iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo da Categoria F2

14/09/2011 - 17:43

A primeira vitória da carreira de Plamen Kralev

Compartilhe: Twitter

Plamen Kralev

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Aos 38 anos de idade, Plamen Kralev é o piloto mais importante da Bulgária na atualidade. Depois de passar por uma série de categorias de turismo e participar da edição de 2009 das 24 Horas de Le Mans, o veterano disputa neste ano pela segunda temporada seguida a F2.

Na última etapa, realizada no final de agosto no Red Bull Ring, Kralev chegou na décima colocação na primeira corrida, marcando o primeiro ponto na temporada 2011 – Mirko Bortolotti, o líder, soma 223. Apesar disso, o rendimento do búlgaro já é igual ao do campeonato passado, quando também terminou com um único ponto.

Mesmo competindo contra garotos que chegam a ter metade da idade, Kralev segue em alta na Bulgária, onde é chamado de ‘embaixador do automobilismo do país’.

Prova desse prestígio é que o corredor foi convidado para participar do evento de comemoração do centenário da aeronáutica da Bulgária, realizado no aeroporto de Plovdiv, no dia 8 de setembro, onde pôde se encontrar pela primeira vez na vida com o primeiro ministro do país, Boiko Borisov.

Plamen KralevNo evento, Kralev conquistou a primeira vitória da carreira. Uma conquista, aliás, que certamente nenhum dos adversários na F2 tem. Pilotando o carro da categoria em uma pista de 600m no aeroporto onde as celebração se desenrolava, o búlgaro venceu uma corrida em linha reta contra um jato MiG-29, pilotado por um dos destaques da força aérea do país, com uma vantagem de cerca de 150m!

Após a corrida, Kralev cumprimentou o adversário, recebeu os parabéns do primeiro ministro e explicou que conquistou a vitória porque mesmo que o carro da F2 não tenha a aceleração de um jato, o equipamento militar é projetado para ter desempenho no ar e não no chão, onde a disputa foi feita. Ainda assim, o piloto lamentou ter escorregado na largada por conta dos pneus frios, caso contrário poderia ter vencido por uma margem ainda maior.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , , ,
21/06/2011 - 13:59

O automobilismo brasileiro. Por um romeno

Compartilhe: Twitter

FELIPE PARANHOS [no Twitter: @felipeparanhos]

Falo por mim: a Revista Warm Up proporciona a oportunidade de fazer as matérias mais legais da minha carreira — putz, cinco anos já. Passando rápido. Nesta próxima edição, que deve sair no fim desta ou no início da próxima semana, assino uma matéria sobre a F2.

Para ela, entrevistei alguns pilotos da categoria. Um deles, Mihai Marinescu, é o principal representante da atual situação da categoria, que atrai pilotos de países sem tradição no automobilismo e que escolhem a F2 pelo custo-benefício, uma vez que, em países sem expressão no esporte a motor, costuma ser ainda mais difícil conseguir patrocínio para passos maiores.

A conversa chegou ao tema automobilismo brasileiro. Falei da situação do esporte por aqui, da diminuição no número de revelações por conta do sucateamento e da transformação em piada de algumas categorias brasileiras, com a participação decisiva da CBA.

Perguntei a Mihai, então, se ele acredita ser possível uma mudança de patamar, com a queda de países como o Brasil e o crescimento de praças como Venezuela, Rússia e semelhantes. O piloto de 22 anos vê a situação brasileira do ponto de vista de quem é o único expoente da Romênia. Em comparação com o que vive, o automobilismo daqui é pujante.

“Não acho que o Brasil esteja perdendo espaço. O Brasil tem dois pilotos titulares e dois reservas na F1, além de um na GP2. E o futuro do automobilismo brasileiro é brilhante, você tem Cesar Ramos na World Series como campeão da F3 Italiana, Felipe Nasr vencendo na F3 Inglesa… E você tem muitos outros pilotos fortes correndo na Europa ou na América do Norte. O Brasil tem seu lugar no esporte a motor mundial, ninguém vai tomar dele este lugar”, disse.

A opinião de Mihai é a de que outros países vão acrescentar ao panorama do automobilismo internacional, sem prejuízo para países hoje fortes, como o Brasil. “Virão outros pilotos se juntar ao Brasil no topo do esporte a motor mundial. O Leste Europeu vai produzir futuros campeões, tenha certeza. Kubica é só o topo do iceberg. Há muitos outros pilotos jovens batendo na porta. Talvez a Romênia possa ter um futuro campeão, mas a minha opinião pessoal é a de que levará algum tempo para acontecer.”

A minha opinião é a de que Mihai tem e não tem razão. O espaço é um só, o número de vagas nas principais categorias do esporte no mundo é limitado. Se pilotos de países pouco tradicionais estão pegando cada vez mais vagas, outros países vão perder as suas.

Mas talvez seja importante notar uma coisa: por mais que nos anos 1990 e no início dos 2000 o número de brasileiros na Europa e nos Estados Unidos fosse bem maior, talvez esta geração ainda não seja a mais prejudicada. Quando Nasr, Razia, Foresti, Ramos, Pipo, todos esses começaram, o Brasil tinha na F1 uma jovem revelação, Massa, e um veterano que numa equipe top, Barrichello. Além disso, cultivava uma promessa muitíssimo bem apoiada nas categorias de base, que era Nelsinho Piquet. Novinhos, viram o título da Champ Car de Gil de Ferran em 2000 e 2001 e o de Cristiano da Matta em 2002, o da Indy de Tony Kanaan em 2004…

E hoje?

Autor: - Categoria(s): F1, F2 Tags: , , , , ,
17/06/2010 - 13:08

Pobre Soucek

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Depois de um início de carreira promissor e uma passagem numa equipe fraca da GP2, o piloto vê surgir uma oportunidade em uma nova categoria de acesso à F1, abençoada pela FIA e bonita por natureza.

Carros bons e potentes, pilotos talentosos, boa repercussão na imprensa e o melhor: tinha o apoio da Williams. A F2 era a salvação dele. Pensou: “É com essa que eu vou”.

O domínio começou cedo e foi até o fim da temporada. Andy Soucek era o primeiro campeão da F2. Pintou o teste prometido pela Williams… e só. O lugar de piloto de testes, pretendido pelo espanhol, ficou com o inexperiente Valtteri Bottas.

Depois, nada. Os patrocínios não eram pomposos o suficiente para comprar um lugar numa equipe menor e, aos poucos, as vagas foram escasseando.

No fim, apareceu uma chance de segundo piloto de testes da Virgin, graças à perda do patrocínio de Álvaro Parente. Mas não há integrante mais apagado na descontraída equipe de Richard Branson.

Soucek é para a Virgin menos do que é Fairuz Fauzy para a Lotus ou Sakon Yamamoto para a Hispania. Além de fora dos planos, ainda passa pelo vexame de implorar por uma chance de participar de um treino livre. Andy disse que manda e-mails toda semana aos chefes da equipe. Que papel.

Agora, já disse que pensa na Indy. É o melhor que faz.

Autor: - Categoria(s): F1, F2 Tags: , , , ,
03/05/2010 - 09:46

Por outro ângulo

Compartilhe: Twitter

Ivan Samarin, “atropelado” por Ricardo Teixeira, se mostrou muito satisfeito com o acontecido

Felipe Paranhos

O Felipe Giacomelli, nosso blogueiro no World of Motorsport e repórter do GP para a Nascar, falou nos comentários do post aí embaixo que a gente secou o Ricardo Teixeira e a carreira dele decolou literalmente na corrida 2 da etapa de Marrakech da F2, ontem. Postei até o vídeo do acidente no site ontem. A zica que me persegue, entretanto, é outra. Tô com uma maldição que só conto a vocês daqui a uma semana, por aí. ;)

No fim do domingo, a F2 colocou no YouTube o incidente pelo ponto de vista do britânico Paul Rees, que vinha logo à frente do que aconteceu. Deve ser assustador de repente ver um carro voando por cima de você, ainda que longe. Vejam.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , , , , ,
02/05/2010 - 12:42

O melhor (resultado)

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Estamos todos nós acostumados a acompanhar os fora-de-série, os pilotos top, aqueles que vencem, que sobem no pódio. Ontem, na F2, me chamou a atenção o resultado de um piloto do qual já fiz muita gozação na redação do GP.

Ricardo Teixeira, apesar do nome de lembranças infelizes para os brasileiros, é o maior piloto angolano da história. Talvez porque tenha sido o único a chegar às grandes categorias do automobilismo europeu. Mas, nelas, seus resultados são muito fraquinhos.

Ontem, nas ruas de Marrakech, beneficiado por uma corrida cheia de acidentes, Teixeira levou seu carro — o mais bonito da F2 — ao quinto lugar. Nada de mais para a maioria. Só que, em seus cinco anos de carreira na Europa, este foi seu melhor resultado. Foram 72 corridas na F3 Inglesa, duas na F3 Alemã, as etapas de 2007 e 2008 da F3 Masters, quatro corridas na GP2 Ásia e 18 na GP2. Na terceira prova pela F2, veio o ápice da carreira.

Fiquei compadecido.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , , ,
03/04/2010 - 01:31

Surtees, uma homenagem

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Hoje, a Carlin presta homenagem a Henry Surtees, morto em consequência de um acidente no circuito de Brands Hatch, no dia 19 de julho. Pela F2 — ou seja, ele não corria pela Carlin à época. E isso é o mais legal.

Henry esteve na equipe na F-BMW Inglesa em 2007 [foto] e na F3 Inglesa no ano seguinte. Nesta temporada 2008, seu mecânico foi Daniel Hale. Em memória do jovem piloto, que morreu com apenas 18 anos, Daniel decidiu convocar os fãs de automobilismo, equipes e pilotos britânicos para uma corrida beneficente em favor da Headway, entidade beneficente que ajuda pessoas que sofreram lesão cerebral.

Com o dinheiro arrecadado, a entidade vai apoiar o financiamento de um Centro de Artes e Ofícios com o nome de Henry. Qualquer quantia pode ser doada pelo endereço www.justgiving.com/carlinraceforhenry. Até o início deste sábado, foram arrecadados 46% dos € 5.000 esperados.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , ,
31/12/2009 - 17:13

Surtees, 2009

Compartilhe: Twitter

FIA Formula Two ChampionshipFelipe Paranhos

E a tal edição extraordinária prometida no outro post veio mais cedo do que eu imaginava. Lembrei da morte de Henry Surtees, que foi, para mim, o acontecimento do ano no esporte-motor, desbancando todas as histórias marcantes da F1 em 2009, o acidente de Massa e o renascimento de Helio Castroneves.

Porque foi o tapa na cara de todo mundo que esqueceu do automobilismo como esporte de risco. Um menino de 18 anos, de sobrenome nobre e sem nada ainda na carreira, vitimado por uma roda solta de outro carro, quicando na pista. Algo tão despercebido, até porque Jack Clarke tinha batido forte pouco antes, que nem chamou a atenção de quem transmitia a prova.

Foi do carro de Clarke que saiu a roda que atingiu Henry. Imagino o que passou na cabeça do piloto do carro 11, também garoto, ao saber que o acidente que sofreu gerou o falecimento de um colega de grid. É evidente que ele não teve culpa, mas deve ter sido extremamente torturante para o britânico de 21 anos.

A morte do jovem piloto não gerou a comoção do acidente de Massa, muito mais conhecido. Nem teve a repercussão das ameaças-fantasma de racha na F1. Muito menos motivou tantas manchetes como a volta de Michael Schumacher.

Mas foi o maior golpe recebido pelo esporte em 2009. E, confesso, achei a reação a ele muito tímida. Que eu esteja errado e não precise escrever algo do tipo no fim do ano que vem.

Autor: - Categoria(s): F2, Geral Tags: , ,
19/08/2009 - 11:43

Não em branco

Compartilhe: Twitter

Só para não passar batido, a homenagem da F2 a Henry Surtees, no último final de semana, em Donington.

Em frente ao carro — inteiro — que foi do garoto, todos os pilotos fizeram um minuto de silêncio antes da primeira corrida.  Em seu twitter, o brasileiro Carlos Iaconelli elogiou a cerimônia. “Realmente boa a homenagem para o Henry! Mas foi muito estranho ver o carro dele inteiro lá, parecia que ele estava lá ainda, olhando para nós.”

Felipe Paranhos

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , ,
Voltar ao topo