iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de setembro, 2011

30/09/2011 - 15:28

Campeão fora de combate?

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Ainda não é oficial, mas tudo indica que Nasser Al-Attiyah não defenderá o título do Rali Dacar em 2012. A informação partiu do Twitter do piloto argentino Orlando Terranova, que em 2011 correu ao lado do luso Filipe Palmeiro com um BMW da equipe X-Raid. O príncipe do Catar estava cotado para guiar um Mini Countryman do time alemão no próximo mês de janeiro, mas é provável que algo tenha desandado nesse projeto.

Orly terá como navegador Lucas Cruz, que foi copiloto de Carlos Sainz nas últimas edições da prova, sempre representando a Volkswagen. Já que o time de Wolfsburgo tem centrado todas suas forças no WRC para a estreia oficial em 2013, o Dacar ficou sem sua equipe mais forte e tricampeã para uma nova fase da prova na América do Sul. Em 2012, o rali voltará às origens e será linear, com largada em Mar del Plata e chegada em Lima, capital peruana.

Curioso é que Nasser, praticamente garantido como um dos pilotos do projeto Volkswagen no WRC, abriu mão do Mundial para defender o título do Dacar, graças a um pedido de seu principal patrocinador, a investidora qatari Barwa.

Mas recentemente, Nasser também anunciou que buscava ser terceiro piloto do time de fábrica da Citroën, mais ou menos no mesmo esquema que faz Khalid Al-Qassimi, que corre esporadicamente pelo time oficial da Ford. O príncipe também anunciou um projeto para desenvolver os jovens pilotos de seu país no off-road.

Levando em conta a proximidade do fim do Dacar para o início Rali de Monte Carlo de 2012, apenas dois dias, é provável que, caso Orly Terranova esteja certo, Al-Attiyah tenha de fato priorizado o WRC, já que o Dacar segue cada vez mais caro. Vale lembrar, também, que a próxima edição da maior prova cross-country do mundo não terá outro campeão: Vladimir Chagin, o Czar do Dacar, anunciou sua aposentadoria depois de faturar seis títulos dos caminhões pela montadora Kamaz.

Abaixo, confira de novo o duelo épico entre Nasser e Sainz em janeiro. Sensacional.

Autor: - Categoria(s): Rali, Sem categoria, WRC Tags: , , , , ,
21/09/2011 - 18:04

Villeneuve quer comprar a Red Bull

Compartilhe: Twitter

Red Bull

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Villeneuve está preparando mais uma volta ao automobilismo. Ao contrário do que você imaginou quando leu o título deste post, o canadense, que já passou por Indy, F1, Nascar, Top Race, Stock Car, Le Mans Series, V8 Supercars e Speedcar Series, parece ter se voltado novamente ao mercado americano. Mais precisamente, a Nascar.

De acordo com o site Scene Daily, o canadense é um dos interessados em comprar a Red Bull, que já anunciou deixar a categoria ao final da atual temporada.

O empresário de Villeneuve já confirmou o interesse do piloto, mas admitiu que ele precisa reunir os recursos necessários para a negociação. Uma solução apontada para o piloto é comprar a equipe e disputar apenas alguma das etapas da categoria em 2012, com outro piloto – que trouxesse dinheiro – fazendo as demais.

Um rumor apontado pelo próprio site é o ex-piloto de F1 se aliar a Brian Vickers, que atualmente compete pela Red Bull. O americano, que começou a carreira correndo pela equipe do próprio pai antes de se transferir para a Hendrick, afirmou que não deve correr em um time familiar, mas não falou nada quanto a se associar a outro piloto.

Villeneuve participou de três etapas da Nascar desde 2007 – e não conseguiu se classificar para outra – conseguindo a 21ª colocação, justamente na estreia em Talladega, como melhor resultado.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , ,
20/09/2011 - 15:35

Montoya, 36

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
14/09/2011 - 17:43

A primeira vitória da carreira de Plamen Kralev

Compartilhe: Twitter

Plamen Kralev

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Aos 38 anos de idade, Plamen Kralev é o piloto mais importante da Bulgária na atualidade. Depois de passar por uma série de categorias de turismo e participar da edição de 2009 das 24 Horas de Le Mans, o veterano disputa neste ano pela segunda temporada seguida a F2.

Na última etapa, realizada no final de agosto no Red Bull Ring, Kralev chegou na décima colocação na primeira corrida, marcando o primeiro ponto na temporada 2011 – Mirko Bortolotti, o líder, soma 223. Apesar disso, o rendimento do búlgaro já é igual ao do campeonato passado, quando também terminou com um único ponto.

Mesmo competindo contra garotos que chegam a ter metade da idade, Kralev segue em alta na Bulgária, onde é chamado de ‘embaixador do automobilismo do país’.

Prova desse prestígio é que o corredor foi convidado para participar do evento de comemoração do centenário da aeronáutica da Bulgária, realizado no aeroporto de Plovdiv, no dia 8 de setembro, onde pôde se encontrar pela primeira vez na vida com o primeiro ministro do país, Boiko Borisov.

Plamen KralevNo evento, Kralev conquistou a primeira vitória da carreira. Uma conquista, aliás, que certamente nenhum dos adversários na F2 tem. Pilotando o carro da categoria em uma pista de 600m no aeroporto onde as celebração se desenrolava, o búlgaro venceu uma corrida em linha reta contra um jato MiG-29, pilotado por um dos destaques da força aérea do país, com uma vantagem de cerca de 150m!

Após a corrida, Kralev cumprimentou o adversário, recebeu os parabéns do primeiro ministro e explicou que conquistou a vitória porque mesmo que o carro da F2 não tenha a aceleração de um jato, o equipamento militar é projetado para ter desempenho no ar e não no chão, onde a disputa foi feita. Ainda assim, o piloto lamentou ter escorregado na largada por conta dos pneus frios, caso contrário poderia ter vencido por uma margem ainda maior.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , , ,
14/09/2011 - 15:38

Esta não é a questão

Compartilhe: Twitter

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

O anúncio de que a Superliga não virá mais ao Brasil gerou mais um grito indignado de quem gosta de automobilismo e quer ver referido esporte mais forte por estas plagas. Pelo Facebook e pelo Twitter, vi muita gente chateada — claro, menos pelo peso da Superliga, mais pelo que a sua desistência significa.

Nestas horas, uma das coisas mais fáceis de se ouvir por aí é a máxima “brasileiro não gosta de automobilismo”. Permita-me pedir parcimônia (uma aliteração, diria alguém) na hora de fazer esta afirmação apocalíptica. O meu primeiro questionamento a esta frase é a seguinte: “Que brasileiro?” Acredito que qualquer generalização é ruim quando se fala sobre “o brasileiro”: “o brasileiro não sabe votar”, “o brasileiro não gosta de trabalhar”, “o brasileiro, esse povo festeiro”.

É complicado dizer “o brasileiro não gosta de automobilismo” um fim de semana depois de, outra vez, o torcedor da Bahia lotar um circuito que é feito às pressas todos os anos para acomodar bem a Stock Car. É evidente que o número de 50 mil pessoas no sábado e no domingo da Stock em Salvador é inchado pela presença de muitos convidados, daqueles envolvidos com a prova etc.

Mas, ainda que tenham sido 20 mil pagantes nos dois dias — ou até menos —, é bastante gente para assistir a uma modalidade esportiva cujo espectador in loco, vocês sabem, não tem a melhor visão do mundo, uma vez que pode ver apenas as disputas em, sei lá, 1/8 do circuito. Ver futebol, basquete, vôlei, tênis de perto é melhor e mais emocionante do que na TV. No automobilismo, por sua vez, essa impossibilidade natural em relação à visão do que acontece na pista faz do espectador in loco obrigatoriamente um fã do esporte. É mais difícil conquistar alguém para o automobilismo levando-o a uma arquibancada, como fazem pais e filhos num estádio de futebol, por exemplo. Ficar um dia inteiro num autódromo simplesmente esperando os carros aparecerem na pista é para quem ama o esporte, e sabemos que estes não são muitos. Gosto da ideia de outras coisas estarem anexadas a um evento esportivo: visitação, música, autógrafos, brindes, piloto indo na torcida fazer uma surpresa, qualquer coisa que não seja só o carro na pista.

O Brasil que perde a etapa da Superliga não é o Brasil que não gosta de automobilismo. É o Brasil que não faz automobilismo direito. Digam o que quiserem: o futuro do esporte a motor está estreitamente vinculado à sua visão como evento esportivo e promocional, não simplesmente o esporte pelo esporte. Diz uma coisa: presumo que você que lê este blog é um amante do automobilismo. Pense em seu pai, seu irmão mais novo ou sua namorada/seu namorado, todos pouco afeitos às pistas. Com transmissão em HD da F1 na TV — que será cada dia mais comum e barata, acreditem —, será que eles prefeririam ir a Interlagos assistir a um treino classificatório da F1 ou vê-lo no conforto de casa? É um exemplo extremo, claro, mas pense o mesmo para uma corrida do GT3 que passa na TV ao vivo. Se você não fosse apaixonado, iria? Aliás, você vai, mesmo sendo apaixonado pelo esporte?

Acho que é preciso rever a forma com que se faz automobilismo no país. Ver o que dá certo de categorias/eventos tão diferentes, como a Stock, o SBK, a Truck, e começar a avaliar o que se pode replicar para o futuro do esporte. Ainda acho que existe solução para o automobilismo brasileiro, hoje nas mãos da mui ativa CBA, sempre aparecendo em eventos com os quais nada teve a ver, como a Indy no Anhembi e a F1 em Interlagos. Uma CBA com gente forte dos campos promocional, esportivo e técnico poderiam trazer este alento que esperamos. Sei que do jeito que está, não dá; mas não acho que seja impossível mudar o esporte aqui.

Uma coisa é certa: se o Brasil perde a Superliga, o FIA GT1, não tem o Dacar ou a MotoGP, não é culpa do público. E culpá-lo é fazer o jogo dos que hoje destroem o automobilismo.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga Tags: , , , ,
13/09/2011 - 12:50

Button garante o título de galã da temporada 2011

Compartilhe: Twitter

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]

Ele pode até não levar o bicampeonato da F1 em 2011, mas já garantiu o título de galã da temporada. Jenson Button derrotou adversários como David Beckham, meia do Los Angeles Galaxy, Príncipe Harry, Orlando Bloom, o Will Turner da série ‘Piratas do Caribe’, e o seu próprio companheiro de McLaren Lewis Hamilton, e foi eleito o ‘Britânico mais bonito’ pela marca de jeans ‘Wizard’.

Button fazia parte de uma lista de 30 nomes que foi submetida à votação do público. Mais de 1.500 mulheres votaram e escolheram sua ordem de preferência.

“Um perfil bonito é, sem dúvida, uma obra divina, mas uma boa aparência é responsabilidade do homem”, explicou Sally Allen, da ‘Wizard’. “Jenson Button tem um charme natural que o colocou na pole-position do GP da Beleza deste ano”, completou.

Ao lado de Button na primeira fila está o ator Richard Armitage. Colin Firth, que ganhou o Oscar por sua atuação em ‘O Discurso do Rei’, ficou em terceiro, seguido pelo ator Clive Owen e pelo jogador David Beckham. Jude Law é o sexto, seguido pelo 007 Daniel Craig. O músico e apresentador de TV Peter André ficou em oitavo, com o jogador de críquete Alastair Cook em nono. O Príncipe Harry encerra o rol dos dez primeiros do ‘grid’.

A 11ª posição da lista é ocupada pelo músico John Barrowman, com Henry Cavill, da série ‘The Tudors’ em 12º. O comediante Russel Brand aparece em 13º, à frente de Lewis Hamilton. Os atores Bradley Walsh e Gerard Butler aparecem na sequência, seguidos pelo jornalista Zac Goldsmith. O campeão olímpico James Cracknell ficou em 18º, seguido por Hugh Grant. Orlando Bloom ficou com a 20ª e última colocação.

A ‘Wizard também elaborou uma lista das mulheres mais bonitas do mundo. O ranking publicado em maio traz Nicole Scherzinger, cantora e namorada de Hamilton, na liderança, seguida pela atriz indiana Freida Pinto e por Penélope Cruz. Keira Knightley ficou com o quarto lugar, com Michelle Pfeifer em quinto e Angelina Jolie em sexto. Halle Berry foi a sétima, seguida pela modelo israelense Bar Rafaeli. A Duquesa Catherine de Cambrige ficou com a nona colocação, com Sophia Loren fechando o top-10 feminino.

Autor: - Categoria(s): F1, Sem categoria Tags: , ,
13/09/2011 - 09:52

Mais um passo

Compartilhe: Twitter

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

O BloGP pode confirmar que Cesar Ramos conseguiu apoio para disputar mais uma corrida da World Series. O piloto gaúcho, uma das mais promissoras revelações do automobilismo brasileiro, vem tendo dificuldades para garantir patrocinadores que assegurem sua permanência até o fim da temporada da categoria.

O problema foi anunciado por Ramos no início de agosto, antes da etapa de Silverstone.  Mas, em cima da hora, o laboratório italiano Biopharmacie, que apoia Cesar junto com a empresa brasileira Fras-le, de pastilhas e lonas para freio, pagou uma cota de patrocínio que estava atrasada.

A resolução desta questão, entretanto, só valeu para Silverstone. Para as etapas de Paul Ricard e Barcelona, os esforços prosseguiam. Agora, Cesar já está garantido nas duas corridas francesas. Boa sorte ao garoto, que vem do título da F3 Italiana e está em décimo nesta temporada, a sua estreia nos bem mais potentes carros da World Series.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
12/09/2011 - 15:37

GP3 2011: os outros destaques

Compartilhe: Twitter

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A temporada da GP3 acabou de terminar, e Valtteri Bottas foi o campeão. Até aí, ok. Parabéns ao finlandês, talvez o (teoricamente) melhor apoiado piloto deste campeonato — além de correr na Lotus-ART, é piloto de testes da Williams. O teoricamente porque Bottas deve ser aquele cujo cargo na F1 é mais figurativo, junto com Jan Charouz, um dos mil reservas da Renault.

Mas era barbada apostar em um piloto da Lotus-ART para o título: ano passado, também deu um piloto da equipe verde-amarela, Esteban Gutiérrez. Neste ano, os dois primeiros colocados eram da equipe: Bottas e James Calado. O outro representante do time, o brasileiro Pedro Nunes, teve rendimento muito abaixo do esperado, sem fazer nenhum ponto até a 12ª corrida. Seu substituto, Richie Stanaway, marcou sete pontos em sua primeira corrida, em Spa. Depois, na última, zerou.

Acreditem: ainda não falei o que quero. Vou, aqui, levantar alguns destaques do campeonato, gente que impressionou e merece ser vista com mais atenção. Fico com três nomes, dois repetidos e um novato. Coincidentemente, a ordem de interesse merecido pelo piloto é contrária às suas posições no fim do campeonato.

Nico Müller foi o quarto colocado neste ano, com 36 pontos. Ano passado, já havia sido terceiro, com 53. Levando-se em conta que o recém-terminado campeonato foi muito mais disputado do que o de 2010, o resultado continua bom. E trata-se de algo relevante, uma vez que o suíço, que correu pela Jenzer nos dois anos, tem somente 19 anos. Nico é o mais novo dos seis primeiros pilotos do campeonato, assim como foi o mais jovem dos quatro melhores do ano passado.

Rio Haryanto é outro que fez o seu segundo ano na categoria e, novamente, foi muito bem. Quinto no ano passado, foi sétimo neste. Mas, outra vez devido à alta competitividade do grid deste ano, vê-se que o piloto de somente 18 anos fez mais pontos em 2011 do que em 2010. E o mais legal: Rio é indonésio. Campeão da F-BMW Pacífico em 2009, foi para a Europa e se mostrou no mesmo nível de outros fortes pilotos com carreira na Europa. Chegou a ganhar da Virgin um teste com a F1 por ser o melhor piloto da Manor na GP3 no ano passado — neste ano, a primazia será de Adrian Quaife-Hobbs. Pode não dar em nada, mas Haryanto é um piloto para acompanhar, sem dúvida.

O último é Mitchell Evans. O neozelandês foi o mais novo do grid da GP3 neste ano, com 17 anos. Chegou depois de ser bicampeão da F-Toyota Neozelandesa, primeiro vencendo pilotos mais experientes, como Lucas Foresti (F3 Inglesa), Sten Pentus (World Series) e Earl Bamber (Superliga), depois superando compatriotas e um dos queridinhos da Red Bull, Daniil Kyvat — terceiro colocado na atual temporada da F-Renault Europeia. Mas era uma categoria local, e conhecer os circuitos vale muito.

Quando chegou na GP3, ninguém dava muito por Evans. Mas, em meio a pilotos com muito mais nome e experiência, chegou ao fim da sexta corrida — terceira etapa — na liderança. Na quarta rodada, era o segundo. Na quinta, o terceiro. Somente na sexta das oito etapas, com a ascensão brilhante de Valtteri Bottas, Mitch deixou a disputa pelo título.

Mesmo não marcando pontos na segunda metade do campeonato, em parte por vacilos próprios e em outra parte por azares — como ser jogado para fora da pista por James Calado em Monza —, Mitch impressionou. Foi o segundo entre os três pilotos de sua equipe, mas ficou apenas dois pontos atrás do Lewis Williamson, que é quatro anos mais velho e venceu, em 2010, o prêmio de revelação britânica da revista Autosport, que dá um teste com a McLaren. O outro companheiro, Simon Trummer, cinco anos mais velho, ficou 11 pontos e nove posições atrás. E tem uma coisa importante nisso tudo: Mitch corre pela MW Arden, equipe de Mark Webber e Christian Horner, chefe da Red Bull.

Não custa nada ficar de olho em quem pode ser um astro da F1 no futuro.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
08/09/2011 - 19:45

As canecas mais rápidas do mundo

Compartilhe: Twitter

Pelo terceiro ano seguido, a Shell vai realizar a promoção das Canecas Ferrari, entre os meses de setembro e outubro de 2011.

Depois de oferecer exemplares vermelhos em 2009, quem quiser levar uma das 50 mil canecas para casa basta realizar a troca de óleo de seus carros – de preferência apenas Ferrari (ops, brincadeirinha) – com lubrificantes Shell.

Mas ao contrário da garrafa rubra da primeira edição, dessa vez a empresa disponibilizará peças amarelas e pretas. Quem for a um posto da Shell e adquirir um produto das marcas Shell Helix Ultra, Shell Helix Ultra ou Shell Helix HX7, será presenteado com a caneca preta, enquanto quem for a uma revenda e comprar o lubrificante Shell Helix HX6 Flex ganha a amarela.

A Shell se mostrou contente em poder presentear os clientes com as canecas e ressaltou que a promoção é válida em todo o Brasil enquanto durarem os estoques.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
06/09/2011 - 14:32

A primeira

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sempre gostei de assistir as corridas em Monza (pela TV, diga-se… ainda não estive presente lá, ainda), como sempre curti também acompanhar uma boa prova na chuva. E naquele setembro de 2008, o cenário era perfeito para o GP da Itália. Choveu muito naquele fim de semana, e isso certamente foi determinante para mudar toda uma ‘ordem natural’ das coisas, como dizem.

Quase um ano antes, no GP do Japão, que era disputado em Fuji, Sebastian Vettel fazia brilhante prova e poderia ter vencido a primeira na F1, logo em sua primeira temporada completa pela Toro Rosso. O alemão, no entanto, perdeu o ponto da frenagem quando estava em terceiro e encheu a traseira do carro de Mark Webber, vejam só. Foi o fim de corrida para Seb, mas ficou evidente sua capacidade no molhado.

Meses depois, mais maduro e um pouco mais experiente, Vettel teve um fim de semana praticamente perfeito no GP da itália. O alemão surpreendeu o mundo da F1 ao conquistar a pole em Monza até com certa tranquilidade. O STR2 estava muito bem acertado no molhado, tanto que Sébastien Bourdais classificou-se em quarto, mas poderia ter conquistado grid ainda melhor.

Veio o domingão, dia da corrida. Bourdais, que sempre foi bom piloto, deu um azar danado e ficou parado no grid antes da volta de apresentação. Em contrapartida, Vettel fez uma corrida suprema, liderando praticamente todas as voltas da corrida — exceto entre os giros 19 e 22, quando fez sua parada para troca de pneus e Heikki Kovalainen aproveitou para assumir a ponta —, e venceu com maestria sua primeira corrida na F1.

Foi mesmo o rito de passagem de Vettel, que deixou de ser promessa para se tornar um dos principais pilotos da F1. Tanto que no ano seguinte, o tedesco foi promovido para a Red Bull, e o restante da história todos conhecemos: mais jovem campeão da história e a caminho de ser também o mais novo bicampeão. Questão de tempo.

Acho que essa vitória de Vettel é a primeira que vem à mente quando me perguntam qual é foi a corrida mais marcante que eu já assisti. Claro que eu me recordo de outras, como a vitória de Rubens Barrichello na Alemanha em 2000, a despedida de Michael Schumacher em no GP da Itália de 2006, como também aquele final sensacional do GP do Brasil de 2008.

Mas por todas as dificuldades de Monza e por estar no comando da pequena Toro Rosso (que era Minardi), esse GP da Itália de 2008 é seguramente o meu preferido.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
Voltar ao topo