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Arquivo da Categoria F3

25/07/2011 - 13:28

Batidas históricas

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

De hoje em diante, vamos relembrar aqui alguns acidentes do passado, recente ou mais distante. Alguns menos conhecidos, outros mais. Só uma regra: não pode ser fatal. Para estrear a seção, vamos lembrar a batida de Katherine Legge na etapa de Rockingham da F3 Inglesa, em 2003, pela equipe SYR. Coisa rara de se ver.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , ,
20/07/2011 - 00:21

Custos, preços, valores

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

Tenho adotado uma postura diferente nas minhas folgas. Antes eu só não trabalhava, mas acompanhava tudo de automobilismo que podia pela TV. Afinal, é algo que eu gosto e tal. De uns meses pra cá, tenho optado por esquecer qualquer coisa que tenha carro na pista quando não estou trabalhando — é importante pra relaxar, afinal também faço faculdade.

Disse isso só pra explicar que apenas hoje vi os resultados do fim de semana da F3 Sul-Americana em São Paulo. E vi que, sem piloto, duas equipes recorreram a caras mais experientes, que fizeram participação especial — uma espécie de figuração: Galid Osman e Denis Navarro, já profissionais, há muito tempo sem guiar de fórmula, correram por Cesário e Hitech. Isso depois de disputar a etapa do Brasileiro de Marcas, verdadeiro motivo de eles estarem em Interlagos.

Nem sei o que pensar disso. Não porque houve estes convites, participações especiais são normais e até desejáveis, gosto da ideia de ver caras já estabelecidos correndo com novatos cheios de vontade. Mas a verdade é que não é o caso. As equipes cansam de ter carros prontos ou quase prontos para correr, mas ficam sem piloto para tal.

Foi na F3 Sul-Americana que fiz a mais legal cobertura da minha carreira aqui no GP, torço pelo seu sucesso. Mas, hoje, é cara para os padrões brasileiros. E talvez o problema esteja também nos padrões brasileiros. Padrões de um país cuja confederação de automobilismo gasta (no mínimo) R$ 270 mil em uma festa, comanda uma exteeeeensa reforma que custou R$ 840 mil no Kartódromo de Interlagos, multa uma de suas federações pela falta de bombeiros e policiamento no Brasileiro de Kart, infrações que ela mesma não poderia deixar acontecer.

Segundo o bravo jornalista Nei Tessari, uma temporada na F3 Sul-Americana custa de R$ 600 a 800 mil para um piloto.

Sei lá, era isso que eu tinha a dizer.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , , , ,
24/04/2011 - 14:06

A importância do resultado de Oulton para as pretensões de título de Felipe Nasr

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FELIPE GIACOMELLI [@daewlz],
de Brasília

Felipe Nasr já deixou de ser uma promessa e se tornou uma realidade para o automobilismo brasileiro ao menos em se tratando de F3. Depois de quatro provas da F3 Inglesa, o brasiliense é o líder do campeonato, com 66 pontos, 21 a mais que Jazeman Jaafar, o segundo colocado.

Com o bom desempenho nas primeiras quatro corridas, quando Nasr venceu duas vezes e terminou em segundo nas outras duas, já é possível pensar em título para o piloto da Carlin. Os resultados pré-feriado de Páscoa, na rodada de Oulton, serviram para comprovar que o piloto de apenas 18 anos está no caminho certo para a conquista.

Não que o resultado em Monza não tenha sido impressionante. Mas as duas vitórias, além do segundo lugar, apenas reforçaram que Nasr é um piloto muito acima da média em pistas de alta velocidade, principalmente quando tem a disposição um equipamento de ponta como é o da Carlin.

Prova dessa superioridade vem da temporada 2010, quando o brasileiro estreou na categoria. Na ocasião, os dois melhores resultados de Felipe foram a vitória em Rockingham e o segundo lugar em Spa-Francorchamps. Pistas, essas, onde é possível acelerar.

Só que em autódromos mais travados, o desempenho de Nasr era irregular. No mesmo Oulton Park, em 2010, o brasileiro abandonou duas das três provas e terminou a outra apenas na 14ª colocação. A situação não melhorou muito durante a pré-temporada do atual campeonato. No único dia de treinos no local, o piloto da Carlin foi apenas o sétimo mais rápido, ficando 0s8 atrás do líder Scott Pye.

No entanto, Felipe parece ter conseguido dar a volta por cima e não só conseguiu a segunda colocação na corrida do sábado como também irá largar na pole-position no domingo. Mesmo que sair na frente não signifique vitória, para quem quer ser campeão, regularidade é algo extremamente importante.

Aliás, até o momento, o desempenho de Nasr é bastante parecido com o que lhe rendeu o título da F-BMW europeia em 2009. Na ocasião, o piloto terminou em primeiro ou segundo em todas as corridas, menos na rodada da Inglaterra (curioso não?) quando foi o oitavo depois de ter problemas no câmbio.

Se na F-BMW o brasileiro não teve um adversário direto na briga pelo título, já que viveu a expectativa de uma eventual desclassificação ou não de Michael Christensen, o então vice-líder, na F3 Inglesa parece que Felipe terá uma batalha doméstica. Isso porque, depois das quatro corridas, é Lucas Foresti quem se apresenta como principal rival.

O piloto da Fortec venceu em Oulton, foi segundo em Monza e só não teve outros bons resultados na Itália pois se envolveu em acidentes que comprometeram-lhe as corridas. Tomando como base a pré-temporada, é possível dizer que o desempenho de Lucas é surpreendente.

Aliás, surpreendente para quem acompanha a categoria a distância. Para Felipe, o rendimento do compatriota não deve ser novidade. Curiosamente, os dois se conhecem há muito tempo. Além de ambos terem nascido em Brasília, os dois foram contemporâneos no kart e estrearam juntos nos monopostos, na etapa de Interlagos da F-BMW Americas de 2008, correndo pela equipe de Amir Nasr.

Na ocasião, mesmo fazendo a primeira prova da carreira, Felipe conquistou um quinto e um terceiro lugares, impressionou e garantiu a temporada 2009 no certame europeu, quando viria a ser campeão. Lucas, por sua vez, terminou duas vezes na décima posição e seguiu na F3 Sul-americana antes de reencontrar o rival no campeonato britânico.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: ,
17/03/2011 - 17:25

Alívio imediato

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Felipe Paranhos

A gente tem falado aqui da crise grave do automobilismo brasileiro na formação de pilotos e desenvolvimento destes para a F1, mas existe a chance de a previsão minha e do Felipe Massa receber um prazo maior para acontecer. Isso porque há brasileiros que iniciam a temporada com boas chances de título em 2011.

Vamos ao primeiro deles: Felipe Nasr. O brasiliense vai correr pela Carlin, principal equipe do automobilismo britânico, e vem fazendo ótima pré-temporada. A F3 Inglesa fez quatro dias de teste até agora. Nos dois primeiros, em Rockingham, o brasiliense dominou. Nos dois mais recentes, em Silverstone, foi segundo colocado, batido por pilotos diferentes: primeiro o colombiano Carlos Huertas, depois o malaio Jazeman Jaafar, ambos da mesma equipe.

Sempre peço aqui pra que as pessoas segurem um pouco a expectativa sobre Nasr, que, afinal, é um menino de 18 anos. Mas é fato que é muito talentoso. Sorte pra ele, que escolha os caminhos certos. E que tenha grana suficiente para ir além.

O outro nome forte este ano é Cesar Ramos. O atual campeão da F3 Italiana testou pela F2 e foi muito competitivo logo de cara, a despeito de o carro feito pela Williams ter mais do que o dobro de potência. Decidiu correr na World Series e, apesar de ser estreante, vem conseguindo um desempenho excelente.

No seu primeiro dia de testes pela categoria apadrinhada pela Renault, que tem motor em média ainda mais forte que o da F2, emplacou um sexto lugar, 0s1 mais lento do que Alexander Rossi, companheiro e promessa norte-americana. No segundo dia em Aragon, foi o quarto, 0s16 atrás do parceiro de Fortec.

Em Barcelona, os treinos foram marcados pelo tempo chuvoso e por condições variáveis do circuito. Ramos foi nono no primeiro dia e 14º no segundo, em que não conseguiu andar com pneus de pista seca e, portanto, não teria como andar no ritmo dos líderes.

Ramos deve brigar ali entre os cinco primeiros no extremamente competitivo grid da World Series. E, se não acontecer, não tem problema (exceto financeiro, se houver): é primeiro ano, dá pra tentar mais uma vez. O favoritíssimo para 2011 é Daniel Ricciardo, reserva da Red Bull/Toro Rosso, na maior barbada entre as séries de acesso à F1. Só que a chance de ele substituir Sébastien Buemi ou Jaime Alguersuari durante a temporada é muito grande. Não acredito no australiano correndo até o fim da disputa.

Há três datas em comum entre World Series e F1, somente uma no fim da temporada, quando essa substituição seria mais provável. Entretanto, não sei se a Toro Rosso repetiria a permissão para terminar o campeonato da categoria de base como fez com Jaime Alguersuari em 2009, para depois ouvir o espanhol reclamar de falta de adaptação durante 2010 inteiro. Se Ricciardo não chegar ao final da disputa, mais uma chance para que Ramos, Wickens, Rossi e companhia lutem pelo troféu no fim do ano.

Autor: - Categoria(s): F3, World Series Tags: , , , , , , ,
22/01/2011 - 13:50

No bico do corvo

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Na última sexta-feira (22) a FIA divulgou a lista com 19 finalistas a uma das dez vagas no programa da Academia de Excelência de Jovens Pilotos, com nomes oriundos de países como Bahrein, Israel, Suécia, Estados Unidos e Inglaterra.

Entretanto, nenhum brasileiro estava relacionado para a fase final do programa. O que não significa que o automobilismo tupiniquim é inferior ao barenita ou israelense, por exemplo, mas, de fato, acende um sinal de alerta por aqui.

Mas que o automobilismo de base do Brasil está no ‘bico do corvo’, não há dúvidas. Prova disso é o F3 Brazil Open, evento de caráter internacional — como mostra o nome do evento em inglês — que serve como abertura das competições em 2011.

Apesar da louvável iniciativa por parte da organização da prova e da programação contar com bons nomes nacionais, como Lucas Foresti, Victor Guerin, Pipo Derani e Yann Cunha, nenhum estrangeiro alinhou no grid da primeira etapa em Interlagos, que contou com apenas nove pilotos, sendo sete da categoria principal e dois da Light.

O enfraquecimento das categorias de monopostos no Brasil caminha na contramão do fortalecimento das competições de carros turismo, como Stock Car, GT Brasil e Porsche Cup, num fenômeno parecido com o existente na Argentina, que cada vez conta com menos pilotos disputando provas na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo.

Atualmente, as carreiras ascendentes de pilotos como Cesar Ramos, Rafael Suzuki, Lucas Foresti, Adriano Buzaid e Gabriel Dias não são regra, são exceção por aqui. Com cada vez menos dinheiro e espaço na mídia, as categorias de base do Brasil estão a dois passos do abismo.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , , , ,
25/10/2010 - 14:33

Salve!

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Felipe Paranhos

Um brasileiro encerrou neste domingo cinco anos de um incômodo jejum, daqueles que inspiram preocupação para o futuro. Desde 2005, nenhum piloto do país ganhava uma Fórmula 3 fora do continente sul-americano. O último havia sido João Paulo de Oliveira, na F3 Japonesa. César Ramos acabou com a seca na Italiana.

O garoto de Novo Hamburgo — terra de Francisco Luz, conhecido escrevinhador deste espaço — ganhou um teste com um carro da Ferrari na F1, junto com o monegasco Stéphane Richelmi e o italiano Andrea Caldarelli.

Além de ser o primeiro piloto do estado a pilotar um carro de F1, César pode sonhar com uma vaga no programa de jovens da Ferrari, que tem Daniel Zampieri, campeão da F3 Italiana ano passado, e, como seu mais recente integrante, o mexicano Sergio Pérez.

Talento ele tem. Toda sorte a César Ramos.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , , ,
29/09/2010 - 11:15

O retrato de um país

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SÃO PAULO | Pode-se dizer que Gabriel Dias é um retrato do automobilismo no Brasil. Teve uma forte passagem pelo kart, dentro e fora do país, diga-se. Foi campeão em quase tudo que disputou. Porém, o passo seguinte não se deu em terras tupiniquins. Dias optou por tentar a vida no exterior. O que, também temos de ressaltar, parece o caminho mais realista para a maioria dos jovens pilotos.

Em entrevista ao Grande Prêmio, o curitibano de 20 anos, que fez sua temporada de estreia na divisão principal da F3 Inglesa em 2010, admitiu as dificuldades de se começar a correr no país. E, inclusive, recomendou aos mais jovens optarem cedo pela Europa.

“Não quero colocar os campeonatos daqui em uma posição ruim, mas é difícil.  È complicado para quem corre aqui ter ideia da realidade do que é competir no exterior. Você corre aqui e, por mais alto que seja o nível dos pilotos, não se tem tanta referência. Acho que a opção que tomei foi boa. Fiz uma carreira de kart aqui, porque o nível é ótimo. Também corri o Mundial. Depois, já comecei de fórmula na Europa”, disse o piloto.

“Dei a cara para bater lá, mas, ao mesmo tempo, foi bom, porque aprendi bastante. E não só como piloto, mas como pessoa também. Acho que, para os pilotos que estão procurando começar a carreira em carros de fórmula, ter uma experiência na Europa é muito válido. Eu recomendo”, completou.

Parece uma ladainha mesmo. Mas é a realidade. O Brasil não forma mais pilotos. Os meninos, os poucos que conseguem e têm o apoio financeiro, estão saindo cada vez mais cedo para tentar vaga lá fora.

E o que se vê por aqui? A F-Future ainda engatinha, com poucos carros no grid. A F3 Sul-americana é de dar pena. Realizou etapas na Argentina, mas um grid magro, magro. Em breve, a consequência virá, quando o país deixar de ter representantes nas principais categorias.

Portanto, fica a reflexão. Que tipo de pessoa gere o automobilismo no país e não percebe esse movimento? E qual seria a solução mais imediata para tirar o esporte dessa situação?

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): F1, F3, GP2 Tags: , , ,
17/05/2010 - 08:44

Peito de peru e fim da jornada com a F3 em Brasília

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(Diário de viagem, dia 3. Os outros dois você pode ver aqui e aqui.)

FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Brasília

Jornalistas e pilotos às vezes têm bastante em comum. Normalmente, o ego inflado. É o que me incomoda nas duas profissões, aliás. O jornalista se alimenta desse poder falseta que ostenta; o piloto de toda a mística que envolve o esportista. Evidentemente e ainda bem, há exceções: e é destas que falo aqui.

Já falei aqui da minha satisfação em poder trabalhar em um final de semana no qual as histórias estão ali, prontas para ser contadas, só bastando pescá-las — diferente do que acontece nas grandes e glamourosas competições automobilísticas.

Além disso, a entrevista coletiva, aberração que se tornou comum no jornalismo, inexiste na F3 Sul-americana, como na maioria das categorias de acesso. Quer falar com quem? Alguns passos e pronto. Torcedor? Quer falar com o piloto? Espera acabar a sessão, pega um autógrafo, tira uma foto.

E não sou só eu quem exalta este clima caloroso: Lucas Foresti, feliz pelas duas vitórias no último domingo, conversou comigo sobre o que pode se tornar a F3 Sudam. Segundo o brasiliense, cara extremamente tranquilo, uma das coisas mais interessantes dos finais de semana da F3 Inglesa, na qual corre pela Carlin, é o calor e a proximidade do público.

Lucas contou que, na Inglaterra, é comum ver torcedores acampados no autódromo — como ainda acontece, aliás, no automobilismo americano. Como exemplo deste carinho e paixão dos fãs de automobilismo, citou os autógrafos que são vendidos no eBay, conhecido site de leilões. “£ 20”, estimou como preço de uma assinatura o piloto, que completou 18 anos durante a última semana.

Na hora de ir embora da capital do país, me dei um presente. Várias camisas de seleções em promoção no aeroporto. Quase fui na da Venezuela, quando vi a da Dinamarca — equipe para a qual eu e o imitão Victor Martins torcemos. Já tinha a branca, era hora de comprar a número 1. Feito.

Este só não seria o ponto alto do meu dia se a aeromoça tivesse me ouvido. Ah, se ela tivesse me ouvido. Mas deixa eu explicar, antes que vocês pensem besteira: ela não sabia dizer “peito de peru” em inglês e perguntou à colega como falava “peru”. Parem de pensar besteira, já disse. Eu falei, meio tímido, “turkey”. Ela não ouviu — ou não confiou — e foi perguntar a outra pessoa lá perto da cabine.

Ainda bem que ela não ouviu. Eu ia traduzir “turkey chest”. É “turkey breast”. Ou não. Foi assim que disseram a ela, pelo menos.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , ,
14/05/2010 - 20:44

Vamos?

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Felipe Paranhos

Alguém aí vai assistir à etapa de Brasília da F3 Sul-americana? Vale in loco, para quem estiver na capital, ou pela TV, para o resto do país. A Rede TV! exibe uma das corridas no domingo.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , ,
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