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Arquivo da Categoria F-Indy

26/10/2011 - 18:51

O novo Zanardi

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FELIPE GIACOMELLI [@Daewlz]

Quando Alessandro Zanardi sofreu o grave acidente na etapa de Lausitz da Champ Car, em 2001 – perdendo as duas pernas –, a primeira preocupação, claro, era saber ser o piloto tinha sobrevivido à batida. Passado o risco de morte, a inquietação passou a ser quanto à carreira do italiano, que parecia ter acabado.

Zanardi, no entanto, se recuperou e voltou às pistas em 2005 para competir no WTCC em um carro adaptado. O piloto disputou cinco temporadas, obteve quatro vitórias e conquistou a décima colocação final como melhor resultado.

Aos 19 anos, o americano Michael Johnson começa a trilhar uma carreira semelhante à do bicampeão da Indy. Michael disputava campeonatos regionais de motocross e já havia conquistado cerca de 15 títulos, quando, em 2005, ficou paraplégico ao sofrer um grave acidente em uma corrida.

Antes mesmo de se recuperar das fraturas – quebrou as costas, todas as costelas do lado direito e a bacia –, o garoto disse à família que queria continuar correndo, não importando o que acontecesse.

O início da volta às pistas foi dado em 2007, quando o garoto passou por uma cirurgia experimental de células-tronco, em Portugal. Com resultado satisfatório e uma boa recuperação, ele passou a competir nos karts e, depois, na Skip Barber, onde terminou um dos campeonatos da categoria de 2011 na terceira colocação, conquistando vitória na tradicional pista de Watkins Glen.

Como não tem os movimentos das pernas, para competir, Michael também usa um carro adaptado. Ele controla o acelerador e a embreagem com as mãos, enquanto empurra o volante para frear.

Depois do bom resultado competindo de forma profissional neste ano, o garoto já traça planos para 2012. Ele quer disputar a USF2000, espécie de F-Ford dos Estados Unidos, que faz parte do programa Road to Indy. Um dos sonhos de Michael é disputar uma Indy 500 ou outro, voltar a andar.

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20/09/2011 - 15:35

Montoya, 36

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
12/05/2011 - 01:58

O dia que a Penske jamais esquecerá

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Imagine a Ferrari, equipe mais tradicional da F1, ficar sem classificar seus dois carros para o GP da Itália, por exemplo? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu com a Penske em 21 de maio de 1995. Tanto Emerson Fittipaldi, quanto Al Unser Jr. não conseguiram uma vaga entre os 33 pilotos no grid da mais importante corrida do automobilismo norte-americano, a última antes da cisão entre Tony George e a CART.

Curioso é que até então, a Penske não estava tão mal assim. Ao contrário. Emerson venceu a última corrida antes da Indy 500, no trioval de Nazareth, e antes, Unser Jr. vencera em Long Beach. Além disso, o desempenho avassalador da equipe nas 500 Milhas de 1994 (quando contava com o ‘Dream Trio’, como costumava chamar Téo José, Emerson, Al Jr. e Paul Tracy), vencida também por Little Al, dava a confiança suficiente para a conquista de um novo êxito. Mas o que se viu nas pistas naquele ano, 1995, foi exatamente o contrário.

Desde o começo das atividades de pista em Indy, a Penske sentiu que já não seria tão imbatível assim. O motor Mercedes Ilmor ainda estava lá, mas teve sistema de válvulas acionado por varetas banido pela categoria, o que ocasionou queda brusca na velocidade de seus carros, que padeciam da falta de confiabilidade do chassi Penske, sobretudo nos superovais, como Indianápolis.

A jornada de Emerson e Unser Jr. no oval de Indiana foi um verdadeiro calvário. Sem ter condições de alcançar média de velocidade satisfatória, a Penske emprestou um Reynard Mercedes da Pagan de número 21 (de Roberto Guerrero) — e não da Hall do Gil de Ferran, conforme me lembrou o leitor Bruno —, e dois Lola Mercedes da Rahal Hogan. Curioso foi ver Emerson pilotando o carro de Bobby Rahal, e Al Unser guiando o bólido 11 que era de Raul Boesel.

Mesmo com o time lutando até o final, a classificação não veio. Little Al ficou de fora, principalmente por ter feito uma primeira volta muito ruim, enquanto Emerson perdeu a 33ª vaga para Stefan Johansson, da Bettenhausen. 21 de maio de 1995 foi um dos dias que jamais serão esquecidos por Roger Penske, que viu os então dois últimos vencedores da Indy 500 fora da corrida daquele ano. O time só voltaria às 500 Milhas (e venceria a prova) em 2001, com Helio Castroneves.

O vídeo, bem completo, de 42 minutos, mostra também pilotos como Marco Greco (aliás, onde estará Marco Greco?) pilotando o Lola Mercedes da Galles de número 10 que era do Adrian Fernandez, seu companheiro de equipe. O brasileiro, que era patrocinado pela Brastemp, também ficou de fora.

Passados 16 anos do ocorrido, é inimaginável ver tal fato acontecer novamente, até porque a Penske, ao lado da Ganassi, ostenta superioridade tamanha perante as outras equipes que qualquer piloto vencer a corrida centenária no dia 29 e não for de nenhum desses dois times, será uma enorme zebra, tão grande quanto a de 21 de maio de 1995.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags:
28/04/2011 - 19:29

Bem lento ainda

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EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]
do Anhembi

 Como as atividades de pista começam só no sábado pela manhã, o trabalho das equipes ainda caminha de devagar nas garagens improvisadas no pavilhão do Anhembi. Ainda há muitas caixas espalhadas pelos boxes e poucos mecânicos circulam pelas instalações. As equipes mais adiantadas, aliás, são aos três maiores: Ganassi, Penske e Andretti. A KV, de Tony Kanaan, também está bem organizada. Mas nada que assombre os olhos. O trabalho ainda é lento.

Porém, alguns times se limitaram apenas a montar os carros e outros sequer começaram a organizar os equipamentos, como é o caso da AFS, onde corre Raphael Matos. O staff nem chegou a São Paulo ainda. Nesta sexta, véspera dos primeiros treinos, os trabalhos devem se intensificar nas áreas de boxes. Enquanto, ficam algumas imagens das garagens.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: ,
27/04/2011 - 13:05

Uma vitória para a história

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O clima de expectativa que cerca a segunda edição da SP Indy 300 me faz lembrar muito da primeira corrida da categoria disputada no Brasil, há 15 anos, em Jacarepaguá. Mesmo acompanhando a Rio 400 de casa, pela televisão, pude perceber que aquela prova seria diferente.

O circuito oval, batizado de Emerson Fittipaldi em homenagem mais do que justa ao piloto que trouxe a Indy para o Brasil, era bem diferente dos triovais e dos superspeedways norte-americanos. Era um circuito de muita frenagem e troca de marcha, diferenciado.

A presença de grandes pilotos, tanto daqui, quanto do exterior, engrandeceram o evento. Só para listar. Entre os brasileiros, Emerson, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno e Marco Greco disputaram a prova. Alessandro Zanardi, Greg Moore, Jimmy Vasser, Bobby Rahal, Michael Andretti, Paul Tracy, Scott Pruett, Mark Blundell, Al Unser Jr., Adrian Fernandez, entre outros, também correram no Rio e compuseram um grid bastante forte.

A categoria vivia um período de ascensão no Brasil. Com mais pilotos nacionais com chances de vencer, a Indy chegou a emparelhar com a F1 no quesito audiência naquela época, muito por conta da transmissão que passou a ser realizada pelo SBT — sempre com a narração brilhante do Téo José —, que buscou popularizar a Indy por aqui. Pelo menos entre 1995 e 2000, deu muito certo.

Eu lembro que, pelo menos pela televisão, o autódromo estava com as arquibancadas bastante cheias. Era o cenário perfeito para uma grande corrida. A Ganassi, sobretudo com Zanardi, era a grande força da temporada, já que o conjunto Reynard-Honda era muito forte, dominante, praticamente. Moore também apresentou bom desempenho em Jacarepaguá com sua Forsythe Reynard-Ford. Mas quem surpreendeu mesmo foi Ribeiro, que competia com um Lola-Honda da Tasman.

(Naquele ano, eram quatro os fornecedores de chassi da Indy, então Champ Car, ou CART: Reynard, Lola, Penske e Eagle, que construía o equipamento da All American Racers. Os motores eram Honda, Ford Cosworth, Mercedes e Toyota. É um cenário que me agrada bastante e é bem parecido com o que será visto já a partir do ano que vem, quando os pacotes aerodinâmicos, além das chegadas dos motores Chevrolet, poderão mudar bastante a dinâmica da categoria, que finalmente vai deixar de ser monomarca.)

Voltando à corrida e a André, o fato é que o piloto andou  sempre no grupo dos primeiros colocados desde o início da corrida, consolidando o bom rendimento nos treinos e na classificação, quando foi terceiro no grid. Desde a largada, o brasileiro ficou longe dos problemas e permaneceu próximo aos líderes. Como sempre é na Indy, a corrida carioca foi movimentada, cheia de alternativas, e teve a panca bem feia do Mark Blundell na saída da curva 4. Mas lá na frente, o piloto da Tasman permanecia entre os ponteiros. Até que na volta 115, quando estava em segundo, Ribeiro viu Moore abandonar com problemas na suspensão. Daí por diante, nem Zanardi, Unser Jr., ou Pruett pressionaram o piloto da Tasman, que venceu após 133 voltas e levou boa parte da torcida às lágrimas, eu, inclusive.

Vamos ver o que o futuro reserva para o próximo domingo no Anhembi. Mas fica a lembrança de um momento épico na história do automobilismo brasileiro. Já se vão 15 anos… mas parece até que foi ontem. Para quem quer rever, tá aí uma palhinha dos momentos finais da Rio 400, com a narração de Téo José.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
26/04/2011 - 22:39

Ataque e defesa

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Deixei passar isso uns dias, mas parei agora para falar do assunto. A Indy, por meio de seu consultor de competições Al Unser Jr., declarou que vai “acompanhar” Helio Castroneves, por conta do alto número de acidentes envolvendo o brasileiro neste ano. Ameaçou puni-lo se for considerado culpado de mais um incidente que prejudique um adversário.

Helinho perdeu a freada na largada do GP de São Petersburgo, na abertura da temporada, e ajudou a causar aquela bagaceira que tirou cinco carros da corrida. Na semana passada, em Long Beach, se envolveu em dois toques: um normal, com Justin Wilson, e outro por vacilo próprio, que tirou do companheiro Will Power a chance de vencer a prova.

Até aí, tudo bem. É um número de incidentes incomum para a carreira de Castroneves. Mas é justamente por ser incomum que chama a atenção esta ameaça para o piloto da Penske. Ótimo que todos, até um piloto de qualidade notável como Helio, estejam sujeitos a sanções.

A questão é que a Indy não parece trabalhar assim. Alguns pilotos fazem besteira atrás de besteira e têm, digamos, o benefício da dúvida. Vou dar um exemplo: em 2009, Marco Andretti atrapalhou, por duas corridas de circuito misto seguidas — Glen e Edmonton —, líderes que tentavam dar uma volta de atraso nele. Por uma volta inteira.

(Como se sabe, em ovais, os pilotos não são obrigados a reduzir a velocidade para que vire retardatário — apenas se facilita a ultrapassagem, uma vez que o piloto de trás vem mais rápido. Como em mistos o espaço é outro, acaba tendo de abrir.)

Naquelas ocasiões, o filho de Michael Andretti interferiu no resultado da corrida ao impossibilitar a disputa de primeiro e segundo colocados. Passou-se a mão na cabeça. Separando essa história da próxima: o mesmo Marco fez uma, com o perdão da palavra, cagada na etapa de Long Beach, acabando com a corrida de Sébastien Bourdais nos boxes. Foi um erro primário, muito mais feio do que o toque de Castroneves em Power. Por mais que tenha sido um só, foi crasso. E ninguém nem toca no nome de Marco — que tem menos talento do que um Sato, por exemplo.

Parece que, com esse caso de Castroneves, e até com as ameaças a Milka Duno no ano passado, a Indy tomou um caminho de mais severidade em relação a falhas ou desnível de pilotos. Eu só espero que não existam protegidos pela categoria. Se, mais uma vez o escolhendo como exemplo, Marco Andretti fizer uma besteira na etapa de São Paulo, vai receber as mesmas ameaças? Veremos.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
20/04/2011 - 18:29

Esporte que maltrata

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Felipe Paranhos

Alberto Valério, Tiago Geronimi, Caio Lara, Raphael Abbate. Todos eles, ano passado, disputavam campeonatos de monopostos lá fora. Neste ano, estão em posições de coadjuvante nos torneios de turismo brasileiros. Apesar de, evidentemente, tratar-se de um período de adaptação, tenho certeza que os quatro pilotos, de 25, 22, 20 e 19 anos gostariam de continuar por lá.

Ao menos, houve a passagem pelo automobilismo internacional. E quando nem isso acontece, fica só a frustração? É um pouco do que passa Lu Boesel. Competitivo na F3 Sul-Americana, onde ficou conhecido, o sobrinho de Raul e irmão de Pedro, da Copa Montana, o piloto buscou os EUA como destino.

Chegou na O2, equipe da Lights, para testes. Foi o mais rápido num treino que teve, inclusive, Josef Newgarden, que veio da GP3, com um carro mais complexo do que o da F3 Sul-Americana. Lu impressionou a equipe, ganhou a verba do patrocinador do time.

Voltou ao Brasil empolgado para completar a verba e conseguir se garantir na temporada 2011 da Lights. Não deu tempo de obter os recursos para iniciar o campeonato. Sua almejada estreia ficaria para Long Beach, se tudo desse certo.

Pelo visto, não deu. E Lu cogita, como os pilotos citados lá em cima, abandonar o sonho de correr em categorias de monopostos fora do país e tentar vaga nos campeonatos de turismo daqui. Ontem, no Twitter, o piloto desabafou.

“Minha carreira inteira até aqui segui nos monopostos, mas cada vez mais sinto que esse é um caminho incerto e para poucos com bolsos grandes. Mesmo amando o monoposto, o turismo tá cada vez mais presente e mais perto da realidade! Usar um pouco mais do curso adm e tocar a vida”, falou.

Ê, automobilismo… Esporte que maltrata.

Autor: - Categoria(s): Indy Lights Tags: , , , ,
20/04/2011 - 13:07

Parabéns, Gugelmin

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Maurício Gugelmin comemora hoje 48 anos de vida. Sumidão nos dias de hoje, o catarinense foi um dos bons pilotos brasileiros da geração de 80, conquistando títulos na F-Ford Britânica e Europeia, além de faturar também a F3 Britânica, até hoje, uma das mais importantes categorias de base. Sua passagem pela F1 até que foi breve. Gugelmin deu certo azar e pegou equipes nada competitivas na categoria, March Leyton House e Jordan. Nas poucas chances que teve para mostrar serviço, mandou muito bem, como no GP do Brasil em 1989, quando Jacarepaguá ainda era uma pista decente.

Desiludido com a falta de um carro legal na F1, Maurício cruzou o Atlântico para correr na Indy em 1993, a exemplo do que já havia feito Nigel Mansell. O brasileiro fazia companhia a Emerson Fittipaldi e Raul Boesel na categoria que começava a chamar a atenção de muita gente aqui. Gugelmin fez algumas corridas na Dick Simon antes de seguir para a Ganassi em 1994.

Um ano depois, estava na Pac West, uma das boas equipes da Indy na época. (Confesso que fui muito mais fã da Indy na década de 90, que tinha muito mais competitividade, do que hoje. Mas isso é assunto para outro post). E foi lá, na Pac West, que Big Mo faturou sua única vitória, em Vancouver 1997, mas é fato que ele mandou muito bem em outras corridas também, antes e depois de 1997. Nesse mesmo ano, o piloto terminou a temporada na quarta colocação.

2001 marcou sua saída das pistas após temporada bastante difícil. Desde então, Maurício ficou totalmente fora do automobilismo e pouca gente teve notícia dele. Talvez tenha faltado um pouco de sorte na carreira, principalmente na F1, mas competência, sempre sobrou, é fato. Vale sempre a lembrança. Se alguém tiver notícias atuais do Gugelmin, postem aqui. Fica aqui a homenagem do BloGP para um cara que acho que deveria ser mais lembrado por aqui. Parabéns, Big Mo!

E abaixo, os melhores momentos dele em Jacarepaguá 1989, brigando na pista com Patrese e Prost com a Leyton House projetada por Adrian Newey, que começava sua carreira de destaque na F1.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , , , , , , ,
16/03/2011 - 12:54

Fugidinha

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Felipe Paranhos

A Coloni parece ter perdido um de seus pilotos a poucos dias do primeiro treino da GP2 Ásia em Ímola, circuito que vai sediar a última etapa da categoria, em substituição ao Bahrein. Segundo o site Italiaracing e o Omnicorse, ambos italianos, James Jakes não vai cumprir o contrato que o garante no time até o fim da temporada da GP2.

Jakes apareceu de repente nos treinos da Indy em Barber, no Alabama, na mesma semana em que os outros pilotos viajavam a Imola. O fato causou estranheza nos dois polos: nos Estados Unidos, porque ninguém conhecia o britânico que terminou a GP3 em quinto no ano passado, e na Europa, por motivos óbvios.

Eu mesmo questionei isso no Twitter quando vi o nome dele no cronometragem da Indy. Ainda brinquei que qualquer dia desses ele ia parar na Stock, já que não se decidia na vida.

O valor da multa para a equipe que não alinhar dois carros em um GP da GP2 é de € 20 mil — R$ 46 mil. Não acho que vai ser preciso isso. Uma chance é o Jakes voltar, fazer a corrida e depois eles se virarem — afinal, convenhamos, ninguém está nem aí pra essa etapa fake que vai decidir um campeonato esvaziado.

A outra possibilidade passa por uma questão: é óbvio que ele só largou a Coloni se já estiver fechado com a Dale Coyne na Indy. Ele não ia deixar a equipe na semana da corrida pra simplesmente testar em outra categoria. Aí vem um detalhe: haja dinheiro pra pagar em duas equipes de duas categorias top, hein?

Se ele realmente não está mais na Coloni, o que deveremos descobrir nesta quinta, não sei se foi por livre e espontânea vontade. Quem conhece os métodos de trabalho de Paolo Coloni e André Herck sabe que as coisas não são assim tão convencionais.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, GP2 Tags: , , , , ,
09/02/2011 - 21:36

Definhar, agonizar, suportar

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Felipe Paranhos

* Brasileiros que estrearam na GP2 em 2005: Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão

* Que estrearam em 2006: Lucas Di Grassi

* Em 2007: Bruno Senna, Antonio Pizzonia e Sergio Jimenez

* Em 2008: Alberto Valério, Diego Nunes e Carlos Iaconelli

* Em 2009: Luiz Razia

* Em 2010: Ninguém

* Em 2011: Ninguém

Piquet se reergue na Nascar depois do papelão que cometeu na F1. Xandinho hoje milita na Stock. Di Grassi conseguiu vaga na F1, mas acabou fora da Virgin por conta de um cara mais endinheirado. Pizzonia passou pelo momento mais difícil da sua carreira na GP2 e hoje vai bem na Stock. Jimenez tenta reconstruir a carreira na Montana e no GT1. Valério acaba de desistir dos monopostos. Nunes trouxe seu patrocínio para o Brasil. Iaconelli teve bom 2010, mas numa categoria C do automobilismo europeu, a Auto GP. Razia tem, provavelmente, a derradeira chance de lutar pelo título. E, ano passado e neste ano, não entrou nenhum piloto novo do país na categoria.

Eu sei que estou batendo nesta tecla novamente, mas, alguém tem dúvida de que, em poucos anos, não teremos ninguém na F1? Alguma duvida de que o automobilismo brasileiro de ponta está definhando?

Nem vou falar muito da Indy, que tem praticamente a mesma situação, de falta de renovação e de novatos brasileiros que duram uma ou duas temporadas (exemplos recentes são Jaime Câmara, Rapha Matos, Mario Romancini).

Obviamente não é uma questão de falta de qualidade desta geração de pilotos.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, GP2 Tags: , , , , , , , , , , ,
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