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18/08/2010 - 11:40

O original e a imitação

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Felipe Paranhos

Aqueles que me seguem no Twitter talvez já saibam que eu acho o CQC um nojo do ponto de vista jornalístico. Trata-se de um programa que se diz jornalístico para conseguir autorização para entrar no Congresso Nacional, mas se vale abundantemente de um artifício que é o antijornalismo por si só: a propaganda.

Perdoem o nariz-de-cera, mas ele tem razão de ser. Porque tudo o que vira moda ganha imitações, grandes ou pequenas. Após a vitória na etapa de Salvador da Stock Car, Cacá Bueno foi vítima de um subCQC baiano do qual nunca ouvi falar.

Cacá gentilmente parou para conversar com o tal repórter. Eu passei do lado, não dei muita importância. Tentando falar com a Luana Marino aqui do GP pelo telefone, ouvi a primeira pergunta: “Você é Cacá e seu irmão é Popó. Seu pai é Gagá?”

O piloto da Red Bull se saiu bem na resposta, dizendo que o pai ainda tem lenha para queimar, algo assim. Eu já estava dentro da sala de imprensa quando veio outra pergunta, com uma associação ainda mais babaca e infantil, algo do tipo “Como foi ficar com o Duda encostado na sua traseira na corrida?” Educadamente, Cacá disse que já era suficiente e deixou o rapaz falando sozinho. Com toda a razão.

Ainda que, neste caso, tenha sido só babaquice e não ofensa grave, de perto se vê quão constrangedor é ser abordado por um destes supostos repórteres. Se o original chama atrizes pornô de putas ao vivo às 22h, imaginem o que podem fazer as imitações.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
17/05/2010 - 12:11

Irmãos de vantagens

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Felipe Paranhos

Cacá e Popó Bueno já têm um grande patrocinador para o Trofeo Linea: é o banco Itaú, que, com dois de seus braços — Banco Fiat e iCarros —, vai apoiar os irmãos na nova categoria de turismo no Brasil.

No comunicado enviado à imprensa, Cristiane Magalhães, diretora de Marketing de Negócios do Itaú, falou sobre o acordo.  “Apoiar um evento automobilístico deste porte está em linha com a crença do banco de valorizar o esporte no Brasil. É ainda uma forma de promover inovações que contribuam para o setor e reforçar a proximidade de nossa marca junto à sociedade”, disse.

Autor: - Categoria(s): Trofeo Linea Tags: , ,
12/04/2010 - 14:59

Fale, Cacá. Falem, outros.

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Felipe Paranhos

Não me interessa o motivo, se há costas-largas ou se é só personalidade. Mas gosto muito da recente postura de Cacá Bueno na Stock. Nós, jornalistas, questionamos muito as declarações-padrão, engessadas, sem tempero, reformadas e ajustadas contra polêmicas ou questionamentos.

Em São Paulo, ele se manifestou contra o regulamento. Agora, em Curitiba, levantou discussão sobre o rendimento e os problemas nos pneus, além de criticar a forma com que ele, Daniel Serra e Popó Bueno receberam punições. Fez, então, um belo desabafo à repórter Evelyn Guimarães. “Amo a Stock Car e estou aqui há mais dez anos. Até por isso me desgasto bastante. Eu me canso um pouco com tudo isso. Porque mudam as regras a dez dias do início do campeonato, porque de repente a gente vai disputar a vaga no playoff em corrida de saco. Por isso, o esforço. Mas o problema são as pessoas e não a categoria”, disse.

Meu texto não é sobre a Stock, é sobre a postura de um piloto profissional. A frase de Cacá poderia ser endereçada a qualquer categoria do automobilismo, simplesmente porque há discordâncias, motivos de irritação e situações desconfortáveis em qualquer lugar. Mas a grande maioria dos pilotos não o faz, seja por não aguentar o peso da reverberação de suas palavras na imprensa  e no público, seja por receio de desagradar alguém de que possa precisar no futuro.

Cacá é um grande piloto, tricampeão da Stock Car e sabe que pode criticá-la porque é o principal nome da categoria na atualidade. Mas outros, em outros campeonatos, também podem fazer isso.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , ,
28/03/2010 - 22:37

Pontos, motor e pneus

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A Stock Car abriu neste domingo (28) a temporada de 2010 em Interlagos e viu Max Wilson vencer a primeira corrida do ano, depois de embate com Cacá Bueno durante boa parte da corrida. Átila Abreu e Nonô Figueiredo completaram o pódio. E algumas coisas ficaram desta etapa inicial. A primeira diz respeito aos pilotos.

Há uma insatisfação enorme por grande parte dos pilotos com relação ao regulamento desse ano.  O primeiro a reclamar foi Cacá Bueno, que criticou severamente a direção da Stock por causa da retirada dos pontos de bonificação dos primeiros colocados no grid de largada. Para o piloto, a regra prejudica as equipes com mais investimento na categoria. A opinião de Cacá foi compartilhada pelos colegas Átila Abreu, Nonô Figueiredo e Max Wilson, durante a entrevista coletiva de hoje.

Cacá, na verdade, também lançou mão de outra reclamação por conta das novidades da categoria para 2010. O defeito no pneu, que o tirou da briga pela vitória na pista paulista, acabou revelando também críticas sobre a ausência dos testes. Queixa não só do atual campeão, diga-se.

Com uma pré-temporada reduzida, os problemas vieram à tona. Os contratempos com o motor ao que parecem foram resolvidos para a prova, diante da cautela usada pela JL na configuração dos motores. Mas, no fundo, eram os pneus a maior preocupação dos chefes de equipes da Stock Car. E novamente a cautela foi utilizada. As disputas por posição foram tímidas e o calor e o desgaste excessivo fizeram vítimas. No final da prova, Thiago Camilo ainda teve um pneu furado, enquanto Allam Khodair perdeu a roda. Os primeiros da corrida também falaram que procuram poupar o carro. O próprio Cacá admitiu que optou por uma postura mais conversadora com relação ao motor na primeira parte da corrida.

Daqui a duas semanas a Stock disputa a segunda etapa em Curitiba, com esperança de que a solução dos contratempos vividos em São Paulo seja encontrada. Entretanto, para alguns pilotos, somente daqui a duas ou três corridas é a categoria vai entender os problemas e encontrar soluções.

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , , ,
24/11/2009 - 19:19

Bovinas 5 – e fim de papo

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Está tarde, eu sei, para falar de Stock Car. Mas o trabalho do domingo foi intenso, e só agora consegui uns segundinhos livres para fazer isso.

Sobre a corrida: não é segredo para ninguém que não gosto das corridas da Stock. Mas a de Tarumã foi, sim, legal – teve ultrapassagens, brigas por posições; enfim, tudo que se espera de uma prova. O novo carro parece ter casado bem com a pista gaúcha.

Que, esta sim, está NOS PÉ DA ÉGUA. Todos os pilotos foram unânimes em dizer o quanto apreciam guiar em Tarumã, mas todos também ressaltaram o óbvio: não dá mais. Falta tudo que é possível imaginar de estrutura. Os boxes são minúsculos e apertados, as áreas de escape parecem campos minados, não há guard-rail para proteger dos barrancos. Até mesmo para a imprensa é péssimo, pois a sala fica no meio do nada, sem que tu possa enxergar a pista. E, pra completar, ela fica DESNIVELADA, caindo para um lado. Péssimo.

Sobre o título: merecídissimo. Aliás, vou cobrar de Cacá Bueno na próxima corrida em que eu for, pois ele se deu bem em todas as coberturas que eu fiz até hoje – venceu em Santa Cruz e Tarumã no ano passado e foi campeão neste ano. Mas, brincadeiras à parte, o piloto da Red Bull é hoje o melhor do Brasil, sem nenhuma dúvida. Quem tenta transferir a ele a raiva que tem do Galvão não faz NENHUM SENTIDO. Ele já fez merda, óbvio – como acusar o GP de mentiroso no ano passado, e de ter mandado o público (acho que de Brasília) tomar no cu mostrando o dedo, etc, mas isso não tira o fato de que o cara é um PUTA piloto de turismo. Está de parabéns.

E, last but not least, eu tive a chance – oportunizada pelo grande Otazú, assessor de imprensa de uma camaçada de pilotos e da Goodyear – de dar uma volta rápida em Tarumã a bordo do carro da fornecedora de pneus, pilotado pelo Júlio Campos, campeão antecipado da Pick-up. E, olha, foi SENSACIONAL. Tentei filmar, mas ficou uma merda, com a câmera digital que eu tenho. É impossível se controlar no carro sem ter no que se segurar, e é incrível ver como é dar um verdadeiro pau em um carro no circuito mais rápido do Brasil.

Tarumã vai deixar saudades. Tomara que alguém consiga remediar o que for necessário no circuito.

E vejam o vídeo da volta:

Câmbio e desligo sobre o assunto,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , ,
17/07/2009 - 14:22

Villeneuve é um cara "gente boa", segundo Cacá

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Criaram uma imagem de que Jacques Villeneuve era um chato de galocha, arrogante, prepotente, que brigava com todo mundo e não dava bola para ninguém. O famoso Zé Mané. Talvez seja o ambiente agradável em Interlagos, sem aquela competitividade insana da F1. Talvez seja tudo mentira, o que falaram dele. Porque uma pessoa que esteve muito próxima dele passou ao Grande Prêmio uma imagem completamente diferente. Em conversa com o GP, Cacá Bueno relatou o convívio que teve até agora com o canadense, seu companheiro de equipe na etapa brasileira da Top Race V6. Palavras do brasileiro: trata-se de um cara bem simpatico, bem gente boa.

“Tive uma reunião com ele, depois ficamos batendo um papo no nosso motorhome”, disse Cacá, que almoçou com Villeneuve. Segundo o piloto da Red Bull na Stock Car, o campeão mundial de F1 provou a tradicional comida brasileira. Pelo jeito, gostou muito, porque o deixou de bom humor. “A gente conversou sobre futebol, noitadas, hóquei no gelo, sobre as cidades em que nós moramos, ele no Canadá, eu no Rio, ficamos batendo um papo bem legal”, falou Bueno.

Os elogios de Cacá a Villeneuve não pararam por aí, desmistificando tudo o que foi dito nesses últimos anos. “Sempre falaram que ele era muito antipático, que era difícil. Nada disso. Pelo menos, comigo”, afirmou. “É um cara sorridente, descontraído.”

Para o bicampeão da Stock Car, o que pode ter acontecido é que o ambiente da F1, conhecido por não ser muito amistoso, talvez tenha criado um personagem que não existe. O real Jacques, pelo relato de Cacá, é um cara brincalhão, que faz piadas com aquele que acabou de conhecer. “A gente estava falando sobre Stock Car e Top Race. Quando falei da Stock, ele disse que conhecia um pouco. Falei que ele deveria andar um pouco de Stock. Respondeu dizendo que era muito rápido para ele, brincando. Pô, um cara que andou na Indy a 400 km/h”, comentou Bueno, aos risos.

E de uma conversa bem descontraída, bem que poderia sair algumas inconfidências. O Grande Prêmio perguntou: Villeneuve falou alguma coisa sobre F1, se vai voltar? “Não falamos sobre F1. Pareceu para mim que ele quer demonstrar que está bem por aqui, tipo ‘deixa fazer minhas brincadeiras’. Já vi declarações indicando que ele quer voltar, mas, na conversa, não mostrou nada disso, não”, finalizou.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Geral, Jacques Villeneuve, Top Race V6 Tags: , , , ,
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