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Arquivo da Categoria F-Truck

29/09/2010 - 15:30

Da privada para o privado

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JOÃO PAULO BORGONOVE [@Borgo_]

A maioria dos autódromos do Brasil estão em estado deplorável, e isso não é novidade pra ninguém. Estrutura de várzea, buracos, falta de segurança. Tudo isso faz parte de uma triste realidade. Interlagos e Curitiba, bem administradas, são exceção. O Velopark é novo, mas tem um diferencial – e que vai sempre mantê-lo moderno e bem cuidado: é de propriedade particular, um centro de automobilismo com várias fontes de renda.

Isso dá certo, porque se o autódromo não estiver bom, o dono não vende seu produto e, com isso, não ganha dinheiro. As condições para o público também são boas, já que os donos também fazem dinheiro com lojas e lanchonetes alocadas dentro das acomodações.

Nos EUA é assim, mas vou usar a Inglaterra, que é um bom exemplo, um pouco mais próximo da realidade das nossas pistas. Circuitos de longa data, a maioria construídos em antigos aeroportos militares, têm se modernizado, mas sem dinheiro do governo. Todos são financiados por empresas de gerenciamento, sempre buscando melhorar seus produtos.

A maior investidora nesse segmento é a Motorsport Vision, empresa encabeçada pelo ex-piloto Jonathan Palmer, que, além de gerir circuitos, também cuida de categorias, como a F2. A empresa cuida das estruturas de Brands Hatch, Oulton Park, Cadwell Park e Snetterton. Silvertone é gerida pela Octagon, enquando Donington Park pertence à família Wheatcroft.

Silverstone, a principal pista inglesa – ou até a principal da Europa – passou por recentes reformas, aumentando seu traçado, melhorando áreas de escape e, para o próximo ano, a estreia de um novo paddock está prevista. Havia perdido a F1, mas voltou a recebê-la, já que Donington Park não conseguiu concluir suas obras para receber a categoria.


Silverstone ganhou maior traçado e estreará novo paddock

Mas a história de Donington é mais complicada. Uma empresa foi criada para coordenar as reformas e o GP da Inglaterra a partir de 2010, mas ela falhou. E essa falha pode ser creditada ao adoecimento – seguido da morte – de Tom Wheatcroft, apaixonado por automobilismo e milionário, que comprou a pista em meados dos anos 90. Tom morreu no final do ano passado e, poucas semanas depois, Bernie Ecclestone definiu que Silverstone continuaria com a corrida, já que as obras estavam muito atrasadas.

Mas Tom não cuidava das reformas. Quem cuidou disso foi a Donington Ventures Leisure, que quebrou. A pista voltou às mãos da família Wheatcroft e, após um ano inativa, reestreia no final desse ano com categorias de carros antigos. Do traçado original, pouca coisa foi alterada. Ano que vem deve voltar a receber as grandes categorias da Inglaterra.

Já as pistas da Motorsport Vision seguem em plena evolução. Brands Hatch, após a decaída de Donington, tornou-se a segunda pista mais importante da Inglaterra nos dias atuais, recebendo categorias inglesas, europeias e mundiais. Tem boa estrutura, mas segue sendo uma das pistas mais perigosas do mundo, mais por conta de suas características que por negligência.

Oulton Park, criada em 1950, recebeu uma repaginada em 2007 e ficou mais moderna e segura. Já Snetterton vai receber uma repaginação a partir do início do próximo ano, ganhando novo paddock e um novo traçado, bem maior que o original, que será mantido, vale lembrar. Cadwell Park não suporta grandes eventos, mas, se Palmer seguir com os investimentos, logo veremos a charmosa pista – que em determinada parte faz com que as motos saiam do chão após um salto, devido ao relevo – volte a figurar nos campeonatos mais importantes.


Sneeterton se moderniza e ganha novo traçado

Essa é a realidade das pistas inglesas. Tem lá suas bagunças, como em todos os lugares, mas está funcionando. O mercado pede essa evolução. Pode ser efeito das atuais conquistas de Lewis Hamilton e Jenson Button? Pode, sim. E, com pistas boas, bons pilotos ingleses estão surgindo novamente. Tendo onde correr, eles surgem, mesmo.

Onde quero chegar é: as pistas brasileiras precisam de um mantenedor próprio, separado das prefeituras e do Governo. Dá muito gasto e pouco lucro. Seria uma privatização dos autódromos, então? Sim. Por que não? O povo, o cidadão, tira algum proveito do autódromo? Que eu saiba, não. Na verdade, nas mãos de empresas, a qualidade aumentaria, e com isso, novas categorias e novos públicos chegariam à cidade, o que se torna rentável para toda a população.

Esse tipo de privatização não faz mal ao cidadão comum, diferentemente de estradas, energia, educação e saúde. Pode parecer um absurdo, mas pense bem, não é. É só ler os elogios ao Velopark. Toda categoria quer correr lá.


Velopark é um parque de diversões para quem gosta de corridas

Piracicaba inaugurou um autódromo nesse final de semana. É um passo. Precisa evoluir muito, ainda. E vai, já que os organizadores querem ver retorno em seus investimentos. É um caminho que, creio eu, deve ser seguido.


Piracicaba asfalta autódromo de terra e segue evoluindo

Tarumã é privado, eu sei, mas não é cuidado com o devido merecimento. O lucro do autódromo é obtido, principalmente, de ‘rachas’ – denominação usada por eles, com a campanha de promover competições ao cidadão comum. Consegue se manter, mas não evolui e, por isso, perdeu os principais eventos do País.

Autor: - Categoria(s): F-Truck, F1, Stock Car Tags:
31/08/2010 - 16:35

Corinthians e o automobilismo brasileiro, uma relação vitoriosa

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FERNANDO SILVA

Um dos clubes mais populares do Brasil comemorará nesta quarta-feira (1), 100 anos de história, conquistas, sofrimento e glórias. Mas você haverá de perguntar. O que o Corinthians tem a ver com automobilismo, nosso tema principal aqui? Muito, meu caro.

Para ficar apenas no campo da F1, dá para elencar pilotos do passado e do presente identificados com o time. Há relatos que Emerson Fittipaldi disputou várias provas nos anos 70 com a camisa do Corinthians por baixo do macacão, justamente na época do jejum de títulos alvinegro, época que teve fim em 1977. Foi o primeiro piloto brasileiro de grande destaque internacional a assumir a paixão pelo clube e inaugurar uma relação vitoriosa.

Ayrton Senna também se declarou torcedor do Timão, mas não roxo, como o próprio piloto confirmou em entrevista ao “Roda Viva” da TV Cultura, em 1986. Entretanto, o sucesso daquele que anos mais tarde seria tricampeão de F1 fez a torcida alvinegra adotá-lo como um dos símbolos do corintiano que deu certo. Até hoje, Senna é retratado em bandeiras e camisetas que também remetem ao Corinthians.

Quem também assumiu a paixão pelo clube alvinegro de Parque S. Jorge foi Rubens Barrichello. O paulistano é visto frequentemente circulando pelo paddock dos autódromos pelo mundo com a camisa do clube. Recentemente, o piloto da Williams, que também comemorou uma marca centenária nesta semana — 300 GPs —, esteve presente à sede do Timão e foi recepcionado por Ronaldo e Roberto Carlos. Ainda sobre os pilotos da atual temporada, Bruno Senna também herdou a preferência futebolística do tio.

Mas a presença do Corinthians não se resume apenas à torcida dos pilotos. Muito pelo contrário até. Embora seja considerada mais uma ação agressiva de marketing do que uma intenção de se firmar no automobilismo, o fato é que 2010 marcou a ascensão do alvinegro nos autódromos do Brasil. Desde a elitistas Stock Car e GT Brasil, até a popular F-Truck, o time se faz presente, com relativo destaque. A presença do clube paulista nas pistas não se resume somente ao Brasil, já que também compõe o grid da F-Superliga [a exemplo do Flamengo] há dois anos.

Se não dá para dizer que a história do Corinthians se confunde com o automobilismo brasileiro em si, é possível concluir que ambos têm uma história semelhante: superação, lutas, suor, lágrimas, derrotas, vitórias, fracassos e muitos títulos. Que venham muitos outros centenários.

Autor: - Categoria(s): Barrichello, F-Superliga, F-Truck, F1, GT Brasil, Sem categoria, Stock Car Tags: , , , , , ,
20/03/2010 - 14:52

Senna por Da Matta

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Felipe Paranhos

Ontem, conversei com Cristiano da Matta sobre as memórias que ele tinha do Ayrton Senna em sua carreira. Como são de gerações diferentes (o piloto mineiro tem 36 anos), a influência do tricampeão nos passos de Cristiano foi, por assim dizer, virtual. Mas, mesmo assim, a força que Ayrton teve no automobilismo europeu e as pegadas que deixou no mundo do esporte-motor chegaram a seduzir Da Matta a não tomar o caminho dos Estados Unidos, no início da segunda metade da década de 1990.

Na ótima conversa que tivemos, ele falou um pouco também sobre a trajetória dele. Curtam aí.

“A imagem que ficou dele lá fora é aquela que ele criou — que os resultados que ele conseguiu criaram, na verdade, né? Ele é sempre visto como um cara da velocidade, um dos maiores que já existiram — pra não dizer o maior, na verdade. É opinião de 100% das pessoas do meio.

Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender, foi ótimo, não tem o que falar.

[Quando Senna morreu,] Eu era novo no automobilismo, estava começando a fazer F-Ford, estava para começar a F3. Eu estava naquela parte de aprendizado, ainda começando a dirigir fórmula. Só de assistir correr já era bom para quem queria caçar coisa para aprender, procurar. Era um exemplo fantástico.

Essa parte [deixar a Europa] é sempre muito díficil. Naturalmente, a maior parte dos pilotos tem como objetivo final a F1, porque é para onde todo mundo alimenta o sonho. Mas para mim foi engraçado, porque naquela parte eu tive que tomar a decisão de abandonar a europa porque estava ficando cada vez mais difícil, precisando de dinheiro, de patrocinador, para subir. Era caro, quase impossível. E nos Estados Unidos as perspectivas eram mais realistas, existiam muito mais oportunidades.

É claro que a F1 pesava na nossa cabeça, mas tem horas que tem ter pé no chão, ser menos emoção. Eu dei muitas voltas, mas de um jeito ou de outro cheguei lá. Hoje, acho que eu fiz o caminho certo, embora seja difícil dizer como seria se eu tivesse feito diferente. Eu consegui chegar contratado, sem ter de levar um centavo de patrocínio. Não é como um grande resultado ou uma vitória, mas chegar lá sem dinheiro, sem patrocínio pra levar era uma coisa complicada. Sempre tive sorte e bom relacionamento com as montadoras. Mas, quando eu tive que decidir, era difícil colocar o pé no chão pensando no Senna e na situação que ele teve lá.”

Grande cara, o Cristiano. Que seja feliz com a Iveco na Truck.

Autor: - Categoria(s): F-Truck, F1 Tags: , , , ,
20/07/2009 - 16:32

A cobertura que não acabou

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O material colhido na cobertura da F-Truck e da Top Race V6 em Interlagos ainda não acabou. Entre hoje e quarta, vou publicar mais alguns textos no Grande Prêmio e aqui no BloGP. Posso adiantar assuntos interessantes, como a opinião de alguns argentinos que estavam lá sobre o surto da gripe A no nosso país vizinho e uma breve análise da F-Truck um ano depois da morte de seu fundador, Aurélio Batista Félix.

Também queria deixar uma ressalva sobre um post mais abaixo, “Treino é treino, jogo é jogo”. Falei sobre a falta de comida na sala de imprensa na sexta e sábado, queria destacar que foi uma brincadeira. Esse aspecto é bobo, não é a falta de alimentos, que é uma cortesia da organização, que vai atrapalhar nosso trabalho ou o trabalho de quem cuida da categoria. Podia parecer que era uma crítica, mas não era.

Não tenho nada a reclamar da assessoria da Truck e da Top Race, sempre solícitos e prontos para o ajudar. É isso!

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Sem categoria, Top Race V6 Tags: , , , , , ,
19/07/2009 - 12:24

Gripe A não afastará Truck da Argentina, garante Neusa

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A Argentina é um dos países mais afetados pela gripe A – com 137 mortes causadas pelo vírus, é o lugar com o segundo maior número de vítimas fatais, perdendo apenas para os EUA (211), de acordo com relatórios oficiais. Para não ter de desfazer o acordo para a vinda da Top Race V6 para o Brasil, a F-Truck tomou todas as providências com o Ministério da Saúde e outras autoridades para garantir a presença da delegação argentina em São Paulo. Mas esse acerto tem duas mãos, já que a categoria brasileira também vai visitar os “hermanos”, em Buenos Aires, em setembro. Com a epidemia da doença na Argentina, questionou-se a viabilidade da prova. Algo que a presidente da Truck, Neusa Navarro Félix, rechaçou.

“Com certeza, a corrida vai acontecer, sim. Nós tivemos todos os cuidados com a vinda deles para cá. Consultamos todas as autoridades de Saúde. A nossa ida para lá só vai deixar de acontecer se for por uma impossibilidade, caso não possamos entrar lá ou sair daqui, o que acho difícil de acontecer. Até setembro, tudo deve estar resolvido”, afirmou Neusa.

A segurança da dirigente é tanta que nem há um projeto paralelo à prova de Buenos Aires no caso de ter de cancelar a etapa argentina. Não existe plano B. O plano A tem de acontecer. Com certeza, iremos para lá”, falou Félix, garantindo um sonho de seu falecido marido, Aurélio Batista Félix, de ultrapassar as fronteiras com a F-Truck.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Top Race V6 Tags: , , ,
19/07/2009 - 11:26

Treino é treino, corrida é corrida

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Já dizia Didi, não o Mocó, mas o falecido jogador, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira de futebol: “Treino é treino, jogo é jogo”. No automobilismo, também. Treino é treino, corrida é corrida. O clima no autódromo de Interlagos para as etapas da F-Truck e Top Race V6 neste domingo é bem diferente do que sexta e sábado. O agito no pit-lane é mais intenso. Pessoas indo e vindo para lá e para cá, maior agitação de torcedores nos boxes, aquela festa.

Na sala de imprensa, uma mudança é clara. Temos comida aqui! Sim, porque nos dias de treinos, só havia água e mais nada. Mas a organização providenciou quitutes para hoje. Fome, nunca mais.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Top Race V6 Tags: , , , ,
18/07/2009 - 17:25

A comemoração, digamos, efusiva pela pole

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Wellington Cirino partia para sua tentativa de marcar a pole-position da etapa de São Paulo da F-Truck. Como ele havia sido o primeiro colocado da fase classificatória, que conta com intermináveis 90 minutos (para uma partida de futebol, vale, mas para uma fase classificatória de um treino de automobilismo?). Roberval Andrade tinha de torcer pela insucesso do adversário.

E aí, Cirino foi para a pista, tentou ao máximo superar a volta de Roberval, usou as zebras e tudo mais. Mas não teve felicidade ao cruzar a linha de chegada. Terceiro melhor tempo, também atrás de Felipe Giaffone. Foi quando se ouviu um alto e sonoro grito através do microfone do locutor da Truck em Interlagos: “Chuuuuuupa!”.

É óbvio que a pessoa que gritou isso estava torcendo fervorosamente para o Roberval, que garantiu a pole.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck Tags: , , , , , ,
18/07/2009 - 16:34

A internet 'cai-cai'

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O dia foi produtivo aqui em Interlagos. Muitas entrevistas, conversas sobe vários assuntos, teremos material para colocar no ar nas próximas horas. O problema é que a internet aqui da sala de imprensa (sala, mesmo, hoje não estou no caminhão) não está colaborando. Muito difícil para manter uma conexão firme, cai a toda hora. Isso que é o saco de trabalhar fora do seu habitat natural.

Não estou com uma máquina fotográfica em mãos, o que é uma pena. Gostaria de mostrar as “chicas” argentinas de promoção que estão desfilando por aqui.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Top Race V6 Tags: , , , , ,
17/07/2009 - 16:36

Invasão da "prensa" argentina

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Impressiona o número de jornalistas argentinos que vieram cobrir a etapa brasileira da Top Race V6, em Interlagos, preliminar da F-Truck. São entre 30 a 40 “periodistas”. E das mais diversas mídias.

Tem rádio, TV, jornal e internet. Sete emissoras de rádios estão aqui cobrindo a prova. Quatro canais de TV, incluindo a ESPN e a FOX Sports. Representantes de grandes jornais, como o Olé e o Clarín, também estão aqui.

Mas, por enquanto, a “prensa” argentina não está tão enturmada com a brasileira. Está cada um em seu canto. Devido à massa de argentinos, há uma sala de imprensa exclusiva para eles.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Top Race V6 Tags: , , , , , ,
17/07/2009 - 12:09

A sala no caminhão

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Já estou em Interlagos para a cobertura da F-Truck e da Top Race V6. Nunca estive na F-Truck. O que me impressionou é uma das três salas de imprensa. Ela fica dentro de um caminhão. Mais F-Truck, impossível. Hoje, vou trabalhar dentro de um caminhão.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Geral, Top Race V6 Tags: , , , ,
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