foi Oksana quem conseguiu os primeiros patrocinadores de Vitaly, tirando do Petrov-pai a única responsabilidade de apoiá-lo economicamente. Depois disso, os dois só pensavam na F1. Em 2004 e 2005, Vitaly correu na F-Renault; em 2006, levou um patrocínio para a DPR e disputou as quatro últimas etapas da GP2. Foi só aí, em Hockenheim, que Petrov viu um carro de F1 pela primeira vez. Quatro anos depois…

Claro que a F1 não é o lugar onde se encontram os 24 melhores pilotos do mundo. Claro que muita gente boa fica de fora, não tem vaga, não tem grana. Mas é interessante saber como alguns caras saem do nada até chegar lá.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , ,
16/08/2011 - 14:00

Promessa de diversão pura

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Cá estou eu de volta após curtir curtas férias. E com boa notícia. A F1 anunciou hoje que vai lançar nos primeiros meses do ano que vem o F1 Online: The Game, jogo do tipo browser game, aqueles que você não precisa instalar nada e brinca no próprio navegador de internet — no estilo, tecnicamente falando, desses jogos que fazem sucesso no Facebook.

O joguinho será feito pela Codemasters, a mesma produtora que assina a série F1 para consoles e PCs — o F1 2011, inclusive, já está disponível para pré-venda no Brasil. Voltando a F1 Online, a proposta do jogo é obviamente diferente do F1 2011, que é totalmente baseado no realismo.

Pelo que se vê, F1 Online será um jogo bem mais casual, para aproveitar. E aqui vai uma crítica minha aos jogos atuais: muito do que se produz é a sério demais, no sentido de que cada vez mais eu vejoa exaltação pura da simulação, dos efeitos virtuais das mudanças de acerto e tal. Nem todo mundo se diverte com isso, nem sempre se está disposto a perder horas fuçando na suspensão para reduzir um tempo — e isso serve para jogos de outras modalidades também, não só de automobilismo.

Digo isso porque sou um fã dos jogos top-view, como o agora reformulado para tablets Death Rally, o mais ou menos antigo Mini Racing Online e o recente New Star GP. No caso do Death Rally, aliás, você pode baixar a versão antiga do jogo no site da produtora Remedy Games.

A diferença para estes todos é que F1 Online deve trazer uma interface mais moderna e gráficos melhores. A Codemasters sabe fazer jogo, isso é fato. E a diversão provavelmente será garantida, com todos os circuitos, carros, equipes e pilotos da temporada 2011 da categoria. Além de tudo, haverá também aspectos de managing, com o jogador podendo criar sua equipe, sua pintura, cuidar do time como um todo e gerir a parte esportiva antes de colocar o carro na pista. E, claro, o jogo será grátis, a menos que seja criada uma assinatura premium ou coisa parecida. Mas parece que não.

Autor: - Categoria(s): F1, Virtual Tags: , , , , , , ,
11/08/2011 - 13:12

Pedrosa e Stoner atingem marca de Gardner e entram no top-10 de pódios da MotoGP

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JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Casey Stoner e Daniel Pedrosa garantiram seu lugar na história da MotoGP. Os titulares da Honda atingiram, no GP dos Estados Unidos, realizado em Laguna Seca no último dia 24, a marca de 52 pódios na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Com o número, eles igualam os pódios conquistados por Wayne Gardner e entram na lista dos dez pilotos que mais completaram provas no top-3 da categoria.

Pedrosa, aliás, tem outra marca curiosa. Com 14 vitórias na MotoGP, o piloto espanhol, que estreou na categoria em 2006 pela equipe oficial da Honda, superou Randy Mamola e Max Biaggi, e é quem mais venceu na categoria sem nunca ter conquistado um título.

Já Stoner, que estreou na MotoGP no mesmo ano que o espanhol, pela LCR Honda, conta com 28 vitórias na categoria, sendo cinco delas só nesta temporada, o maior número de vitórias seguidas de um piloto da Honda, desde as nove vitórias de Valentino Rossi em 2003.

Recordistas de pódios na MotoGP:

1 – Valentino Rossi – 139
2 – Mick Doohan – 95
3 – Giácomo Agostini – 88
4 – Eddie Lawson – 78
5 – Wayne Rainey – 64
6 – Max Biaggi – 58
7 – Randy Mamora – 54
8 – Wayne Gardner – 52
     Casey Stoner – 52
     Dani Pedrosa – 52

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , , , ,
09/08/2011 - 15:49

Geração privilegiada

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Muito antes de sequer pensar em ganhar a vida escrevendo sobre automobilismo, já acompanhava todo tipo de esporte. Do tipo que já lia jornal de esportes com cinco, seis anos, sempre gostei. E sempre escutei aquela expressão manjada dos mais velhos que diziam que no tempo deles, tudo era melhor. E talvez tenha sido mesmo, e talvez eu diga o mesmo quando ficar mais velho.

Eu não vi Pelé, Garrincha, Di Stéfano nem Cruyff jogar. Tampouco pude assistir, ainda que pela TV, uma corrida de mitos como Fangio, Clark, Stewart ou mesmo Fittipaldi. Mas ao mesmo tempo em que perdi momentos gloriosos do esporte, não posso reclamar do que ei vi e recordo e que um dia eu vou contar para meus filhos e dizer que sim, ‘que no meu tempo, que na minha época, o esporte era melhor’.

Ao longo desses 31 anos, eu ainda recordo bem os êxitos de pilotos como Piquet (o pai), Senna, Prost, Mansell e Schumacher, os mais marcantes, isso para ficar na F1. Se for enveredar pelo esporte a motor a fora, como não mencionar Wayne Rainey, Michael Doohan e Valentino Rossi como mestres das pistas? Eu também vou poder falar sobre Alessandro Zanardi, que se não chegou a ser um campeão do mundo na F1, ganhou tudo na Indy e, mais importante que tudo, deu um X na morte e está aí, inteiro, prestes a disputar a Paraolimpíada de Londres.

Confesso que até pouco tempo atrás, não tinha lá muito acesso ao rali, por exemplo. Mas claro, já tinha ouvido falar muito bem, por exemplo, de Carlos Sainz e Tommi Makinen — o popular Antero —, tetracampeão mundial (obrigado Victor e Diogo pela correção), e do clássico Subaru 555. Até que, também pelo fato de trabalhar no Grande Prêmio e acompanhar melhor o WRC, não há como não admirar um piloto como Sébastien Loeb.

Da mesma forma, eu conhecia muito pouco da Nascar. Como não tinha TV a cabo, nem tinha como assistir as corridas naqueles superovais espetaculares, mas por tudo que eu lia nas revistas especializadas, principalmente, sabia que um certo Dale Earnhardt (o pai) era o fodão. E era mesmo. Mas aí apareceu Jimmie Johnson e ganhou tudo nos últimos anos. Se já é difícil ganhar em um ano, dada a extrema competitividade da Nascar, que dirá em cinco, ainda mais de forma consecutiva!

Mas porque eu escrevo essas linhas falando de memórias no automobilismo em geral? Pois bem, o fato é que parte dessa geração que aprendi (tenho certeza que não só eu) a admirar, encabeçada por Schumacher, Loeb, Rossi. JJ, o #48, deve seguir por um bom tempo na carreira e deve também ampliar seus recordes na Nascar, já que a categoria permite que pilotos mais velhos, como Mark Martin, por exemplo, ainda consigam ser competitivos.

Mas me refiro principalmente ao trio Schumacher-Rossi-Loeb. Na última segunda-feira, Michael já deu indicações que pode em 2011 fazer, definitivamente, sua última temporada como piloto de F1, mesmo depois de passar o ano todo falando que vai cumprir o contrato com a Mercedes até 2012. Não digo que ele tem ou não de parar, acho que ele tem feito o que mais lhe dá prazer, que é correr. E ganhando um baita dinheiro por isso. Não sigo o discurso daqueles que dizem que ele se queimou ao retornar. Ao contrário: mostra que, aos 42 anos, se tivesse um carro realmente competitivo, colocaria a molecada no bolso. Que nós, fãs do bom esporte, acompanhemos cada uma das oito corridas que restam, porque podem ser sim, as últimas de Schumcher como piloto de F1.

Da mesma forma, Rossi não tem mais nada a provar para ninguém. Ganhou tudo na Motovelocidade e poderia parar quando bem entendesse. Mas quis o italiano abraçar o novo desafio, de reconduzir a Ducati às vitórias. Mas a temporada tem sido muito difícil, já que a moto não ajuda, e as equipes rivais — Honda e Yamaha —, que foram muito ajudadas nos respectivos desenvolvimentos pelo Doutor, estão em um patamar superior. Claro que Valentino tem prazer pelo que faz, mas ele tem dado a entender, em suas últimas declarações, que está de saco cheio da moto ruim. Não duvido que ele pare no próximo ano, talvez. Mesmo sabendo que ele tem ainda muita lenha para queimar.

Mas dentre os supercampeões citados, o primeiro a encerrar a carreira deve ser Loeb. Para mim, o cara é um fenômeno do esporte. Não sei se em outro esporte de alto nível um cara consegue ser campeão mundial por sete anos consecutivos. Sei que é clichê, mas Sébastien é como vinho, quanto mais velho e experiente, melhor é nas trilhas de terra e principalmente, asfalto. O francês disse que vai decidir seu futuro no WRC na próxima semana, mas fez mistério. Disse que tem três opções: seguir na Citroën, ir para a Volkswagen e encerrar a carreira no WRC. De todas as possibilidades, a última é a mais provável.

É aquilo, não vi Pelé, Di Stéfano ou Garrincha, não vi Fangio, Clark, Stewart nem Fittipaldi nas pistas. Mas não posso reclamar. Vi Loeb, Rossi e Schumacher. Minha geração é mesmo privilegiada.

Autor: - Categoria(s): F1, MotoGP, Nascar, Rali Tags: , , , , , , , , ,
04/08/2011 - 14:55

Primeiras impressões

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EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]
de Interlagos

No começo da tarde desta quinta-feira (4), Jacques Villeneuve teve a pista de Interlagos só para si, como forma de se preparar para a Corrida do Milhão e, principalmente, para conhecer o carro da categoria brasileira.

O piloto, que fez o banco na quarta-feira, não andou muito pelo circuito. Percorria de duas a três voltas a cada saída, durante as duas horas de treinos a que teve direito. Villeneuve, na verdade, acabou ficando a maior parte do tempo nos boxes, conversando com os engenheiros e mecânicos. O canadense se mostrou bastante interessado e preocupado com os pequenos ajustes.

Considerando as primeiras impressões, o campeão de 1997 achou o Stock Car pouco potente, embora tenha gostado do carro. Achou fácil de pilotar, mas disse que ainda vai precisar de mais tempo de pista. O piloto também lembrou o carro da Nascar e disse que a visibilidade é parecida.

Jacques ainda declarou que não gostou muito da chicane e que não vê muita razão para que ela seja usada. Além disso, disse que muita gente vai cortar a pista naquele ponto.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , ,
02/08/2011 - 15:02

Palermo e Abbondanzieri, dos gramados para as pistas

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recentemente aposentados do futebol, Martín Palermo e Roberto ‘Pato’ Abbondanzieri podem trilhar o caminho de Bruno Marioni, que como relata a mineirinha Paula Gondim na Revista Warm Up de julho, tem feito sucesso no Linea Competizione.

A dupla de jogadores que fez história no Boca Juniors deve estrear em Buenos Aires no próximo dia 4 de setembro, mas pelo Top Race Series, uma das categorias do Top Race, uma das mais importantes do turismo argentino, ao lado do TC 2000 e do mítico Turismo Carretera. A informação foi publicada recentemente pelo diário ‘La Nación’. Entretanto as participações de Palermo, maior artilheiro da história do Boca, e de Pato, ex-Internacional, ainda não estão totalmente confirmadas.

De acordo com a imprensa argentina, outro ídolo do futebol mundial que pode participar de uma corrida por lá é Gabriel Batistuta. Sim, ele mesmo. Mito do Boca, Fiorentina e Roma, o eterno artilheiro pode correr também no Linea. Atualmente, Batigol se divide entre as atividades de fazendeiro em Reconquista, sua cidade-natal, e os campos de polo, esporte bastante tradicional por lá.

Aqui no Brasil, eu não me lembro do envolvimento de nenhum jogador de futebol com o automobilismo, não como piloto. Tem o Denílson agora, que estreou na Moto 1000 GP em Interlagos no mês passado, mas acho que é só. O Roberto Carlos, ex-Palmeiras, Real Madrid e Corinthians, atual Anzhi, teve (ou ainda tem) sociedade na equipe do Eduardo Bassani, mas acho que é só.

Amigo leitor, você se lembra de algum outro craque dos gramados que se aventurou no automobilismo brasileiro? E dentre os boleiros, quem você gostaria de ver um dia disputando uma corrida por aí?

Autor: - Categoria(s): Geral, Revista Warm Up, Top Race V6, Trofeo Linea Tags: , , , , , , , ,
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