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20/09/2011 - 15:35

Montoya, 36

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
14/09/2011 - 17:43

A primeira vitória da carreira de Plamen Kralev

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Plamen Kralev

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Aos 38 anos de idade, Plamen Kralev é o piloto mais importante da Bulgária na atualidade. Depois de passar por uma série de categorias de turismo e participar da edição de 2009 das 24 Horas de Le Mans, o veterano disputa neste ano pela segunda temporada seguida a F2.

Na última etapa, realizada no final de agosto no Red Bull Ring, Kralev chegou na décima colocação na primeira corrida, marcando o primeiro ponto na temporada 2011 – Mirko Bortolotti, o líder, soma 223. Apesar disso, o rendimento do búlgaro já é igual ao do campeonato passado, quando também terminou com um único ponto.

Mesmo competindo contra garotos que chegam a ter metade da idade, Kralev segue em alta na Bulgária, onde é chamado de ‘embaixador do automobilismo do país’.

Prova desse prestígio é que o corredor foi convidado para participar do evento de comemoração do centenário da aeronáutica da Bulgária, realizado no aeroporto de Plovdiv, no dia 8 de setembro, onde pôde se encontrar pela primeira vez na vida com o primeiro ministro do país, Boiko Borisov.

Plamen KralevNo evento, Kralev conquistou a primeira vitória da carreira. Uma conquista, aliás, que certamente nenhum dos adversários na F2 tem. Pilotando o carro da categoria em uma pista de 600m no aeroporto onde as celebração se desenrolava, o búlgaro venceu uma corrida em linha reta contra um jato MiG-29, pilotado por um dos destaques da força aérea do país, com uma vantagem de cerca de 150m!

Após a corrida, Kralev cumprimentou o adversário, recebeu os parabéns do primeiro ministro e explicou que conquistou a vitória porque mesmo que o carro da F2 não tenha a aceleração de um jato, o equipamento militar é projetado para ter desempenho no ar e não no chão, onde a disputa foi feita. Ainda assim, o piloto lamentou ter escorregado na largada por conta dos pneus frios, caso contrário poderia ter vencido por uma margem ainda maior.

Autor: - Categoria(s): F2 Tags: , , , ,
14/09/2011 - 15:38

Esta não é a questão

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

O anúncio de que a Superliga não virá mais ao Brasil gerou mais um grito indignado de quem gosta de automobilismo e quer ver referido esporte mais forte por estas plagas. Pelo Facebook e pelo Twitter, vi muita gente chateada — claro, menos pelo peso da Superliga, mais pelo que a sua desistência significa.

Nestas horas, uma das coisas mais fáceis de se ouvir por aí é a máxima “brasileiro não gosta de automobilismo”. Permita-me pedir parcimônia (uma aliteração, diria alguém) na hora de fazer esta afirmação apocalíptica. O meu primeiro questionamento a esta frase é a seguinte: “Que brasileiro?” Acredito que qualquer generalização é ruim quando se fala sobre “o brasileiro”: “o brasileiro não sabe votar”, “o brasileiro não gosta de trabalhar”, “o brasileiro, esse povo festeiro”.

É complicado dizer “o brasileiro não gosta de automobilismo” um fim de semana depois de, outra vez, o torcedor da Bahia lotar um circuito que é feito às pressas todos os anos para acomodar bem a Stock Car. É evidente que o número de 50 mil pessoas no sábado e no domingo da Stock em Salvador é inchado pela presença de muitos convidados, daqueles envolvidos com a prova etc.

Mas, ainda que tenham sido 20 mil pagantes nos dois dias — ou até menos —, é bastante gente para assistir a uma modalidade esportiva cujo espectador in loco, vocês sabem, não tem a melhor visão do mundo, uma vez que pode ver apenas as disputas em, sei lá, 1/8 do circuito. Ver futebol, basquete, vôlei, tênis de perto é melhor e mais emocionante do que na TV. No automobilismo, por sua vez, essa impossibilidade natural em relação à visão do que acontece na pista faz do espectador in loco obrigatoriamente um fã do esporte. É mais difícil conquistar alguém para o automobilismo levando-o a uma arquibancada, como fazem pais e filhos num estádio de futebol, por exemplo. Ficar um dia inteiro num autódromo simplesmente esperando os carros aparecerem na pista é para quem ama o esporte, e sabemos que estes não são muitos. Gosto da ideia de outras coisas estarem anexadas a um evento esportivo: visitação, música, autógrafos, brindes, piloto indo na torcida fazer uma surpresa, qualquer coisa que não seja só o carro na pista.

O Brasil que perde a etapa da Superliga não é o Brasil que não gosta de automobilismo. É o Brasil que não faz automobilismo direito. Digam o que quiserem: o futuro do esporte a motor está estreitamente vinculado à sua visão como evento esportivo e promocional, não simplesmente o esporte pelo esporte. Diz uma coisa: presumo que você que lê este blog é um amante do automobilismo. Pense em seu pai, seu irmão mais novo ou sua namorada/seu namorado, todos pouco afeitos às pistas. Com transmissão em HD da F1 na TV — que será cada dia mais comum e barata, acreditem —, será que eles prefeririam ir a Interlagos assistir a um treino classificatório da F1 ou vê-lo no conforto de casa? É um exemplo extremo, claro, mas pense o mesmo para uma corrida do GT3 que passa na TV ao vivo. Se você não fosse apaixonado, iria? Aliás, você vai, mesmo sendo apaixonado pelo esporte?

Acho que é preciso rever a forma com que se faz automobilismo no país. Ver o que dá certo de categorias/eventos tão diferentes, como a Stock, o SBK, a Truck, e começar a avaliar o que se pode replicar para o futuro do esporte. Ainda acho que existe solução para o automobilismo brasileiro, hoje nas mãos da mui ativa CBA, sempre aparecendo em eventos com os quais nada teve a ver, como a Indy no Anhembi e a F1 em Interlagos. Uma CBA com gente forte dos campos promocional, esportivo e técnico poderiam trazer este alento que esperamos. Sei que do jeito que está, não dá; mas não acho que seja impossível mudar o esporte aqui.

Uma coisa é certa: se o Brasil perde a Superliga, o FIA GT1, não tem o Dacar ou a MotoGP, não é culpa do público. E culpá-lo é fazer o jogo dos que hoje destroem o automobilismo.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga Tags: , , , ,
13/09/2011 - 12:50

Button garante o título de galã da temporada 2011

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JULIANA TESSER [@JulianaTesser]

Ele pode até não levar o bicampeonato da F1 em 2011, mas já garantiu o título de galã da temporada. Jenson Button derrotou adversários como David Beckham, meia do Los Angeles Galaxy, Príncipe Harry, Orlando Bloom, o Will Turner da série ‘Piratas do Caribe’, e o seu próprio companheiro de McLaren Lewis Hamilton, e foi eleito o ‘Britânico mais bonito’ pela marca de jeans ‘Wizard’.

Button fazia parte de uma lista de 30 nomes que foi submetida à votação do público. Mais de 1.500 mulheres votaram e escolheram sua ordem de preferência.

“Um perfil bonito é, sem dúvida, uma obra divina, mas uma boa aparência é responsabilidade do homem”, explicou Sally Allen, da ‘Wizard’. “Jenson Button tem um charme natural que o colocou na pole-position do GP da Beleza deste ano”, completou.

Ao lado de Button na primeira fila está o ator Richard Armitage. Colin Firth, que ganhou o Oscar por sua atuação em ‘O Discurso do Rei’, ficou em terceiro, seguido pelo ator Clive Owen e pelo jogador David Beckham. Jude Law é o sexto, seguido pelo 007 Daniel Craig. O músico e apresentador de TV Peter André ficou em oitavo, com o jogador de críquete Alastair Cook em nono. O Príncipe Harry encerra o rol dos dez primeiros do ‘grid’.

A 11ª posição da lista é ocupada pelo músico John Barrowman, com Henry Cavill, da série ‘The Tudors’ em 12º. O comediante Russel Brand aparece em 13º, à frente de Lewis Hamilton. Os atores Bradley Walsh e Gerard Butler aparecem na sequência, seguidos pelo jornalista Zac Goldsmith. O campeão olímpico James Cracknell ficou em 18º, seguido por Hugh Grant. Orlando Bloom ficou com a 20ª e última colocação.

A ‘Wizard também elaborou uma lista das mulheres mais bonitas do mundo. O ranking publicado em maio traz Nicole Scherzinger, cantora e namorada de Hamilton, na liderança, seguida pela atriz indiana Freida Pinto e por Penélope Cruz. Keira Knightley ficou com o quarto lugar, com Michelle Pfeifer em quinto e Angelina Jolie em sexto. Halle Berry foi a sétima, seguida pela modelo israelense Bar Rafaeli. A Duquesa Catherine de Cambrige ficou com a nona colocação, com Sophia Loren fechando o top-10 feminino.

Autor: - Categoria(s): F1, Sem categoria Tags: , ,
13/09/2011 - 09:52

Mais um passo

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

O BloGP pode confirmar que Cesar Ramos conseguiu apoio para disputar mais uma corrida da World Series. O piloto gaúcho, uma das mais promissoras revelações do automobilismo brasileiro, vem tendo dificuldades para garantir patrocinadores que assegurem sua permanência até o fim da temporada da categoria.

O problema foi anunciado por Ramos no início de agosto, antes da etapa de Silverstone.  Mas, em cima da hora, o laboratório italiano Biopharmacie, que apoia Cesar junto com a empresa brasileira Fras-le, de pastilhas e lonas para freio, pagou uma cota de patrocínio que estava atrasada.

A resolução desta questão, entretanto, só valeu para Silverstone. Para as etapas de Paul Ricard e Barcelona, os esforços prosseguiam. Agora, Cesar já está garantido nas duas corridas francesas. Boa sorte ao garoto, que vem do título da F3 Italiana e está em décimo nesta temporada, a sua estreia nos bem mais potentes carros da World Series.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
12/09/2011 - 15:37

GP3 2011: os outros destaques

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A temporada da GP3 acabou de terminar, e Valtteri Bottas foi o campeão. Até aí, ok. Parabéns ao finlandês, talvez o (teoricamente) melhor apoiado piloto deste campeonato — além de correr na Lotus-ART, é piloto de testes da Williams. O teoricamente porque Bottas deve ser aquele cujo cargo na F1 é mais figurativo, junto com Jan Charouz, um dos mil reservas da Renault.

Mas era barbada apostar em um piloto da Lotus-ART para o título: ano passado, também deu um piloto da equipe verde-amarela, Esteban Gutiérrez. Neste ano, os dois primeiros colocados eram da equipe: Bottas e James Calado. O outro representante do time, o brasileiro Pedro Nunes, teve rendimento muito abaixo do esperado, sem fazer nenhum ponto até a 12ª corrida. Seu substituto, Richie Stanaway, marcou sete pontos em sua primeira corrida, em Spa. Depois, na última, zerou.

Acreditem: ainda não falei o que quero. Vou, aqui, levantar alguns destaques do campeonato, gente que impressionou e merece ser vista com mais atenção. Fico com três nomes, dois repetidos e um novato. Coincidentemente, a ordem de interesse merecido pelo piloto é contrária às suas posições no fim do campeonato.

Nico Müller foi o quarto colocado neste ano, com 36 pontos. Ano passado, já havia sido terceiro, com 53. Levando-se em conta que o recém-terminado campeonato foi muito mais disputado do que o de 2010, o resultado continua bom. E trata-se de algo relevante, uma vez que o suíço, que correu pela Jenzer nos dois anos, tem somente 19 anos. Nico é o mais novo dos seis primeiros pilotos do campeonato, assim como foi o mais jovem dos quatro melhores do ano passado.

Rio Haryanto é outro que fez o seu segundo ano na categoria e, novamente, foi muito bem. Quinto no ano passado, foi sétimo neste. Mas, outra vez devido à alta competitividade do grid deste ano, vê-se que o piloto de somente 18 anos fez mais pontos em 2011 do que em 2010. E o mais legal: Rio é indonésio. Campeão da F-BMW Pacífico em 2009, foi para a Europa e se mostrou no mesmo nível de outros fortes pilotos com carreira na Europa. Chegou a ganhar da Virgin um teste com a F1 por ser o melhor piloto da Manor na GP3 no ano passado — neste ano, a primazia será de Adrian Quaife-Hobbs. Pode não dar em nada, mas Haryanto é um piloto para acompanhar, sem dúvida.

O último é Mitchell Evans. O neozelandês foi o mais novo do grid da GP3 neste ano, com 17 anos. Chegou depois de ser bicampeão da F-Toyota Neozelandesa, primeiro vencendo pilotos mais experientes, como Lucas Foresti (F3 Inglesa), Sten Pentus (World Series) e Earl Bamber (Superliga), depois superando compatriotas e um dos queridinhos da Red Bull, Daniil Kyvat — terceiro colocado na atual temporada da F-Renault Europeia. Mas era uma categoria local, e conhecer os circuitos vale muito.

Quando chegou na GP3, ninguém dava muito por Evans. Mas, em meio a pilotos com muito mais nome e experiência, chegou ao fim da sexta corrida — terceira etapa — na liderança. Na quarta rodada, era o segundo. Na quinta, o terceiro. Somente na sexta das oito etapas, com a ascensão brilhante de Valtteri Bottas, Mitch deixou a disputa pelo título.

Mesmo não marcando pontos na segunda metade do campeonato, em parte por vacilos próprios e em outra parte por azares — como ser jogado para fora da pista por James Calado em Monza —, Mitch impressionou. Foi o segundo entre os três pilotos de sua equipe, mas ficou apenas dois pontos atrás do Lewis Williamson, que é quatro anos mais velho e venceu, em 2010, o prêmio de revelação britânica da revista Autosport, que dá um teste com a McLaren. O outro companheiro, Simon Trummer, cinco anos mais velho, ficou 11 pontos e nove posições atrás. E tem uma coisa importante nisso tudo: Mitch corre pela MW Arden, equipe de Mark Webber e Christian Horner, chefe da Red Bull.

Não custa nada ficar de olho em quem pode ser um astro da F1 no futuro.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
08/09/2011 - 19:45

As canecas mais rápidas do mundo

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Pelo terceiro ano seguido, a Shell vai realizar a promoção das Canecas Ferrari, entre os meses de setembro e outubro de 2011.

Depois de oferecer exemplares vermelhos em 2009, quem quiser levar uma das 50 mil canecas para casa basta realizar a troca de óleo de seus carros – de preferência apenas Ferrari (ops, brincadeirinha) – com lubrificantes Shell.

Mas ao contrário da garrafa rubra da primeira edição, dessa vez a empresa disponibilizará peças amarelas e pretas. Quem for a um posto da Shell e adquirir um produto das marcas Shell Helix Ultra, Shell Helix Ultra ou Shell Helix HX7, será presenteado com a caneca preta, enquanto quem for a uma revenda e comprar o lubrificante Shell Helix HX6 Flex ganha a amarela.

A Shell se mostrou contente em poder presentear os clientes com as canecas e ressaltou que a promoção é válida em todo o Brasil enquanto durarem os estoques.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
06/09/2011 - 14:32

A primeira

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sempre gostei de assistir as corridas em Monza (pela TV, diga-se… ainda não estive presente lá, ainda), como sempre curti também acompanhar uma boa prova na chuva. E naquele setembro de 2008, o cenário era perfeito para o GP da Itália. Choveu muito naquele fim de semana, e isso certamente foi determinante para mudar toda uma ‘ordem natural’ das coisas, como dizem.

Quase um ano antes, no GP do Japão, que era disputado em Fuji, Sebastian Vettel fazia brilhante prova e poderia ter vencido a primeira na F1, logo em sua primeira temporada completa pela Toro Rosso. O alemão, no entanto, perdeu o ponto da frenagem quando estava em terceiro e encheu a traseira do carro de Mark Webber, vejam só. Foi o fim de corrida para Seb, mas ficou evidente sua capacidade no molhado.

Meses depois, mais maduro e um pouco mais experiente, Vettel teve um fim de semana praticamente perfeito no GP da itália. O alemão surpreendeu o mundo da F1 ao conquistar a pole em Monza até com certa tranquilidade. O STR2 estava muito bem acertado no molhado, tanto que Sébastien Bourdais classificou-se em quarto, mas poderia ter conquistado grid ainda melhor.

Veio o domingão, dia da corrida. Bourdais, que sempre foi bom piloto, deu um azar danado e ficou parado no grid antes da volta de apresentação. Em contrapartida, Vettel fez uma corrida suprema, liderando praticamente todas as voltas da corrida — exceto entre os giros 19 e 22, quando fez sua parada para troca de pneus e Heikki Kovalainen aproveitou para assumir a ponta —, e venceu com maestria sua primeira corrida na F1.

Foi mesmo o rito de passagem de Vettel, que deixou de ser promessa para se tornar um dos principais pilotos da F1. Tanto que no ano seguinte, o tedesco foi promovido para a Red Bull, e o restante da história todos conhecemos: mais jovem campeão da história e a caminho de ser também o mais novo bicampeão. Questão de tempo.

Acho que essa vitória de Vettel é a primeira que vem à mente quando me perguntam qual é foi a corrida mais marcante que eu já assisti. Claro que eu me recordo de outras, como a vitória de Rubens Barrichello na Alemanha em 2000, a despedida de Michael Schumacher em no GP da Itália de 2006, como também aquele final sensacional do GP do Brasil de 2008.

Mas por todas as dificuldades de Monza e por estar no comando da pequena Toro Rosso (que era Minardi), esse GP da Itália de 2008 é seguramente o meu preferido.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
02/09/2011 - 23:20

Cada vez melhor

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Outro dia, o Claudio Stringari, da Central Press, falou no Twitter que Salvador respirava a Stock Car. Pensei: “Exagero. Moro aqui, não vejo isso tudo. Tem muita ação promocional, mas não é A CIDADE respirando a Stock”. Eu estava enganado.

Daquele dia pra cá, comecei a notar como a etapa de Salvador estava, realmente, na boca do povo. Perdi a conta de quanta gente comentou comigo que iria, que queria ir, que ia levar um irmão/filho/pai/namorado pra assistir. E isso é algo legal, também: aqui, a corrida da Stock é um programa de família.

É o terceiro ano da Stock passando por aqui, e esta agitação na cidade deve-se, sobretudo, ao excelente trabalho de promoção feito pela Vicar e pelos patrocinadores do evento e dos pilotos. Tem carro exposto no shopping, no Burger King (e do Eduardo Leite, olha), no Pelourinho, carreata na orla, manhãs, tardes, noites de autógrafos… Imagino que boa parte destas ações sejam repetidas em outras cidades, mas acho muito difícil que tenham o acolhimento dado por Salvador. As arquibancadas cheias de 2009 e 2010 demonstram isso.

Inclusive, a parte ruim da organização é justamente a que não fica com a Vicar, promotora da categoria: assim como nos dois anos passados, a Transalvador, que faz a engenharia de tráfego da cidade, demonstra despreparo com o evento: o Centro Administrativo da Bahia, onde se realiza a prova, é bem grande e tem várias entradas. Dentro delas, algumas subentradas. Sou ruim de memória, e pela segunda vez me perdi mil vezes até chegar à sala de imprensa. Quem disse que alguém sabia informar pra onde eu deveria me encaminhar?

Mas, fora isso, vejo como a força do marketing local pela categoria tem sido importante. Acho que é necessário entender de maneira diferente essa cultura dos camarotes e HCs como algo inócuo ao automobilismo, por não criar público, uma vez que tem mais gente pela mordomia do que pela corrida. Conheço muita gente que ganhou passagem pros camarotes e que está supercuriosa pelos carros na pista, pelo esporte em si. Salvador não tem autódromo nem automobilismo forte, então esses convites representam, pra muitos, o primeiro contato com o esporte a motor. É diferente do que acontece em lugares em que o esporte já está mais estabelecido.

Ao menos no primeiro dia, e acho que as coisas não devem mudar ao longo do fim de semana, o saldo da organização da corrida é bem interessante.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
31/08/2011 - 19:07

Nem a Nascar sabe quem está no Chase

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Felipe Giacomelli [@daewlz]

Faltam apenas duas etapas para que a Nascar defina os 12 pilotos classificados para o Chase. Mas você sabe como essa dúzia é escolhida?

Primeiro, os dez primeiros na tabela de pontos após as primeiras 26 provas – a chamada temporada regular – se classificam automaticamente para a fase final. Esses dez pilotos passam a somar 2000 pontos – o que não pode mais ser alcançado por outros adversários –, além de cada vitória que conseguiram até então se torna três pontos de bônus.

Assim, por exemplo, o líder do campeonato Kyle Busch pularia para 2012 pontos. Os 2000 por estar no Chase e três a mais para cada uma das quatro vitórias até agora.

As últimas duas vagas na fase final são definidas entre os pilotos entre o 11º e o 20º lugar que mais triunfos conseguiram durante as 26 primeiras corridas, independente da posição. Atualmente, Brad Keselowski e Denny Hamlin seriam os dois que avançariam por esse critério. O piloto da Penske é o 11º na tabela e acumula três conquistas no ano, enquanto o adversário é o 13º, mas venceu uma vez.

O 12º colocado, Clint Bowyer, é o que está a ver navios no momento. O americano está somente um ponto atrás de Keselowski, mas 25 distante de Tony Stewart. Para entrar no Chase, o piloto da equipe de Richard Childress tem duas opções. Caso não vença mais, tem que ultrapassar Keselowski e Tony Stewart. Do contrário, precisa chegar em primeiro em uma das duas últimas etapas e não ser superado por Denny Hamlin na pontuação. Ou então, com uma vitória, perder a posição para o rival, mas ver Keselowski superando Stewart.

Só que não é apenas Bowyer quem precisa de uma combinação de resultados. Caso Juan Pablo Montoya – o 23º e que ainda não triunfou em 2011 – vença uma das duas últimas etapas, ele precisa apenas ganhar posições de Paul Menard, David Ragan e Marcos Ambrose, além de que Keselowski ultrapasse Stewart. Caso mais ninguém na chamada ‘Bubble’ triunfe, o colombiano está na fase final.

Complicado de entender, não? Pois é, até a Nascar está com dificuldades para analisar quem ainda tem chance de se classificar para o Chase.

Após a corrida de Bristol, realizada no último final de semana, a Nascar entrevistou Kyle Busch, Jimmie Johnson, Carl Edwards e Matt Kenseth que se garantiram matematicamente nos playoffs. A transmissão fez certa festa para eles, que comemoraram bastante a classificação.

Na segunda-feira, os fãs de Kevin Harvick alertaram a categoria que o piloto tinha sido ignorado no sábado, mas ele já estava classificado para o Chase. Embora matematicamente o patrão de Nelsinho Piquet possa cair fora do top-10, ele não tem como perder uma das vagas extras, pois já venceu três vezes no ano.

A Nascar analisou a reclamação e confirmou que o piloto está classificado. Nessa quarta-feira (31), foi a vez dos fãs de Jeff Gordon apontarem um erro da categoria. O tetracampeão está empatado com Harvick na pontuação (ambos com 782 pontos), mas perde no número de vitórias (3 a 2).

Apesar disso, mesmo que Gordon não corra mais até o final da temporada regular, o piloto não pode ser superado por dois adversários no número de pontos e de conquistas, assim, com quase cinco dias de atraso a categoria resolveu a situação de uma vez por todas e afirmou que o piloto da Hendrick também está garantido.

Assim, seis vagas para o Chase 2011 estão definidas e cerca de 20 pilotos disputam as outras seis. É uma situação bem complexa que nem a Nascar sabe quem está dentro quem está fora.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , , , ,
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