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10/09/2009 - 21:36

De que lado, F1?

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Felipe Paranhos

Flavio e Victor falaram muito do que se poderia dizer sobre Nelsinho/Cingapura. Responsabilidades, (falta de) motivos, tudo isso deixo com eles. E muita gente anda justificando o injustificável, comparando o caso com o Áustria/2002 do Rubens Barrichello — igualmente lamentável, mas diferente.

O esporte está cheio de fraudes como a de Nelsinho — que compactuou com a armação na hora e por mais oito meses antes de ser demitido e se vingar. Menores ou maiores, há muitas outras semelhantes na desonestidade. Norberto Fontana deixar Michael Schumacher passar e bloquear Jacques Villeneuve a pedido de Jean Todt (futuro presidente da FIA [!!!]) é uma delas; Prost/Senna e Senna/Prost também; Schumacher/Hill em Adelaide e Schumacher/Villeneuve em Jerez; os inúmeros casos de doping que frustram todos os crentes no surgimento de super-homens; os apostadores criminosos que compram jogadores e os jogadores criminosos que se deixam comprar… O exagero no número de exemplos é proposital. Se parasse pra pensar mais cinco minutos, enumeraria outros 50 casos de pequenas e grandes falcatruas no esporte. E isso de maneira nenhuma justifica a atitude de Nelsinho, diga-se.

Agora chego ao que quero dizer: independente da maneira com que este escândalo emergiu, ao menos ele parece não ser ignorado pela FIA. Digo parece porque posso morder a língua no dia 21, em que a Renault será ouvida no Conselho Mundial, mas a punição dos envolvidos — Piquet inclusive, e severamente — resolve o problema. Como já disse, fraudes são inevitáveis: em qualquer lugar há gente com personalidade frágil, poucos princípios ou falha de caráter.

Se quem tem o dever de analisar, julgar e punir o fizer com justiça, continuemos com nossas paixões. Do contrário, é hora de rever tudo.

Para firmar opinião, prefiro o esporte que investiga fraudes ao que tenta iludir o público. A F1 tem mais uma oportunidade de mostrar em que lado está.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
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