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Arquivo da Categoria MotoGP

12/10/2011 - 17:38

O caminho dos iniciantes do motociclismo

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Juliana Tesser [@JulianaTesser]

O circuito de Aragón recebeu nos últimos três dias centenas de jovens que buscavam uma chance no Red Bull Rookies Cup, competição que reúne pilotos entre 13 e 16 anos e que corre nos mesmos dias da maioria das provas europeias do calendário da MotoGP.

Após se inscreverem pela internet, 106 pilotos de 24 nações foram selecionados para os três dias de testes no circuito espanhol. Os exercícios estavam divididos em duas sessões diárias utilizando motos idênticas de 125cc, similares as que são utilizadas na categoria inicial do Mundial de Motovelocidade.

Ao final da atividade, dez pilotos foram selecionados para participar da competição no ano que vem:

Nicolò Castellini (Itália)

Simon Danilo (França)

Karel Hanika (República Tcheca)

María Herrera (Espanha)

Livio Loi (Bélgica)

Stefano Manzi (Itália)

Jorge Martín (Espanha)

Diego Perez (Espanha)

Bradley Ray (Reino Unido)

Filippo Scalbi (Itália)

Jordan Weaving (África do Sul)

Entre os jovens que participaram da seleção, estava Michel Velludo, único brasileiro aceito pela organização para disputar a vaga na competição.

Apesar de não ter conquistado um lugar no campeonato, Michel, que participa do Racing Festival na categoria CB300R, pode se orgulhar de ter sido o único brasileiro a participar da disputa.

Com toda certeza, Velludo não contou com um motociclismo forte, bem estruturado e conhecido por formar campeões. O Brasil, ao contrário de Espanha, Itália e Reino Unido – países de onde vieram a maior parte dos inscritos na disputa -, não possui uma estrutura para iniciantes e está muito longe do que se espera de país que quer formar campeões.

Mas essa é outra história…

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11/08/2011 - 13:12

Pedrosa e Stoner atingem marca de Gardner e entram no top-10 de pódios da MotoGP

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JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Casey Stoner e Daniel Pedrosa garantiram seu lugar na história da MotoGP. Os titulares da Honda atingiram, no GP dos Estados Unidos, realizado em Laguna Seca no último dia 24, a marca de 52 pódios na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Com o número, eles igualam os pódios conquistados por Wayne Gardner e entram na lista dos dez pilotos que mais completaram provas no top-3 da categoria.

Pedrosa, aliás, tem outra marca curiosa. Com 14 vitórias na MotoGP, o piloto espanhol, que estreou na categoria em 2006 pela equipe oficial da Honda, superou Randy Mamola e Max Biaggi, e é quem mais venceu na categoria sem nunca ter conquistado um título.

Já Stoner, que estreou na MotoGP no mesmo ano que o espanhol, pela LCR Honda, conta com 28 vitórias na categoria, sendo cinco delas só nesta temporada, o maior número de vitórias seguidas de um piloto da Honda, desde as nove vitórias de Valentino Rossi em 2003.

Recordistas de pódios na MotoGP:

1 – Valentino Rossi – 139
2 – Mick Doohan – 95
3 – Giácomo Agostini – 88
4 – Eddie Lawson – 78
5 – Wayne Rainey – 64
6 – Max Biaggi – 58
7 – Randy Mamora – 54
8 – Wayne Gardner – 52
     Casey Stoner – 52
     Dani Pedrosa – 52

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09/08/2011 - 15:49

Geração privilegiada

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Muito antes de sequer pensar em ganhar a vida escrevendo sobre automobilismo, já acompanhava todo tipo de esporte. Do tipo que já lia jornal de esportes com cinco, seis anos, sempre gostei. E sempre escutei aquela expressão manjada dos mais velhos que diziam que no tempo deles, tudo era melhor. E talvez tenha sido mesmo, e talvez eu diga o mesmo quando ficar mais velho.

Eu não vi Pelé, Garrincha, Di Stéfano nem Cruyff jogar. Tampouco pude assistir, ainda que pela TV, uma corrida de mitos como Fangio, Clark, Stewart ou mesmo Fittipaldi. Mas ao mesmo tempo em que perdi momentos gloriosos do esporte, não posso reclamar do que ei vi e recordo e que um dia eu vou contar para meus filhos e dizer que sim, ‘que no meu tempo, que na minha época, o esporte era melhor’.

Ao longo desses 31 anos, eu ainda recordo bem os êxitos de pilotos como Piquet (o pai), Senna, Prost, Mansell e Schumacher, os mais marcantes, isso para ficar na F1. Se for enveredar pelo esporte a motor a fora, como não mencionar Wayne Rainey, Michael Doohan e Valentino Rossi como mestres das pistas? Eu também vou poder falar sobre Alessandro Zanardi, que se não chegou a ser um campeão do mundo na F1, ganhou tudo na Indy e, mais importante que tudo, deu um X na morte e está aí, inteiro, prestes a disputar a Paraolimpíada de Londres.

Confesso que até pouco tempo atrás, não tinha lá muito acesso ao rali, por exemplo. Mas claro, já tinha ouvido falar muito bem, por exemplo, de Carlos Sainz e Tommi Makinen — o popular Antero —, tetracampeão mundial (obrigado Victor e Diogo pela correção), e do clássico Subaru 555. Até que, também pelo fato de trabalhar no Grande Prêmio e acompanhar melhor o WRC, não há como não admirar um piloto como Sébastien Loeb.

Da mesma forma, eu conhecia muito pouco da Nascar. Como não tinha TV a cabo, nem tinha como assistir as corridas naqueles superovais espetaculares, mas por tudo que eu lia nas revistas especializadas, principalmente, sabia que um certo Dale Earnhardt (o pai) era o fodão. E era mesmo. Mas aí apareceu Jimmie Johnson e ganhou tudo nos últimos anos. Se já é difícil ganhar em um ano, dada a extrema competitividade da Nascar, que dirá em cinco, ainda mais de forma consecutiva!

Mas porque eu escrevo essas linhas falando de memórias no automobilismo em geral? Pois bem, o fato é que parte dessa geração que aprendi (tenho certeza que não só eu) a admirar, encabeçada por Schumacher, Loeb, Rossi. JJ, o #48, deve seguir por um bom tempo na carreira e deve também ampliar seus recordes na Nascar, já que a categoria permite que pilotos mais velhos, como Mark Martin, por exemplo, ainda consigam ser competitivos.

Mas me refiro principalmente ao trio Schumacher-Rossi-Loeb. Na última segunda-feira, Michael já deu indicações que pode em 2011 fazer, definitivamente, sua última temporada como piloto de F1, mesmo depois de passar o ano todo falando que vai cumprir o contrato com a Mercedes até 2012. Não digo que ele tem ou não de parar, acho que ele tem feito o que mais lhe dá prazer, que é correr. E ganhando um baita dinheiro por isso. Não sigo o discurso daqueles que dizem que ele se queimou ao retornar. Ao contrário: mostra que, aos 42 anos, se tivesse um carro realmente competitivo, colocaria a molecada no bolso. Que nós, fãs do bom esporte, acompanhemos cada uma das oito corridas que restam, porque podem ser sim, as últimas de Schumcher como piloto de F1.

Da mesma forma, Rossi não tem mais nada a provar para ninguém. Ganhou tudo na Motovelocidade e poderia parar quando bem entendesse. Mas quis o italiano abraçar o novo desafio, de reconduzir a Ducati às vitórias. Mas a temporada tem sido muito difícil, já que a moto não ajuda, e as equipes rivais — Honda e Yamaha —, que foram muito ajudadas nos respectivos desenvolvimentos pelo Doutor, estão em um patamar superior. Claro que Valentino tem prazer pelo que faz, mas ele tem dado a entender, em suas últimas declarações, que está de saco cheio da moto ruim. Não duvido que ele pare no próximo ano, talvez. Mesmo sabendo que ele tem ainda muita lenha para queimar.

Mas dentre os supercampeões citados, o primeiro a encerrar a carreira deve ser Loeb. Para mim, o cara é um fenômeno do esporte. Não sei se em outro esporte de alto nível um cara consegue ser campeão mundial por sete anos consecutivos. Sei que é clichê, mas Sébastien é como vinho, quanto mais velho e experiente, melhor é nas trilhas de terra e principalmente, asfalto. O francês disse que vai decidir seu futuro no WRC na próxima semana, mas fez mistério. Disse que tem três opções: seguir na Citroën, ir para a Volkswagen e encerrar a carreira no WRC. De todas as possibilidades, a última é a mais provável.

É aquilo, não vi Pelé, Di Stéfano ou Garrincha, não vi Fangio, Clark, Stewart nem Fittipaldi nas pistas. Mas não posso reclamar. Vi Loeb, Rossi e Schumacher. Minha geração é mesmo privilegiada.

Autor: - Categoria(s): F1, MotoGP, Nascar, Rali Tags: , , , , , , , , ,
21/07/2011 - 14:32

Motos da Moto3 estrearão no Campeonato Europeu em outubro

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Moto3

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]

Em 2012, as motos dois tempos de 125cc que hoje são utilizadas pela categoria 125cc no Mundial de Motovelocidade darão lugar à SF250R quatro tempos na nova categoria Moto3.

O novo equipamento foi apresentado pela Honda, única fabricante da categoria, no começo de junho, e fará seu primeiro teste nas pistas no dia 9 de outubro, pelo Campeonato Europeu de Motociclismo, no circuito de Albacete, na Espanha.

As novas motos correrão ao lado das 125cc utilizadas hoje na competição, farão a mesma classificação, terão os mesmos pontos e prêmios, e o resultado final da corrida não fará distinção pelo equipamento.

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , ,
29/04/2011 - 15:38

Muita força

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Felipe Paranhos

Yuki Takahashi marcou o melhor tempo desta sexta-feira de treinos livres em Portugal pela Moto2. Mas não há espaço para a alegria pura no homem mais rápido da categoria mais disputada do motociclismo. Ele perdeu seu irmão mais novo, Koki, no último domingo (24).

Koki, também piloto, já com passagens pelas categorias de acesso à MotoGP, voltava de um evento beneficente que reuniu recursos para as vítimas dos terremotos no Japão, em sua terra natal, Saitama, quando se envolveu em um acidente de trânsito e faleceu.

Cinco dias depois, lá está Yuki, que em uma semana deve ter envelhecido muito mais do que os três anos de diferença que tinha em relação a Koki, fazendo o que há de melhor em seu trabalho e superando outros 38 pilotos — todos, suponho, totalmente concentrados nos pontos a disputar no Estoril.

Eu não teria a menor condição de trabalhar se passasse pelo que ele passou.

Muito menos conseguiria fazer minha função com excelência.

De onde se tira tanta raça?

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , ,
04/02/2011 - 17:38

Primeiras impressões

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LUANA MARINO

RIO DE JANEIRO — Passou despercebida para muita gente por causa da F1, mas a MotoGP iniciou a preparação para a temporada 2011 também nesta semana. Foram três dias de testes em Sepang, na Malásia, que serviram para esboçar algumas situações que deveremos ter ao longo do ano.

A primeira delas é que, de cara, deu para ver que a Honda será forte. Não acredito em domínio, mas a julgar pelas sessões na pista malaia, a Yamaha vai ter de gastar mais algum tempo de trabalho para não perder muito terreno para a rival.

A verdade é que a equipe japonesa investiu pesado para este ano. Depois de ver a rival Yamaha dominando o campeonato de pilotos nas últimas três temporadas, a Honda decidiu manter a dupla de 2010, formada por Daniel Pedrosa e Andrea Dovizioso, e ainda trouxe um reforço e tanto para compor o trio: Casey Stoner, um dos principais pilotos do grid atual. E o australiano mostrou que a adaptação foi rápida ao liderar o primeiro treino e terminar em segundo nos dois seguintes. Se valesse uma média das três sessões, Stoner seria o melhor pela regularidade.

Pedrosa também se destacou. O espanhol foi a esperança da equipe no último Mundial frente a Jorge Lorenzo depois do acidente de Valentino Rossi, mas acabou caindo nos treinos no Japão e fraturando a clavícula, dando adeus ao título. Indo para a sua sexta temporada na MotoGP, vê a concorrência ficar mais acirrada dentro do próprio time, mas mostrou que está recuperado e pode se destacar.

Ainda temos Dovizioso, que embora tenha sido o mais discreto do trio nos treinos, teve momentos de brilho em 2010, como a pole-position no Japão. Stoner e Pedrosa devem confirmar o favoritismo, mas o italiano pode fazer valer a condição de coadjuvante para surpreender.

Trio à parte, o trunfo da Honda para vencer a Yamaha este ano pode ser a sua equipe satélite, a Gresini. Nos testes em Sepang, a equipe foi bastante competitiva, com o desfecho de ouro ficando por conta de Marco Simoncelli. Depois de uma temporada de muitas expectativas em torno do italiano, mas poucos resultados, o piloto pode surpreender e beliscar alguns pódios.

Agora, se a Honda foi a grata surpresa, a Ducati não deve estar esperando a hora de Valentino Rossi ficar bom para se dedicar ao desenvolvimento da moto. O melhor resultado da equipe de fábrica nos treinos foi um discreto oitavo lugar com Nicky Hayden na última sessão. 

A situação de Rossi, aliás, é bem clara, e isso é algo que é digno de elogios para o italiano. Ele não enrola quando tocam no assunto: o ombro direito operado no fim do ano passado ainda incomoda, principalmente nas freadas das entradas das curvas, o que acaba comprometendo o resto do corpo e forçando mais o lado esquerdo. Com isso, Rossi perde cerca de 0s5 por volta. É muita coisa, e Valentino sabe que a situação só vai melhorar com o Mundial em andamento.

Portanto, fãs do ‘Doutor’, não fiquem desanimados se Rossi sequer passar perto do pódio nas primeiras corridas da temporada. Tá certo que o italiano teve o mesmo trabalho na Yamaha e foi campeão logo no primeiro ano com a equipe, mas a situação na Ducati tende a ser um pouco diferente. Primeiro, Valentino precisa se recuperar fisicamente para, depois, mostrar por que é heptacampeão.

Quem pode se dar bem com isso é Hayden. Ciente de que ser ofuscado por Rossi dentro da equipe não é nenhuma hipótese absurda, o americano precisa buscar resultados no início para que a Ducati não se afaste muito da briga pelo título.

Agora, é claro que tudo o que foi escrito acima foram impressões de apenas três dias de testes. Assim como na F1, os pilotos usam as sessões para experimentar vários tipos de acerto, configurações de corrida, vão ao limite, mas também poupam equipamento. Em suma, tudo pode mudar já na primeira corrida do ano, no Catar, e termos uma Ducati surpreendendo e cravando pole e vitória, deixando as rivais para trás.

Não é impossível, mas é pouco provável.

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , ,
24/01/2011 - 14:31

Números fixos na F1

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Felipe Paranhos

Luiz Razia lançou no Twitter outro dia, resolvi trazer a discussão pra cá: e se os pilotos da F1 tivessem seus números nos carros? Explico: e se fosse como na MotoGP, em que o Valentino é o 46, o Lorenzo é o 99, Hayden o 69…

Do ponto de vista da identificação piloto-torcedor, não seria melhor se o Schumacher fosse sempre 7, o Alonso sempre 23, o Vettel sempre 78, o Barrichello sempre 11, como foi na Jordan, na Honda e será em 2011 na Williams? Além de gerar uma ligação mais interessante com o fã do esporte, é algo facilmente transformável em dinheiro: imagina a quantidade de produtos vendidos com o número do piloto.

Lembram da homenagem que o Lorenzo fez ao Rossi no GP da Itália, depois da fratura exposta do Rossi? Uma camisa amarela, escrito VR 46 na frente, com o grafismo do sol nas mangas.

A torcida perde chance de ficar mais “próxima” de seu piloto preferido e o velho Bernie perde uma boa oportunidade de fazer dinheiro.

Autor: - Categoria(s): F1, MotoGP Tags: , , ,
23/01/2011 - 12:45

Rivalidade dá dinheiro

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Felipe Paranhos

Como se sabe, a rivalidade entre Valentino Rossi e Jorge Lorenzo é a principal arma da MotoGP para driblar a crise e atrair mais audiência, interesse de mídia e patrocinadores. Mas olha, quem mais lucra com a rivalidade são os próprios pilotos.

No início do ano retrasado, Valentino passou a receber o apoio do energético Monster. No início deste ano, o primeiro de Rossi fora da Yamaha, Lorenzo fecha com o Rockstar, que é o terceiro colocado em vendas nos Estados Unidos, atrás do Monster e do onipresente Red Bull.

De quebra, a rivalidade ainda ajuda a Yamaha, que andava meio sem patrocínios.

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , ,
31/10/2010 - 19:35

Um primeiro ano de sucesso

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Felipe Paranhos

Forward, G22, Gresini, Holiday Gym Racing, Interwetten Moriwaki Moto2, Iodaracing Project, Italtrans, Jack & Jones by A. Banderas, JIR Moto2, Mapfre Aspar, Marc VDS, Monlau Competicion, MZ Motor, QMMF, Quereseno, Stop and Go, Tech 3, Technomag CIP, Tenerife 40 Pons, Tuenti Speed Up, Viessman Kiefer Racing, WTR/Speed Master Team.

A FIM anunciou hoje: serão 22 equipes e 40 motos na Moto2 em 2011, com pré-classificação, como neste ano. A categoria é, como dizem os mudernos, um case de sucesso. Apesar de ter uma morte no currículo — Shoya Tomizawa, em San Marino —, o campeonato foi acirrado entre seus verdadeiros disputantes, já que Toni Elías estava um degrau acima de todos os outros, por sua experiência anterior na MotoGP. A última etapa de 2010, em Valência, será o fechamento de um ciclo muitíssimo bem-sucedido.

Além disso, por ser bem mais acessível, deixa a MotoGP sustentada apenas por seus nomes. Convenhamos, a temporada da principal categoria do Mundial de Motovelocidade foi muito sem graça, tanto que Jorge Lorenzo se tornou campeão tão cedo por pura e simples retirada de combate por parte de seus rivais Rossi e Pedrosa.

Vem aí a Moto3 no lugar das 125cc. A ideia é replicar o número de motos, o interesse do público e de patrocinadores. Acho que vai dar certo. A MotoGP, por sua vez, deve continuar a mesma pindaíba deste ano.

Autor: - Categoria(s): MotoGP Tags: , , , , ,
11/10/2010 - 13:42

Invasão espanhola

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Luana Marino

A Espanha não é nenhuma novata no rol dos campeões mundiais de motovelocidade, embora o único título do país na categoria principal fosse, até domingo, de Alex Crivillé em 1999, quando as motos ainda eram de 500cc. Nas 125cc, a prova da força ibérica é traduzida por Angel Nieto, pentacampeão da classe nas décadas de 70 e 80, uma das lendas do motociclismo.

O que faltava, na verdade, era essa mesma força na elite das duas rodas, mas a disputa deste ano restrita entre Jorge Lorenzo e Daniel Pedrosa na MotoGP depois do acidente de Valentino Rossi mostrou que a vez é dos espanhóis. Além disso, o domínio do país nas 250cc e nas 125cc é surpreendente.

Para se ter uma ideia, o Mundial deste ano das 125cc já viu nada menos do que oito pódios totalmente espanhóis. Ano passado, isso aconteceu apenas uma vez, no GP da Alemanha. O último foi neste domingo, inclusive, com vitória de Marc Márquez. O piloto, de quebra, ainda assumiu a liderança da competição, que tem, até o momento, Nicolas Terol em segundo e Pol Espargaró em terceiro – todos espanhóis.

Ou seja, provavelmente teremos mais um campeão do país ibérico em 2010 na moto, e se levarmos em conta que Toni Elías já garantiu o título na Moto2, a Espanha está prestes a entrar para um seleto grupo que conta apenas com Itália e Grã-Bretanha até o momento: dominar três categorias da motovelocidade no mesmo ano. A Itália de Valentino conseguiu o feito três vezes, em 1950, 1975 e 1976. Já os britânicos foram superiores em 1967.

Lembrando que, naquela época, os mundiais contavam ainda com 350cc e 50cc. Então, se olharmos por este lado, a Espanha pode alcançar um feito inédito, já que o Mundial deste ano conta com três classes apenas. Seria um domínio total, com uma safra de pilotos que promete muito para as próximas temporadas.

Claro que Rossi ainda tem lenha para queimar na Ducati e totais condições de ser campeão novamente, mas o italiano vai se aposentar daqui a uns poucos anos. E ele sabe que a concorrência nos últimos Mundiais se acirrou. Vai ser mais um desafio para o ‘Doutor’ superar a espanholada abusada que vem por aí.

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