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02/03/2010 - 13:53

E agora, emissora?

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Logos Equipes

Felipe Paranhos

Vamos lá: a emissora tem o hábito de inventar nomes para equipes esportivas. Faz assim no voleibol chamando-as por nomes de cidades, embora isso seja muito pouco relevante no vôlei, bancado quase totalmente por patrocinadores. Já faz no futebol, nomeando, por exemplo, o Pão de Açúcar Esporte Clube pelo pomposo nome de PAEC.

E, como vocês sabem, faz isso na F1.

A emissora mudou, primeiro, o nome da Red Bull e da Toro Rosso, que viraram siglas exóticas. Agora, teve a brilhante ideia de fingir que a Virgin não se chama Virgin.

A Campos mudou de dono e, agora, é de José Ramón Carabante. E deve se chamar Hispania Racing F1, replicação do nome do grupo de investimentos imobiliários cujo proprietário é o espanhol. Trata-se do mesmo caso de Red Bull, Toro Rosso e Virgin. O que vão inventar? HRF1? Ou vão chamar de Campos mesmo, numa clara incongruência?

Imagina se o Bruno Senna corre lá, levado a níveis infinitos de pachequismo pelos de sempre, e tendo o nome de sua equipe falado de maneira errada o ano inteiro…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
21/02/2010 - 13:56

Senna, patrocínio e F1

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senna

Felipe Paranhos

Era a Honda, que morreu e deixou Bruno Senna sem vaga para 2009. Sem espaço na F1, não faria sentido voltar à GP2. O brasileiro tirou um ano sabático. Agora, é a Campos, que morreu, está sendo resgatada, mas já deu sinais de que não deve ficar com o piloto — a menos que o dinheiro entre na história, como disse Colin Kolles, novo diretor-técnico do time.

Só que Bruno Senna — na verdade, sua assessoria, ele quase não fala à imprensa — sustenta que não tem patrocinadores atualmente. E que não levou nenhum apoiador para a Campos, que esperava usar o sobrenome histórico para atrair empresas. Embora tudo isso seja meio curioso, pois em todas as aparições recentes Bruno usava bonés da Embratel, cabe acreditar no que é dito. Até porque, do contrário, Kolles não falaria o que falou.

Por isso, para incentivar a discussão, partiremos da premissa de que não há patrocínios. Exponho, então, minha ignorância: jura que em um país com as proporções do Brasil não há empresas que se interessem em associar sua marca à de um piloto de F1 com o apelo que tem Senna? Não que ele vá alcançar grandes resultados, mas o que tem de gente que vai voltar a assistir corridas de F1 só para vê-lo… O que preocupa? O risco de o cara não se dar bem e, por conta daquela visão do torcedor brasileiro que nós já conhecemos, a empresa ficar vinculada a um suposto insucesso?

Acho até que há pilotos brasileiros mais talentosos, que mereceriam grande apoio para desenvolver suas carreiras, mas me parece que Bruno daria mais retorno aos executivos que vivem de avaliar relatórios e planilhas e projetos — justamente porque tem gente que não vê uma corrida de F1 há mais de dez anos e, quando ouve falar que o sobrinho de Ayrton vai correr na F1, se interessa.

Não entendo de publicidade, propaganda, marketing e afins. Portanto, peço a ajuda de vocês para entender o que há de escondido a quem não é especialista.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
17/02/2010 - 07:52

Onde há fumaça…

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O movimento de Max Mosley no ano passado em promover um aumento no número de carros no grid da F1 pode ter sido em vão. É de conhecimento público que pelo menos duas das quatro novatas estão em sérios apuros. Enquanto Virgin e Lotus já foram para a pista em Jerez na pré-temporada, Campos e USF1 ainda nem sequer falaram em apresentar os carros e ambas, curiosamente, só têm apenas um piloto confirmado.

As dificuldades financeiras da equipe espanhola estamparam os noticiários nos últimos dias e até momento nada ficou resolvido, por isso a dúvida é grande quanto à sequência dos trabalhos do time Adrián Campos, que ainda tem na sérvia Stefan uma clara ameaça. Outro imenso ponto de interrogação está na obscura escuderia de Peter Windsor e Ken Anderson.

Nesta terça-feira, a notícia de que o imóvel onde se concentra a base da equipe norte-americana, em Charlotte, nos EUA, está à venda ajudou a colocar mais fogo nas especulações sobre o futuro da estreante. É certo que um porta-voz do time se apressou em esclarecer o anúncio da venda do edifício, garantindo que a escudeira tem contrato de locação com a propriedade até 2014.

Mas só isso não foi suficiente para apagar os rumores sobre as reais condições da equipe, que ainda não apresentou nada de concreto para 2010. E isso dá ainda mais corda para Bernie Ecclestone, que disse dias atrás não acreditar no projeto do time. E fica cada vez mais a clara impressão de que, de fato, dificilmente a equipe estará no grid em 14 de março.

Desde que os demais times começaram a se movimentar para apresentar os carros deste ano, nenhuma informação a este respeito surgiu dos EUA. A única confirmação mesmo foi a da contratação do o argentino José Maria López. Depois disso, mais nada. Mas é pouco perto da onde de boatos que aparecem sobre a equipe, intensificados nesta semana.

Pois bem, nesta quarta-feira surgiu o rumor de que o time perdeu o apoio de Chad Hurley, o co-fundador do YouTube. E de que Hurley estaria agora interessado em unir forças com a Campos. A Stefan também seria a outra opção para Chad. Outro fato que veio à tona hoje foi o desligamento de Brian Bonner da USF1. Tido como uma peça chave no desenvolvimento de negócios do time, Bonner, de 50 anos, agora trabalha como é co-diretor de marketing de outra empresa, a B4.

Como se não bastasse, a time de Windsor e Anderson convive com a insatisfação dos funcionários com relação ao atraso nos pagamentos.

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
26/01/2010 - 14:05

Acabou

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Felipe Paranhos

Não tem história. Conforme dito por Victor Martins em seu blog, citando o Las Provincias, Tony Teixeira deve ser anunciado como o novo parceiro de Adrián Campos na equipe deste último na F1. O português substituirá José Ramon Carabante — e o “Meta” vai sair do nome da Campos.

Acontecendo isso, acabou a A1GP — no caminho do que eu tinha palpitado aqui. A menos que algo muito surpreendente aconteça, a categoria morreu na falta de grana para se manter. Convencer a Ferrari a fazer os carros foi ótima ideia; se filiar à IMG Sports Media, importante empresa de marketing esportivo, também. Mas nada disso parece ter sido suficiente para sustentar o conceito de Copa do Mundo do automobilismo.

Em novembro, já não havia mais área de mídia no site da A1GP — as fotos de divulgação ficavam por parte de uma agência de notícias, o que inclui pagamento, claro. Hoje, notei que o site da categoria está fora do ar.

É, acho que teremos Campos A1.

Mas ele levaria € 20 milhões. E tiraria de onde, afinal?

Autor: - Categoria(s): A1GP, F1 Tags: , , ,
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