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Arquivo da Categoria Geral

02/08/2011 - 15:02

Palermo e Abbondanzieri, dos gramados para as pistas

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recentemente aposentados do futebol, Martín Palermo e Roberto ‘Pato’ Abbondanzieri podem trilhar o caminho de Bruno Marioni, que como relata a mineirinha Paula Gondim na Revista Warm Up de julho, tem feito sucesso no Linea Competizione.

A dupla de jogadores que fez história no Boca Juniors deve estrear em Buenos Aires no próximo dia 4 de setembro, mas pelo Top Race Series, uma das categorias do Top Race, uma das mais importantes do turismo argentino, ao lado do TC 2000 e do mítico Turismo Carretera. A informação foi publicada recentemente pelo diário ‘La Nación’. Entretanto as participações de Palermo, maior artilheiro da história do Boca, e de Pato, ex-Internacional, ainda não estão totalmente confirmadas.

De acordo com a imprensa argentina, outro ídolo do futebol mundial que pode participar de uma corrida por lá é Gabriel Batistuta. Sim, ele mesmo. Mito do Boca, Fiorentina e Roma, o eterno artilheiro pode correr também no Linea. Atualmente, Batigol se divide entre as atividades de fazendeiro em Reconquista, sua cidade-natal, e os campos de polo, esporte bastante tradicional por lá.

Aqui no Brasil, eu não me lembro do envolvimento de nenhum jogador de futebol com o automobilismo, não como piloto. Tem o Denílson agora, que estreou na Moto 1000 GP em Interlagos no mês passado, mas acho que é só. O Roberto Carlos, ex-Palmeiras, Real Madrid e Corinthians, atual Anzhi, teve (ou ainda tem) sociedade na equipe do Eduardo Bassani, mas acho que é só.

Amigo leitor, você se lembra de algum outro craque dos gramados que se aventurou no automobilismo brasileiro? E dentre os boleiros, quem você gostaria de ver um dia disputando uma corrida por aí?

Autor: - Categoria(s): Geral, Revista Warm Up, Top Race V6, Trofeo Linea Tags: , , , , , , , ,
28/01/2011 - 15:17

O fim futuro

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Felipe Paranhos

Antes mesmo de ser doado oficialmente à Confederação Brasileira de Judô para a construção do Centro Internacional de Treinamento, o Kartódromo Ayrton Senna, em Lauro de Freitas, já vinha sendo sucateado pelos eventos musicais realizados no local. O último deles, o Reggae Power Festival, com 11 bandas do ritmo, aconteceu no dia 7 de dezembro e deixou marcas profundas no local. Antes disso, no mês anterior, houve o Desafio Internacional de Supermoto.

De acordo com o site “Allkart.net”, os dois eventos deixaram uma conta de energia no valor de R$ 4 mil, além de custos de reconstrução estimados em R$ 10 mil, tudo pago pela Associação Baiana de Kart (ABK).

O pessoal do Allkart (boa, Nei) nos cedeu essas fotos aqui, via ABK. Comento mais abaixo.

Não conheço profundamente a presidenta da Federação de Automobilismo da Bahia, Selma Morais. Somente de entrevistas e tal. O que eu sei é que, ao menos em atitudes públicas, ela dá um duro grande pra fazer o esporte a motor ser respeitado por essas plagas. Quando ela diz que “já é hora de a Bahia ter um autódromo”, está dizendo a verdade.

Pelo que pareceu nos dois anos de Stock aqui — o segundo menos, por uma divulgação mais fraca, ano de eleição e tal — e em corridas outras, como na F-Renault em 2005, há muito público pro automobilismo, gente que paga pra ver. Ótimo que construam um centro de excelência de judô, até por ser algo top, para formar atletas top, mas a terceira maior cidade do país ficar sem kartódromo, sendo que já não tem autódromo, é duro.

Só que vergonha não é simplesmente não ter automobilismo forte na terceira maior cidade do país. É não ter vôlei (joguei voleibol de base, vi de perto que lixo é o vôlei daqui, apesar dos esforços de técnicos e potenciais jogadores), basquete… Enfim. A Bahia é como um monte de lugares no Brasil: vive de duas ou três revelações esporádicas (Luiz Razia, Tony Kanaan), que nascem exclusivamente do suor de suas famílias e/ou da migração rápida para outros lugares.

Essa semana eu tava conversando com o pessoal da redação e falando sobre como existe o risco de, nos próximos anos, não haver brasileiro nenhum na F1, não por conta da falta de talento do pessoal daqui — existe uma infinidade de pilotos que poderiam facilmente chegar lá —, mas porque não vai ter onde revelar, onde começar a correr… Não duvido que os mais ricos saiam daqui cedo pra correr por outra bandeira, como, por exemplo, faz — muito bem — o tenista Christian Lindell.

Parece uma análise (rasa, porque isso merece uma discussão bem maior) catastrofista, mas começo a acreditar que as sucessivas gestões pífias do automobilismo brasileiro vão, sim, destruir o esporte. Veja com um olhar frio: o Brasil só recentemente virou um país médio, o chamado ’em desenvolvimento’ ou um desses nomes que criam e mudam a cada década. Em suma, um país muito pobre por muito tempo, e ainda cheio de miseráveis, apesar dos avanços.

O que explica um país deste ser potência no automobilismo? Entre outros motivos, a tradição. O fato de que, quando fazer esporte-motor era possível com disposição e conhecimento técnico, surgiram Lettrys, Balders, Pereira Buenos, Landis, Fittipaldis, Dias Ribeiros, gente assim. Criou-se uma cultura do esporte. Neste automobilismo de hoje, no qual sem muito dinheiro você não chega a lugar algum, no dia em que o Brasil parar de dar condição a alguns poucos, nunca mais vai se reerguer.

Desculpaí o desabafo.

Autor: - Categoria(s): F1, Geral, Kart, Stock Car Tags: , , , , ,
31/12/2009 - 17:13

Surtees, 2009

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FIA Formula Two ChampionshipFelipe Paranhos

E a tal edição extraordinária prometida no outro post veio mais cedo do que eu imaginava. Lembrei da morte de Henry Surtees, que foi, para mim, o acontecimento do ano no esporte-motor, desbancando todas as histórias marcantes da F1 em 2009, o acidente de Massa e o renascimento de Helio Castroneves.

Porque foi o tapa na cara de todo mundo que esqueceu do automobilismo como esporte de risco. Um menino de 18 anos, de sobrenome nobre e sem nada ainda na carreira, vitimado por uma roda solta de outro carro, quicando na pista. Algo tão despercebido, até porque Jack Clarke tinha batido forte pouco antes, que nem chamou a atenção de quem transmitia a prova.

Foi do carro de Clarke que saiu a roda que atingiu Henry. Imagino o que passou na cabeça do piloto do carro 11, também garoto, ao saber que o acidente que sofreu gerou o falecimento de um colega de grid. É evidente que ele não teve culpa, mas deve ter sido extremamente torturante para o britânico de 21 anos.

A morte do jovem piloto não gerou a comoção do acidente de Massa, muito mais conhecido. Nem teve a repercussão das ameaças-fantasma de racha na F1. Muito menos motivou tantas manchetes como a volta de Michael Schumacher.

Mas foi o maior golpe recebido pelo esporte em 2009. E, confesso, achei a reação a ele muito tímida. Que eu esteja errado e não precise escrever algo do tipo no fim do ano que vem.

Autor: - Categoria(s): F2, Geral Tags: , ,
31/12/2009 - 15:11

Balanço 09

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Felipe Paranhos

177 posts, 2.754 comentários aprovados, uns cinco, no máximo, excluídos. Alguns estresses com gente que não sabe argumentar e agride — mas, ainda bem, o tempo se encarregou de fazê-los esquecer que este blog existe. Muitas queixas de “censura” quando a gente demorava pra moderar o comentário de alguém, respostas ríspidas minhas em seguida. Mas conversas interessantes, comentaristas muito bons, gente nova e inteligente em número muito maior.

Isso foi o BloGP em 2009. Satisfação em escrever para vocês.

2010 certamente será um ano bastante animado por aqui, com aquele que será o melhor grid da F1 talvez em duas décadas — na quantidade de ótimos pilotos. Vamos continuar falando de outras categorias que não a F1, e pretendo até aumentar o número de posts sobre elas. E há algumas boas novidades por vir.

Vou aproveitar minha folga de fim de ano e minhas férias. Volto em edição extraordinária.

P.S.: Resolução 1 de início de ano: colocar uma imagem naquele quadrado preto que deveria ter uma foto da redação do Grande Prêmio.

Autor: - Categoria(s): Geral Tags: , , ,
25/12/2009 - 15:22

O quiz do automobilismo em 2009

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Felipe Paranhos

A revista inglesa “Autosport” postou hoje um Quiz sobre o automobilismo em 2009, é só ir lá e fazer. Eu gostaria de ter pensado nisso aqui pro GP, confesso.

É bem legal, embora dê, óbvio, algum destaque para categorias britânicas de pouco valor fora do Reino Unido, como o BTCC. São 101 perguntas.

Não precisa saber muito inglês pra fazer, não. Tentem. Depois, coloquem aqui seus resultados. SEM CONSULTA, claro, na honestidade. :)

Autor: - Categoria(s): Geral Tags: , , ,
17/12/2009 - 23:39

Cá está

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Para quem não viu o depoimento de André Bragantini Jr. no fim de Viver a Vida, novela das 21h da Globo, lá vai. Ignorem a parte da Lília Cabral com o José Mayer, é logo depois.

Atualização às 12h02 do dia 19/12

A emissora divulgou uma versão estendida, de 3min40s. Bem legal. Quem já viu a versão que pus aqui ontem, veja de novo.

Autor: - Categoria(s): Geral Tags: ,
16/12/2009 - 20:01

Assista

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Sabe aqueles depoimentos que passam depois de Viver a Vida, novela das 21h da Globo? O quê? Não assiste? Assista nesta quinta-feira (17). A Michelle Bragantini avisou que o depoimento gravado por seu irmão, André Bragantini Jr., vai ser exibido no fim do episódio deste dia. Não antecipo a história porque ninguém melhor do que ele para falar sobre. Mas vale a pena. Garanto.

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24/11/2009 - 11:53

Kimi mais perto do Mundial de Rali?

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Sem lugar na F1, o destino de Kimi Raikkonen em 2010 parece cada vez mais próximo do rali. De acordo com o site “Automoto365”, o finlandês assinou um pré-contrato com a Citroën para a próxima temporada.

Raikkonen inicialmente era cotado para a vaga de Heikki Kovalainen na McLaren. O cockpit inglês, na verdade, era a única alternativa, segundo o próprio piloto, para permanecer no Mundial no próximo ano. Mas como se sabe as negociações fracassaram. Entende-se que alguns aspectos financeiros e compromissos com patrocinadores tenham minado o acordo. O time britânico, então, optou por Jenson Button.

Após o anúncio da compra da Brawn pela Mercedes e da transferência de Button para a escuderia de Woking, o nome de Kimi surgiu com força para ocupar um dos carros prateados. No entanto, os rumores de que teria fechado com alemães foi desmentido por Kimi que, mais uma vez, insistiu em um ano sabático na F1.

Mas ida de Raikkonen para o Mundial de Rali é vista com bons olhos. Será a primeira vez que a categoria terá um campeão mundial de F1 disputando a temporada toda. Além disso, é uma forma de reforçar o campeonato, que nos últimos meses perdeu fabricantes importantes como a Subaru. Seria um grande empurrão.

No momento, não se sabe a natureza do contrato de Kimi com a Citroën. Mas acredita-se que o piloto tenha duas possibilidades: a de defender a equipe júnior da fábrica gaulesa ou correr junto com Petter Solberg.

Autor: - Categoria(s): F1, Geral Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 15:52

Dois anos

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Rubens, zerado, fala em acabar ano por cima
Warm Up
15/10/2007 – 11:15

Rubens Barrichello não vai sentir saudades de 2007. Após um ano difícil correndo pela Honda, o piloto busca na corrida de encerramento da temporada os seus primeiros pontos no campeonato, algo inédito para ele 15 temporadas na F-1.

Esse foi o lead da minha primeira notícia publicada no Grande Prêmio – e, para quem é observador, a data diz algo de importante: faz dois anos que eu comecei a trabalhar no site (para quem tem curiosidade ANTROPOLÓGICA, é só clicar aqui).

Foi um trabalho DO CÃO para conseguir essa BOCA, da qual tenho muito orgulho. Gastei um dinheiro desgraçado que tinha poupado na época para ir a São Paulo – onde, da maneira mais CAIPIRA possível, fiquei deslumbrado por andar de METRÔ -, fiz um teste, uma redação e fiquei no aguardo.

Uma semana depois, o Gomes em pessoa me ligou – ele não estava na redação no dia em que eu fui devido a um encontro de DKWs, se não me engano – para explicar que eu teria uma chance e tudo mais. Quase não acreditei.

E, a partir daí, foi. Nunca havia trabalhado com jornalismo antes, e até então finais de semana eram dias de folga na minha agenda. Tudo mudou: agora, mesmo sendo um FARSANTE, as pessoas me conhecem, conhecem o lugar que eu trabalho e algumas chegam até a me RESPEITAR. Incrível demais.

Mais incrível ainda é saber que eu só fui conhecer realmente algumas das pessoas que trabalham comigo muito tempo depois: o Victor e o Vicaria, que se bandeou para a CONCORRÊNCIA IMUNDA, eu só fui ver em outubro do ano passado. O Terena, nosso RETRATISTA, um pouco antes, na Stock Car em Santa Cruz do Sul. A Evelyn, o Marcus, o Felipe e a Luana eu até hoje não vi, assim como o Gomes – pois é, não conheço pessoalmente o meu chefe. Modernidade é isso aí.

Mas agradeço a todos por trabalhar em um lugar (desculpem a expressão) tão FODA. Já tinha feito diversos serviços diferentes antes, como estágio em indústria química, assessoria de comércio exterior, despacho aduaneiro, pesão de curtume, revisor de couro, account de sapato e vendedor de livraria, entre outras coisas. E nunca tive tanto orgulho de ver meu trabalho como aqui.

Vida que segue. Tomara que, por bastante tempo ainda, no Grande Prêmio.

P.S.: O tal do mundo dá mesmo voltas. Na época, para conseguir passar na primeira fase d’O Grande Estagiário II, vencido pelo Marcus, tive de mandar um texto com o tema “O automobilismo não é tudo”. Desanquei afu o Estadão por conta de uma campanha deles contra blogs, ou algo do gênero. Agora, o Gomes trabalha em uma rádio ligada ao grupo Estado. Sem RESSENTIMENTOS, heh.

731 dias depois,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Geral Tags: , ,
22/07/2009 - 15:07

'Calma', Argentina segue se protegendo da gripe A

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Carlos Petrio é jornalista do “Clarín” e esteve no Brasil para cobrir a etapa da Top Race V6 em Interlagos. O BloGP aproveitou para conversar com o repórter para saber a situação em que se encontra a Argentina depois do surto de gripe A no país vizinho do Brasil. Petrio disse que os argentinos chegaram a ficar em um estado inicial de pânico, mas que já se acalmaram. Mesmo assim, seguem recomendações como evitar lugares públicos, cancelam viagens e só usam máscaras se estiverem contaminados, para não contagiar outras pessoas. O “periodista” também relatou que a recepção no Brasil foi boa, sem qualquer tipo de discriminação por causa da gripe A. Confira a entrevista.

BloGP: Como está a situação em Buenos Aires e no restante da Argentina? Existe pânico entre a população?

Carlos Petrio: Há algumas semanas, houve um momento, que não sei se foi de pânico exacerbado, mas que as pessoas iam imediatamente aos hospitais assim que achavam que tinham os sintomas. Vários serviços de saúde entraram em colapso, as pessoas esperavam por horas para serem atendidas. Medicamentos se esgotavam em poucas horas. Mas não se vê muitas pessoas usando máscaras. Algumas usam, mas a recomendação é que as máscaras só devem ser usadas por pessoas que estão com a gripe, para não contagiar outras pessoas. Elas não servem para proteger pessoas de pegarem a gripe. Há algumas restrições, as pessoas vão menos para os shoppings, cinemas, teatros, restaurantes. Estamos em férias escolares, que é uma época em que as pessoas saem muito com seus filhos. Tudo isso foi restringido, existe um cuidado. Mas digo que, neste momento, não há pânico.

BloGP: Quais são as recomendações do governo argentino para a população?

CP: Basicamente, suspenderam as aulas por quase um mês. Recomenda-se às pessoas para que não frequentem muito lugares públicos. Há cuidados especiais com pessoas com resistência baixa, como mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas. O governo determinou que todos devem ser atendidos em qualquer centro de saúde público ou privado porque o tratamento é por conta do Estado. Não importa se a pessoa tem ou não plano de saúde. Existem as recomendações básicas, como lavar as mãos várias vezes por dia. Uma recomendação muito forte é que se uma pessoa ficar com mais de 38°C de febre por mais de um dia e meio, deve procurar um médico. Porque é muito comum você ter febre por dois ou três dias. Você fica de repouso e espera passar. Agora, pelo que dizem, as crianças são as mais afetadas. As pessoas se preocupam muito com isso, com seus filhos, mas diminuiu a sensação de pânico. Também se notou muitas coisas no lado econômico, porque as pessoas não saem mais para comer fora, muitas não viajaram para o interior ou do interior para Buenos Aires, que é um dos lugares com maior número de casos. Bariloche recebe muitos brasileiros. Nesse ano, a ida dos brasileiros para lá diminuiu muito. Isso não quer dizer que os brasileiros nos discriminam. O que acontece é que muita gente prefere não se arriscar. Pensa: “Viajo para lá no ano que vem, para que viajar esse ano?”. Não só em Bariloche, o turismo no país diminuiu. Existe uma situação de cuidados e prevenções que não se tomariam em outros momentos. Por exemplo, recentemente houve um feriado na quinta, dia 9 de julho (dia da Independência na Argentina). Na sexta, dia 10, o governo nacional decretou um feriado sanitário para a administração pública. Mas a prefeitura de Buenos Aires, que é opositora ao governo nacional, não aderiu ao feriado porque seus especialistas disseram que isso não servia para nada. Aparecem essas contradições que deixam as pessoas desorientadas. Mas, como disse, não me parece que existe uma situação de pânico. Já houve, mas agora não há.

BloGP: Vocês da delegação argentina que vieram ao Brasil por conta da Top Race V6 sentiram algum tipo de discriminação no Brasil devido à epidemia da gripe A em seu país?

CP: Não tivemos muito contato, ainda mais porque o trabalho com o automobilismo nos toma todo o dia, não estamos num hotel em uma zona central, para sairmos e caminharmos. Mas não fomos destratados no hotel, tão pouco aqui. Não sei o que aconteceria se um de nós da delegação argentina fosse para alguma lanchonete e tossisse. Não sei se poderia haver algum problema desse caso. Não sentimos nada discriminatório ou alguma desconfiança, como falar conosco se afastando da gente [demonstra se afastando do repórter do GP], não houve nada nesse sentido. Nem sequer quando desembarcamos no Brasil. Aliás, imaginávamos que haveria um enorme controle no aeroporto. Houve um controle, tivemos de assinar um formulário, fomos avaliados para se certificarem de que não estávamos com uma temperatura alta, mas nada muito sério.

BloGP: Ninguém usou máscaras aqui no Brasil?

CP: Não, apenas no aeroporto.

BloGP: Na sua opinião, essa crise vai durar mais quanto tempo?

CP: Na Argentina, o que os especialistas dizem é que o pico aconteceria na próxima semana e começaria a diminuir. Outros dizem que isso tem a ver com o clima. Assim que diminuir o frio, vai diminuir o problema. Tenho a sensação que houve uma alarma muito grande, de que o vírus era mais letal do que é na verdade, menor do que a gripe comum. Mas o problema pode voltar no próximo inverno. Só que os laboratórios vão ter as vacinas para a gripe. Acredito que estaremos muito mais preparados no inverno que vem.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Geral, Top Race V6 Tags: , , , , , ,
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