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Arquivo da Categoria GP2

12/02/2011 - 09:58

Negócio

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Felipe Paranhos

Que Abu Dhabi é um dos circuitos mais ridículos que conhecemos, todos sabem. E cada dia mais, todos sabem e deixam claro isso — inclusive os pilotos. Nesta sexta (10), na primeira corrida da GP2 Ásia no circuito emiratense, Jules Bianchi e Romain Grosjean poderiam ter travado uma disputa intensa, cheia de freadas e ultrapassagens. Mas o traçado lamentável, limitado pelo terreno do hotel da Marina de Yas, broxou qualquer pequena briga.

Não sei vocês, mas me entristece ver um piloto já dizer, no dia anterior, que não vai ter chance de fazer nada largando em oitavo porque não dá pra ultrapassar ninguém. E o pior: ele tem razão. Vejam as respostas de Jules e Romain na entrevista unilateral após a prova:

GP2 Ásia: E sobre amanhã??

Jules: Bem, não acho que seja possível ultrapassar. Temos um bom ritmo, mas… Veremos. Vou tentar largar bem e encerrar nos pontos. Vamos ver, tudo é possível.

GP2 Ásia: Romain, vi você balançar a cabeça quando Jules mencionou que ele não acha possível ultrapassar aqui.  Você confirmou isso hoje… [Grosjean foi o segundo colocado, mesmo tendo sido mais rápido do que Bianchi por boa parte da corrida]

Romain: Pergunte a Fernando [Alonso, que não passou Petrov na prova de encerramento da F1 ano passado] sobre isso (risos). Tentar ultrapassar aqui é um pesadelo. Além disso, não há mais a saia no carro, então, quando você perde pressão aerodinâmica, você gasta mais os pneus. Tivemos um ritmo melhor hoje, não pude mostrá-lo porque eu não pude passar Jules.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , ,
09/02/2011 - 21:36

Definhar, agonizar, suportar

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Felipe Paranhos

* Brasileiros que estrearam na GP2 em 2005: Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão

* Que estrearam em 2006: Lucas Di Grassi

* Em 2007: Bruno Senna, Antonio Pizzonia e Sergio Jimenez

* Em 2008: Alberto Valério, Diego Nunes e Carlos Iaconelli

* Em 2009: Luiz Razia

* Em 2010: Ninguém

* Em 2011: Ninguém

Piquet se reergue na Nascar depois do papelão que cometeu na F1. Xandinho hoje milita na Stock. Di Grassi conseguiu vaga na F1, mas acabou fora da Virgin por conta de um cara mais endinheirado. Pizzonia passou pelo momento mais difícil da sua carreira na GP2 e hoje vai bem na Stock. Jimenez tenta reconstruir a carreira na Montana e no GT1. Valério acaba de desistir dos monopostos. Nunes trouxe seu patrocínio para o Brasil. Iaconelli teve bom 2010, mas numa categoria C do automobilismo europeu, a Auto GP. Razia tem, provavelmente, a derradeira chance de lutar pelo título. E, ano passado e neste ano, não entrou nenhum piloto novo do país na categoria.

Eu sei que estou batendo nesta tecla novamente, mas, alguém tem dúvida de que, em poucos anos, não teremos ninguém na F1? Alguma duvida de que o automobilismo brasileiro de ponta está definhando?

Nem vou falar muito da Indy, que tem praticamente a mesma situação, de falta de renovação e de novatos brasileiros que duram uma ou duas temporadas (exemplos recentes são Jaime Câmara, Rapha Matos, Mario Romancini).

Obviamente não é uma questão de falta de qualidade desta geração de pilotos.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, GP2 Tags: , , , , , , , , , , ,
18/01/2011 - 18:02

Fauzy, traidor do movimento

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Felipe Paranhos

Marrapaz, não é que, no meio da bagaceira, da bagunça, do melê, da disputa judicial que envolve as duas Lotus — a Team Lotus e a Lotus Renault —, Fairuz Fauzy trocou uma por outra?

Vai continuar fazendo nada, é verdade. Foi dispensado do Team Lotus, é verdade também. Mas cria uma polemicazinha, porque a Proton, montadora malaia que faz os carros Lotus de rua, ano passado estava com a Lotus do Tony Fernandes e agora está com a Renault.

Não me surpreenderia se tivesse sido a própria Renault, via Proton, quem convidou Fauzy para o cargo, para trazer para sua equipe a “identidade” da Malásia ao ter um piloto do país. É até possível que, enquanto um monte de pilotos choram dinheiro pra virar reserva da F1, Fairuz tenha ganhado a vaga de mão beijada.

Aí eu ia conjecturar sobre a GP2: em 2010, a Renault tinha a Dams como equipe B. Agora, tem a ART, que virou Lotus ART e já tem dupla fechada. Só que o Gravity, empresa que agencia pilotos de propriedade do Genii, dono da Renault, tem participação na Dams. Ou seja, duplo vínculo. Era de se esperar, portanto, que Fauzy fosse aparecer por lá.

Mas não: Fauzy vai correr na Super Nova, que havia mesmo prometido hoje,  para “muito breve”, seu anúncio de pilotos.

Entendo cada vez menos. O que fica claro é que, como no futebol, ter um empresário bom (falarei sobre isso nesta semana ainda) e bons contatos é fundamental.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , ,
19/11/2010 - 12:07

Lotus Cars 1×0 Lotus Racing

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

O shakedown do novo carro da GP2, que aconteceu na última quinta-feira (18), revelou o resultado de uma disputa que tem deixado marcas no automobilismo em 2010. A disputa Lotus Cars x Lotus Racing na principal categoria de acesso à F1 culminou com a vantagem da ART, vinculada à montadora malaia Proton, sobre a Air Asia, de propriedade de Tony Fernandes e idealizada para ser a equipe B da Lotus Racing da F1.

O carro da Lotus ART, pilotado pelo mexicano Esteban Gutiérrez, está pintado em verde, com a listra amarela passando pelo centro do carro. O carro de Johnny Cecotto Jr, por sua vez, teve a pintura quase imaculadamente branca, apenas com a inscrição ‘Team Air Asia’ e o nome de um patrocinador.

Parece claro que a Proton levou esta disputa. A provável associação com a Renault vai tirar da atual Lotus as cores e referências à escuderia de Colin Chapman. A lógica é a de que o time de Tony Fernandes na F1, assim, leve o nome da companhia aérea, assim como na GP2.

Na semana que vem, as equipes da GP2 vão fazer seu último teste do ano, mas com os carros usados em 2010. O treino vai ser usado para experimentar novatos, como fez a F1 dias atrás. Jolyon Palmer, da F2, vai andar de ART e Addax. Pal Varhaug, da GP3, vai de iSport. Armaan Ebrahim deve correr de Arden.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , ,
16/10/2010 - 18:43

Perdendo terreno

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FELIPE GIACOMELLI

Esta semana, entre os dias 11 e 15 de outubro, marcou o primeiro passo da F-Renault Europeia, da World Series e da GP3 rumo à temporada 2011. As categorias realizaram os testes coletivos, quando as equipes têm a possibilidade de testar uma série de pilotos visando à formação do plantel para o próximo ano.

Somando as três divisões, apenas três brasileiros estiveram presentes: André Negrão – que testou pela Draco na World Series – e Adriano Buzaid e Pedro Nunes na GP3, competindo pelos times Addax e ART, respectivamente. O número é baixo se lembrarmos que na última temporada só na GP3 eram quatro os pilotos nascidos em terra verde e amarela.

O Brasil perdeu espaço no automobilismo internacional para países menos tradicionais, como a Suíça, que teve cinco pilotos espalhados pelas categorias, ou como a Nova Zelândia e a Rússia, que também tiveram três. Países que nunca chegaram próximos de um título na F1, como a Colômbia e Filipinas tiveram dois representantes nas sessões. Fora as participações de garotos vindos da Hungria, da Indonésia, de Cingapura, da Romênia e da Malásia.

Para efeito de comparação, cerca de uma dezena de franceses e ingleses participaram das atividades, enquanto Holanda, Espanha e Itália tiveram quatro ou cinco garotos testando. Só que aqui é importante lembrar que a temporada 2010 nesses dois últimos países ainda não acabou.

Com cada vez menos pilotos brasileiros tomando parte dos testes e, por consequência, estando na mira das grandes equipes, não é de se espantar que o Brasil termine o ano com apenas um representante correndo na GP2.

Autor: - Categoria(s): GP2, GP3 Tags: , ,
02/10/2010 - 19:29

O vencedor

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Felipe Paranhos

Romain Grosjean é um dos grandes vencedores da temporada 2010. Depois de fracassar retumbantemente em sua rápida passagem na F1, não tinha o que fazer neste ano.

Começou no FIA GT1, no qual estava em primeiro até decidir deixar a categoria. Foi parar na Auto GP, o que parecia ser um retrocesso, já que se trata de um campeonato de terceira classe na Europa.

Chegou na quinta corrida. Na 11ª, uma antes do fim, garantiu o título. Para que não parecesse estar confortável com a situação, Romain foi além. Enquanto fazia sua vitoriosa campanha na Auto GP, se filiou ao Gravity, grupo que comanda a Renault e a Dams na GP2.

Primeiro, entrou no lugar de Jérôme D’Ambrosio em uma corrida. Depois, substituiu com relativa competência o lesionado Ho-Pin Tung. E, se não foi brilhante, pelo menos fez sete pontos, mais do que o chinês em quase todo o campeonato.

Sei não, mas acho que, aos poucos, Grosjean trilha seu caminho de volta à F1…

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , ,
29/09/2010 - 11:15

O retrato de um país

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SÃO PAULO | Pode-se dizer que Gabriel Dias é um retrato do automobilismo no Brasil. Teve uma forte passagem pelo kart, dentro e fora do país, diga-se. Foi campeão em quase tudo que disputou. Porém, o passo seguinte não se deu em terras tupiniquins. Dias optou por tentar a vida no exterior. O que, também temos de ressaltar, parece o caminho mais realista para a maioria dos jovens pilotos.

Em entrevista ao Grande Prêmio, o curitibano de 20 anos, que fez sua temporada de estreia na divisão principal da F3 Inglesa em 2010, admitiu as dificuldades de se começar a correr no país. E, inclusive, recomendou aos mais jovens optarem cedo pela Europa.

“Não quero colocar os campeonatos daqui em uma posição ruim, mas é difícil.  È complicado para quem corre aqui ter ideia da realidade do que é competir no exterior. Você corre aqui e, por mais alto que seja o nível dos pilotos, não se tem tanta referência. Acho que a opção que tomei foi boa. Fiz uma carreira de kart aqui, porque o nível é ótimo. Também corri o Mundial. Depois, já comecei de fórmula na Europa”, disse o piloto.

“Dei a cara para bater lá, mas, ao mesmo tempo, foi bom, porque aprendi bastante. E não só como piloto, mas como pessoa também. Acho que, para os pilotos que estão procurando começar a carreira em carros de fórmula, ter uma experiência na Europa é muito válido. Eu recomendo”, completou.

Parece uma ladainha mesmo. Mas é a realidade. O Brasil não forma mais pilotos. Os meninos, os poucos que conseguem e têm o apoio financeiro, estão saindo cada vez mais cedo para tentar vaga lá fora.

E o que se vê por aqui? A F-Future ainda engatinha, com poucos carros no grid. A F3 Sul-americana é de dar pena. Realizou etapas na Argentina, mas um grid magro, magro. Em breve, a consequência virá, quando o país deixar de ter representantes nas principais categorias.

Portanto, fica a reflexão. Que tipo de pessoa gere o automobilismo no país e não percebe esse movimento? E qual seria a solução mais imediata para tirar o esporte dessa situação?

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): F1, F3, GP2 Tags: , , ,
22/09/2010 - 14:30

Não existe almoço grátis

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Felipe Paranhos

Duas fontes me apontam que a Sauber já tem seu piloto para o ano que vem. Segundo ambas, Sergio Pérez é o nome para a temporada 2011. Nick Heidfeld, portanto, deve ter vida curta no time de Peter.

A contratação de Esteban Gutiérrez como reserva do time suíço tem muito a ver com a forte probabilidade de as fontes estarem certas. Por um motivo em especial: Esteban é patrocinado pela Telmex, assim como Pérez. Além disso, ambos são mexicanos, como se sabe. E o carro da Sauber passou o ano inteiro em branco.

Outro nome importante nesta disputa é o de Pastor Maldonado. O campeão da GP2 ainda não tem vaga garantida na F1. O venezuelano conversou com quatro equipes: Sauber, Lotus, Force India e Hispania. A Sauber mixou. A Lotus, segundo uma das fontes, vai manter seus dois pilotos.

Para entrar na Force India, Pastor dependeria da saída de Sutil para a Renault. O alemão tem os milhões da Medion, sua patrocinadora, para oferecer pela vaga de Vitaly Petrov. Assim, o lugar na FI poderia ficar com o venezuelano. A outra opção é a Hispania.

Na Renault e na Virgin, Maldonado não tem trânsito. Na equipe francesa, seu maior problema é com Eric Boullier, “só” o chefe da equipe, com quem teve relacionamento conturbado nos tempos de Dams, na World Series.

E tem D’Ambrosio.

O negócio é o seguinte: Jérôme, piloto da Dams na GP2 e até outro dia piloto de simulador da Renault, virou o reserva imediato da Virgin. A equipe precisou de dinheiro, já que Lucas Di Grassi perdeu o patrocínio da Clear, aquela dos xampus anticaspa.

D’Ambrosio repôs uma grana na Virgin. € 1,5 milhões, pra ser exato. Onde entra a Renault nisso? No conjunto suspensão-motor-KERS que a equipe inglesa negocia com o pessoal do Gravity, empresa que agencia jovens pilotos. Jérôme é piloto do Gravity e dispõe de mais 5 milhões para investir em quem o desejar em 2011.

Neste ano, D’Ambrosio treina em quatro das cinco sextas-feiras restantes: Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Brasil. Só não anda em Abu Dhabi porque tem a GP2. É quando Razia treina.

No fim das contas, é como se D’Ambrosio estivesse pagando para Di Grassi correr, por enquanto.

Mas não existe almoço grátis, diria Milton Friedman…

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , ,
26/08/2010 - 12:01

Só um

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Felipe Paranhos

A saída de Alberto Valério da Coloni, confirmada na última terça-feira (24), deu início a uma situação ao mesmo tempo nova e lamentável. Pela primeira vez na história da GP2, o Brasil terá apenas um piloto no grid. Isso vai acontecer já neste GP da Bélgica, em que só Luiz Razia vai representar a bandeira nacional na prova.

Razia é o último dos dez brasileiros que passaram pela categoria. É o remanescente de uma lista que tem Alberto Valério, Antonio Pizzonia, Bruno Senna, Carlos Iaconelli, Diego Nunes, Lucas Di Grassi, Nelsinho Piquet, Sérgio Jimenez e Xandinho Negrão.

Que isso não seja o início de uma era. A saída de Valério da categoria teve muito a ver com a perda de patrocínios, algo que talvez seja motivado pela pouca divulgação que a GP2 tem no Brasil.

Não à toa, fora Lucas Di Grassi, que se destacou mesmo correndo pela Durango, os principais pilotos brasileiros nestes seis anos foram Piquet e Senna, dois que nunca tiveram grandes preocupações financeiras na categoria.

Há muitos brasileiros talentosos pela Europa. É esperar 2011 para ver se a GP2 será o próximo passo. Uma temporada sem nenhum deles seria um desastre para o automobilismo brasileiro.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , ,
24/08/2010 - 15:51

Continuidade

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Felipe Paranhos

Vamos informar que nosso trabalho é este: Jules Bianchi vai correr o GP da Bélgica da GP2, neste fim de semana, a menos que um imprevisto aconteça. A equipe deve confirmá-lo amanhã, mas os médicos responsáveis por monitorá-lo o liberaram na tarde da última segunda-feira, 23.

De início, a contusão de Bianchi parecia mais grave do que a de Ho-Pin Tung, tanto que a equipe que examinou a fratura na segunda vértebra da lombar do francês, logo após o acidente na Hungria, nem estipularam tempo de recuperação. Mas a lesão de Tung, também na lombar, revelou-se mais grave, e o chinês acabou substituído por Romain Grosjean.

A ART já havia contatado alguns pilotos para o caso de Jules não estar apto a correr em Spa-Francorchamps. Um deles foi Alberto Valerio, que deixou a Coloni. Na Bélgica, Álvaro Parente corre no lugar do brasileiro. A presença do luso ainda é incerta para o resto da temporada.

Autor: - Categoria(s): GP2 Tags: , , , , ,
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