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17/06/2010 - 13:08

Pobre Soucek

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Felipe Paranhos

Depois de um início de carreira promissor e uma passagem numa equipe fraca da GP2, o piloto vê surgir uma oportunidade em uma nova categoria de acesso à F1, abençoada pela FIA e bonita por natureza.

Carros bons e potentes, pilotos talentosos, boa repercussão na imprensa e o melhor: tinha o apoio da Williams. A F2 era a salvação dele. Pensou: “É com essa que eu vou”.

O domínio começou cedo e foi até o fim da temporada. Andy Soucek era o primeiro campeão da F2. Pintou o teste prometido pela Williams… e só. O lugar de piloto de testes, pretendido pelo espanhol, ficou com o inexperiente Valtteri Bottas.

Depois, nada. Os patrocínios não eram pomposos o suficiente para comprar um lugar numa equipe menor e, aos poucos, as vagas foram escasseando.

No fim, apareceu uma chance de segundo piloto de testes da Virgin, graças à perda do patrocínio de Álvaro Parente. Mas não há integrante mais apagado na descontraída equipe de Richard Branson.

Soucek é para a Virgin menos do que é Fairuz Fauzy para a Lotus ou Sakon Yamamoto para a Hispania. Além de fora dos planos, ainda passa pelo vexame de implorar por uma chance de participar de um treino livre. Andy disse que manda e-mails toda semana aos chefes da equipe. Que papel.

Agora, já disse que pensa na Indy. É o melhor que faz.

Autor: - Categoria(s): F1, F2 Tags: , , , ,
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