iG

Publicidade

Publicidade

30/06/2011 - 10:31

Rali dos Sertões em ritmo de samba

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Maior competição off-road do Brasil e uma das mais importantes do mundo, o Rali dos Sertões será tema de samba-enredo da X9 Paulistana em 2012. Com o enredo chamado “Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil… A X9 Paulistana desbrava os sertões dessa gente varonil”, a tradicional escola de samba da capital vai contar um pouco da história do Sertões, que dos dias 9 a 19 de agosto, cruzará pela 19ª vez esse imenso Brasil.

Rodrigo Cadete e Flávio Campello, carnavalescos da X9, acompanharão os dez dias da prova em agosto, de Goiânia a Fortaleza, para conhecer a dimensão de uma competição como é o Sertões. Aliás, o Sertões é muito mais que um grande rali. Além da prova em si, há uma série de medidas em prol do meio ambiente nas cidades que compõem o trajeto e, principalmente, as ações sociais lideradas pelo Instituto Brasil Solidário. Certamente, os carnavalescos terão muita história para contar na avenida.

A homenagem é mais do que merecida, por tudo o que o Rali dos Sertões representa para o esporte brasileiro. Sinceramente, eu não me lembro de outra figura do automobilismo ter sido homenageada no carnaval, pelo menos no Rio e São Paulo. Acho que só Ayrton Senna, mas não me recordo. Mas isso me fez pensar em alguns sambas-enredo ligados ao automobilismo que poderiam ser interessantes para as escolas de samba: Senna, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello, Brasil na Indy… e se fosse a CBA? Seria o ‘samba do crioulo doido’?

Com a palavra, o amigo leitor.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , ,
21/03/2011 - 13:53

Senna, 51

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Hoje, 21 de março, Ayrton Senna faria 51 anos. A despeito da mitificação em cima do tricampeão, que acho exagerada, é inegável a importância dele para as gerações seguintes do automobilismo. Uma prova disso? Coletei algumas declarações recentes, aleatórias, de atletas da atualidade sobre aquele que para muitos é o maior da história.

“Ele é a fonte de motivação não só para mim, mas para muitos outros pilotos”
(Natalia Kowalska, da F2, à Revista Warm Up 12)

“François Cevert, do Gilles Villeneuve e do Ayrton Senna. Senna é talvez o início do profissionalismo real e do esforço intenso em cada aspecto
(Jérôme D’Ambrosio, da Marussia Virgin na F1, quando perguntado sobre quem seriam seus “heróis” no automobilismo)

“Um ídolo nacional, de todo mundo. Mudou a geração, mas acho que o nome Senna ainda continua sendo muito forte, presente”
(César Cielo, em reportagem do Grande Prêmio)

“Ele era um ídolo de todos. Ele me inspirou muito, na forma como defendia o país, como levava a bandeira. O que fazia e o que ele deixou de legado para que o país crescesse. Então, posso dizer que ele foi uma inspiração como esportista e como pessoa”
(Giba, do vôlei, na mesma reportagem)

“É inspirador como ele levava a sua carreira de muito exemplo para todos os jovens brasileiros, inclusive eu”
(Luiz Razia, da Air Asia na GP2, ao Grande Prêmio)

“Uma especie de Pelé do automobilismo”
(Lucas Di Grassi, ex-piloto de F1, na mesma reportagem)

“Acho que o Senna sempre será considerado um mito pelas suas conquistas, talento e estilo de conduzir. Mesmo depois de tanto tempo, todo mundo no meio do automobilismo ainda lembra dele como o melhor ou um dos melhores de todos os tempos”
(Enrique Bernoldi, piloto do FIA GT1, ao Grande Prêmio)

“Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender… Foi ótimo, não tem nem o que falar”
(Cristiano da Matta, na mesma reportagem)

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , , , , , ,
23/02/2011 - 01:08

O legado de Mansell

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um dos assuntos mais comentados da pré-temporada é o efeito que a adoção do Kers e da nova asa móvel traseira pode trazer às corridas da F1 em 2011 em termos de ultrapassagens. Pilotos como Sebastian Vettel e Fernando Alonso acreditam que os novos dispositivos não vão resolver a escassez de ação nas provas, enquanto Lucas Di Grassi acredita que tal medida vai proporcionar manobras artificiais.

Nas décadas de 80 e 90 não havia Kers, nem asa móvel, tampouco a busca incessante pelo aumento de downforce nos carros. Também não havia a enxurrada dos Tilkódromos, pistas projetadas por Hermann Tilke, que nada acrescentam à F1. Exemplos existem aos montes, como Sakhir, Abu Dhabi e Sepang. A única que se salva é Kurtkoy, na Turquia, e talvez, Xangai.

Acompanho a F1 desde 1986, época que pude assistir (via TV) um sem-número de ultrapassagens. MUITAS delas foram protagonizadas por Nigel Mansell. Claro que os tempos eram outros, os carros, circuitos, pneus, até mesmo a atitude dos pilotos nas pistas, eram sim muito diferentes. Várias variáveis, diria Humberto Gessinger. Mas no quesito ultrapassagem, o Leão se destacava dos demais. Isso é fato.

Aproveito o gancho dado pelo Blog do Capelli para falar um mais sobre o ‘Red Five’. O vídeo abaixo mostra dez minutos de um pouco do que Mansell fez nas pistas correndo pela F1, ultrapassando rivais do calibre de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Gerhard Berger e Riccardo Patrese. A emblemática manobra sobre Berger por fora na curva Peraltada do circuito Hermanos Rodriguez, no México em 1990, obviamente, não poderia ficar de fora.

Fazendo uma breve análise sobre a carreira de Nigel, fico com a sensação que o título de 92 — conquistado com ‘um pé nas costas’ graças ao desempenho supremo do FW14 da Williams — poderia não ter sido o único. Talvez o título viesse em 86, mas o caneco foi perdido para Prost graças a um furo no pneu do carro do britânico em Adelaide; ou talvez em 91, quando Mansell ficou atolado na brita da curva First em Suzuka e viu Senna comemorar o tri.

Mansell foi um vencedor e isso não se discute. É válido recordar seu histórico na F1 e sua coragem para atravessar o Atlântico e, já na condição de campeão mundial, rumar para a Indy — pela equipe Newman-Haas — depois de ter sido chutado na Williams para dar lugar a Prost e faturar o título da categoria norte-americana em 93. Sem contar que o inglês venceu a última prova do Mundial de 1994 com a Williams de número 2, o último carro de Senna.

O legado do Leão no automobilismo é inestimável, graças à sua coragem, técnica e arrojo, ainda que, por conta dessas características, tenha cometido vários erros nas pistas durante sua carreira. Mas ainda assim, o Red Five se colocou entre os grandes da história por sua ousadia e sua postura agressiva, sobretudo nas ultrapassagens. Que a atitude de Mansell sirva de lição para os pilotos dessa geração.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , , ,
14/12/2010 - 15:27

Senna e a imprensa

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA

A partir desta terça-feira (14), chega às livrarias a obra ‘Ayrton Senna e a Mídia Esportiva’, da Editora AutoMotor, escrita pelo jornalista Rodrigo França, que buscou relatar um pouco da relação nem sempre pacífica entre o tricampeão mundial de F1 e a imprensa.

De acordo com o autor, “é a cobertura jornalística da carreira de Ayrton Senna que representa o melhor exemplo da estreita relação entre a mídia esportiva e sua necessidade de ídolos”. França reporta nas 220 páginas do livro depoimentos de profissionais do jornalismo, além de fazer uma análise de mídia nas décadas de 80 e 90 e também na atualidade.

O valor do livro, com prefácio assinado por Reginaldo Leme,que também é dono da AutoMotor, é de R$ 29,90. Barato demais! O lançamento oficial de ‘Ayrton Senna e a Mídia Esportiva’ será no dia 20 em São Paulo. As fotos de Senna, muitas delas inéditas, são de Miguel Costa Junior, que cobre a F1 há mais de três décadas.

Reproduzo aqui o comentário do Bruno, da AutoMotor, para os que querem saber quando será o lançamento:

Olá, amigos. Obrigado pelo interesse: nós, da AutoMotor Editora, faremos o lançamento na próxima segunda-feira, dia 20.12, no Garage Burger, em SP (av. Prof. Luiz Ignacio Anhaia Mello, 1.501, Vila Prudente).

Além da venda no lançamento, o interessado pode adquirir a obra nas principais livrarias (a distribuição foi iniciada ontem) ou diretamente com a editora. Neste caso, pode entrar em contato comigo mesmo, no email bruno arroba rleme ponto com br”

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
05/05/2010 - 16:02

Jura?

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

“Bruno Senna não é tão bom quanto o tio, diz Brundle”

Agora que você descobriu? Chega a ser ridículo destacar isso. O garoto é talentoso, tal, mas, como eu diria 15 anos atrás, “dois altos”.

Vai comentar corrida, Martin.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
20/03/2010 - 14:52

Senna por Da Matta

Compartilhe: Twitter

Felipe Paranhos

Ontem, conversei com Cristiano da Matta sobre as memórias que ele tinha do Ayrton Senna em sua carreira. Como são de gerações diferentes (o piloto mineiro tem 36 anos), a influência do tricampeão nos passos de Cristiano foi, por assim dizer, virtual. Mas, mesmo assim, a força que Ayrton teve no automobilismo europeu e as pegadas que deixou no mundo do esporte-motor chegaram a seduzir Da Matta a não tomar o caminho dos Estados Unidos, no início da segunda metade da década de 1990.

Na ótima conversa que tivemos, ele falou um pouco também sobre a trajetória dele. Curtam aí.

“A imagem que ficou dele lá fora é aquela que ele criou — que os resultados que ele conseguiu criaram, na verdade, né? Ele é sempre visto como um cara da velocidade, um dos maiores que já existiram — pra não dizer o maior, na verdade. É opinião de 100% das pessoas do meio.

Durante o crescimento no automobilismo, ter um cara como ele para olhar é algo que não tenho palavras para descrever. Já para seguir, não é muito fácil se espelhar naqueles passos, mas ter alguém para se espelhar e tirar algo de bom, aprender, foi ótimo, não tem o que falar.

[Quando Senna morreu,] Eu era novo no automobilismo, estava começando a fazer F-Ford, estava para começar a F3. Eu estava naquela parte de aprendizado, ainda começando a dirigir fórmula. Só de assistir correr já era bom para quem queria caçar coisa para aprender, procurar. Era um exemplo fantástico.

Essa parte [deixar a Europa] é sempre muito díficil. Naturalmente, a maior parte dos pilotos tem como objetivo final a F1, porque é para onde todo mundo alimenta o sonho. Mas para mim foi engraçado, porque naquela parte eu tive que tomar a decisão de abandonar a europa porque estava ficando cada vez mais difícil, precisando de dinheiro, de patrocinador, para subir. Era caro, quase impossível. E nos Estados Unidos as perspectivas eram mais realistas, existiam muito mais oportunidades.

É claro que a F1 pesava na nossa cabeça, mas tem horas que tem ter pé no chão, ser menos emoção. Eu dei muitas voltas, mas de um jeito ou de outro cheguei lá. Hoje, acho que eu fiz o caminho certo, embora seja difícil dizer como seria se eu tivesse feito diferente. Eu consegui chegar contratado, sem ter de levar um centavo de patrocínio. Não é como um grande resultado ou uma vitória, mas chegar lá sem dinheiro, sem patrocínio pra levar era uma coisa complicada. Sempre tive sorte e bom relacionamento com as montadoras. Mas, quando eu tive que decidir, era difícil colocar o pé no chão pensando no Senna e na situação que ele teve lá.”

Grande cara, o Cristiano. Que seja feliz com a Iveco na Truck.

Autor: - Categoria(s): F-Truck, F1 Tags: , , , ,
Voltar ao topo