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17/08/2011 - 12:05

História diferente

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Época de férias da F1 é aquele deserto de notícias. Nem especulação tem, como acontece no período intertemporadas. Procurando algo que pudesse fazer, achei uma entrevista da Oksana Kossatchenko, empresária do Vitaly Petrov, ao GPUpdate. Muito interessante. E mais legal ainda é a história de como Petrov e ela se conheceram e decidiram trabalhar juntos.

Ela conta que está envolvida no automobilismo desde 1998, quando trabalhava como apresentadora de TV. Ela, que ainda trabalha como correspondente russa da emissora Eurosport, estava coordenando um evento automotivo quando notou que Petrov estava vencendo todos os ralis que disputava no norte da Rússia. “Ele decidiu que provavelmente seria piloto, mas não tinha ideia sobre a F1.”

Ao se conhecerem, Oksana recebeu Petrov, que queria conversar, e decidiu dar conselhos ao piloto. Assim, levou-o à Itália, para que conhecesse Vincenzo Sospiri, ex-piloto de F1, e Giancarlo Minardi, o fundador da tradicional equipe. Também sem muito conhecimento sobre os caminhos que um piloto poderia traçar na Europa, ouviu recomendações de Minardi, além de um alerta em relação à altura de Vitaly, talvez demasiada — ele tem 1,85 m.

Oksana disse que somente quando Vitaly foi morar na Itália é que ela percebeu que, sem falar nenhuma outra língua que não o russo — isso acontece com pilotos brasileiros também —, não haveria como se adaptar. “Ele não entendia a realidade”, falou. Aí, então, ela decidiu acompanhá-lo nas corridas e ajudá-lo com traduções. Esta atuação garantiu que eles firmassem uma parceria de trabalho.

Foi Oksana quem conseguiu os primeiros patrocinadores de Vitaly, tirando do Petrov-pai a única responsabilidade de apoiá-lo economicamente. Depois disso, os dois só pensavam na F1. Em 2004 e 2005, Vitaly correu na F-Renault; em 2006, levou um patrocínio para a DPR e disputou as quatro últimas etapas da GP2. Foi só aí, em Hockenheim, que Petrov viu um carro de F1 pela primeira vez. Quatro anos depois…

Claro que a F1 não é o lugar onde se encontram os 24 melhores pilotos do mundo. Claro que muita gente boa fica de fora, não tem vaga, não tem grana. Mas é interessante saber como alguns caras saem do nada até chegar lá.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , ,
16/08/2011 - 14:00

Promessa de diversão pura

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Cá estou eu de volta após curtir curtas férias. E com boa notícia. A F1 anunciou hoje que vai lançar nos primeiros meses do ano que vem o F1 Online: The Game, jogo do tipo browser game, aqueles que você não precisa instalar nada e brinca no próprio navegador de internet — no estilo, tecnicamente falando, desses jogos que fazem sucesso no Facebook.

O joguinho será feito pela Codemasters, a mesma produtora que assina a série F1 para consoles e PCs — o F1 2011, inclusive, já está disponível para pré-venda no Brasil. Voltando a F1 Online, a proposta do jogo é obviamente diferente do F1 2011, que é totalmente baseado no realismo.

Pelo que se vê, F1 Online será um jogo bem mais casual, para aproveitar. E aqui vai uma crítica minha aos jogos atuais: muito do que se produz é a sério demais, no sentido de que cada vez mais eu vejoa exaltação pura da simulação, dos efeitos virtuais das mudanças de acerto e tal. Nem todo mundo se diverte com isso, nem sempre se está disposto a perder horas fuçando na suspensão para reduzir um tempo — e isso serve para jogos de outras modalidades também, não só de automobilismo.

Digo isso porque sou um fã dos jogos top-view, como o agora reformulado para tablets Death Rally, o mais ou menos antigo Mini Racing Online e o recente New Star GP. No caso do Death Rally, aliás, você pode baixar a versão antiga do jogo no site da produtora Remedy Games.

A diferença para estes todos é que F1 Online deve trazer uma interface mais moderna e gráficos melhores. A Codemasters sabe fazer jogo, isso é fato. E a diversão provavelmente será garantida, com todos os circuitos, carros, equipes e pilotos da temporada 2011 da categoria. Além de tudo, haverá também aspectos de managing, com o jogador podendo criar sua equipe, sua pintura, cuidar do time como um todo e gerir a parte esportiva antes de colocar o carro na pista. E, claro, o jogo será grátis, a menos que seja criada uma assinatura premium ou coisa parecida. Mas parece que não.

Autor: - Categoria(s): F1, Virtual Tags: , , , , , , ,
26/07/2011 - 15:35

Pro forma

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

O assunto é da semana passada, é verdade, mas fiquei de comentar aqui. A Ferrari anunciou que Sergio Pérez e Jules Bianchi vão correr “um contra o outro” — palavras de Luca Baldisserri, diretor da Academia de Pilotos da Ferrari —,  em um teste da equipe em Mugello ou Fiorano. Felipe Massa tem contrato até 2012, então não se trata de um vestibular para o lugar do brasileiro no ano que vem.

Mas é, sem dúvida, para demonstrar quem sai na frente pela vaga. Ouvi que o teste não quer dizer nada, porque a Ferrari não tem tradição de contratar novatos. Mas a Academia não existia no passado. No fundo, acho que é uma forma de “validar” a escolha por Pérez, porque Bianchi está decepcionando na GP2 e o mexicano já tem a experiência com um F1. Portanto, dificilmente o francês vai vencer o duelo.

O último jovem que a Ferrari contratou foi Felipe Massa, que, inclusive, fez o primeiro ano de F1 na Sauber. Sei não, mas acho que em 2013 teremos o logo azul da Telmex no carro vermelho da Ferrari…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
25/07/2011 - 13:28

Batidas históricas

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

De hoje em diante, vamos relembrar aqui alguns acidentes do passado, recente ou mais distante. Alguns menos conhecidos, outros mais. Só uma regra: não pode ser fatal. Para estrear a seção, vamos lembrar a batida de Katherine Legge na etapa de Rockingham da F3 Inglesa, em 2003, pela equipe SYR. Coisa rara de se ver.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , ,
20/07/2011 - 00:21

Custos, preços, valores

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

Tenho adotado uma postura diferente nas minhas folgas. Antes eu só não trabalhava, mas acompanhava tudo de automobilismo que podia pela TV. Afinal, é algo que eu gosto e tal. De uns meses pra cá, tenho optado por esquecer qualquer coisa que tenha carro na pista quando não estou trabalhando — é importante pra relaxar, afinal também faço faculdade.

Disse isso só pra explicar que apenas hoje vi os resultados do fim de semana da F3 Sul-Americana em São Paulo. E vi que, sem piloto, duas equipes recorreram a caras mais experientes, que fizeram participação especial — uma espécie de figuração: Galid Osman e Denis Navarro, já profissionais, há muito tempo sem guiar de fórmula, correram por Cesário e Hitech. Isso depois de disputar a etapa do Brasileiro de Marcas, verdadeiro motivo de eles estarem em Interlagos.

Nem sei o que pensar disso. Não porque houve estes convites, participações especiais são normais e até desejáveis, gosto da ideia de ver caras já estabelecidos correndo com novatos cheios de vontade. Mas a verdade é que não é o caso. As equipes cansam de ter carros prontos ou quase prontos para correr, mas ficam sem piloto para tal.

Foi na F3 Sul-Americana que fiz a mais legal cobertura da minha carreira aqui no GP, torço pelo seu sucesso. Mas, hoje, é cara para os padrões brasileiros. E talvez o problema esteja também nos padrões brasileiros. Padrões de um país cuja confederação de automobilismo gasta (no mínimo) R$ 270 mil em uma festa, comanda uma exteeeeensa reforma que custou R$ 840 mil no Kartódromo de Interlagos, multa uma de suas federações pela falta de bombeiros e policiamento no Brasileiro de Kart, infrações que ela mesma não poderia deixar acontecer.

Segundo o bravo jornalista Nei Tessari, uma temporada na F3 Sul-Americana custa de R$ 600 a 800 mil para um piloto.

Sei lá, era isso que eu tinha a dizer.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , , , ,
18/07/2011 - 20:35

Rasteira

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

“Da mt raiva!Ver q pilotos da mesma categoria tendo a cara de pau de mandar email p meu patrocinador pedindo patrocinio e puxando o saco!”

Quem escreveu isso em seu Twitter foi Tuka Rocha, piloto da Vogel na Stock Car, patrocinado pela BMC, a Brasil Máquinas.

O que me interessa nessa história é o seguinte: se naquela que é provavelmente a maior categoria do Brasil há pilotos tentando roubar patrocinador do outro, o que isso significa olhando para o automobilismo brasileiro como um todo?

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
12/07/2011 - 15:24

Mal que vem pro bem

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A GP2 anunciou sua fusão com a GP2 Ásia, virando agora só um campeonato internacional que deve passar também pelo oriente. Até aí, já era esperado, a ‘Autosport’ já tinha noticiado essa possibilidade. Mas não dá pra levar a sério esse papinho de fusão. O que aconteceu foi o fim da GP2 Ásia.

A categoria foi criada pra movimentar o mercado do automobilismo por lá, trazendo uma quase-F1 para os pouco utilizados circuitos locais — e, de quebra, porque não existe almoço grátis, reunir mais patrocinadores para a GP2. Para os fãs do esporte, melhor: o campeonato acontecia no inverno europeu, quando as principais categorias do mundo estão de férias.

O negócio é que a GP2 Ásia nunca engrenou de fato. Começou com dez corridas, passou para doze, depois caiu para oito e, finalmente, teve apenas quatro em 2011 — duas delas em Imola, num evidente desvirtuamento do caráter asiático inicial. Para a última temporada, já havia sido instituído que somente as equipes que disputassem a fase europeia da GP2 poderiam participar do certame oriental. Isso matou as chances da Meritus, única equipe local que se atrevia a participar como independente.

Por um lado, é bem ruim, porque acaba com uma categoria que era mais barata do que a GP2 e tinha carros ligeiramente menos potentes, facilitando a adaptação dos pilotos ao estilo dos Dallara e à estrutura do fim de semana de corrida, que é extremamente peculiar, com aqueles treinos malucos de meia hora.

Mas, por outro, é importante para o esporte. Por alguns motivos em especial: a F1 corre em Xangai, no Bahrein, em Sepang, em Cingapura, na Coreia do Sul e em Abu Dhabi. Neste ano, a GP2 Ásia ia correr só no Bahrein e em Abu Dhabi, repetindo o que havia acontecido na temporada 2009/2010. Xangai só recebeu o campeonato uma vez, em 2008/2009. Até em Dubai a categoria correu — e a pista é tão obscuro que, ao digitar “Dubai circuit GP2” no Google Images, apareceu uma foto da Stéfhany do Crossfox. Foi lá, inclusive, que aconteceu um dos episódios  mais toscos da história: choveu, aí alagou o autódromo, os boxes, tudo, e não teve corrida.

Fala a verdade: o automobilismo não perde nada sem a GP2 Ásia.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , ,
04/07/2011 - 15:07

Surdez para o bom senso

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Felipe Paranhos

Sou só eu que acho essa discussão sobre o barulho dos motores da F1 a partir de 2014 uma besteira? Ok, é uma parte integrante do espetáculo da F1, ninguém gosta de ver corrida no mudo, mas tem um pouco de factóide nisso tudo, me parece.

A F1 vai abrir mão de uma fórmula de sucesso e colocar um motor de Ka 1.0?

Motor V8 é sinônimo de carro moderno, tecnologia avançada?

Alguém vai mesmo deixar de ir a um autódromo ver os carros, a velocidade, as ultrapassagens, porque o som é X decibéis mais baixo?

A resposta é não para as três perguntas. Quanto à última, arrisco dizer que, se a mudança para os motores V6 fosse feita às escondidas, de um dia pro outro, quase todo o público dentro do autódromo não repararia. Se reparasse, talvez até agradeceria pela “impressão” de que o barulho que machuca os ouvidos diminuiu, talvez atribuísse o menor incômodo a um possível acostumar do sistema auditivo com a zoada.

Convenhamos, ninguém vai assistir a uma corrida no autódromo por causa do barulho do motor. Tá ali, ótimo, é um negócio secundário, muita gente até acha exagerado — eu incluído. No mais, acho que muita gente ficaria contente em ver a corrida com os ouvidos nus, a salvo daquele zunido agudo invadindo mortalmente sua orelha.

(Se é que o volume vai cair tanto assim. É justamente por tudo se tratar de suposição que eu acho a discussão, as ameaças de processo e tal uma enorme besteira.)

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
30/06/2011 - 13:35

Buemi, Alguersuari e imprensa: quanta bobagem

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Felipe Paranhos

Este noticiário da F1, sempre se alimentando de histórias absurdas e presepadas repercutidas pela imprensa. A mais recente é essa briga Alguersuari x Buemi pela vaga restante na Toro Rosso — a outra vai ser de Daniel Ricciardo em 2012, até Felipe Giacomelli sabe disso. Ok, existe mesmo uma pressão, uma tensão. Mas daí a ficar especulando quem vai sair a cada GP…

Tá lá no AS, jornal que tem seu valor, mas que dá muitas notícias mequetrefes, notadamente exaltando os clubes de futebol e esportistas espanhóis em geral: Alguersuari deixa Buemi no abismo. Por abismo entenda 8 a 8 pontos no Mundial de Pilotos.

Até agora, na temporada, Alguersuari não ficou nenhuma vez à frente de Buemi no campeonato. Os primeiros pontos — quatro — de Jaime vieram no Canadá, quando Buemi já havia marcado seus oito. Agora, em Valência, corrida totalmente atípica, chata e sem ultrapassagens, o espanhol foi eliminado no Q1 da classificação, mas teve a seu favor uma estratégia de uma parada a menos, que deu certo.

Se formos contar do ano passado pra cá, Buemi, que não é lá esse piloto todo, tem 16 pontos contra 13 de Alguersuari. A menos que as coisas mudem daqui pra frente, não há motivo para que seja Buemi o escolhido para sair. Mas a minha impressão é a de que Jaime tem um lobby muito maior a seu favor.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
30/06/2011 - 01:53

Pilota pouco

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Felipe Paranhos

Hoje eu ouvi a propaganda do GP do Brasil mandando comprar ingressos e tal. Lá pelo meio da narração, o cara fala: “Venha ver os melhores pilotos do mundo em Interlagos!”

É claro que a F1 não é a junção de todos os melhores pilotos do mundo, embora lá estejam vários deles. Mas essa frase fica ainda mais absurda quando se vê um vídeo como esse, do Rali da Grécia do WRC.

Não pilota nada, esse Hirvonen.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , ,
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