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23/11/2009 - 11:30

Acordo entre Sauber e Qadbak está próximo do fim, garante jornal

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Semanário “Sonntagszeitung”, da Suíça, disse consórcio que comprou equipe tem problemas de financiamento

Tudo parecia certo para que a Sauber assumisse a vaga da Toyota como 13ª equipe da F1 em 2010 após o anúncio de saída dos nipônicos. Entretanto, de acordo com o jornal semanal “Sonntagszeitung”, a situação do time suíço não é das mais tranquilas: o periódico afirmou neste domingo (22) que o consórcio Qadbak, que comprou o time, não conta com financimaneto de ricas famílias do Oriente Médio, como se dizia.

Segundo o jornal suíço, a Qadbak não conseguiu comprovar que tem o financiamento necessário para manter a Sauber funcionando e, por isso, a FIA tem hesitado em garantir o time no grid de 2010. Além disso, o “Sonntagszeitung” destacou que Russel King, nome por trás do grupo de investimento, passou algum tempo na prisão por fraude envolvendo seguros e teve seus bens congelados — situação que causou surpresa no departamento legal da BMW.

Com isso, o futuro da Sauber segue indefinido após a decisão da montadora alemã de deixar a F1. O chefe de equipe Mario Theissen disse à revista “Autosport” que tudo continua igual. “A situação não mudou. O time ainda não tem uma vaga no grid. Esperamos conseguir uma, mas nada ainda foi feito. E, obviamente, o atraso torna mais difícil negociar com pilotos e patrocinadores.”

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
16/09/2009 - 11:46

Então ficamos assim

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Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
29/07/2009 - 09:22

E Mosley tinha razão

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Muita gente tem, desde a mais TENRA idade, aquele sentimento rebelde de sempre ser “contra tudo e contra todos”. Obviamente, eu também passei por essa fase, e resquícios dela ainda continuam a permear esta avantajada cabeçorra com relação a alguns assuntos. Um deles trata de dirigentes políticos: para mim, eles estão invariavelmente errados — a não ser que seus adversários de momento consigam a proeza de errar ainda mais.

Pois Max Mosley, para mim, era um exemplo claro do dirigente que sempre erra. Desde as mudanças de 1997, que tornaram a F1 um esporte quase sacal de assistir — e eu me lembro de ler críticas às alterações desde essa época —, sempre vi no inglês o típico cara que faz de tudo para chamar mais atenção para si do que para o esporte que comanda.

Mas reconhecer que está errado, dizem, é uma benção (como não sou muito chegado a ESOTERIMOS, acho apenas uma merda saber que errei). E este é o caso: Mosley, no fim das contas, tinha razão de tudo que fez na F1, principalmente nos últimos dois anos. A decisão da BMW de deixar a F1, anunciada nesta quarta-feira, é das coisas mais patéticas e lamentáveis que eu já vi.

Como que um fabricante que trabalha focado no desempenho — e, caramba, trabalha tão bem — consegue tomar uma decisão estapafúrdia dessas? Uma empresa que lida com a imagem conseguir incinerar a sua tão facilmente é algo que me deixa meio bobo (e isso que eu já sou quase um bobo completo).

Sempre fui fã dos carros da BMW. Nunca tive um, obviamente, porque eles valem umas quatro vidas das boas, como diria O Homem sem Nome n’O Terceiro Tira, mas são carros que eu admiro desde pequeno. Mais do que Ferrari, Mercedes, Audi, pau a pau com Porsche. E aí os caras fazem isso… incompreensível.

Mas, é como o chefe não cansa de dizer: o balancete reina sozinho, e foda-se a história e o envolvimento com o esporte. O nosso trabalho — e aqui falo do trabalho que fazemos no GP — é sobre algo supérfluo para o mundo, o que nos torna também supérfluos. É dose constatar isso quando se começa a trabalhar às 5h da matina.

Para aliviar a raiva, um pouco de ROXETTE para todos:

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
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